O cafezinho, o cabo, a máquina e o cliente

 
Diz a lenda que uma empresa foi se instalar na Austrália, numa região com grande presença de aborígenes, os habitantes nativos, que tinham uma característica muito particular: eles eram canibais. A empresa ao implantar a unidade buscou fazer a política de boa vizinhança e para isso seguiu as orientações de envolver a comunidade local no empreendimento. Assim, decidiu contratar um grupo de nativos para integrar o quadro de mais de mil colaboradores. O Diretor Geral, preocupado com o hábito do canibalismo dos novos colaboradores, chamou o grupo para uma reunião particular em que disse:
– Olha, eu sei que vocês tem por hábito alimentício comer carne humana, mas eu pediria que não fizessem isso aqui, na nossa organização, porque afinal somos todos colegas de trabalho, além de termos objetivos comuns… blá, blá, blá, seguiu com o discurso. Por fim perguntou:
– Posso contar com vocês para que nada aconteça aqui na nossa empresa?
 
Imediatamente o grupo de aborígenes assentiu. O tempo passou. Um mês, dois meses, três meses e tudo na mais perfeita ordem. Os aborígenes se revelaram extremamente zelosos no trato com as outras pessoas. Parece até que tinham um cuidado especial… Também se mostraram pontuais e produtivos. Nunca faltavam e sempre estavam dispostos a cumprir com o que lhes era solicitado. A empresa já funcionava há mais de seis meses. Um dia a mulher que fazia a limpeza e servia o cafezinho para os diretores, gerentes, supervisores e coordenadores da empresa não apareceu para trabalhar. Tampouco avisou. O Diretor Geral foi avisado. Logo ficou pensativo, Teria esse fato algo a ver com os aborígenes? Não, não, nada a ver… refletiu. No dia seguinte nenhuma notícia da mulher. A preocupação do diretor aumentou… Mas ele não poderia simplesmente falar com os aborígenes sobre uma suspeita. No terceiro dia que ela não apareceu o Diretor Geral não aguentou e chamou o grupo de colaboradores aborígenes para uma conversa na sua sala:
– Bom dia, sejam bem-vindos. Gostaria de falar com vocês sobre a mulher do cafezinho. Quero destacar que não estou acusando nem ameaçando vocês, mas preciso perguntar se por acaso vocês sabem o que poderia ter acontecido com ela, uma vez que faz três dias que ela não vem ao trabalho. Vocês sabem do paradeiro dela?
 
Um silêncio sepulcral pairava entre os colaboradores. Ninguém falava nada. Sequer se mexiam. O diretor voltou a falar:
– Caso vocês tenham alguma notícia gostaria muito que me falassem…
Novo silêncio. O grupo continuava calado, mas se percebia a tensão aumentando. Começaram a se entreolhar. Pareciam impacientes. Já não conseguiam mais ficar quietos em suas cadeiras. Até que um deles cutucou o seu vizinho e disse:
– Tá vendo, tá vendo… Nesses seis meses nós comemos três gerentes, dois supervisores, um coordenador e ninguém percebeu nada. Você tinha que pegar logo a mulher do cafezinho?
 
Normalmente uso essa história para ilustrar que a importância das nossas atividades nem sempre está relacionada ao cargo que exercemos. Afirmo que se nós fazemos parte de uma organização quer dizer que o que nós fazemos nela tem relevância para alguém. É com isso em mente que nós temos que executar as nossas tarefas, sabendo que tudo que se faz é feito por pessoas e para pessoas. Destaco que não estou falando de remuneração, porque muitos se questionam que se meu trabalho também é importante por que o meu salário é inferior ao do meu colega? Complemento esse raciocínio com uma pergunta para diferenciar importância e valor financeiro:
– O que é mais importante para se fazer um Raio-X de um paciente, a máquina ou o cabo de energia?
 
A conclusão lógica é a de que ambos são igualmente importantes, porque sem a presença de qualquer um deles não é possível fazer o Raio-X. Porém, ao se falar de valor financeiro sabe-se muito bem que a máquina é infinitamente mais cara do que o cabo de energia. Assim, pode-se concluir que importante todos nós somos, mas que a nossa remuneração se dá muito mais em função de nossa raridade e da contribuição para o negócio.
 
Estava eu naquele dia no Santuário Nacional de Aparecida em meio a essas histórias e divagações. Alguns riam lembrando da história da empresa na Austrália. Outros refletiam sobre a relação entre importância e valor financeiro. É um momento de reflexão e de descontração. De repente ouço uma mulher que estava na segunda fileira falar, quase sussurrando:
– O mais importante é o paciente… Para em seguida dar um sorriso meio encabulado.
 
Ouvi aquilo e fiquei deslumbrado, É isso mesmo!!! Sim, todos nós temos nossa importância no processo, mas quem realmente interessa é aquele a quem nos propomos a atender. O cabo e a máquina somente são relevantes se a preocupação estiver no paciente.
 
O evento do qual participei falava sobre Motivação para um Comportamento Seguro, porém recebi uma aula de atendimento ao cliente que vai muito além do que eu poderia imaginar. Onde está o foco da tua organização?

É preciso pensar em dinheiro…

… para não ser escravizado por ele!!!

Pensar em dinheiro não o transforma em dinheirista, da mesma forma como ser disciplinado não tira a liberdade de ninguém. Muito pelo contrário. Planejar e analisar detalhadamente o quanto você ganha em comparação com as suas necessidades lhe dá liberdade. Deixa-o seguro e tranquilo, evitando as armadilhas de gastar mais do que dispõe. Esse comportamento pode livrar a pessoa do constrangimento de correr atrás de dinheiro gasto para o qual não tinha fundos. Nesse caso, ao não “ligar” para dinheiro a pessoa terá que pensar muito nele, tirando-lhe a liberdade. Por isso, não pensar em dinheiro pode levá-lo a ser escravizado por ele. Comparativamente a disciplina não é inimiga da liberdade. O ato de cumprir com os horários e manter a organização nas suas atividades faz com que se possa gastar o tempo e o dinheiro segundo as próprias escolhas.

Não seja escravo. Organize-se, programe-se e pense em dinheiro para não ser escravo dele.


Olhar mais uma vez não é retórica…

Cheguei no auditório com antecedência. Ainda faltavam 40 minutos para o início da programação. Era hallde entrada encontro os organizadores do evento. Cumprimentos e sorrisos. Entrei no auditório propriamente dito e vi o corredor que levava ao palco.

tempo o suficiente para preparar, testar os equipamentos e revisar mentalmente a apresentação com tranquilidade. No

Ah, meu Deus. Degraus mais uma vez! falei baixinho para a minha esposa que me acompanhava.
Mas não faz mal, vamos em frente… complementei.
Consolei-me ao ver que os degraus eram baixinhos e os espaços entre um e outro eram grandes. Facilmente eu poderia descer empinando a cadeira. Foi

o que fiz. Não perdi tempo e logo fui descendo. Mesmo assim aquele movimento sempre gera um desconforto, porque o impacto de descer um degrau atinge diretamente a coluna. Estava na metade daqueles 15 ou 16 degraus quando vejo a professora coordenadora vindo a toda em nossa direção:

Professor, professor, os corredores nas duas laterais do auditório são rampas… disse ela.
Eu parei, olhei meio atordoado e sem entender direito, até que me dei conta do mico que estava pagando. Ela se aproximou e confirmou que tiveram todo o cuidado para não organizar o evento num local inapropriado. Eu tive que rir. Ela também riu. Foi então que comentei:
É, bem assim que a gente pode complicar uma situação!
O título do livro que escrevi é Olhe mais uma vez! Em cada situação novas oportunidades em que falo justamente sobre isso: a necessidade de avaliarmos bem uma situação antes de começar a fazer. Imediatamente associei ao fato ocorrido no auditório. Lembrei-me que se eu tivesse parado no vão da porta e avaliado a situação com tranquilidade eu teria visto com mais clareza o ambiente em que estava entrando. Tivesse eu olhado mais uma vez para a direita e para a esquerda teria visto as rampas. Tivesse eu olhado com mais atenção em frente teria visto que na lateral havia outra rampa que dava acesso ao palco. E todos os acessos dentro daquilo que prevê a legislação. Nada de enjambração. Mas não, fui afoito. Entrei, olhei e julguei a partir dos meus pressupostos.

Por isso, olhar mais uma vez para todas as situações não é uma simples questão de retórica. É uma estratégia para nos poupar trabalho e nos oferecer inúmeras oportunidades.


Evento coordenado pelo Diretor-auxiliar Rosan Prado e a palestra: O IMPACTO DA MOTIVAÇÃO NOS RESULTADOS sob o comando de MOACIR JORGE RAUBER

É preciso eliminar a deficiência…

Estive num evento organizado pelo CREA-PR com o apoio de diversas instituições, entre elas a Usina de Itaipu. Havia sido convidado por uma amiga que conheci há muitos anos, bem antes dela trabalhar na usina. Já haviam se passado outros tantos anos sem que eu a encontrasse. Ao vê-la, porém, pareceu-me que o tempo não havia passado, porque nossa amizade continuava intacta. Conversamos sobre todos os assuntos que velhos amigos conversam. Percebemos que nossas visões de mundo continuavam parecidas. Não podia ser diferente, porque senão não nos encontraríamos num evento que se propunha a tratar de acessibilidade para muito além da simples visão da eliminação das barreiras arquitetônicas. A pretensão dos organizadores do evento, incluindo a da minha amiga, era tratar do ser humano.

Observei a programação que continha muitos temas interessantes. Na segunda-feira à tarde a primeira palestra abordou um programa de governo que visa melhorar as calçadas públicas em pequenas cidades do estado. A segunda mostrou uma experiência de mobilidade urbana de uma cidade espanhola em que o palestrante demonstrou a preocupação com a viagem toda e não somente com os pontos de acesso. A terceira apresentou dados sobre a evolução da média de idade da população brasileira, além de índices de pessoas com deficiência e idosos no total da população. A questão da mobilidade reduzida é algo que nós vamos adquirindo querendo ou não. Não se trata de uma questão de gosto, mas da marcha do tempo. Na sequência mostrou como a tecnologia pode, efetivamente, melhorar a vida dos diferentes segmentos da população, destacando que a melhoria deve ser dirigida ao indivíduo. Assisti e participei. Circulei e conversei com outras pessoas no evento. Engenheiros, arquitetos, gestores e funcionários públicos. Pessoas com e sem deficiência. Pouco importa a classificação recebida. Falei e interagi com pessoas. O melhor de tudo foi perceber que as conversas e as trocas de ideias giravam sobre os temas que poderiam levar a uma verdadeira inclusão das pessoas no nosso formato de organização social. Logicamente que a acessibilidade e a eliminação das barreiras arquitetônicas estava presente, assim como as possibilidades de uso de toda a tecnologia que a humanidade construiu ao longo de sua história. Porém, pude identificar que a visão nos levava a finalmente entender que nós somos os usuários daquilo a que muitas vezes damos a prioridade. Muitas cidades são organizadas para atender aos carros, mas nós não somos carros; outras cidades são pensadas para priorizar os ônibus, mas nós não somos ônibus; por fim, outras cidades são concebidas para acolher carros, ônibus, trens, motos, bicicletas e até cadeiras de rodas. Melhor do que as opções anteriores, mas ainda assim nós não somos nada disso. Nós somos seres humanos usuários dessas tecnologias que devem nos servir. Temos que pensar nelas para que não sejamos regidos por elas. Por isso, muito mais do que acolher todos os meios transportes criados por nós as cidades devem ser pensadas para nós, indivíduos com necessidades particulares oriundas da sua singularidade. Quando a organização de qualquer cidade se pautar nas necessidades do indivíduo aí sim nós teremos uma sociedade inclusiva. A importância não está na calçada, mas no seu usuário. Foi esse o espírito que vi e senti no evento.
Um dos palestrantes tocou no conceito do desenho universal que foi criado para ajustar os produtos e os ambientes as pessoas e não o contrário, mentalidade em vigor sempre que se pensa no homem padrão para se produzir algo. Com isso em mente não há a necessidade de classificar as pessoas como jovens, adultos ou idosos; como baixos, medianos ou altos; como magros, normais ou obesos; ou como pessoa com ou sem deficiência. Entende-se que se a sociedade que organizamos e na qual vivemos não consegue atender a todos os indivíduos que ela abriga é a nossa forma de organização que tem deficiência e não os seus indivíduos.


Por isso, ao respeitar os indivíduos nós podemos sonhar com a eliminação da deficiência do ambiente social por nós criado, independentemente da condição do indivíduo. 

Máquinas especiais…

Ontem tive o privilégio de conversar com um grupo especial que produz máquina especiais. Para quem eles produzem? Para pessoas… Motivo suficiente para serem especiais. É com satisfação que se vê pessoas envolvidas e sabendo que tudo o que se produz e se faz, de uma forma ou outra, vai chegar para outras pessoas. Pode ser uma máquina, mas ela vai fabricar produtos para pessoas assim como nós que são filhos de alguém, podem ser pais, mães ou irmãos de outros. Certamente essas pessoas têm amigos, parceiros ou cônjuges. Nisso uma coisa é certa: tudo aquilo que nós produzimos tem como destino outras pessoas. Assim, cabe a nós fazermos o melhor sabendo que a nossa organização é muito mais do que simplesmente um fábrica, uma indústria, uma loja, um supermercado, um restaurante ou uma rede de fast food.

Revoltei-me na última semana ao acompanhar a notícia de um jovem que trabalha numa rede de fast food.  Ele postou um vídeo na internet mostrando que passava suas partes íntimas nos lanches antes de servi-los. Mostrava também que, muitas vezes, os recheava com um líquido especial, a sua própria urina. E o pior de tudo era a justificativa que dava ao seu ato de sandice dizendo que era um protesto contra o sistema que alienava as pessoas. O sistema aliena as pessoas? Como? Você faz exatamente aquilo que quer fazer porque acredita que pode e deve fazê-lo. Então só porque uma pessoa consome fast food ela é alienada? Pode até ser, mas precisa da concordância de quem é o consumidor, porque foi a liberdade de escolha que fez com que a pessoa ali entrasse e pagasse por um produto que esperava consumir. Agora quem é o sujeito que fez a porquice que mostrou que fez e ainda se julga melhor do que aqueles que ali entraram para consumir algo que não era aquilo? Isso sim é que é alienação. Julgar-se melhor do que os demais e no direito de adulterar um produto somente porque feito por uma grande organização com a qual ele não concorda? É muito mais do que alienação. É canalhice. É o sujeito ser mau caráter e querer justificar as suas atitudes com um discurso que não é verdadeiro. Ninguém o obrigou a trabalhar ali. Não concorda com o que se produz naquela rede? Ótimo. É um direito seu. Não consuma o que eles vendem ou manifeste-se como um ser humano com um mínimo de racionalidade. Porém, não queira justificar o injustificável com atitudes imundas que denigrem a própria humanidade.

O fato relatado foi motivo de revolta. Mas por outro lado estar numa empresa que produz máquinas e equipamentos para embalar pizzas, lasanhas e outros tipos de comidas produzidas em série e ver que as pessoas tem a exata noção que o resultado atingirá outras pessoas é motivo de alegria. São os projetistas e os engenheiros pensando na melhor solução. São os desenhistas dando forma ao projeto. São as pessoas da produção cortando e ajustando as peças nos seus mínimos detalhes. São os montadores tendo o cuidado para que tudo seja realizado de forma perfeita. São as pessoas da limpeza deixando o ambiente agradável. São os vendedores preocupados com a venda e o pós-venda. São os responsáveis pelo administrativo conectando as partes da organização para que tudo funcione. Por fim, são pessoas especiais produzindo máquinas especiais que servirão outras pessoas especiais. São pessoas que sabem que tudo que existe fora da natureza é feito pelas pessoas e para as pessoas. E as máquinas somente são especiais porque servirão pessoas.

Mas se tudo que nós fazemos é destinado para pessoas então tudo deve ser feito de forma especial, não é mesmo?

E você, está fazendo algo especial?


É assim que a humanidade vai evoluindo!



Paraplegia da mente…

O símbolo internacional de acessibilidade é um velho conhecido de quase todo mundo. O símbolo indica que o espaço é acessível para pessoas com mobilidade reduzida, mas principalmente indica que todos serão tratados de forma igualitária com mais respeito e mais amor naquele espaço.
Entretanto, o símbolo também precisava evoluir, pois ele mostrava uma figura estática numa cadeira de rodas. Sabemos que isso já  não representa a realidade. As pessoas que usam uma cadeira de rodas ou que tenham qualquer outro tipo de deficiência locomovem-se muito mais do que muitos que continuam parados.
 
Veja agora a nova imagem desenvolvida pelos designers do Gordon College, em Massachusetts, para a cidade de Nova York. Nela vemos uma pessoa ativa e em ação. “É algo que indica movimento e se aproxima da realidade”, foram as palavras de Victor Calise, Assessor do prefeito de Nova York, um usuário de cadeira de rodas desde os 22 anos.
  
Comento que em minhas andanças por esse mundão vejo muito mais andantes que não se movem do que usuários de cadeira de rodas paralisados. Verdadeiros paraplégicos mentais!
Por isso, “é importante viver sabendo que podemos falar, sem proferir palavras; que podemos ouvir, sem escutar os sons; que podemos ver, sem as imagens; que podemos caminhar, sem mover as pernas; enfim, que podemos aprender a aprender mantendo a mente aberta e em sintonia com o mundo, percebendo as oportunidades que nos rodeiam.”
Moacir Jorge Rauber

Homens são sempre homens…

Um homem estava saindo com três mulheres ao mesmo tempo. Porém, ele acreditava que havia chegado o tempo de se casar, mas estava em dúvida com qual das três. Então resolveu fazer um teste. Deu para cada uma delas a quantia de R$ 30.000,00 para avaliar o que elas fariam.

A primeira fez uma repaginada total no visual. Ela foi no melhor instituto da cidade, cortou o cabelo, fez as unhas, massagens, comprou cremes, perfumes e muitas roupas para ela. Quando encontrou o homem novamente disse-lhe que fez tudo isso porque ela o amava muito.

A segunda fez uma escolha um pouco diferente. Gastou o dinheiro comprando muitos presentes para o homem. Compro roupas, sapatos e até um computador. Assim que o encontrou entregou-lhe todos o presentes dizendo-lhe que o fizera porque o amava muito.

A terceira tomou um caminho completamente diferente. Foi ao mercado de ações, investiu e multiplicou o dinheiro em pouco tempo. Assim que encontrou o homem devolveu-lhe o dinheiro recebido, continuando a reinvestir o restante. Ela lhe disse que o resultado obtido com esse dinheiro seria para garantir o futuro deles, já que ela também o amava muito.

Qual das três ele escolheu?

Aquela que tinha os maiores seios!!!

As mulheres podem ser diferentes, mas os homens são sempre homens…

Extraída do livro: Plato and Platypus walk into a Bar… Understanding Philosophy – through jokes (Thomas Cathcart & Daniel Klein)

Somos únicos. Somos múltiplos.