Vítima ou protagonista?

Nascido para viver!!!


E quais eram as opções do Fabrício?


A primeira seria não fazer nada. Aceitar a situação como irremediável ao comportar-se como vítima, deixando-se vencer pelos julgamentos dos outros e retirar-se do mundo.

A segunda seria o da opção pela vida. Foi o que o Fabrício fez. A tomada de consciência da finitude existencial é que pode dar a autonomia de fazer a opção deliberada por viver. Todos nascem, crescem e morrem. A sequência natural pode ser alterada por fatores fora de nosso controle, mas não houve rei nem rainha, famoso ou anônimo, rico ou pobre que tenha fugido do desfecho final. O que está no controle de cada um é o que se faz com o tracinho que está inserido entre o ano em que se nasce e o ano em que se morre. Esse tracinho é a vida e cada um pode fazer a opção de vivê-la em sua plenitude, demonstrando que nasceu para viver. Cada um é dono de si. Para isso, deve-se estar disposto a ser o protagonista do próprio destino.

É isso aí, Fabrício, nascido para viver!


Superação, a marca do ser humano

Como vai a sua conversa?

Entende-se que é no saber estar com os outros que as oportunidades se revelam por meio da interação, respeito, trabalho, cooperação e contribuição para a construção de ambientes melhores. Deve-se lembrar que para saber estar é preciso saber conversar.

São muitos os sinônimos e significados para “conversar”. Como sinônimo, podemos pensar em dialogar, papear, tagarelar, prosear, falar… Mas conversar, no ambiente de trabalho, tem como pano de fundo a ideia de fazer fluir.

Quando Machado de Assis diz, “Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram”, aproximamo-nos daquilo que entendemos como conversar. O sorriso nos olhos, consequentemente na conversa, é importante, porque facilita a comunicação. Os gestos que desculpam, saúdam, estimulam e dão força são fundamentais. Os toques que orientam, assim como os silêncios que falam são habilidades indispensáveis para que os indivíduos exerçam a sua função com a competência que se espera.

Você sabe conversar?


Você está pronto para morrer?

Não sei porque no Brasil se tem a impressão de que sempre morrem as pessoas erradas. Mas existe alguém certo para morrer? Entender que não há uma pessoa certa para morrer é um bom começo para que se internalize a certeza de que todos nós vamos morrer e passar a viver de acordo com isso. Viver e morrer é muito simples. É uma realidade que se repete há milhões de anos. Mas a mítica da morte, muitas vezes, nos faz criar os messias e os seus anunciadores. Eis o momento que se vive por aqui.

Lamento sinceramente a morte do ser humano Eduardo Campos, assim como das demais pessoas que estavam com ele. Entretanto, tratar o desaparecimento do político como a morte do messias é fugir da realidade. Mais uma vez usamos desculpas para ocultar a nossa incompetência. Mais uma vez assumimos o papel de vítimas, sem nunca entender que não o somos. É o momento de finalmente entender que sempre somos os protagonistas, ainda que de nossa própria tragédia como pessoas ou como nação. Vamos ficar de luto pelas pessoas? Um sentimento justo e humano. Vamos ficar de luto pelo messias que só foi identificado como tal quando não mais o poderia ser? Qual é… Desculpa fácil para não construir nada!

Eleger um político para presidente é nossa obrigação cívica. Porém, nada nos tira a responsabilidade de fazer o que deve ser feito no nosso dia a dia. Por isso, vamos trabalhar e fazer a nossa parte que a salvação chegará. Só assim para termos um país organizado, desenvolvido, justo e humano, porque nós também o devemos ser como pessoas. Por fim, caso ainda assim a salvação não chegue, um dia a morte nos resgatará. Não tenho a mínima ideia se será para que tenhamos uma vida eterna feliz ou de danação ou mesmo numa ou noutra reencarnação. Deve-se lembrar, porém, que também há a hipótese de que seja a morte e não a vida eterna. Nesse caso, não precisaríamos de redenção…

Por isso a pergunta: você está pronto para morrer? Se não estiver é problema seu, porque você vai morrer do mesmo jeito. Um artista morre. Um político morre. Um messias morre. Não é um privilégio seu ou meu, mas é uma realidade inevitável. Não é nem questão de ser aceitável ou não, apenas é. Não sou nenhum psicopata a ponto de desejar a morte de alguém, entretanto tenho a clareza de que vou morrer, assim como todos vão. Isso me leva a uma indagação: qual a importância disso tudo para nós daqui a 100 anos? E daqui a 100 mil anos? E por que não pensar em um bilhão de anos? Para nós não fará diferença nenhuma. Entretanto, pode-se fazer algo agora. Faça aquilo que estiver ao seu alcance. Se tudo isso não lhe parece justo, nada impede que você seja uma pessoa justa.

É isso! Um ponto de vista.

Você sabe estar? Quais são os seus saberes?

Na busca por resultados individuais e organizacionais harmônicos, ser competente passa pelo saber, saber fazer, querer fazer, poder fazer e, finalmente, pelo saber estar. O saberdiz respeito a um conjunto de conhecimentos que possibilitam a um indivíduo desempenhar as suas funções. O saber fazer contempla as habilidades de execução e aplicação dos conhecimentos que a pessoa detém para solucionar as exigências em contexto de trabalho. O querer fazerrefere-se à motivação pessoal e ao contexto mais ou menos estimulante no qual o indivíduo intervém, devendo-se essa habilidade a uma postura mais ou menos assertiva do profissional frente às demandas. O poder fazerremete-nos à existência de um contexto, de uma organização do trabalho, da forma de gestão e das condições que tornem possível que o indivíduo aplique o seu saber. Por fim, grande ênfase é dada ao saber estar, competência resultante de uma combinação do desempenho das tarefas que determinada função exige e as atitudes adequadas face aos objetivos, às normas da organização e às pessoas que formam o ambiente de relacionamento em geral em que o indivíduo se encontra.

Cada item tem a sua importância; entretanto, há que se considerar que tudo o que existe fora da natureza é feito pelas pessoas e para elas. Assim, podemos deduzir que é no saber estar com as pessoas que estão as oportunidades de viver bem, respeitando, trabalhando, cooperando, interagindo, auxiliando e contribuindo para um objetivo comum.


Quais são os seus saberes? Você sabe estar?

Você sabe articular?

Um dos pontos mais importantes para o profissional atual é entendimento de que o alto desempenho técnico, por si só, não é o suficiente. Por que não?
Porque as pessoas não tem a mesma noção de desempenho. Não estou falando da avaliação de desempenho formal, mas daquela que ocorre nas conversas privadas e paralelas que representam o verdadeiro sangue organizacional. Nesse circuito deve-se lembrar que nem tudo o que é importante para você também o é para os seus colegas ou superiores, porque cada um é o centro do seu universo. Tendo isso como premissa pode-se ajustar o comportamento de como você se conduz para que os outros também se sintam bem com você. Assim, é preciso ser capaz de contribuir na construção de um ambiente apropriado entre as pessoas que formam a organização, cada qual com as suas responsabilidades. Sendo essa uma das principais capacidades, é natural que ela seja precedida pelas competências interpessoais de construção de relacionamentos. Para isso, a competência em saber estar e saber conversar para articular e fazer fluir ganha relevância.

Importante destacar o que entendemos por competência, que amplia a percepção sistêmica da organização. Assim, as competências se reportam a comportamentos que as pessoas apresentam no exercício das suas atividades profissionais e na conduta pessoal. Nada mais apropriado para o profissional atual do que, além das suas competências técnicas, saber articular para criar um ambiente propício ao diálogo que contribua na busca por resultados comuns.


Você sabe articular para alcançar os seus resultados em harmonia com os resultados organizacionais?

Até que o senhor é bem animado…

Faltavam poucos minutos para que a minha esposa chegasse vinda de Porto Alegre e eu já a esperava em frente à área de embarque e desembarque da rodoviária de Criciúma. Estava lá eu com minha cadeira de rodas completamente distraído apreciando o movimento dos carros do outro lado da rua, tentando entender por onde eu entrara e por onde deveríamos sair, assim que ela chegasse. Percebo alguém se aproximar.
Levantei meu olhar e vi um homem vestindo o uniforme de uma empresa de ônibus com uma maleta na mão. Parecia um motorista no final de expediente. Ele retribuiu o olhar, deu um sorriso, bateu no meu ombro e perguntou:
– Tá tudo bem aí com o senhor?
– Sim, sim. Tá tudo bem. Estou esperando uma pessoa que já deve estar chegando… 
A minha resposta deixava transparecer felicidade, pois reencontraria a minha esposa depois de um tempo longe um do outro. Mesmo assim, um pensamento paralelo percorria a minha mente, Como as coisas mudam. Parece que foi ontem que me diriam, “E aí rapaz, tá tudo bem?”Agora me tratam de senhor… O tempo passa rápido e não perdoa.
Meus pensamentos logo se voltaram para a situação presente, assim que ouvi o homem continuar a conversa:
– Para quem não caminha o senhor até que é bem animado, né?
Estendeu-me a mão num cumprimento forte e alegre, disse boa noitee foi embora com a sua maleta. E eu fiquei lá não acreditando naquilo que ouvira. Mesmo não acreditando, são essas situações que sempre estimulam o meu humor.

Somos únicos. Somos múltiplos.