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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Cada pergunta…

Algumas perguntas nos aeroportos são estúpidas. O sujeito estava fazendo o checkin no portão quando o funcionário do aeroporto perguntou:

– Alguém colocou alguma coisa na sua bagagem sem o seu conhecimento?

O sujeito respondeu:

– Se foi sem o meu conhecimento, como eu saberia?

O funcionário sorriu e assentiu:

– É por isso que perguntamos…

Uma conversa de doidos, não parece?

As Dez principais Dicas para a vida

As Dez principais Dicas para a vida

  • Aprenda a limpar à medida que avança. Você economizará muitas horas.
  • Compre após uma refeição. Quando você está com fome, tudo parece delicioso e você acaba gastando muito.
  • Se você não precisar de algo, não compre.
  • Aprenda a multitarefa, porque o tempo está se tornando cada vez mais ilusório na sociedade de hoje. Pague as contas na viagem de trem para o trabalho, ouça palestras enquanto estiver fazendo tarefas domésticas, veja todos os seus amigos ao mesmo tempo e acompanhe todos ao mesmo tempo.
  • Não faça promessas em momentos de bom humor, porque quando esse bom humor desaparecer, será difícil cumprir essa promessa.
  • Se demorar menos de dois minutos, faça-o agora.
  • Durma bem, sempre. Tempo gasto fora de foco é improdutivo. O sono faz a diferença.
  • Seja saudável! Isso não significa que você precise gastar mais tempo e dinheiro. Suba as escadas, coma frutas em vez de doces, adicione mel em vez de açúcar.
  • Sorria para estranhos. Isso vai alegrar o dia deles e o seu também.
  • Não deixe um segundo passar desperdiçado. Encontre uma paixão, uma pessoa ou uma meta pela qual viver.

Shana Tiang, Cronista e Compositor

Soberba ou Humildade: você está pronto para ser ajudado?

Ela estava desempregada, mas continuava a fazer seus trabalhos voluntários. Não reclamava, porém se questionava a razão de que a vida se mostrava tão dura. Um dia, após terminar o seu voluntariado no asilo, o padre que coordenava o local a chamou para conversar. Comentou de um curso que seria oferecido na paróquia e indagou se ela não gostaria de fazê-lo. Ela leu as informações e ficou interessada, porém não tinha dinheiro para fazer o curso. O padre se ofereceu para pagar o curso. Ela disse que não. O padre então lhe disse algo que a acompanha desde então:

– Minha filha, saber receber ajuda também é um ato de sabedoria. É uma benção. Ninguém é tão autossuficiente que não necessite da ajuda de outros, por isso, não aceitar ajuda pode ser a manifestação da soberba…

Ele ainda fez mais alguns comentários. Ela abaixou a cabeça e aceitou a oferta. A realização daquele curso mudou a sua vida, porque nunca mais ela ficou mais sem trabalho.

Soberba pode ser definida como sentimento de orgulho e de altivez que traz em si a arrogância e a presunção de estar num patamar superior aos demais que revela a prepotência. Alguém que não quer receber ajuda pode estar manifestando a prepotência de se crer numa posição superior de independência. É a soberba, porque somos interdependentes. Soberba é diferente da autonomia que, para mim, é uma luta.

Quero ter a autonomia de escolher aquilo que quero fazer, inclusive o ato de saber pedir ajuda.

No ambiente profissional isso é essencial, porque em todos os espaços sempre há alguém que sabe mais sobre um determinado assunto do que você. É fundamental não ser soberbo para aceitar. É preciso ter a humildade da autonomia para saber receber.

O que é humildade? A palavra representa a virtude de reconhecer as próprias limitações e os pontos de melhoria para poder agir a partir desta perspectiva e, ao aceitar, aprender. A humildade pode ser entendida como a naturalidade de reconhecer que não sabe para que se abram as portas das possibilidades da aprendizagem. Não é fraqueza não saber. Pode ser fraqueza acreditar que não se tem nada para aprender, quando a soberba o impede de dizer “não sei”. Essa também é uma luta pessoal minha, resultado de um rótulo que me acompanha desde criança, quando me diziam que eu era muito inteligente. Os pais, os amigos e os professores diziam. De repente, senti que deveria saber muito mais do que sabia pelo inteligente que os outros acreditavam que eu era.

Parei de perguntar. Parei de não saber. Terminei por parar de aprender. Era a soberba de acreditar que deveria saber que estava em mim.

Tive que desconstruir a minha soberba ao me dar conta de que para ampliar as expectativas precisava da humildade de saber receber ajuda de outros. É preciso ter a humildade da autonomia para saber aprender.

Portanto, entender os momentos em que se precisa de ajuda é um ato de humildade que permite ampliar as próprias perspectivas. Por isso, é essencial ser humilde sem ser submisso. É importante ser altivo sem ser arrogante. Para isso, não se precisa renunciar a autonomia pela humildade, assim como se pode mantê-la sem a prepotência. Enfim, diálogo inicial é simples, porém representativo poque ao receber a ajuda de que precisava mudou a sua vida e contribuiu para outras vidas. É a interdependência que acontece em todas as esferas de nossa convivência social. Nas amizades é muito bom dar e receber ajuda, porque são eles que nos dão e para quem damos alegrias e apoio em diferentes momentos. Nas relações familiares a ajuda é uma marca, porque quando não se tem mais ninguém é a família que conta. No ambiente profissional saber dar e receber é a marca do profissional competente e humanizado.

O profissional que sabe receber a contribuição dos outros compreende que nesse ato é o todo que sai engrandecido. Não é fraqueza. Também é imprescindível oferecer ajuda sem desrespeitar o trabalho e as competências do outro. Não é soberba. Em ambos os casos, é a humildade de se reconhecer interdependente.

Moacir Rauber

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A comida mais perigosa…

A comida mais perigosa…

O médico estava dando uma conferência em Melbourne. Disse:

– A comida que colocamos no estômago é suficiente para ter matado a maioria de nós sentados aqui, há muitos anos. Carne vermelha é horrível. Refrigerantes corroem o estômago. Comida chinesa é carregada super condimentada. Dietas ricas em gordura podem ser desastrosas e nenhum de nós percebe os danos a longo prazo causados pelos germes em nossa água.

E prosseguiu:

– Mas há uma coisa que é a mais perigosa de todas e todos nós comemos ou vamos comê-lo. Alguém aqui pode me dizer que comida é a que causa mais dor e sofrimento ainda por anos depois de comê-la?

Após vários segundos de silêncio, um homem de 75 anos na primeira fila levantou a mão e disse:

– Bolo de casamento.

Para ambos!

Um mundo com propósito na Era de Humanidade

Aqui estamos nós na Era Digital caminhando para um período Pós-Digital num mundo de oportunidades geradas pelo macro e microuniverso que podem nos levar para uma Era de Humanidade. Se tudo pode ser multiplicado e tudo pode ser dividido, tem-se infinitos planos infinitos que nos oferecem uma sucessão de oportunidades, que combinadas com a finitude da vida tendem a nos deixar humanos. É a Era de Humanidade. Por isso, cabe a cada um assumir o protagonismo da sua vida, começando por responder à pergunta:

O que você faria se não tivesse medo? O medo, muitas vezes, nos paralisa a mente, embota a imaginação e limita a criatividade, assim como acaba com a iniciativa e rouba a motivação.

Assim, fazer algo que você faria se não tivesse medo, sem julgamentos ou preconceitos baseado em fatos e observações, é um dos caminhos que o levará até onde você quer ir. Ao compreender o ciclo das próprias motivações, tende-se a identificar um propósito, entendendo que não é o mundo que muda as pessoas, mas as pessoas é que mudam o mundo. E a motivação com propósito são variáveis fundamentais no processo para se chegar na Era de Humanidade.

Voltando-se no tempo para a Idade das Pedras, as motivações humanas se resumiam a terminar o dia vivo, bem alimentado e com a ambição de perpetuar a espécie. Num passado mais recente as motivações humanas buscavam recompensas e o evitamento das punições. Felizmente, as motivações evoluíram e as pessoas já não se satisfazem com somente terminar o dia vivo, de barriga cheia ou tendo recebido uma recompensa ou não sendo punido. Elas se deram conta da finitude da vida, o que as faz buscar algo mais em suas vidas. Para esse fim, as pessoas devem buscar a autonomia, desenvolver a excelência e ter um propósito, num caminho evolutivo para a Era de Humanidade.

A autonomia dá a possibilidade da auto direção em que todos podem conduzir a própria vida de forma a ter o destino em suas mãos.

As pessoas que exercem a autonomia sobre o que fazem, sobre quando o fazem, sobre com quem o fazem e sobre como o fazem, exibem a iniciativa de fazer o que deve ser feito e quando deve ser feito. A autonomia motiva as pessoas a fazerem aquilo que se quer mesmo quando não se está com vontade, assim como a fazer aquilo que não se gosta na busca daquilo que se quer.

Desse modo, uma pessoa autônoma alinha os objetivos próprios com os da organização criando um mundo de oportunidades.

Pessoas que exercem a autonomia vão em busca da excelência, que é paradoxal.

A excelência tão logo é alcançada deixa de ser excelente, o que nos leva a buscar um novo estado num movimento de melhoria contínua.

A excelência exige esforço, dedicação e prática deliberada encontrada na repetição, na observação e na mudança de padrões exibidos por quem tem motivação. As Eras Digital e Pós-Digital têm possibilitado inúmeras alternativas de exercer a autonomia e de buscar a excelência, porém o desafio é entrar na Era de Humanidade.

Para avançar para a Era de Humanidade a motivação deverá ter a sua base no propósito, que é exercer a sua autonomia de forma excelente numa atividade que tenha sentido para si e para os outros.

Ao se dar conta da infinitude do universo e da finitude da vida, o lucro, puramente financeiro, começa a perder relevância frente ao propósito. Caminha-se, assim, rapidamente para uma mudança de paradigmas organizacionais provocada pela transformação dos objetivos individuais. Somente poderia ser assim, porque não há organização sem pessoas. Enfim, os indivíduos com propósitos com sentido criarão uma geração de organizações que reformularão os negócios e a forma de ver o mundo. Essa será a Era de Humanidade, em que o propósito daquilo que se faz virá em primeiro lugar, criando um mundo repleto de oportunidades.

No ESARH – Encontro Sulamericano de Recursos Humanos (https://esarh.com.br/ ) o tema estará em evidência por meio da proposta de (Re) Criar a Humanização na Era Digital.

Moacir Rauber

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(Re) Criar a Humanização: Ser Humano” ainda é “humano”?

Humano é tudo que é relativo ao homem, com a característica de bondoso, afetuoso, sensível, compassivo, terno e sentimental, que nos leva a pensar em ações que visam ao bem-estar da humanidade. Humano também pode ser traduzido como amor aos semelhantes por meio da busca da eliminação das injustiças a fim de alcançar a felicidade humana (Dicionário Aurélio). Normalmente, em oposição ao que é humano encontramos a palavra animal, que nos remete a ideia de “qualquer animal que não o homem; ser irracional”. Em seu sentido figurado animal expressa uma “pessoa desumana, bárbara, cruel”, ou “pessoa muito ignorante, estúpida”. São estas algumas das definições encontradas nos dicionários para o sentido normalmente dado a estas palavras em seu uso cotidiano. Daí se pergunta: tudo que for “humano” pode ser considerado bom e tudo que for “animal” deve ser considerado como mau?

O questionamento não é quanto à correção semântica das palavras, mas para o seu verdadeiro sentido como resultado das ações realizadas e comparadas derivadas dos humanos e dos animais. Há relação dos conceitos com a realidade? Tomando-se como exemplo as ações humanas atuais, que são conscientes e racionais, comparando-as com as ações dos animais, que são instintivas e irracionais, percebe-se que as ações humanas têm pouco de humano. As ações humanas continuam a provocar guerra e morte de milhões de pessoas, bem como a extinção de outras espécies. As ações mais comuns a nossa espécie são a competição, na busca incessante pelo melhor posto de trabalho; a concorrência, para desenvolver o produto que venda mais; o consumo para ostentar a melhor posição social; os roubos, a corrupção e os assassinatos para conseguir tudo aquilo que a sociedade julga importante ter. Desse modo, as ações humanas atingem a “bestialidade”, referindo-se ao demônio e não ofendendo o animal “besta”, o que têm gerado ansiedade e atormentado pessoas ao sobrepujar valores morais e éticos, instintivos. Resultado de uma sociedade aflita e mortificada em que o sentimento de culpa pelo fracasso de não obter tudo que é tido como necessário para ser um sucesso pode levar a matar ou a se suicidar. Isso é de uma crueldade animal. Não, isso é de uma crueldade “humana”!

Por outro lado, nas ações dos animais também existe competição, mas tão somente para manter-se vivo; também existe a morte, mas somente para garantir o direito à vida; também existe o consumo, mas sem a necessidade de acúmulo de riqueza; também existe o gozo e o prazer, mas tão somente para a continuidade da espécie. Nas ações animais não existem assassinatos, estupros ou guerras, justas ou injustas. Nas ações animais não existem sequestros, torturas ou a ansiedade que corrói a alma. Nas ações animais existem apenas ações que preservam a vida baseadas na transparência do comportamento ético dos instintos de cada espécie.

Por isso, como podemos nós, “humanos”, dizer que “humano” é bom e que “animal” é cruel, quando nossas ações nos desmentem? Como podemos nós nos classificarmos de racionais e as demais espécies de irracionais, quando nós, “humanos”, estamos racionalmente destruindo-nos e as demais espécies? Entendo que quase podemos inverter o sentido de cada uma das palavras, passando “humano” a ser considerado cruel e bárbaro, enquanto “animal” se refira, não exatamente a bondoso, mas pelo menos a leal e ético. O que fazer? Acredito que ao invés de sobre valorizar a competição, valorizemos a colaboração; ao invés de sobre valorizar a disputa, valorizemos a cooperação; ao invés de sobre valorizar o ter, valorizemos o ser; porque ainda é possível e bom ser “humano”!

Portanto, cabe a nós, representantes da espécie humana, ressignificar o valor semântico da palavra “humano” por meio da (Re) Criação da Humanização na Era Digital ao “animalizar” um pouco os padrões de comportamento humano para fazer valer o significado de “Ser Humano” encontrado nos dicionários.

Moacir Rauber

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