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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Qual é o seu negócio?

O cliente estava em negociação com o vendedor da farmácia para o atendimento de uma ´prescrição médica que envolvia um grande número de medicamentos e um valor considerável. O cliente pediu um desconto e o vendedor disse:

– Bem, pode pesquisar na concorrência e para o preço que você encontrar mais baixo nós faremos uma oferta melhor.

É frequente ouvirmos esse tipo de proposta por parte de empresas de diferentes ramos, assim como é comum nós pensarmos que estamos diante de uma organização que faz o melhor pelo seu cliente. Porém, caso paremos e pensemos um pouco mais sobre a oferta pode-se questionar: se as empresas sabem que podem fazer melhor por que não o fazem logo? Acredito que seja porque elas ainda não sabem qual é o negócio delas e mantém o foco nas metas financeiras. Normalmente, elas lutam para alcançar o faturamento estabelecido para que cada colaborador embolse seu bônus e a organização, aparentemente, seja lucrativa. Na oferta de melhor preço fica claro que o foco dessas organizações é o lucro imediato e não a resolução de um problema do cliente que atenderia o propósito do negócio. Porém,

…acredito que as organizações focadas no lucro a qualquer custo tendem a perder espaço no mercado num futuro bastante curto, porque estão surgindo organizações em que o foco se volta ao seu negócio: resolver o problema do cliente, uma abordagem que tem a lucratividade financeira como consequência e não como prioridade.

  • Qual é o negócio da tua organização?
  • Ela está resolvendo o problema do cliente que a sustenta?

Responder as questões anteriores é importante para que as pessoas entendam qual é o negócio da organização. Recentemente, identifiquei uma situação em que a empresa mudou o foco do dinheiro para o negócio. Uma amiga minha tinha uma farmácia bastante convencional em que a preocupação com a concretização das vendas era importante para que as metas fossem alcançadas. Por isso, sempre que alguém entrava na farmácia os vendedores eram orientados a encontrar oportunidades para vender outros produtos nas entrelinhas da fala do comprador. A principal preocupação não estava em resolver o problema do cliente, mas em alcançar a meta financeira. A fala inicial do texto era constantemente usada na empresa para fechar uma venda e a farmácia sempre batia as metas. Porém, a proprietária não estava feliz com o seu propósito de vida e com a missão da empresa. Ela tinha expressado no nome da farmácia a preocupação com a saúde integral dos seus clientes, mas a realidade era determinada pelo faturamento. Ela não estava fazendo o melhor que podia fazer. Foi isso que a levou a ajustar a sua atuação para o real foco do seu negócio que era o de resolver os problemas do seu cliente. A farmácia continuou a vender os remédios prescritos e necessários para tratar os seus clientes? Sim, mas olhou para as necessidades do cliente. A minha amiga desenvolveu uma série gratuita de cursos que tratam de temas como: a orientação para uma alimentação saudável; a importância da prática de exercícios físicos; o cuidado com a mente; e o resgate da espiritualidade. São todos temas que podem contribuir de uma forma sustentável para que as pessoas resolvam os seus problemas. Ela está contra o próprio negócio? Não. Ela está no foco do negócio que é o de resolver os problemas dos seus clientes. A farmácia passou a também trabalhar com “remédios para a alma” dos clientes. O preço dos remédios? Já não era o foco. O faturamento? Depois do primeiro ano, superou as metas. A satisfação dos clientes? Aumentou a satisfação dos clientes externos com o atendimento ampliado e dos clientes internos que passaram a perceber o sentido daquilo que fazem. E a minha amiga? Tem a certeza de que está fazendo o seu melhor (Fabiane Dier – Farmacêutica, Coach e Thetahealer).

Por isso as perguntas:

qual é o seu negócio?

Você está fazendo o melhor para o seu cliente?

O que você está resolvendo para ele?

Quatro estratégias para evoluir seu negócio agora.
Fonte: http://profap.com.br/quatro-estrategias-para-evoluir-no-seu-negocio-agora/

Moacir Rauber

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Homens e mulheres: juntos ou separados?

Homens e mulheres: juntos ou separados?

Nos dias de hoje, homens e mulheres têm mais acesso e permissão para expressar seus lados masculinos e femininos, mulheres podem mais facilmente alcançar o seu lado masculino e homens podem mais facilmente alcançar o seu lado feminino, perder a atração de um pelo o outro pode ser um resultado. Sem tomar consciência disso, homens e mulheres não tem ideia porque eles estão crescendo separados. Ainda assim, mesmo tendo consciência dessa realidade não é uma tarefa fácil crescer juntos.

John Gray

(Beyond Mars and Venus – p. 78)

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/cerebro_de_homens_e_mulheres_reage_a_medicamentos_de_maneira_diferente.html

Dia de Finados: ninguém pode morrer por nós (02-11)

Ninguém pode nascer por nós…

Ontem foi dia de finados, um dia para homenagear aqueles que já partiram. Meus pais e muitas outras pessoas que me eram queridas não estão mais por aqui. Acredito que a melhor homenagem que se pode fazer a eles é viver a vida na sua plenitude.

Porém, ao observar muitas pessoas percebo que elas têm aberto mão da prerrogativa de apropriar-se da própria vida, quase que terceirizando a beleza presente na autonomia das escolhas que permitem que cada um evolua na direção pretendida.

Vive-se um mundo de oportunidades para explorar cada minuto da vida. O conhecimento e a possibilidade de aprendizagem nunca estiveram tão disponíveis, porém as pessoas optam por nada fazer. Numa linguagem mais religiosa, as pessoas não exercem o livre arbítrio preferindo deixar o conhecimento e a aprendizagem com os outros que passam a determinar o que é melhor para si mesmo.

Outro dia acompanhei o diálogo de duas pessoas:

– Não, eu não tenho tempo para ler um livro. É muito demorado…

E a resposta recebida em concordância dizia:

– Ahh, eu também não. Leio no máximo as frases curtas que me mandam. Não dá. É perda de tempo.

Não é perda de tempo, é o reflexo de um tempo. A leitura cansa. Cada vez menos se encontram pessoas que leem um livro, uma revista ou um texto mais longo, refletindo a pobreza de espírito de nosso tempo. Estudar cansa. Cada vez menos os alunos, sejam eles crianças, jovens ou adultos, dedicam-se a estudar com afinco, porque se distraem com as tecnologias presentes nas escolas, nas faculdades e nos lares. Praticar esporte cansa. Cada vez menos as pessoas têm praticado esportes individuais ou coletivos, porque estão entretidas com os celulares ou jogos virtuais. Trabalhar cansa. Cada vez menos se encontram pessoas dispostas a fazer trabalhos que exijam esforço físico, porque as atividades podem ser automatizadas. Participar da comunidade cansa. Cada vez menos as pessoas participam da comunidade onde vivem, preferindo ficar no conforto das suas pequenas fortalezas. As atividades rotineiras cansam. Cada vez menos as pessoas realizam as atividades rotineiras com cuidado e zelo, preferindo a improvisação da desorganização.

A disciplina cansa. Cada vez menos as pessoas são capazes de manter a disciplina das escolhas conscientes, deixando-se levar pelas consequências de não fazer nada. É a inércia frente a vida que reflete a não ação com resultados.

As pessoas preferem a não escolha, que tem como resultados a realidade que não querem, porque elas não entendem que a disciplina de dominar a mente é o exercício pleno da liberdade que permite que cada um seja protagonista da própria vida.

Para muitos, até parece que a vida cansa.

Por isso, entendo que muitas pessoas estão terceirizando a capacidade de estudar, de aprender e de se desenvolver e, com isso, delegam a vida. Não querem se comprometer nem se envolver demais. Preferem a inconstância do descompromisso e terminam por transferir para os outros as próprias escolhas. Por fim, estão tão ocupadas com o descompromisso e com as distrações que não encontram tempo para viver. Ou talvez seja por não se comprometerem e somente se distraírem que não vivem…

No dia de finados é um bom momento para se pensar na vida e assumir as rédeas das próprias escolhas. Penso ser um momento de refletir como não se eximir do privilégio de assumir o protagonismo da própria vida,

Porque ninguém pode nascer por nós; ninguém pode viver por nós; e ninguém pode morrer por nós.

Aquele que podia, já o fez.

Moacir Rauber

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Professores ou Aprendizes: qual é o desafio?

Nos últimos meses, fiz uma sequência de palestras para alunos universitários e de ensino técnico. Algo que tem sido recorrente, e estranho, é que ao final da palestra os professores se aproximam, parabenizam-me pela abordagem e dizem:

– A palestra foi muito boa. Os alunos não saíram antes do final…

Não é estranho parabenizar porque os alunos permaneceram até o final? Não seria isso o mínimo que se poderia esperar de alunos que vão para uma palestra promovida pela universidade ou pela instituição de ensino técnico?

Entenda-se aluno como aquela pessoa que é um estudante ou um aprendiz que está em processo de formação para aprender um ofício, uma profissão ou algo de seu interesse. Por isso, se alguém está numa universidade fazendo uma graduação ou se está matriculado num curso técnico, acredita-se que a pessoa deve estar buscando desenvolver as competências que lhe permitam exercer a profissão. Então por que o espanto dos professores quando os alunos permanecem até o final? Não sei a resposta, mas tenho algumas reflexões e questionamentos. De um lado, estão os professores que têm o papel de mestres dos alunos, além de serem cobrados para que sejam aprendizes. Concordo que para se ensinar deve-se estar disposto a aprender e acredito que os professores entendem o seu papel no sistema educacional e sabem sobre aquilo que se propõem a ensinar. Do outro lado, estão os alunos frequentando a universidade ou fazendo um curso técnico. Aqui, parece-me, que está parte do complexo problema da educação. Penso que grande parte dos alunos não entende o seu papel de aprendizes por falta de educação e de respeito. No mínimo, os alunos deveriam respeitar os professores, os horários e as normas estabelecidas para o bom convívio pensados para o desenvolvimento das competências que eles ali vieram buscar. Portanto, acredito que se deveria estimular os pais, os professores e toda a comunidade escolar para um esforço no questionamento da nova realidade do ambiente escolar: quem são os aprendizes? Quem são os professores? Qual o papel de cada um no ambiente escolar?

Sabe-se que a dinâmica do ambiente escolar é diferente e merece um novo olhar. Sempre se entendeu que o professor é aquele que ensina e aluno é aquele que aprende. Porém, hoje há que se considerar que essas fronteiras, muitas vezes, estão diluídas pelo acesso irrestrito ao conhecimento que permite que um aluno seja mestre em áreas em que o professor é iniciante. Em algum momento os professores serão os aprendizes e os alunos serão os professores. Não estou dizendo que seja abolida a autoridade do professor. Muito pelo contrário. Estou destacando que o papel do professor deve ser preservado, estimulado e valorizado pelo compartilhamento da responsabilidade dos alunos no processo. Os professores sabem o seu papel, porém a pergunta:

Quem é capaz de mostrar aos alunos o seu papel no processo? Eles devem ser questionadores? Sim. É importante que se mantenham curiosos? É importante. E respeitadores? É indispensável que sejam respeitadores.

Para isso, é fundamental que os alunos saibam e respeitem o seu papel, ancorados na família, na comunidade escolar e no poder público. Portanto, responsabilizar os alunos com o seu processo de aprendizagem é uma forma de valorizar o professor como um facilitador que ensina e que aprende.

Enfim, entendo que a verdadeira opção não está no ensino, mas na aprendizagem. Por isso, estimular a que professores e alunos sejam sempre aprendizes é o grande desafio, podendo fazer a diferença no ambiente escolar.

Parabéns aos professores que ensinam porque são eternos aprendizes!

 

Moacir Rauber

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