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Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

UM DIA COMUM: O MUNDO ESTÁ MELHOR?

Um dia comum: o mundo está melhor?

Comecei o dia com a meditação para alinhar as intenções e as ações do dia. Com essa intenção saí de casa. O primeiro compromisso transcorreu como o imaginado, apesar de ter ouvido palavras que poderiam ter gerado em mim uma sensação incômoda. O dia seguiu e os desafios pareciam cada vez maiores. O último compromisso do dia, que para mim seria o mais importante, não aconteceu. A pessoa não apareceu e não avisou. A ira nasceu em mim e quase explodi de raiva. Porém, explodir com o outro como se ele nem apareceu? Fui para casa frustrado, jantei sem falar muito e fomos para cama mais cedo. Minha esposa perguntou:

– O que aconteceu?

Agora já havia processado parte do dia, faltava finalizá-lo. Muito tem se falado dos exercícios de pausa no início de um dia, a meditação, e no seu transcurso, as micro pausas. Porém, acredita-se que tão importante quanto fortalecer as intenções no princípio do dia, é fazer uma revisão ao seu final para avaliar como ele foi vivido. A revisão faz diferença, porque as emoções, os sentimentos, as ações e as intenções ainda estão vivas em cada um de nós. Depois da pergunta da minha esposa, repassei todo o dia baseado em três perguntas: (1) o que fiz hoje contribuiu para uma vida melhor? Responder a essa pergunta me permitiu identificar que fiz bem ao manter o ritual da meditação da manhã, o que me deu forças para fazer a pausa na interação em que pensei ter ouvido críticas e ofensas. A pausa antes de responder me fez perceber que não havia ofensa nem crítica na fala do meu interlocutor e o acréscimo de um ponto importante na ideia. O meu sábio não foi sequestrado pelos meus sabotadores. Responder à pergunta (2) “O que fiz hoje que não contribui para uma vida melhor?” expôs um acentuado incômodo emocional que me infligi pela não presença do outro para um compromisso acordado. Por que o incômodo? Porque o que fiz não contribuiu para melhorar a minha vida, nem a do outro? Porque a ira comandou a minha reação. Não pausei. Explodi ao enviar uma mensagem de texto nada construtiva para a pessoa que não havia comparecido, que revela que os meus sabotadores haviam sequestrado o meu sábio. Por fim, responder a pergunta (3) “O que poderia fazer diferente para que a vida fosse melhor?” pode me preparar para o dia seguinte, servindo de orientação para não repetir ações improdutivas ou para alterar comportamentos que não contribuíram para um mundo melhor. Enviar uma mensagem de texto para cobrar a presença de alguém que optou por não comparecer poderia ser repensado? Sim, com sabedoria tudo o que precisa ser dito pode ser dito, dependendo de como é dito.

Enfim, na conversa de avaliação do dia que terminava seguia incomodado com o que havia passado. Entretanto, o incômodo não se aplicava ao outro, mas ao fato de haver deixado que a ira comandasse a minha reação. Não fiz nenhuma pausa e enviei uma mensagem de texto cobrando o outro pelo seu não comparecimento. A sua ausência era um fato, entretanto as razões que eu atribuí a elas foram interpretações minhas. Essas interpretações me levaram a entender que a minha necessidade de respeito não estava sendo atendida e sob o comando da ira me expressei de maneira agressiva. O resultado de agir sob o comando das emoções, como a ira? Quase sempre termina em conflitos e com pessoas magoadas. O meu interlocutor não compareceu porque a escolha dele estava pautada pelas suas prioridades e, naquele momento, levar a filha para o hospital era insubstituível. Ainda bem que ele teve a sensatez de pausar para exercer a empatia comigo, explorar a situação para reagendar o encontro para inovar, navegar e ativar o sábio.

O que fiz hoje e como fiz faz do mundo um lugar melhor?

Moacir Rauber

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Perguntas inspiradas na conversa com Miriam Moreno

HOJE EU PERDI…

Hoje eu perdi…

Sabe aqueles dias em que você se levanta sem muita disposição? Pois é, naquele dia havia acordado assim, apesar de ter uma programação prevista que merecia celebração. Seria um dia especial porque meu sobrinho que morava comigo concluía o Ensino Médio com excelente aproveitamento. A conquista era toda dele, mas para mim era motivo de orgulho ter participado do processo. O dia começaria com uma cerimônia religiosa de agradecimento pela manhã, no final da tarde seria a colação de grau e, logo após, a festa de confraternização num dos hotéis da cidade. Eu me havia proposto a participar da cerimônia de agradecimento e da colação de grau. A festa seria dele com os seus amigos com quem havia compartilhado segredos e fofocas; sucessos e fracassos; tristezas e alegrias; amores e desamores, entre outras histórias vividas com o entusiasmo de quem tem 17 anos.

A cerimônia religiosa estava programada para às 10h30 na capela do colégio, que não conhecíamos. Quando a vimos, ficamos chocados com o tamanho da escadaria que dava acesso à capela, que estava abrigada num prédio antigo. Olhei para o meu sobrinho que sempre solícito logo se dispôs a me ajudar. Olhávamos para os obstáculos de longe, faltava cruzar a rua. A movimentação dos amigos e familiares dos demais formandos era intensa em frente a capela. Olhei para o meu sobrinho e disse:

– Vai lá. Aproveita para agradecer a tua conquista. Eu não vou. Dá uma olhada… A escada é tão íngreme que chega a ser perigoso…

Despedi-me e voltei para casa. Inicialmente aliviado. Logo passei a sentir que havia perdido a chance de compartilhar algo relevante com uma pessoa importante. Eu desisti ao ver a escadaria como obstáculo. Não era a primeira escadaria em minha vida e não seria a última. A diferença estava na minha postura diante dela. Criei dificuldades sem ver o quadro completo. O que a Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosenberg) poderia nos dizer da situação? E da perspectiva da Inteligência Positiva (Shirzad Chamine), onde estavam o Sábio e os Sabotadores? Antes de mais nada, frente a uma situação difícil, contraditória ou conflitante é importante fazer uma Pausa Estratégica para poder abstrair e observar o que está acontecendo de fato. Na Inteligência Positiva se fala em manter contato com a realidade por meio de alguns exercícios, assim como por gerações sempre nos foi dito para que se conte até dez antes de agir por impulso. A Pausa Estratégica permite que se tome consciência da realidade ao seu redor não sendo dominado pela emoção imediata que ocorre ao se enfrentar com a situação, seja ela difícil, conflitante ou desafiadora. A reação sem a pausa pode fazer com que se tome decisões ou se digam palavras que não são as melhores escolhas. Não se trata mais de fugir dos predadores, porque os nossos conflitos ocorrem em ambientes de relacionamento na vida social, familiar e organizacional. É com as pessoas que enfrentamos situações que podem ser interpretadas para além dos fatos, pois envolvem sentimentos e necessidades de um e de outro e permitem a expressão de um e de outro por meio da liberdade de que desfrutamos. Liberdade de expressão? Sim, assumindo as consequências do seu uso, por isso ao não entrar na capela eu me expressei e assumi as consequências disso. Desse modo, ressalte-se a importância da Pausa para não se deixar levar pelos sabotadores que na situação da capela se manifestaram sob a regência do Crítico que não perdeu a oportunidade de tecer comentários negativos sobre a falta de acessibilidade; ele estava certamente acompanhado do Esquivo que traz consigo a preguiça; da Vítima que traz consigo o olhar para as limitações; e do Controlador que traz consigo a necessidade de estar no comando de tudo. Com isso, o meu Sábio foi sequestrado e não aproveitou nenhum dos seus poderes. Não exerci a Empatia com o sobrinho, porque no momento da decisão não levei em conta as suas necessidades e tomei uma decisão baseada numa autoempatia sabotadora. Ele foi sozinho para a celebração. Não Explorei outras possibilidades frente a uma situação que parecia que se repetia, assim não Inovei e não aproveitei os possíveis “presentes” encontrados nas dificuldades. Desistir foi o caminho mais fácil. Com isso, não Naveguei para poder valorizar o que realmente era importante na situação: a presença. Optei pela ausência. Por fim, não Ativei nenhum dos poderes do sábio e permiti que os sabotadores sequestrassem a sabedoria, levando-me para onde não queria ir. Por fim, se eu tivesse feito uma Pausa e Observado com cuidado todo o quadro sem o julgamento precipitado, poderia ter exercido a empatia com o sobrinho para valorizar os seus Sentimentos e as suas Necessidades, que eram minhas igualmente. Com isso poderia ter explorado, inovado e navegado nas possibilidades para ativar o sábio e quem sabe, envolver outras pessoas que circulavam em frente a capela para que me ajudassem a subir as escadas. Com esse movimento, eu teria cruzado a rua e poderia ter visto o quadro completo. Ao cruzar a rua os sabotadores poderiam reclamar, mas eu teria ampliado a visão a tal ponto de poder observar que por detrás das colunas da lateral direita da capela havia uma rampa. A minha expressão teria sido outra.

Assim é que nós desistimos ao não vermos o quadro completo antes de tomar uma decisão. A Pausa consciente nos ajuda a discernir. Quantas vezes você se programou para fazer academia e na hora de começar escolheu não fazer? Quantas vezes você pensou em inserir um momento de oração ou meditação na sua rotina e na hora de levantar ficou na cama por mais alguns minutos? Quantas vezes você se inscreveu num curso e na hora de ir optou por ver um filme? Eu desisti de participar da formatura, mas ela aconteceu igual. Você pode desistir da academia, mas outros igualmente a usam. Você pode desistir da oração ou da meditação, mas aqueles que a fazem se beneficiam delas. Você pode desistir do curso, mas outros o farão. Tudo acontece, com ou sem você. Enfim, desistir qualquer um pode; desistir nos faz menores.

Lembro-me que no momento em que desisti tive a sensação de alívio, justificado pelos obstáculos utilizados como desculpas. Entretanto, ao tomar consciência de que não estaria presente num momento importante para outra pessoa, a sensação de alívio foi trocada pela frustração. Ao desistir se anula a IMAGINAÇÃO por não fazer o MOVIMENTO. Com isso, afetamos o mundo sem AFETO. Ao desistir o outro perde a sua presença, mas quem mais perde é quem não está presente, porque com ou sem você a vida segue.

Naquele dia, eu perdi para mim mesmo…

E você, está perdendo o que ao desistir?

“A presença é o que tenho de mais valioso para dar ao outro.Você está presente com quem diz que está?De que valem as promessas de amizade sem a presença?De que servem as declarações de amor sem a presença?Para que prometer lealdade sem a presença?Como comprometer-se com alguém sem a presença?Quando não dou minha presença plena o que resta?”

Moacir Rauber

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O QUE É FELICIDADE PARA VOCÊ?

O que é felicidade pra você?

 Finalizávamos mais um encontro sobre comportamento na busca humana pela realização usando os recentes estudos científicos. Muitos deles apontavam os conceitos e as bases da felicidade em que constatavam os processos químicos presentes no organismo. Encontro após encontro falávamos de um autor, de um estudo e de suas aplicações nas equipes, nas organizações e para cada uma das pessoas. As discussões eram profundas com as teorias que explicavam a felicidade a partir da ciência. Porém, estava presente que a felicidade é uma busca comum do ser humano. Num determinado encontro, uma das integrantes disse que não participaria mais do grupo. Ela explicou:

– Acredito que conhecimento já temos suficiente. Agora é hora de praticar…

O choque pela saída deu lugar as suas razões que faziam sentido. Fiquei com a cabeça cheia de mais dúvidas com as perguntas: o que é ciência? O que é sentido comum? E o que é felicidade? Começava a me parecer que a felicidade estava mais próxima do sentido comum do que da ciência. A ciência pode ser entendida como o conhecimento que proporciona uma explicação para determinados fenômenos apoiada por métodos que permitem observar e experimentar, criando teorias e leis científicas. A ciência se caracteriza por ser objetiva, verificável, controlada e lógica. O sentido ou senso comum é o conhecimento presente no nosso dia a dia, transmitido de geração para geração pelas histórias, cultura e costumes. Muitas vezes, não é aceito pela ciência e tem a sua validade contestada sendo sinônimo de conhecimento vulgar, embora também tenha como sinônimos o consenso e o bom senso. A felicidade, por outro lado, é o estado de satisfação, contentamento, bem-estar e a consciência de plenitude como ser vivo que se estende no tempo. A felicidade está baseada em diferentes emoções e sentimentos sem que haja algum motivo específico.

A partir desses conceitos (limitados) parece haver uma aproximação muito maior entre felicidade e senso comum do que felicidade e ciência. A ciência é objetiva, enquanto a felicidade é subjetiva. A ciência é controlada, enquanto a felicidade nem sempre é. A ciência é lógica, enquanto a felicidade não está sujeita às suas regras. A ciência é verificável assim como a felicidade, mas esta precisa ser sentida muito mais do que medida. Portanto, a ciência pode se originar de uma construção teórica, que termina na identificação de leis, ou da observação de fenômenos cotidianos que estabeleçam padrões verificáveis, lógicos, controláveis e objetivos. A felicidade se encaixaria nesse formato de ciência? Entendo que não. Escutava o Pe. Bertrand que dizia “Toda pessoa deseja ser feliz, não apenas estar feliz agora, ou se sentir feliz, mas ser feliz…” e que o conjunto de ciências humanas, como a psicologia, a sociologia, a medicina, a economia e a educação, podem contribuir nessa busca. A felicidade é, portanto, uma busca comum a todos os seres humanos, isso igualmente é senso comum. Acrescente-se que o Ser Humano existe sem a ciência, embora a ciência sem o Ser Humano não exista. Desse modo, há uma prerrogativa implícita de que as ciências sirvam às pessoas, e que estas buscam a Felicidade, mas que a Felicidade não necessariamente precisa da ciência.

Portanto, no dia que a minha amiga falou que já temos conhecimento suficiente para entender e buscar a felicidade, inicialmente, fiquei um pouco frustrado. Em seguida fiquei maravilhado com as descobertas do dia a dia. Sem nenhuma preocupação com o rigor científico, pude constatar que as pessoas mais felizes não dependiam de que a felicidade fosse uma ciência. Elas simplesmente escolheram ser felizes. Vi jardineiros, carpinteiros, pedreiros, advogados, enfermeiros, psicólogos e engenheiros felizes. Muitos deles se beneficiavam das ciências para aumentar a sensação de felicidade, mas nenhum deles entendia a felicidade como ciência. Pude perceber que a Felicidade é Senso Comum aprendido, ensinado e praticado pelas pessoas, muitas delas conectadas com a espiritualidade.

O que é felicidade para você? Para mim, Felicidade é Senso Comum.

“Cada pessoa com o seu sonho específico de felicidade.”

Pe. Bertrand

Moacir Rauber

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PENSAR DÓI? PARA A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO…

Pensar dói? Para inteligência artificial não…

Na primeira semana de aula, o professor teve uma agradável surpresa. Aquele aluno de quem ele havia construído a imagem de ser preguiçoso e de não se esforçar trouxe uma linda redação sobre as férias. Leu-a em público e disse:

Parabéns. Você está escrevendo melhor do que nunca!!!

Alguns murmúrios dos colegas, entre as palavras ouvidas estavam “ChatGPT” e “BARD”. O professor logo soube que se tratava de um texto redigido pela inteligência artificial. O que fazer? O trabalho de ser professor sempre foi um desafio e faz parte do desenvolvimento contestar, mudar e evoluir. As gerações acediam ao conhecimento prévio e desenvolviam algo a mais a partir dele. Entretanto, essa tendência começa a mudar ao se constatar que a atual geração deixa de ser mais inteligente que a anterior. Com o advento da revolução tecnológica, ancorada em outros fatores, ensina-se sobre visão sistêmica, porém não se vive e não se aprende como sendo parte do sistema. As gerações em que todos faziam parte do ciclo completo da alimentação, por exemplo, entendiam que caçar todos os animais de uma região faria com que tivessem que migrar dali; sujar a água de onde matavam a sede era um problema quase insolúvel; e que cultivar as plantas somente era possível em determinadas épocas do ano. Não se precisava ensinar sobre visão sistêmica, porque as pessoas se entendiam como parte dele. Com o passar dos séculos, os agrupamentos humanos cresceram e as tarefas começaram a ser divididas por especializações. Cada pessoa já não entendia o sistema inteiro, apenas a parte que lhe cabia no processo. A fragmentação das atividades deu início a fragmentação do indivíduo, que passa a ser muito bom em algo sem entender o seu impacto no todo. Desse modo, ao comer uma beterraba comprada no mercado não se sabe quem, como, quando e onde ela foi produzida. Ao comprar a carne não se tem ideia de que era uma vaca, criada, carneada e vendida por pessoas para alimentar pessoas. Ao abrir a torneira e tomar água não se sabe de qual manancial ela foi extraída. Nos desconectamos da natureza há algumas gerações, entretanto, seguimos desenvolvendo-nos como especialistas em alguma área. Por isso, ainda que ensinemos sobre a importância da visão sistêmica, caso não se viva isso não haverá aprendizado. Enquanto as gerações não aprenderem a limpar o próprio quarto, a lavar a própria louça, a plantar as próprias verduras e a tirar o leite consumido vamos continuar a lutar pela natureza com o celular na mão e as pantufas nos pés, usando apenas dois dedos dos dez disponíveis. Isso reflete igualmente que apenas usamos uns poucos neurônios dos bilhões que temos. Emburrecemos como indivíduos e, consequentemente, a tendência é trilhar o mesmo caminho como humanidade. Por fim, quando nos colocamos como “o homem e a natureza” parece óbvio que não saibamos o que comemos, o que bebemos e, por fim, o que pensamos. Nada mais simples do que usar a inteligência artificial para fazer a melhor redação do mundo. A lei do menor esforço, ou a preguiça, ganhou no sistema de produção de alimentos e agora começa a virar o jogo na arte de pensar.

Finalmente, o professor leu entusiasmado a redação para depois ficar frustrado com a revelação de que o seu aluno não era um gênio. Provavelmente, ele estava entre aqueles que seriam menos inteligentes que os da geração anterior por se achar esperto.  Terceirizamos e mecanizamos o ciclo alimentar para fazer menos esforço e sentir menos dor. Pensar, igualmente, pode ser cansativo e até doer, porém transferir a arte de pensar para a inteligência artificial requer cuidado. Desse modo, ao fazer a escolha de usar a inteligência artificial como uma ferramenta vinda do conhecimento exige sabedoria vindas do esforço, da dedicação e do trabalho. Com a Inteligência Artificial podemos afetar o mundo com a Imaginação e o Movimento, mas é preciso ter Afeto para fazer deste um mundo melhor.

Entende-se que pensar, por vezes, dói, entretanto, transferir a capacidade de pensar pode doer muito mais… Enquanto isso, vamos pular Carnaval!!! Para quê pensar?

Moacir Rauber

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ECOS DA PALAVRA – A BUSCA DA FELICIDADE

ECOS DA PALAVRA – A BUSCA DA FELICIDADE

Pe. Bertrand

O Evangelho de hoje, que nos apresenta as bem-aventuranças, convida para uma reflexão sobre algo que pertence à essência de todo ser humano: a busca da felicidade. Toda pessoa deseja ser feliz, não apenas estar feliz agora, ou se sentir feliz, mas ser feliz. Todas as ciências humanas têm por objetivo ajudar nessa busca de felicidade como a psicologia, a sociologia, a política, a medicina e a educação. Todas as religiões e filosofias de vida oferecem caminhos ou receitas. Pessoalmente nos esforçamos para deixar os outros felizes: os filhos, os netos, o esposo, a esposa, aquela visita e muitos outros. A tecnologia e a sociedade de consumo que tudo invade, realça a felicidade como a meta imediata de nossas buscas. Será que existe uma receita única para conseguir a felicidade? Aparentemente não. Cada pessoa tem uma perspectiva diferente, aquele indígena da tribo dos Ianomanis, aquela ucraniana fugida da sua terra massacrada, aquele preso aguardando julgamento, aquela namorada, apaixonada pelo amor de sua vida, aquele doente internado num hospital para uma cirurgia, ou aquele vestibulando aprovado para o ingresso na Faculdade. Cada pessoa com o seu sonho específico de felicidade.

O que Jesus hoje nos oferece através do anúncio das bem-aventuranças, não é apenas uma receita para um resultado imediato, mas abre um caminho, até em meio a todas as adversidades e contradições do tempo.  Nas afirmações surpreendentes de Jesus, são chamados de bem-aventurados ou felizes aqueles que vivem em sentido contrário ao que o mundo propõe: pobreza, mansidão, paz, compaixão, sensibilidade solidária. A felicidade evangélica não é como aquela que o mundo vende, ou seja, euforia fácil e prazer imediato. Ela é muito mais um chamado à plenitude e sabe suportar os embates que a vida apresenta. Com frequência, associamos a felicidade à ausência de problemas, ao êxito econômico, à beleza perene ou ao prazer em todas as suas dimensões. No entanto, tudo isso esgota ou é simplesmente insustentável, pois não tem consistência interior. A verdadeira felicidade, que Jesus oferece, coincide com a paz interior; é o prazer de descobrir a cada dia que a vida se inicia novamente a cada amanhecer; é fazer da mesma vida uma grande aventura…

Apresento aqui uma abordagem das bem-aventuranças, a partir de um livro bem interessante da escritora, uma irmã beneditina, Joan Chittister, com o título O Livro da Felicidade. Assim ela as explica na pag. 258 em diante.

Bem-aventurados (felizes) os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. A felicidade, Jesus nos assegura, não está em agarrarmos os bens deste mundo. Nada satisfaz ninguém indefinidamente, por conseguinte, colocar a nossa felicidade na acumulação de bens, serve apenas para acionar a esteira hedônica e lá vamos nós, correndo de uma coisa para outra e nos condenando à desilusão perpétua.

Bem-aventurados (felizes) os mansos, porque herdarão a terra. Cada tentativa de dobrar o mundo ao nosso próprio gosto e desígnios só pode acabar em frustração e resistência. Para viver bem precisamos viver em harmonia com tudo o que existe.

Bem-aventurados (felizes) os que choram, porque serão consolados. Os que se importam com o sofrimento do mundo, os que tomam para si a dor dos destituídos, são aqueles cujo sentido da vida se encontra fora de si mesmos, são aqueles que sabem do que se trata a verdadeira felicidade.

Bem-aventurados (felizes) os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Os que buscam a justiça para os outros e se empenham em construir um mundo justo, vem uma vida plena de significado e propósito, que é a culminância da verdadeira felicidade.

Bem-aventurados (felizes) os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Aqueles que compreendem o que é ser humano, que valorizam o desenvolvimento humano mais do que imposição de leis sobre os que não tem condições de cumpri-las, não sofrerão a dor do perfeccionismo.

Bem-aventurados (felizes) os puros de coração, porque verão a Deus. Os que não fomentam nenhuma desonestidade, que procuram não prejudicar ninguém, que vivem sem alimentar o mal em seu coração, tornam todo o mundo seguro e impelem todas as pessoas se sentirem bem-vindas na comunidade humana.

Bem-aventurados (felizes) os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. São aqueles que se negam a incitar o ódio entre as pessoas – o que não operam através de quaisquer outras forças que não seja o amor – os que trazem o espírito do amor de Deus para o mundo.

Bem-aventurados (felizes) os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. A felicidade transcende os sentimentos. Se vivemos como devemos e fazemos o que devemos para transformar o mundo num lugar acolhedor para todos, a espeito de qualquer sofrimento, preço ou custo social de agir assim, nossa alma estará em paz.

Bem-aventurados (felizes) quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, falarem todo mal contra vós por causa de mim. As coisas que fazem o sofrimento valer a pena e tornam a dor suportável são aquelas que nos levam a viver como Jesus viveu, mesmo em meio à rejeição.

Alegrem-se e regozijem-se, porque grande será a vossa recompensa nos céus.  Esta é a fórmula simples para a felicidade. São preceitos que demandam de nós viver com as mãos abertas para o restante do mundo. Que exigem de nós não oprimir ninguém; não ferir ninguém. Que nos pedem para cuidar daqueles que sofrem; socorrer os necessitados; ser gentil com todos; promover a paz; defender a justiça e o que é certo e suportar a perseguição dos que repelem tudo isto em nós sem que nos transformemos, nós mesmos, naquilo que condenamos.

Pe. Bertrand

Paróquia Igreja Nossa Senhora Do Sagrado Coração – Campeche

Florianópolis-SC

Da IMAGINAÇÃO AO MOVIMENTO, O AFETO: UTOPIA?

Fórum de Inovação da Imaginação ao Movimento, o AFETO: Utopia?

O AFETO é muito mais do que uma palavra utópica: é uma necessidade humana básica. As mudanças tecnológicas aceleraram há algumas décadas e tudo indica que sigam acelerando nas próximas. A partir do primeiro computador eletrônico e o advento das redes sociais, com destaque para a inteligência artificial e a robótica que estão presentes nas revoluções biológicas e tecnológicas em curso, aumentou-se a excitação de alguns e criou-se pânico em muitos. Fala-se da singularidade, em que máquinas fazem homens mais inteligentes, da disrupção, que rompe paradigmas, e da exponencialidade, os resultados no consumo, comportamentos, costumes e tecnologia, como uma tendência. Entendo que toda a imaginação presente nesse movimento pode nos levar a distopia. O antídoto para a distopia pode ser o afeto. Porém, como falar de AFETO nesse contexto?

Os eixos temáticos do FISEC – Fórum de Inovação em Secretariado de 2023 refletem a alternativa para a distopia sem ser utopia ao explorar a Imaginação, o Movimento e o Afeto.  Inclusive, são temas singulares, disruptivos e exponenciais ao resgatar as necessidades básicas humanas, muitas vezes, não contempladas no cenário das revoluções biológicas e tecnológicas. E onde está a conexão com a inovação? No sentido dos eixos temáticos. Importante lembrar que INOVAÇÃO é o processo de criar, introduzir, renovar ou recriar algo de maneira diferente, nova, podendo ser tratada como sinônimo de mudanças. As palavras Imaginação e Movimento igualmente contemplam o conceito de inovação. Para o bem ou para o mal? Chega-se ao Afeto. Desse modo, a Inovação pode ser o caminho para a utopia em que viveríamos num sistema perfeito como resultado da ação de colocar em movimento a nossa imaginação. Com AFETO pode ser realidade. Porém, a inovação igualmente pode nos levar para a distopia em que a imaginação e o movimento produzam uma realidade opressiva, assustadora e totalitária. Sem AFETO pode ser realidade. Desse modo, a INOVAÇÃO como resultado da IMAGINAÇÃO e do MOVIMENTO pode nos aproximar da UTOPIA ou nos levar para a DISTOPIA. A resposta vem da intenção que está no AFETO. Cabe destacar que resgatar o AFETO como substantivo de emoção intencional de amor, carinho e amizade é singular e disruptivo nas revoluções tecnológicas e biológicas em curso e produzirá resultados exponenciais no movimento e na imaginação, levando-nos a inovar com sentido. Basta lembrar que as necessidades básicas do Ser Humano não mudaram, ainda que toda a tecnologia tenha mudado.

Nesse processo, é indispensável se perguntar: para quê inovar? O AFETO está presente? Se sim, é hora de usar a imaginação e o movimento para inovar. Responder a essas perguntas vai dar sentido ao constante aprimoramento durante a vida (lifelong learning); e vai respaldar que o conhecimento adquirido seja orgânico, móvel, não-linear e integrado, aproximando-nos da utopia, afastando-nos da distopia. É essencial gerar novos conhecimentos; é fundamental criar novas ferramentas; entretanto, é impositivo resgatar e manter o AFETO para que o conhecimento e as ferramentas inovadoras façam sentido. Conclui-se que a saída é para dentro. É fundamental a coragem de conhecer-se, aceitar-se e superar-se para afetar com AFETO. São verbos reflexivos em que a ação, em primeiro lugar, se volta para si mesmo, e em seguida se reflete na interação com o outro. Resultado? O mundo inova transformando-se num lugar melhor a partir da IMAGINAÇÃO e do MOVIMENTO de quem se conhece, se aceita e se supera com AFETO.

Enfim, se a imaginação e o movimento não afetarem com afeto, para quê afetar? Utopia ou distopia? São apenas palavras. A presença do AFETO na tua IMAGINAÇÃO e no teu MOVIMENTO é a realidade em construção que se traduz em INOVAÇÃO fazendo deste um mundo melhor a partir das intenções e das ações. O FISEC é real ao compartilhar conhecimentos e ferramentas que geram INOVAÇÃO com SENTIDO. Não é UTOPIA!SEC – Fórum de Inovação em Secretariado

Pepita’s Secretaries Club

Moacir Rauber

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QUE TIPO DE “VELHO” VOCÊ ESTÁ SE CONSTRUINDO?

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/09/ciencia/1441794097_548979.html

Que tipo de “velho” você está se construindo?

No final do século XIX, um senhor com cabelos grisalhos e barba branca viajava de trem pelas ruas de Paris, lendo um livro. A sua frente se sentou um bem vestido jovem, que igualmente trazia consigo um livro. O jovem olhou para o livro que aquele senhor lia e disse:

– Como o senhor consegue ler algo com tantas baboseiras escritas? O tempo agora é das ciências e dos cientistas. A Revolução Francesa mostrou que não há mais lugar para essas fantasias… e apontou para o livro nas mãos daquele senhor. Tratava-se da bíblia.

O senhor o olhou e falou:

– Na Bíblia está a Palavra de Deus. Você acha que estou errado?

– Erradíssimo! O senhor deveria estudar ciências e parar com essas bobagens. Deveria conhecer o pensamento dos cientistas sobre essas coisas.

– Hum… e o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?

– O senhor tem um cartão? Vou descer na próxima estação e não posso explicar agora, mas poderei enviar alguns livros que vão ajudá-lo.

O senhor de cabelos grisalhos tirou um cartão do bolso e o deu ao jovem que leu a identificação:

“Professor Louis Pasteur

Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Científicas

Universidade Nacional da França”.

O jovem ficou boquiaberto e não sabia onde enfiar a cara.

Do que nos fala o diálogo? Podem ser encontrados elementos como soberba e humildade; ciência e espiritualidade; juventude e ancianidade; e progresso e tradição. Num primeiro momento, parece que todos os conjuntos de palavras são antônimos. Ao se analisar com mais cuidado, entendo que somente Soberba e Humildade sejam antônimas, porque onde há presunção não há espaço para o despojamento; onde há orgulho não se encontra a modéstia; onde há a arrogância não nasce a simplicidade. Por isso, a soberba é antônima da humildade impedindo que o presunçoso, o arrogante e o orgulhoso desenvolvam o seu potencial baseado no despojamento da mente aberta que permite novas perspectivas; na modéstia que estimula a curiosidade para adquirir novos conhecimentos; e na simplicidade de entender que não entendemos tudo e que a vida é um mistério. Avançando para a ciência e a espiritualidade, vejo que não são antônimas e sim complementares. A ciência cria conhecimentos e contribui com avanços na saúde, na alimentação, na tecnologia, entre outras áreas. A espiritualidade, por sua vez, nos leva a encontrar conforto, segurança e bem estar que se traduz na busca por uma vida saudável e com sentido. Desse modo, enquanto a ciência cria conhecimentos a espiritualidade trabalha o sentido deles. A juventude e a ancianidade, igualmente, são complementares porque são diferentes estágios de uma mesma jornada. Cada jovem é um ancião em construção. Por fim, a tradição e o progresso, da mesma forma, são complementares. A tradição representa a trajetória da humanidade que mantém a herança cultural que nos trouxe até aqui, enquanto o progresso desenvolve e aperfeiçoa o presente para que cheguemos melhores mais além. O desafio entre progresso e tradição é “não jogar o bebê fora com a água suja”. Portanto, somente são antônimas a soberba e a humildade, porque quando a soberba da ciência, da juventude e do progresso se sobrepõem a importância da espiritualidade, da maturidade da ancianidade e da cultura da tradição não há espaço para a humildade. O caminho inverso, da mesma forma, não é positivo.

Louis Pasteur, nessa passagem de sua vida, foi um exemplo de humildade, porque não permitiu que a ciência anulasse a sua espiritualidade; que a juventude o transformasse em velho; que o progresso descartasse a herança da tradição. Sem nenhuma soberba ele pode deixar uma mensagem para um jovem que talvez estivesse velho, marcado pela soberba que se sobrepôs à humildade.

Que tipo de ancião você está se construindo?

Moacir Rauber

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