Ladrão de si mesmo. Peça o seu!!!


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No livro são exploradas estórias de um grande Ladrão de si mesmo”. 
Acompanhe a trajetória de um homem acusado publicamente de ser um ladrão. Esse homem é Dimas, que sempre se referia a si mesmo como o bom ladrão numa alusão ao criminoso crucificado do lado direito de Jesus Cristo e que tivera os seus pecados perdoados. No desenrolar da estória, após a acusação que ele jurava ser falsa, Dimas descobre que na realidade ele fora sistematicamente roubado e sabotado nas diferentes esferas da sua vida. O pior de tudo é que ele não sabe quem o acusa nem quem o rouba. E quando Dimas descobre não quer acreditar quem é o seu inimigo. Ele fica literalmente paralisado com a descoberta do verdadeiro ladrão. 

Afinal, quem é o ladrão?

O empreendedor e o preguiçoso: quem é o ladrão de si mesmo?


A ideia lhe pareceu genial. Precisava implantá-la rapidamente. Como bom empreendedor ele fez várias pesquisas sobre a oportunidade que vislumbrara. Tudo indicava que tudo daria certo. Ele estava entusiasmado. Antes, resolveu conversar com algumas pessoas que entendem de negócios e também da área onde ele pretendia investir seu tempo e seus recursos. As primeiras avaliações foram positivas. Por fim, foi até uma pessoa que era especialista na área. Apresentou a sua ideia. O especialista, com um olhar desconfiado, disse:
– Olha, não acredito que funcione. Acho que não vai dar certo.

Foi um banho de água fria. Todo o seu entusiasmo se esvanecia mais rapidamente do que esperava implantar a ideia. Inicialmente, ficou sem reação. Depois fez a única coisa que um empreendedor poderia fazer, perguntou “por quê?”. E a resposta do especialista veio com detalhes e nuances sobre as quais ele não havia pensado. O empreendedor fez outras perguntas que encontravam objeções precisas do especialista. Por fim, o empreendedor parou de fazer perguntas. Nada mais havia a perguntar. Não conseguia acreditar que aquilo não daria certo e, talvez, fosse o momento de por uma pedra sobre o assunto e desistir de tudo. Seria ele um empreendedor caso desistisse diante do primeiro obstáculo? O choque da ideia com a realidade faz muitos desistirem. E a realidade coloca nossas ideias para serem avaliadas por otimistas e por pessimistas, por animados e desanimados, por não críticos e críticos. Dos primeiros, o empreendedor deve usar a energia positiva. Dos segundos, o empreendedor deve captar os pontos de vista diversos e as críticas para corrigir o rumo. O empreendedor deve entender que tanto uns como os outros são potenciais clientes.

Após as críticas do especialista, a empolgação do empreendedor diminuiu. Ele não entendia porque o especialista, com tanto conhecimento sobre o assunto, não desenvolvera a sua ideia. Foi então que o empreendedor leu a frase: Empreendedor, converse com um preguiçoso e escute a explicação! Não seja preguiçoso, não seja ladrão. Desenvolva a solução. Logo, o empreendedor começou a perceber que as críticas do especialista eram respostas para problemas que ele poderia ter. Elas não inviabilizavam a ideia. Elas a aprimoravam. Nesse momento teve uma visão, Era isso. O especialista conhecia, mas não tinha forças para desenvolvê-la. Ele era um preguiçoso. Avançou na leitura sobre o texto que dizia que a preguiça era um dos grandes propulsores do empreendedorismo, porque fazia com que se desenvolvessem soluções para diminuir o esforço físico e intelectual. Era a preguiça que, muitas vezes, fazia com que se encontrasse uma maneira mais fácil e rápida de se fazer o que se fazia. Porém, o texto também alertava que a preguiça era o maior ladrão das pessoas, porque roubava a vontade de desenvolver a solução. Depois disso, o empreendedor repensou o projeto usando os pontos antes não avaliados. Ele aprendeu com a preguiça daquele que não fez para fazer. O empreendedor desenvolveu o negócio.

Por isso, um empreendedor deve conversar com otimistas e pessimistas, com dinâmicos e preguiçosos para escutar a explicação, mas não deve ter preguiça de implantar a solução. Um empreendedor deve aproveitar todas as análises para encontrar o caminho mais inteligente de se resolver um problema. Lembre-se: para ser empreendedor é preciso prender o ladrão de si mesmo. A preguiça é um deles!
Fonte:http://www.criatives.com.br/2015/09/30-imagens-engracadas-mostram-como-os-seres-humanos-sao-preguicosos/gfchdm1/

Um paraplégico mental

Frases do livro Ladrão de si mesmo. Veja mais informações sobre o lançamento aqui…

Existem mais paraplégicos mentais do que físicos.
São pessoas que andam, mas não se movem. São pessoas que ouvem, mas não escutam. São pessoas que veem, mas não enxergam.
Paraplégico mental
“É importante viver sabendo que podemos falar, sem proferir palavras; que podemos escutar, sem ouvir os sons; que podemos ver, sem as imagens; que podemos caminhar, sem mover as pernas; enfim, que podemos aprender a aprender mantendo a mente aberta e em sintonia com o mundo, percebendo as oportunidades que nos rodeiam.” (Rauber, 2010)

A palestra finalmente acabou

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O primeiro beneficiário de quem aprende é aquele que aprende. Com o aprendizado, vem o conhecimento. Com o conhecimento deve vir a sabedoria. Com sabedoria teremos indivíduos melhores, organizações mais eficientes e uma sociedade mais justa.
Fim do show
Um prêmio pessoal não indica uma conquista individual. Nada faz sentido isoladamente. Todas as ações repercutem individual e coletivamente. As pessoas somente se realizam com outras pessoas. Não há nada fora da natureza que não seja feito pelas pessoas e para as pessoas.

Evoluí! Tem certeza?


Quase vinte anos depois, tive a oportunidade de encontrar aquele menino encantador que havia conhecido e com quem havia me relacionado até a adolescência. Foram anos de convivência intensa e muitas horas alegres. As nossas escolhas fizeram com que trilhássemos caminhos diferentes. Nunca mais nos vimos, embora ainda convivesse com aquela pessoa em minhas lembranças. Fiquei feliz ao vê-lo entrar na sala, agora já um homem feito. Alto, forte, bem vestido e completamente careca. Dei um sorriso. Aproximei-me dele e o cumprimentei efusivamente. Tive a impressão de que não houve reciprocidade. Pensei que talvez fosse pelo ambiente…

Logo comentei:
– E então, tudo bem? Quando tempo? Quase vinte anos… disse de forma a expressar que realmente estava com saudades.

Ele respondeu, embora tenha me parecido que com pouco entusiasmo:
– É verdade. Muita coisa mudou…
– Diz aí, como você está?
– Está tudo bem. Evoluí muito. Sou o CEO da empresa… disse enchendo o peito num movimento de orgulho, contudo sem exibir um único sorriso.

Realmente deveria ser motivo de orgulho chegar nessa posição ainda tão jovem, mas não era sobre isso que eu havia perguntado. Ainda quis resgatar aquele menino que eu havia conhecido e brinquei:
– E essa careca? O que é isso?
– É mais prático assim. E ainda destaca a minha cara de bravo que ajuda a manter a minha autoridade… e continuou a falar sobre o trabalho em que exibir a fama de mau parecia uma exigência.

Mais algumas frases trocadas entre nós e o assunto findou. Não havia mais nada para falar. Tudo estava mudado. É natural que as pessoas mudem, evoluam, ampliem as suas competências e alcancem novas posições profissionais. Isso é parte do processo. Porém, não precisamos mudar princípios e valores. Assim, no meu ponto de vista, não havia visto nenhuma evolução na transformação do menino alegre e criativo no executivo que se orgulhava de ser bravo. Não acredito que a função de CEO de uma empresa exija de alguém exibir uma cara de bravo para ser respeitado. Acredito que as pessoas são respeitadas pelo que elas são e pelo que fazem. Gerir inspirando medo nos outros pode revelar arrogância ou medo, mas em ambos os casos sinaliza um ladrão.

O executivo arrogante acredita que a função lhe dá prerrogativas, o que não é verdade. Para os executivos competentes, a função gera responsabilidades, inclusive a de ser humano com os humanos com os quais trabalha. Assim, a verdade de um executivo arrogante é a incompetência. Incompetentes arrogantes roubam de si mesmo a humanidade, roubam dos demais a possibilidade de exibi-la e roubam da organização a produtividade. O executivo que por medo exibe a cara de bravo, da mesma forma, é um ladrão. Ele rouba de si a espontaneidade do bom humor e da alegria, assim como rouba dos outros o direito a um ambiente de trabalho salutar.

Por isso, quando vi aquele menino se apresentar para mim como um executivo que faz a sua gestão pelo medo, não vi onde estaria a evolução que ele mencionou. Se for por arrogância, é um ladrão. Se for por medo, é um ladrão. O tempo passa e as pessoas mudam, mas ainda continuamos trabalhando com pessoas e para pessoas. Não entender isso é roubar. Por isso, para mim, infelizmente, vi a involução daquele menino alegre, criativo e muito humano que se transformou num executivo orgulhoso, arrogante e ladrão de si mesmo.
Abordagem subjacente no livro Ladrão de si mesmo
Moacir Rauber

Estamos namorando ou não?

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Às vezes, a melhor alternativa é não ter alternativa.
Sem alternativa
A vida é simples. Quando se gosta, basta dizer que se gosta. Quando não se gosta, basta dizer que não se gosta. 
Com amor e respeito tudo é possível!

Este é um capítulo muito especial do livro!
(Dedicado para Andréia Schurt Rauber)

A namorada que ninguém viu…

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O medo pode paralisar tanto quanto o amor pode impulsionar. Depende de quem está no comando da mente.
Sabotagem na relação
Para desfrutar é preciso enfrentar. Para enfrentar é preciso coragem. A coragem leva a que se lute pelo que se quer. Muitas vezes é mais fácil “deixar pra lá”. Porém, “deixar pra lá” é deixar de viver.

Um aluno aprendiz ou um ladrão de si mesmo?

Os alunos participavam ativamente da aula. Eram aprendizes ávidos por explorar o fascinante mundo do conhecimento. O professor, contudo, já começava a ficar ansioso com a possibilidade de que Joaquim, o aluno problema, chegasse a qualquer momento. Particularmente, preferia que esse aluno nem viesse. Já havia tentado de tudo para que o Joaquim se empenhasse nas aulas. O desassossego do professor com o Joaquim era real, mas também se preocupava com os seus colegas. Sempre que ele chegava as aulas desandavam. Foi nesse momento que a porta se abriu e o Joaquim entrou. De forma desafiadora passou em frente do professor e cumprimentou-o:
– Bom dia professor, tudo bem? Tudo bem com a família?
O Joaquim se dirigiu para a sua carteira. No caminho puxou o cabelo de um colega e chutou a carteira de outro. Com caretas provocava os demais colegas. Esse parecia ser o grande prazer de Joaquim. Chamar a atenção para si. O professor tentava continuar a aula sem dar importância ao Joaquim, mas era impossível. Ele agora falava alto. Ninguém mais conseguia prestar atenção na aula. O professor perdeu a paciência e pediu:
– Joaquim, por favor, será que eu posso continuar com a aula?
– Claro que pode, professor. Você de lá e eu daqui… e deu risada.
O professor parou, respirou profundamente e disse:
– Bom, Joaquim, então peço que você saia da sala.
O Joaquim empertigou-se todo e falou de forma a que todos pudessem ouvir:
– É verdade, professor. Vou sair e não vou mais voltar. Para que vou ficar aqui perdendo meu tempo…
Depois disso o Joaquim saiu da sala e não voltou mais para a escola. Quem sabe um dia ele se daria conta do que fizera nesse dia, porque ele havia se revelado como um grande ladrão. Por quê?
Nos anos em frequentara a escola, os professores perceberam que o Joaquim tinha um grande potencial. Era inteligente, criativo e comunicativo. Entretanto, as escolhas do Joaquim sempre passavam pelo confronto. Criava conflito com os colegas e com os professores. No fundo, essa postura revelava os conflitos internos que fazia com que o Joaquim se autossabotasse. Algo dentro dele exigia que ele demonstrasse uma coragem que ele não tinha, por isso brigava. Algo dentro dele fazia com que ele desafiasse os outros para ocultar o medo, que era o que ele na verdade sentia. Ele não soube fazer as escolhas certas. O Joaquim poderia ter admitido a existência do medo, entendendo-o para saber o que nele era real. Com isso, poderia ter feito escolhas que o ajudassem a ter atitudes de coragem positivas, apesar do medo. Ele optou em tomar atitudes destrutivas impulsionadas pelo medo. Com as suas escolhas, o Joaquim roubou a si mesmo quando sabotou as aulas e quando deixou a escola. Foi ele quem mais perdeu com isso. Foi o Joaquim que não desenvolveu o seu potencial. Foi o Joaquim que deixou de fazer muito do que ele poderia ter feito. Foi o Joaquim que deixou de ser aprendiz. Mas com isso, ele também roubou os professores, os colegas a família e a sociedade.
Quando o Joaquim abandonou a escola ele consumou o grande roubo. Fechou um ciclo de autossabotagem, revelando-se um autêntico ladrão de si mesmo. Não foi nem aluno nem aprendiz. O Joaquim foi um ladrão de si mesmo, dos colegas, dos professores e da sociedade. Quem sabe um dia ele deixe de ser ladrão e volte a ser um aluno e um aprendiz.
E você, é um aluno aprendiz ou um aluno ladrão?

 

Somos únicos. Somos múltiplos.