Quem o impede de fazer desta a sua melhor vida?

É muito comum ouvir as reclamações das pessoas que não estão felizes com as suas vidas nas diferentes esferas. Basta entrar numa universidade para se escutar os alunos reclamando de que a universidade, o curso, os professores ou os colegas não são nada daquilo que esperavam que fossem. Também é comum percorrer os corredores de uma empresa e escutar as lamúrias de pessoas que se sentem infelizes naquilo que fazem. Culpam, por isso, a organização que não oferece as condições que elas mereceriam. Da mesma forma se ouvem as pessoas fazendo fofoca dos amigos, criticando as experiências relacionais que tiveram ou, por fim, queixando-se da vida. Acredito que é aqui que cabe a pergunta: quem é o responsável por tudo isso?

Concordo que quando entramos numa universidade, depois da batalha para conseguir a vaga, as nossas expectativas estão lá em cima. Queremos que tudo seja o melhor para que possamos sair dali os melhores profissionais do mundo. No primeiro dia, na primeira semana e no primeiro mês é tudo maravilhoso. Depois começa o choque de realidade. O professor já não parece ser tão brilhante quanto na primeira aula. Percebe-se que ele é humano. Os colegas não são tão maravilhosos como nos primeiros dias. Eles, às vezes, são chatos e meio bobos. E as instalações da universidade deixam muito a desejar, parecendo o colégio do Ensino Médio. Acredito que algo semelhante ocorra quando conseguimos aquele emprego que buscávamos. O primeiro dia, a primeira semana e o primeiro mês são incríveis, porque somos movidos pela curiosidade e pela vontade de contribuir. Ainda que esse período passa acompanhado daquele frio na barriga gerado pela insegurança de entrar num ambiente novo, queremos fazer tudo logo para mostrar que valeu a pena sermos contratados. Porém, a vida na organização já tem o seu ritmo e devagarzinho a gente acaba se formatando. Os sonhos vão minguando e nos conformamos. E com os amigos? Existem aqueles intocáveis que trazemos na nossa alma, mas a grande maioria está sujeita as críticas, as fofocas e a falta de lealdade. E nas relações amorosas? São nelas que acredito que o encanto e o desencanto mais atingem os extremos. A paixão avassaladora, as juras de amor eterno e o desejo de passar a velhice unidos como no dia do primeiro beijo se escoam entre os dedos numa rapidez impensável. E nesse ponto, pode-se voltar a pergunta inicial:

Quem é o responsável por tudo isso? Expectativa e realidade na faculdade? Vontade e desinteresse no trabalho? Amor e desafeto nas relações? A resposta é simples, não é? Lá no fundo todos nós sabemos que cada um é o responsável por cada escolha feita.

Por isso, essa é uma das perguntas que me faço nas conversas e nos textos: quem é o responsável por fazer desta a sua melhor vida? Sim, a vida é composta pelos estudos, pelo trabalho e pelas relações de amizade e de amor que podem nos trazer aquilo que nós escolhermos. Por isso, o único responsável por fazer dos meus estudos a melhor oportunidade de aprendizagem sou eu. Hoje já não se tem mais as desculpas para criticar os professores, os colegas ou as instituições, porque as informações estão disponíveis para todos aqueles que as quiserem. Basta procurar. Da mesma forma, cada um também é responsável por fazer da sua empresa o melhor lugar para se trabalhar. Caso contrário, cabe a cada um buscar um novo lugar. E com os amores e os amigos? Também cabe a cada um de nós lutar, preservar e estimular os nossos amores e as nossas amizades por meio da confiança e da lealdade. E se eles não merecerem? Isso é problema deles! Por fim, é problema nosso fazer desta a nossa melhor vida, porque, por enquanto, é a única que temos.

Moacir Rauber

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É bom estar com você?

Muitas vezes, ao terminar uma das conversas que tenho conduzido em empresas, universidades ou escolas em que abordo a importância de olhar para dentro de si mesmo para identificar e prender os próprios ladrões, peço para que as pessoas se deem as mãos. Digo para que elas se cumprimentem, dando um bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme o período do dia. As pessoas, entusiasmadas pelo conteúdo abordado anteriormente, dão efusivos apertos de mãos e abraços. Depois eu digo o seguinte:

– Mantenham o cumprimento. Fiquem de mãos apertadas e olhem-se nos olhos. Agora, levantem os seus polegares de forma a que o polegar de cada um se oponha ao polegar do outro. Force um pouco o polegar do outro. Testem a força um do outro…

As pessoas fazem o que é pedido. Algumas ficam constrangidas ao perceber que a pessoa a sua frente tem mais força no polegar do que ela. Outras ficam constrangidas justamente porque sabem que tem mais força do que o outro. Aparecem os sorrisos amarelos. Também aparecem os sorrisos espontâneos daqueles que pouco se importam se tem mais ou menos força do que aquele que está a sua frente. Eles se divertem pelo fato de estarem com o outro.

Na sequência eu chamo a atenção de todos para dizer o seguinte:

– Eu vou contar até três e cada um terá que fazer com que o outro abaixe o polegar o mais rápido possível. Combinado?

A tensão aumenta. Muitos presentes sentem a proximidade da competição e apertam mais fortemente as mãos. Eu começo a contagem:

– Um, dois, três. Valendo!

A competição começa. As pessoas fazem força para abaixar o polegar do outro. Cada um empurra para o outro lado. Os derrotados sorriem. Os vencedores inflam o peito. Entretanto, todos sabem que é uma brincadeira e terminam em abraços de confraternização. É um alvoroço. Logo que os ânimos se acalmam eu indago sobre quem venceu e quem perdeu. As manifestações são as mais variadas. Por fim, eu peço para a pessoa de quem eu havia apertado a mão para explicar aos demais o que eu havia lhe dito após o comando valendo:

– Ele falou, “olha, eu vou abaixar o meu dedo polegar, assim você poderá abaixar o seu. Com isso, ambos alcançamos os nossos objetivos.”

Depois da explicação todos exclamam, Ahh bom, percebendo que muitas vezes nós não entendemos o espírito das relações.

A vida pode ser competitiva, mas nós não estamos em competição. As competições, normalmente, não são justas porque são contra os outros. A competitividade normalmente é sadia porque ocorre a partir de mim em que demonstro a capacidade de fazer o meu melhor.

E nesse exemplo, em nenhum momento eu havia falado para que as pessoas derrubassem o dedo do outro à força. Para fazer o meu melhor e alcançar o objetivo de que o outro abaixasse o seu dedo, bastava eu abaixar o meu. Porém, essa postura e esse novo olhar exige que nós, além do dedo, abaixemos as nossas guardas e passemos a confiar em nós mesmos e nos outros. Que deixemos de competir e passemos a cooperar e colaborar. Com isso, nós, indivíduos sociais, passaremos a entender que nós estamos com os outros e não contra os outros. Enfim, é fundamental que entendamos que a nossa vida somente tem sentido com os outros e que a nossa alegria de viver somente ocorre na presença dos outros. Assim, ao alcançar os nossos objetivos devemos proporcionar a que outras pessoas possam alcançar os seus.

Por fim,

Viver em sociedade deve se basear em relações em que nós estamos com os outros e não contra os outros. Temos que reconhecer que deve ser bom estar com os outros.

É bom estar com você?

 

Moacir Rauber

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“Não quero morar fora do Brasil. Quero morar em outro Brasil (Israel Nunes)!”

Ano de eleições sempre é um período de dor de cabeça para os brasileiros. E isso ocorre a cada dois anos. Há de se lembrar que, além de se preocupar com a vida política, também é preciso se ocupar da rotina normal da vida, ou seja, mais uma dor de cabeça. Isso quer dizer que no Brasil se tem dor de cabeça um ano sim e no outro também.

A questão que merece destaque é que a política existe para que se tenha uma dor de cabeça a menos e não uma a mais. Segundo Aristóteles, a política tem por objetivo prover a felicidade daqueles a quem eles servem por meio da organização, direção e administração daquilo que é público na sociedade.

Por isso, quando nos organizamos em sociedade escolhemos pessoas para organizarem, dirigirem e administrarem aquilo que é comum a essa mesma sociedade. Portanto, os escolhidos não deveriam ser objeto de problemas para nós, mas de solução. E a classe política do país, assim como os funcionários públicos das diferentes esferas e dos diferentes poderes, são os escolhidos para servir a sociedade e promover a sua felicidade, não o contrário. Por que então a escolha e a existência de políticos geram tamanha dor de cabeça para nós, brasileiros? Não há uma única resposta, assim como existem outras perguntas a serem feitas, porém esta semana me encontrei com um jovem que, na contramão da maioria dos jovens, não pretende se mudar do país para ter um mundo melhor. O seu maior desejo é morar em outro Brasil, usando a política como instrumento para mudar o país. Ainda há esperança…

Durante muitos anos tratamos a política como algo asqueroso e desprezível.  Essa ideia tem a sua razão de ser e ela está expressa numa constatação feita por Martin Luther King, quando ele disse, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Não sei exatamente quando, ou se foi desde sempre, mas a política se afastou da sua origem de gerar felicidade para ser uma fonte de problemas. Isso ocorre justamente quando os bons se eximem da responsabilidade de gerar felicidade para os demais ao não se candidatarem para organizar, dirigir e administrar aquilo que é público na sociedade que integram. Os bons se calam. E assim, temos uma horda de políticos que lá estão apenas para se locupletarem. Os maus assumem. Por isso, para mim, foi uma grata satisfação conversar com alguns jovens, entre eles Israel Nunes, 22 anos, que pretende mudar essa realidade. Eles tratam a política como a ciência de gerar bem-estar ao outro com a pretensão de assumir a responsabilidade sobre a construção de um país melhor e não simplesmente se eximir da responsabilidade ao mudar para um país melhor.

Enfim, construir um país melhor requer assumir responsabilidades para gerar bem-estar e felicidade para a coletividade. O que fazer? Mudar o Brasil. Para isso é preciso participar efetivamente da política! “Mas eu não quero ser político…”, pode ser a resposta de muitos.

Então, que cada um escolha políticos que tenham o real interesse em mudar o Brasil fazendo com que o Estado sirva a sociedade e não contrário. Para isso, é necessário que ao final de um dia, de um mês, de um ano e de um mandato de trabalho cada político, assim como os demais servidores públicos possam dizer para si mesmos, “O meu trabalho ajudou mais do que custou para o bem-estar dos brasileiros”. Qual político pode dizer isso?

É nosso papel escolher pessoas que pensem assim e fiscalizá-los para que eles ajam assim. Isso porque a política não deveria ser uma dor de cabeça a mais para os brasileiros, mas deveria ser exercida de forma a que tivéssemos uma dor de cabeça a menos.

Vamos mudar o Brasil para morarmos em outro Brasil?

Moacir Rauber

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O retorno como o caminho da Evolução!

Ver manchetes como “Especialistas recomendam o uso do mel natural para tratar a tosse” até me pareceu brincadeira, mas eles querem que sejam levados a sério. Especialistas recomendam? Especialistas em que? Se são especialistas em saúde deveriam indenizar a grande maioria da população pelas décadas em que indicaram o uso de antibióticos para qualquer coisa, valendo-se do nome de especialistas. Se são especialistas, também deveriam ser humildes o suficiente para pedir desculpas para as nossas mães, avós, bisavós, tataravós e todo e qualquer matuto que sempre fez uso do mel para tratar uma tosse. Porém, os ditos especialistas não têm a humildade como uma de suas virtudes. Preferem valer-se de um diploma que os qualifica como especialistas para apropriar-se de uma realidade que é comum a grande maioria da população. Chega a ser ridículo!

Outra coisa estranha na manchete é quando falam que deve ser Mel natural. Ué? Se é mel só pode ser natural, não é? Se não for natural não é mel, porque para ser mel naturalmente deve ser natural. Ai, ai, ai.

Vejo que o retorno pode ser o caminho da evolução. Vamos nos encontrar com quem já fomos um dia.

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Fonte da Imagem: https://www.altoastral.com.br/xaropes-curar-tosse/

 

 

Como prender o ladrão de si mesmo?

Quatro passos para controlar o inimigo…

Acredito que todos nós temos os nossos ladrões interiores e eles nos acompanham todos os dias nos mais variados momentos das nossas vidas. Identificá-los e prendê-los é um desafio diário e para toda a vida. Se nós não os identificarmos eles alteram o sentido da realidade e nós nos roubamos. Às vezes, um momento que poderia ser de alegria, o ladrão interior o substitui pela tristeza. É um roubo. Outras vezes, o ladrão interior converte um período de progresso em retrocesso. Outro roubo. Da mesma forma, o ladrão de si mesmo modifica momentos de conquistas em derrotas; transforma as oportunidades em lamúrias; perturba as amizades criando inimizades; acaba com os amores originando ódios; corrompe a produtividade por meio da preguiça; enfim, o ladrão interior é um autossabotador que transforma sonhos em pesadelos. São roubos. Assim, além de identificar é preciso prender o ladrão de si mesmo. Por isso a pergunta: o que fazer para prender o ladrão de si mesmo?

Em primeiro lugar, para prender o Ladrão de Si Mesmo é necessário:

(1) identificar o ladrão e os roubos. Olhe para dentro de si mesmo e encontre os momentos de sua vida que poderiam ter sido felizes e não foram. Esse reconhecimento é essencial, porque sem a tomada de consciência de que nos roubamos não há roubo. E, talvez, o maior roubo seja o não reconhecimento do roubo, momento em que transferimos para os outros a responsabilidade pela nossa infelicidade.

Em seguida, deve-se (2) encontrar um padrão de comportamento nos roubos, as autossabotagens. Um ladrão atua da mesma forma, porque ele segue uma receita de sucesso. O ladrão de si mesmo sabe exatamente o que fazer para derrubar você. E esse “LADRÃO” também é VOCÊ!  Avalie e analise: o que há em comum nas situações em que você se autossabota? O que se repete no momento em que você se impede de alcançar um objetivo? Qual é o momento em que um sonho se transforma em pesadelo? Olhe para cada uma das situações e você vai encontrar um padrão.

Na sequência procure (3) entender a razão do padrão dos roubos. Esse é o momento que cabe a cada um analisar o que o levou a se autossabotar. Muitas vezes são as nossas crenças que nos limitam. Lá no fundo tem uma voz que diz, “Eu não mereço…” ou “Isso não é para mim…”. São crenças limitantes que nos impedem de prender os nossos ladrões (link: quais são as suas crenças?). Para além dessas crenças, pergunte-se: o que eu quero de verdade?

Uma vez tomada a consciência, reconhecidos os roubos e entendidas as razões, cabe a você (4) modificar o padrão das decisões. Para esse fim, as decisões devem ser tomadas a partir da pergunta: o que você realmente quer? Frente a situações de estresse, pressão, conquista, alegria, medo, insegurança ou outra qualquer, é importante que você pare, respire e reflita sobre o que é real ou não. Pense sobre aquilo que você quer para depois agir em conformidade com o seu desejo, modificando o padrão de comportamento impedindo os roubos e as autossabotagens. Difícil? Sim. Possível? Também. Precisa-se de disciplina para exercer a liberdade da escolha consciente daquilo que se quer. Modifique as suas crenças. Lembre-se que se você quer, você pode, você consegue (link: quais são as suas crenças?).

Enfim, o ser humano tem as emoções básicas, como a alegria, a tristeza, a surpresa, o nojo, a raiva e o medo que se manifesta nas diferentes situações dependendo da percepção individual. A diferença está em como cada um vai refletir e agir depois dessa percepção inicial, que pode ser real ou não. Por isso, a importância de tomar consciência do que se quer, avaliar o que está acontecendo para saber se é o momento de fugir, de lutar, de cuidar, de zelar ou mesmo de paralisar. Só assim para prendermos os nossos ladrões interiores evitando as autossabotagens no caminho de sermos e fazermos tudo aquilo que podemos ser e fazer.

Onde está o inimigo? Ele não está lá fora, ele está dentro de cada um, está dentro de mim. Confesso que é uma luta diária e constante para manter sob controle o ladrão que habita em mim.

Hoje consegui prender o meu ladrão!

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.