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Não fiz as tarefas…

Não fiz a tarefa!

O curso trataria de temas que me importavam, seria realizado num local próximo de casa e era acessível financeiramente. Além do mais, dava tempo para ajustar as datas. Tudo certo! A pessoa faz a inscrição e os dias passam. Algumas mensagens indicam atividades prévias necessárias, “Ahh ainda tem tempo!”, pensa. Dias depois outra mensagem reforça a importância da tarefa e sugere algumas leituras. “Tem uma semana… Tranquilo!” é o pensamento ao ler a mensagem. O tempo, porém, é implacável. Ele passa. O dia para iniciar o curso chega e a pessoa não fez a tarefa pedida nem a leitura sugerida:

– Não fiz a tarefa nem as leituras…

 Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. O senso comum diz “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” como um alerta para que não deixemos a preguiça se sobrepor à vontade. “Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza” está em Provérbios (14:23) como um convite ao trabalho que enaltece aquele que trabalha com reflexos positivos ao seu redor. Na Inteligência Positiva (Shirzad Chamine) se acredita que o nosso sábio interior é sequestrado pelos nossos sabotadores sempre que nós atuamos de forma não positiva para nós mesmos. Fala-se de um sabotador principal (o Crítico/Juiz) acompanhado de outros sabotadores (o Insistente, o Prestativo, o Controlador, o Hiper realizador, o Esquivo, o Hiper vigilante, o Hiper racional, o Inquieto ou a Vítima). Eles anulam as nossas melhores intenções ao sequestrar a nossa parte sábia. Os sequestradores impedem que atuemos com sabedoria ao criar desculpas, pretextos, justificativas e mentiras para não fazer. Terminamos por não fazer as tarefas. Como mudar isso? Tomar consciência dessas características permite o exercício do livre arbítrio para mudar e fazer o que escolhemos.

A situação das tarefas representa algo cotidiano vivido por muitos (eu inclusive), conhecido como procrastinação, às vezes, preguiça. Nela, o tempo, um aliado, se transforma em inimigo. Aqui introduzimos a Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosenberg) como um recurso para ajudar a tomar consciência do que é fato ou a interpretação dele. Antes de mais nada, faça uma pausa para se conectar com a realidade: quanto tempo tenho e necessito para fazer as atividades que escolhi fazer? A pausa nos ajuda a tomar consciência e a colocar as atividades dentro de uma delimitação clara de tempo. O tempo passa a ser algo que posso medir para que de forma consciente escolha o que, quando e como fazer. Assumo os compromissos comigo com a data é o horário estipulados. É o exercício da liberdade de cumprir com aquilo que escolhi fazer, resgatando o sábio do poder dos sabotadores. É bom lembrar que foi a pessoa que escolheu se inscrever no curso. Ela sabia das condições. Dessa forma, cumprir com os requisitos do curso para conclui-lo exige que a pessoa inverta a ordem dada pelos sabotadores e volte a ser sábio ao exercer o seu livre arbítrio.

Outro ponto importante: a Pausa nos permite identificar o sabotador. Qual era o sabotador na procrastinação das tarefas? Entendo ser o Esquivo. Ele busca evitar o esforço e os conflitos e se volta para atividades prazerosas. Fazer a inscrição foi agradável. Manter o foco e realizar as atividades exige dedicação, por isso o sabotador diz “ainda tem tempo. O Esquivo se alia ao Inquieto e passa a buscar outra atividade prazerosa para uma nova experiência, deixando a anterior para trás. Juntamente com o regente dos sabotadores, o Crítico, ele se justifica dizendo que as “atividades eram muito chatas”. Desse modo, identificar os sabotadores é um ponto essencial para resgatar o sábio. A Pausa para se autoavaliar pode fazer a diferença.

Por fim, “Deus prometeu perdão ao seu arrependimento, mas não prometeu amanhã à sua procrastinação”, disse Santo Agostinho. O que mais se está procrastinando? Onde mais a procrastinação está se sobrepondo à vontade?

Confesso, muitas vezes não fiz as tarefas…

Moacir Rauber

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O QUE MOVE VOCÊ?

O que move você?

Outro dia conversava com um amigo, um jovem diretor de empresa. Quando ele comentou sobre a sua posição na empresa e a rapidez com que a ela chegou, o orgulho era evidente. Quando ele falou dos resultados obtidos na sua função, os seus olhos brilhavam. Entretanto, ele demonstrava um cansaço e um estresse pouco comuns para alguém de 30 anos. Perguntei-lhe:

– Por que tanto estresse e cansaço?

A pergunta não tinha a intenção de causar dor ou sofrimento, mas sabia que ela tinha a capacidade de fazer com que ele se questionasse sobre isso. Em geral, as perguntas têm a natural função de estimular a que se pense em respostas, sendo um caminho para se encontrar soluções. Porém, o desafio é fazer as perguntas certas para não se revolver um problema errado. Naquele momento, o silêncio e a não resposta automática do jovem eram um indicativo de que as perguntas haviam atingido um ponto importante. A conversa entre nós prosseguiu. O jovem executivo levantou algumas hipóteses sobre o cansaço e o estresse.

Diferentes estudos revelam que se questionar proporciona impulsos mais duradouros na busca por respostas. Muitas vezes, precisamos do outro para esse processo. Na nossa interação, eu era o instrumento que levava o jovem a se autoquestionar. Era visível que as perguntas feitas estavam sendo processadas por ele. O espírito e a alma da pessoa por trás do executivo estavam presentes no processo. Por isso, as perguntas são tão importantes na capacidade de se mover e de mover aos outros. Existem ferramentas e recursos tecnológicos para que se tenha uma boa resposta, entretanto encontrar o problema adequado é que fará com que se chegue a uma solução apropriada. Para isso é fundamental fazer uma Pausa, porque é nela que buscamos os recursos internos que nos dão o sentido das nossas escolhas. Uma Pausa antes de responder a uma provocação evita conflitos. Uma pausa antes de uma decisão nos aproxima do que é importante. Uma pausa nas mudanças de rumo da vida nos permite escolher o melhor caminho. A Pausa é um recurso de quem tem grande autodomínio e não fica a mercê dos impulsos instintivos. A Pausa resgata o sábio interno que consegue observar os fatos, registrar os sentimentos, identificar as necessidades e agir em conformidade. A pausa permite que cada um reconheça o sentido daquilo que faz ao fazer uma pergunta: o que você faz, faz sentido?

Tendo em mente o sentido das ações, a nossa conversa prosseguiu. Foi quando lhe fiz mais uma pergunta:

– O que move você? 

O jovem executivo mexeu-se em sua cadeira. Comentou sobre as diferentes escolhas de vida feitas por alguns de seus melhores amigos de infância. Eles parecem mais tranquilos e relaxados do que ele. Na sequência se fez mais uma pergunta: será que vale a pena o que estou fazendo? Será que está valendo a pena tudo isso? Qual é o sentido do que faço? Um momento de silêncio, uma pausa e concluiu: Essas perguntas vou me fazer todos os dias ao me levantar… e os seus olhos brilharam genuinamente felizes. Pensei comigo mesmo, Grandes perguntas… Ele chegou cedo a elas! Era o poder da Pausa para se questionar e fazer as perguntas certas.

Infelizmente, tem gente que termina os seus dias sem se perguntar o que realmente os move e qual é o sentido daquilo que fazem. Muitas vezes, terminam a vida sem se perguntar: valeu a pena ter vivido?

Cada um com as suas respostas!

Moacir Rauber

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UM PESCADOR!

Qual é o caminho para a felicidade:

Empresário, Cientista ou Pescador?

O empresário observava o pescador trazendo peixes. Ele começa a dar uma aula de empreendedorismo e negócios ao pescador. Sugere um barco mais potente, redes maiores e mais pescadores para aumentar a produção. Com isso geraria mais trabalho e ganharia mais dinheiro. O pescador responde: Para quê? O empresário argumenta: se você trabalhar duro e economizar poderá comprar uma casa na praia e aproveitar a beleza da natureza… O pescador dá de ombros e responde: Eu já tenho isso! Saiu e levou suas caixas de peixes para vender, conversou com os amigos e voltou para a casa, onde encontrou a esposa e com um café na mão aproveitou o pôr do sol próximo da natureza da qual nunca havia se afastado. Qual é o teu caminho para a felicidade?

A Ciência da Felicidade nos mostra que o alinhamento de nossas buscas com nossas atividades tende a nos aproximar do caminho da felicidade. O caminho percorrido por muitos passa por estudar, trabalhar e acumular para ser feliz. Tudo certo, porém, muitas pessoas se perdem no caminho ou partem antes de chegar à meta de ter para ser feliz. Numa pesquisa apresentada no livro “Se você é tão esperto, por que não é feliz?” a felicidade aparece como a meta primeira dos entrevistados. Entretanto, a grande maioria das pessoas não é feliz, porque busca a felicidade em elementos externos. A ciência da felicidade pretende resgatar e nos ensinar a ser felizes usando a racionalidade para equilibrar as buscas com o sentido da vida. O empresário ainda está buscando no ter os elementos que o levariam para a felicidade. Ele colocou a felicidade como algo distante e esqueceu de ser feliz no caminho. O pescador foi direto ao ponto de ser feliz no caminho, porque aquilo que faz, faz sentido. Faço uma pergunta: precisamos de ciência para ser feliz? A ciência da felicidade diz que para aplicá-la e ser feliz temos que seguir alguns passos:

Agradecer: registre as atividades, as relações ou os sentimentos que proporcionaram gratidão. Porém, isso não é ciência, é senso comum com a confiança de quem tem consciência para agradecer.

Dormir: durma pelo menos oito horas.  Outra vez, isso não é ciência, é senso mais do que comum vindo do autodomínio.

Alimentarse: mantenha uma dieta equilibrada com alimentos e bebidas saudáveis. Ciência? Não, basta domínio própriocom o conhecimento dos limites do corpo e das necessidades do espírito.

Meditar: dedique um tempo para a oração ou a meditação para alinhar as intenções com as ações do dia. Onde está a ciência nessa prática? Basta a perseverança de quem se alimenta do esforço e da .

Usar o tempo: distribua o tempo do seu dia entre as atividades ordinárias e com as pessoas que te importam. Isso igualmente não é ciência, é senso comum ao fazer a escolha de amar para desenvolver a harmonia que nos traz a felicidade.

Enfim, “para encontrar a felicidade façam esforço para pôr mais competência na confiança, mais conhecimento na competência, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais sentimento na perseverança, mais harmonia no sentimento e mais afeto na harmonia.” Uma frase perfeita que caberia muito bem na boca de um cientista da felicidade ou de um especialista comportamental. Entretanto, não foi nenhum deles que a disse. Ela foi parafraseada de um pescador há mais de dois mil anos que falou:

“Por isso, façam esforço para pôr mais virtude na fé, mais conhecimento na virtude, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais piedade na perseverança, mais fraternidade na piedade e mais amor na fraternidade” (2Pd 1, 5-7)

Muitas vezes penso que nós somos aleijados emocionais que precisamos da bengala da ciência para dar o sentido que perdemos ao nos desconectarmos da espiritualidade de nossos ancestrais. Qual é o teu caminho para a felicidade? Cada um com a sua escolha, porém é importante lembrar de ser feliz no caminho porque a felicidade é senso comum. Não precisa ser cientista ou empresário, basta ser um pescador!

Moacir Rauber

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NÃO BATA A PORTA AO SAIR!

Não bata a porta ao sair!

O projeto fala de atribuições e responsabilidades desafiadoras; pede requisitos e qualificações específicas; apresenta um ambiente amigável e, uma remuneração tentadora que chamou a atenção da minha amiga acima de sessenta anos. Escolhida, ingressa na organização com entusiasmo para contribuir com os resultados, esforçando-se para se integrar. O ambiente esperado, porém, não se concretiza. A minha amiga encontrava contradições nas linhas de comando e os problemas de comunicação interferiram nos processos operacionais do dia-a-dia, o que geravam frustração e ansiedade, além do questionamento: será que sou competente o bastante para atingir os resultados? As competências estratégicas do profissional experiente, maduro e com conhecimento para contribuir e agregar reveladas na entrevista, não eram usadas. A ansiedade estava acompanhada da frustração. Ainda que fosse uma empresa de grande porte, e que oferecesse uma boa remuneração para um profissional terceirizado, passados três meses, ela estava convicta de que sairia. Entretanto, como sair a organização sem bater a porta?

Além da ansiedade e da frustração, ela desenvolvera outros sentimentos, como a irritação, o estresse e o esgotamento que predominavam frente a alegria, a energia e o entusiasmo iniciais. A ideia de ter pessoas com iniciativa se contrapunha ao cerceamento de qualquer movimento não previsto. A resiliência para as situações desafiadoras se resumia a falta de tempo para cumprir com as atividades operacionais. A decisão de sair estava tomada, faltava decidir como comunicaria a sua saída sem fechar as portas. Ela procurou ajuda. Um amigo meu e eu a escutamos. Ela escreveu o que queria dizer para a sua gestora na saída. A sua escrita estava carregada de julgamentos, sinônimo de bater à porta. “Me escutaram… mas sem nada possível de ser mudado”, “…fui sub utilizada”, “… Me frustraram”, entre outras expressões que revelavam ressentimentos. Na conversa que ela teve conosco perguntamos como ela se sentiria ao ouvir o que ela tinha para dizer. Ela entendeu que poderia dizer a mesma coisa de outra forma, porque é diferente o que alguém fala e o que o outro ouve, assim como é distinto o que alguém faz e como o outro percebe o que foi feito. O sentimento era de desconforto. A partir desse ponto, a Pausa que ela fez ao pedir ajuda resgatou o Sábio de quem tem inteligência emocional para poder observar sem julgar; sentir com interesse pelo outro; identificar as necessidades das partes; para, por fim, expressar-se com a sabedoria que se espera de alguém com potencial e experiência acima de sessenta anos que poderia ter contribuído muito mais com a organização. Ela reescreveu a sua fala com a ajuda do meu amigo.

Começava dizendo “… após muita reflexão, gostaria de comunicar que eu decidi me desligar da empresa. Não a deixarei na mão, assim vou cumprir o acordado no contrato previsto para que você possa fazer minha reposição, se assim você quiser. Agradeço a oportunidade”.

Caso houvesse perguntas sobre as razões da saída, ela iria emocionalmente preparada para responder com a clareza de quem tem os recursos internos para isso com a liberdade emocional de um ser humano emancipado. E as perguntas vieram e ela pode dizer que o trabalho era “muito operacional e que competia com as tarefas estratégicas para a qual estou preparada, assim me senti sobrecarregada…”. Ela assume a responsabilidade sobre os seus sentimentos e revela as necessidades de que as atividades estratégicas fossem o foco. Ela não acusa nem se escusa, porque se comunicou com a sabedoria de quem sabe dos recursos que tem ao usar ferramentas vindas do conhecimento: a Inteligência Positiva com a Comunicação Não-Violenta a partir da Pausa.

Enfim, a entrevista com a gestora terminou com a troca de informações importantes para as partes. O acordo foi cumprido e a minha amiga se despediu sendo homenageada pelos colegas de empresa. Destaque-se, porém, a humildade de pedir ajuda como a virtude que a levou a sair sem bater a porta. Isso demonstra a mentalidade de crescimento numa pessoa com maturidade e experiência de carreira e de vida.

Moacir Rauber

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LADRÕES DE AUTOESTIMA E DE AMOR PRÓPRIO: QUEM PODE SER?

A Autoestima e o Amor Próprio roubados

A bancarrota, mais uma vez, batia à sua porta. O primeiro empreendimento ele havia começado aos vinte anos e durou tão somente 18 meses. Foi muita falta de sorte que abrisse um negócio igual ao meu bem ao lado, justificava-se. No segundo empreendimento queria aproveitar uma oportunidade de explorar uma tecnologia inovadora. As pessoas não estavam preparadas para usá-la, era o seu argumento. Agora, aos quarenta anos, era terceira vez que ele recorreria aos pais para salvá-lo da falência. Sentia-se constrangido, mas acreditava que os pais o ajudariam outra vez. O que pode representar a situação descrita? Em parte, que os pais roubaram a autoestima e o amor próprio do filho.

Há uma tendência comportamental de que as pessoas não assumam a responsabilidade sobre a própria vida. E de quem é a responsabilidade? Entendo que muitos pais super protegem os filhos e lhes roubam a autoestima e o amor próprio. Não se trata de acusação, mas de constatação.

Como isso acontece? Os pais se alegram ao ver o filho dar os primeiros passos e festejam a conquista da autonomia de se mover sozinho. Fonte de Autoestima e de Amor Próprio para o filho que entende que pode.   Entretanto, os pais não incentivam os filhos a arrumarem a sua cama para celebrar que ele pode. Os pais não estimulam os filhos a lavarem a louça para valorizar a interdependência. Igualmente, os pais não cobram dos filhos horários para dormir e levantar em horas apropriadas para aprender que com a rotina se assume o controle das escolhas. A permissividade é o caminho mais fácil e começa o roubo da autoestima e do amor próprio. O que é autoestima? O que se entende por amor próprio? A autoestima é a capacidade de aceitar e valorizar a própria identidade, reconhecendo as características comportamentais e emocionais, enquanto amor próprio se entende como a afeição em relação a si mesmo com a aceitação das capacidades e das imperfeições com a disposição de melhorar ao se autodesenvolver. Com a superproteção os pais abdicam do papel de orientar, educar, instruir e ensinar por meio da responsabilidade para que os filhos cresçam com as dores e o sofrimento inerente a cada ser humano, para que também possam apreciar a alegria e a felicidade da própria existência. Entender-se capaz de lidar com os próprios desafios é fonte de autoestima e de amor próprio, possibilitando que alcancem uma vida plena.

Exercer o papel de pais requer se assumir como adultos. Para isso, é preciso estar disposto a orientar, educar, instruir e ensinar, que em muitos casos, gera desconforto, incômodo e a sensação de não ser querido pelos filhos. E muitos pais não aguentam essa ideia. A debilidade emocional dos pais cria nos filhos o oposto de autoestima e o contrário de amor próprio. Assim, surge uma geração de pessoas com baixa autoestima e falta de confiança pela mensagem subliminar de que não sabem fazer, bem como pessoas com ego inflado ao acreditar que tudo está a sua disposição o tempo todo. A super proteção passa a mensagem da não capacidade, roubando-lhe a autoestima, assim como ao não permitir que os filhos respondam pelas suas escolhas há uma mensagem de incompetência, roubando-lhe o amor próprio.

E o roubo da Autoestima e do Amor Próprio se aplica apenas aos pais? É claro que não. Qualquer pessoa que tenha ascendência sobre outra pode roubar ou suscitar a autoestima e o amor próprio no outro. Pode ser um diretor, um gerente, um colega, um amigo, um irmão ou um cônjuge. A ação é do outro, porém a escolha é tua. Qual é a tua intenção? Qual será a tua ação? Ao tomar consciência você tem ascendência sobre você. No final, a questão está contigo, porque Você AFETA o mundo e com AFETO o mundo é melhor!

Por fim, creio ser importante voltar a marcar alguns rituais de passagem. Comemorar o primeiro passo, celebrar a capacidade de arrumar a cama, valorizar a habilidade de lavar a louça e cobrar a responsabilidade pelos horários é dizer aos filhos “você pode”. E quando a bancarrota bater a sua porta ele vai saber que é uma oportunidade de se desenvolver, porque ele pode. Enfim, aquele que sabe que pode aumenta a autoestima e desenvolve o amor próprio.

VEJA A CONVERSA COM A CECÍLIA NO YOUTUBE!!!

Moacir Rauber

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AUTOESTIMA EM PRIMEIRO LUGAR!

Autoestima e Amor Próprio, qual a diferença?

Autoestima e Amor Próprio, qual a diferença?

  • O que pode nos contar um menino de 08 anos que carrega os seus remos?
  • Qual a mensagem num adolescente de 40 anos que não arruma a sua cama?
  • Quem são os ladrões da Autoestima? Quais são os sabotadores do Amor Próprio?

A live vai ensinar sobre autoestima? Não, ensinar nós ensinamos com aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. A opção está no aprender que cada um pode escolher!

Daqui a pouco (20-05-23, às 10h) algumas reflexões sobre o tema (https://lnkd.in/dHvcNVas).

#autoestimaeamorpróprio

#ladrõesdaautoestima

#inimigosdoamorpróprio

#segurançaeconfiança

#autoconfiançaeauestima

EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA 2!

A expansão da consciência 2

A minha amiga estava em frente ao portão e não encontrava as chaves para abri-lo. Foi assim que eu a vi chegar pela manhã depois de um ritual de expansão da consciência. Saudei-a. Ela respondeu com o olhar perdido. Ela se dirigiu para o loft onde estava hospedada. Voltei a vê-la no final da tarde, quando ela me explicou sobre a experiência:

– É incrível! Eu saí do meu corpo e pude ver outras dimensões da vida!!!

Expandir a consciência sem esforço, sem dedicação e sem empenho, para mim, não fazia sentido (https://facetas.com.br/2023/05/12/a-expansao-da-consciencia/). Ela comentava sobre o ritual ancestral praticado pelos xamãs em que a ingestão de uma bebida os levava a uma conexão plena com o universo. Durante o ritual o xamã conseguia ampliar a consciência sobre a interdependência entre todos os seres vivos do nosso planeta numa junção perfeita, fazendo com que houvesse uma integração espiritual para além do que os nossos sentidos podem perceber. Era encantadora a forma como ela descrevia os passos dados na busca por essa simbiose do corpo, da mente e do espírito. Era isso que a levava a participar do ritual. Escutava com genuíno interesse, porém concordava somente em parte. Expandir a consciência é uma busca de muitos. O caminho trilhado para alcançar é que faz a diferença. Você acredita que há um atalho para expandir a consciência? Entendo que não, porque o caminho demanda movimento que pede esforço, dedicação e empenho. Estes, exigem renúncia. Renunciar a que? Cada um dos xamãs ancestrais renunciou a uma parte de sua vida para desenvolver as habilidades de ser xamã. Segundo as crenças indígenas o xamã é um sacerdote que tem as capacidades de se conectar com o mundo dos espíritos para encontrar soluções para os problemas de uma comunidade. O mundo era melhor com a sua contribuição. Esse xamã, normalmente, tinha a sua vocação reconhecida quando criança, o que o levava por um caminho de consagração e estudos de anos. Não havia atalho. Essa criança, para ser xamã, renunciava a formar família (quase sempre), às brincadeiras e aos jogos que as demais crianças faziam. Além disso, o papel de um xamã exigia dedicação para aprender os segredos da natureza; requeria esforço para manejar as ervas medicinais; impunha empenho para exibir a aura de respeito que dele se esperava. Hoje, os xamãs urbanos querem expandir a consciência, mas não estão dispostos a renunciar a nada. Um sacerdote, um monge, um cientista, um atleta ou um santo expandem a consciência por meio de renúncias. O sacerdote e o monge renunciam a família para expandir a consciência espiritual e de coletividade; o cientista renuncia as festas para ampliar o seu conhecimento investigativo; o atleta renuncia a dormir até mais tarde para aumentar a sua capacidade física e mental; e o santo, a que renuncia? O santo renuncia aquilo que é impuro, mau e profano que o afasta de sua busca pela plenitude sagrada. E você, a que vai renunciar para expandir a consciência?

Por fim, entendo que sem renúncia não há expansão. Constata-se que as grandes mentes, além de esforço, empenho e dedicação, renunciaram. “Quem busca atalho passa trabalho” é um ditado popular com muita sabedoria. Não há mérito em expandir a consciência sem estar consciente. Por isso, penso que qualquer processo que recorra a estímulos externos para expansão da consciência, como uma bebida, um remédio, uma droga ou mesmo os recursos tecnológicos como a IA, traz como resultado a expansão da não consciência. Tem como resultado a inconsciência!

Desse modo, desejo que a minha amiga escolha renunciar à falta de vontade e volte estudar; que abdique da boemia e passe a trabalhar; que abandone o comodismo e comece a contribuir para que o mundo seja um lugar melhor com a sua presença. Isso, para mim, é expansão da consciência!

Exemplos de expansão da consciência:

A dedicação de Francisco de Assis.

O empenho de Albert Einstein.

O esforço de Schindler.

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A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA…

A expansão da consciência…

Escutava a minha jovem amiga falando da sua preparação para participar de um ritual que a levaria à expansão da consciência por meio de uma bebida. O processo, segundo ela, era uma experiência de “quase morte”, por isso era realizado num ambiente protegido em que eles eram acompanhados por especialistas. Por fim, ela disse:

– A experiência é profunda. A pessoa sai da realidade para ampliar a percepção sobre si mesmo e o seu papel no universo…

Fez mais alguns comentários sobre o processo e a expansão da consciência que permitiria a ela desfrutar da aventura de viver a vida ao máximo. Tive a percepção de que a expansão da consciência buscada pela minha amiga era um movimento egoísta, narcisista e preguiçoso de quem busca a plenitude da vida sem querer fazer o esforço necessário requerido.

A expansão da consciência é a capacidade de se perceber no mundo como um sistema completo, complexo e interdependente com outros indivíduos, que igualmente são sistemas completos, complexos e interdependentes que afetam e são afetados entre si. Essa percepção permite que se saia do modo automático de viver. Desse modo, ter essa consciência possibilita que cada um entenda que as ações individuais impactam a vida de outras pessoas num movimento circular e complementar de expansão da consciência pelo alinhamento das intenções e das ações. Qual é a tua intenção? Quais são as tuas ações? Ao responder essas perguntas pode-se concluir que buscar a expansão da consciência por meio da ingestão de bebidas, chás, ou qualquer outro alucinógeno, é algo: (1) egoísta, porque coloca os desejos e os interesses próprios de desfrutar ao máximo a vida em primeiro lugar. Não há preocupação em criar um mundo melhor para o outro, senão para si mesmo; (2) narcisista, porque não há empatia com ninguém mais do que consigo mesmo e a busca da expansão está ligada ao seu próprio bem-estar; e (3) preguiçoso, porque a expansão da consciência buscada chega num passe de mágica em que se entra em outros mundos sem esforço, dedicação ou empenho, simplesmente por se deixar levar pelos efeitos de uma bebida. Onde está o mérito nisso? Qual seria a expansão da consciência se não estou consciente no processo? Entendo como rituais de não consciência em que a alienação nos permite a sensação de desfrutar de uma realidade que não é a nossa.

Por fim, entendo que a expansão da consciência passa pela necessidade de estar consciente das ações, porque sem consciência não há expansão. Igualmente, a expansão da consciência exige esforço, dedicação e empenho para que seja consciente. A real expansão da consciência se consegue por meio de (1) estudo que exige persistência e aplicação para cumprir com os requisitos do curso escolhido. A minha amiga já havia desistido de dois cursos universitários. A expansão da consciência se consegue por meio das (2) práticas diárias com a disciplina de quem sabe o que faz e quando faz por meio do ato deliberado de cumprir com as escolhas feitas. A minha amiga não tinha horário para dormir ou levantar e a sua rotina era a não rotina. A expansão da consciência se consegue por meio da (3) oração e meditação como exercício vitalício de renúncia e autocontrole, comum entre padres e monges. Muitos deles, ampliam ainda mais a sua consciência por meio de trabalhos voluntários em hospitais, asilos e orfanatos, locais em que dão a presença, o amor e o afeto com a consciência de que o ato realizado faz daquele um lugar melhor. A tua expansão da consciência faz do mundo um lugar melhor?

Vai tomar um chá milagroso, uma cerveja ou um vinho? Não tem problema, porque a escolha é sua. Porém, tenha a consciência de que se trata da expansão da não consciência, porque qualquer movimento que não exige esforço, dedicação ou empenho é apenas um atalho para desfrutar de prazeres imediatos da vida.

Exemplos de expansão da consciência:

O trabalho de Madre Teresa de Calcutá.

As descobertas de Marie Courie.

O processo de Louis Pasteur.

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NADA COMEÇA DO ZERO…

Nada começa do zero… e o Autor de tudo?

Nada começa do zero…

O grupo fazia uma peregrinação para resgatar a espiritualidade presente na religião recebida das gerações anteriores. Era uma espiritualidade que ela tinha deixado de lado ao longo da vida. Entretanto, chegou um momento em que parecia importante para ela buscar a reconexão com aquilo que a havia acompanhado na sua chegada ao mundo. Ela precisava de sentido, de segurança e de direção. Finalmente, ela havia entendido que se estava onde estava era porque aqueles que a antecederam tinham entregado algo de bom para ela. Dessa forma, nessa busca por reconexão ela se indagava:

– O que eu devo entregar para alcançar o que busco?

A reposta veio na voz interior que dizia que ela não tivesse medo de se reconectar com a espiritualidade recebida de seus pais, porque havia sabedoria nela. O seu diálogo interno a levou a pensar que deveria “entregar o seu espírito crítico” e ser mais acolhedora. O que representaria para ela “entregar o espírito crítico”? Não queria dizer deixar de lado a sua jornada, mas saber aceitar as coisas boas que a antecederam, entre elas a Espiritualidade. Para a Inteligência Positiva (IP), é importante não se deixar levar pelos sabotadores, sendo o principal deles o Crítico que: (1) critica a situação; (2) critica o outro; e (3) critica a si mesmo. Era esse o crítico que ela deveria deixar para entender a espiritualidade que acompanhava a sua família a centenas de anos. O crítico como sabotador acusa, com isso não reconhece a contribuição do outro e limita a própria capacidade ao não aproveitar o conhecimento acumulado no caminho percorrido pelos outros. Para romper com o ciclo de acusação, seja ela organizacional, familiar, social ou espiritual, é preciso humildade para resgatar o sábio que está dentro de cada um. O sábio nos leva a (1) empatizar, (2) explorar, (3) inovar, (4) navegar e (5) ativar as ações que aproveitem e mantenham o que já foi construído num processo evolutivo de acúmulo de experiências que gerem conhecimento para uma vida melhor. Nas organizações é assim. Nas famílias deveria ser assim. E com a espiritualidade não é diferente. Portanto, ela poderia usar os passos da Comunicação Não-Violenta (CNV) para: (1) observar sem julgar os rituais espirituais dos quais ela havia se afastado; (2) registrar os sentimentos que o observado provoca nela; (3) identificar as necessidades que a moveram por diferentes caminhos e quais eram as que a traziam de volta; e, por fim, (4) escolher com sabedoria as estratégias que a permitissem atender as necessidades identificadas num processo de respeito de si mesma, da sua história e da do outro. Para isso, a (0) Pausa é um ponto de partida. Ela fez uma Pausa para percorrer o seu caminho de reconexão com a sua essência e conseguiu perceber que a própria inteligência positiva e a CNV estavam presentes na espiritualidade de seus pais que ela havia abandonado. Ela criticava, porém sentia falta porque encontrou o que buscava naquilo que havia deixado. Pergunte-se: por que você critica aquilo que critica?

Enfim, ao silenciar o crítico ela resgatou o sábio na interação entre inteligência positiva e o passo a passo da comunicação não-violenta. Eram os recursos que ela tinha na linguagem que agora conhecia. Ao final do processo ela se apercebeu que nada começa do zero. A família não começa do zero, porque outra a antecedeu; a organização não começa do zero, porque outros prepararam o ambiente que a estabeleceu; um processo não começa do zero, porque alguém um passo já deu; a espiritualidade não começa do zero, porque outros antes de nós a viveram e, inclusive, houve quem por nós já morreu.  Ela até descobriu que a IP e a CNV estavam presentes na espiritualidade que ela abandonou. Portanto, reconectar-se com a nossa trajetória humana é um caminho de humildade que pode nos levar a uma melhor humanidade.

O que te trouxe até aqui? Há sabedoria no caminho, porque nada começa do zero…

E o Autor de tudo?

Moacir Rauber

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Inspirado na conversa com Susana, Miriam e Romina

O QUE ESTÁ VIVO EM TI?

O que está vivo em ti?

Tenho conduzido as oficinas Comunicação Afetiva para ser Efetivo e Ecos da Palavra com frequência. A maioria das vezes, com a participação de pessoas do mundo corporativo. Outro dia, porém, a oficina aconteceu numa comunidade religiosa que se dedica ao voluntariado que também sentiu a necessidade de melhorar a comunicação ao usar outras ferramentas, como a Comunicação Não-Violenta e a Inteligência Positiva. Senti a diferença.

Durante a oficina, usa-se um vídeo em que se mostra a situação de interação de um senhor de idade com uma mulher grávida no ponto de ônibus. Os dois estão sentados um pouco distantes um do outro. De repente o senhorzinho pergunta à mulher de quantos meses ela está grávida. A mulher o olha com certo estranhamento na expressão que poderia ser de diferentes sentimentos. Em seguida ela responde e o diálogo entre eles começa. Em um momento, ela comenta que está com medo porque terá que passar sozinha pela gravidez e que a única companhia que tem é a de seu pai que está doente. Ele fala para ela não se preocupar que tudo vai dar certo. Encerra-se o vídeo nesse ponto para indagar aos participantes: o que viram, escutaram, pensaram e sentiram? As respostas obtidas no meio organizacional e na comunidade de voluntariado são quase iguais ao falar sobre o que viram e escutaram, entretanto são muito diferentes ao se falar sobre o que pensaram e sentiram. No meio organizacional aparecem com mais frequência as palavras invasivo, intrometido ou enxerido quando se referiam ao idoso. Ao se referir à mulher grávida a maioria das respostas se voltavam para incomodada, desconfortável e até irritada. As respostas obtidas na oficina realizada na comunidade religiosa de voluntários, ao se referir ao senhor que começou o diálogo com a mulher grávida, revelaram que ele parecia um homem terno, solidário e interessado. Por outro lado, as palavras mais ouvidas para a reação da mulher foi de surpresa, agradecida e acolhida. O vídeo, os diálogos e as perguntas são as mesmas, assim qual é a razão da diferença nas respostas? Resposta exata não há, mas algumas conjecturas surgiram.

A situação pode parecer que reforça que “o homem é resultado do meio”, em que cada pessoa atua alinhada ao comportamento predominante no grupo. Entretanto, creio na possibilidade de mudança e não no determinismo limitante do grupo. O meio organizacional pode ser mais competitivo em que as pessoas veem, com mais frequência, algo não bom numa situação interpretativa. O meio religioso e voluntário pode ser mais colaborativo em que as pessoas veem, com mais frequência, algo bom numa situação interpretativa. Cabe ressaltar aqui que boa parte das pessoas que se encontram nas instituições que praticam o voluntariado fazem parte de uma organização empresarial. O desafio talvez seja levar a visão predominante de um indivíduo ao meio para transformar o meio em conformidade com aquilo que temos de melhor. Podemos ser ternos, solidários e interessados, assim como nos surpreender, agradecer e acolher no meio organizacional mantendo a produtividade exigida? Sinceramente, acredito que sim e que a melhoria do meio resultará em ainda mais produtividade.

O final do vídeo (https://youtu.be/mprOUI6EBlU) inverte a lógica daquilo que acreditamos ter visto, prevalecendo a importância de que se pode ver algo bom numa situação inconclusiva. Cada pessoa escolhe, independentemente do grupo. Nas organizações, um grande número de pessoas escolhia fazer selfies e postar nas redes. Parecia que precisavam parecer. Na comunidade de voluntários a presença se sentia com a força da conexão entre todos. Estavam onde escolhiam estar e podiam ser quem eles realmente eram: ternos, solidários e interessados e se permitiam estar surpresos, agradecidos e acolhedores. Era o que estava vivo neles. Você consegue exibir o que está vivo em ti na organização em que você está? Se sim, parabéns. Se não, transforme-a!

Moacir Rauber

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