Beethoven não está no palco!

Fonte: IA BING

Beethoven não estava no palco!

No décimo segundo encontro de um curso para casais que pretendem passar toda a vida juntos, remando contra a tendência dos amores líquidos (Bauman), um dos casais comentava sobre as frequentes críticas que fazemos as diferentes instituições. Criticamos a família, mas nos esquecemos que nós somos parte dela; criticamos a escola, mas não participamos das reuniões de pais e alunos; criticamos o trabalho, mas muitas vezes faltamos por motivos fúteis; criticamos a igreja, mas não a frequentamos e não praticamos a espiritualidade por ela proposta, assim como não nos envolvemos com os trabalhos sociais que ela oferece. Assim é fácil criticar, disseram. Em seguida fizeram uma analogia:

– Quando vamos a um concerto de música clássica para ouvir Beethoven, nos deparamos com um teatro lindo, um ambiente apropriado e os músicos. A expectativa é de um espetáculo. Entretanto, no decorrer da apresentação os músicos se equivocam muitas vezes. O que aconteceu? Beethoven deixou de ser Beethoven ou foram os músicos que não executaram bem Beethoven?

Uma analogia simples que pode ser aplicada às instituições das quais dizemos participar. Quando a família está em pé de guerra e a harmonia dá lugar a frequentes desentendimentos é a instituição família que não funciona ou são os elementos daquela família que não se entendem? Quando acreditamos que os nossos filhos não evoluem o esperado ao frequentar a escola é a instituição que deve ser eliminada ou é a falta de presença e de participação das partes que a compõem que falham? Quando a empresa em que trabalho não entrega aquilo que se propõe é a instituição empresarial que está em xeque ou a questão se aplica a um determinado conjunto de pessoas que não cumpre com o esperado? Quando criticamos a igreja a que dizemos pertencer porque um dos seus representantes se posicionou de maneira diferente da minha visão frente a uma questão, é a instituição que falhou ou houve ruídos na transmissão da mensagem provocado por um dos seus representantes? Portanto, é essencial participar e estar presente nas instituições para que as mesmas cumpram com aquilo a que se propõem a partir de sua existência. Assim, é importante que sigamos aprendendo para afetar com o afeto das nossas intenções e das nossas ações. E você, está disposto a aprender e afetar?

Com razão, acreditamos que é preciso estudar numa instituição para aprender o conteúdo requerido de uma faculdade de engenharia, medicina, odontologia, entre tantas outras profissões que exigem alto conhecimento técnico. Entretanto, é essencial o empenho daquele que estuda para que conclua os estudos sabendo, porque entendo que no momento em que estudo eu aprendo por escolha, porém aquilo que eu ensino aos demais pelas atitudes e comportamentos não é escolha, é o resultado. E, talvez, no momento vivido, além do conhecimento técnico com Beethoven no palco, nos falta incorporar a nossa humanidade no comportamento, conhecimento este que por algum tempo foi relegado a um segundo plano. É preciso aprender as competências humanas para ser um bom profissional? Sim, é essencial tê-las. Você aprende as principais competências humanas nas universidades? Depende, porque você não precisa frequentar uma universidade para saber que integridade, honestidade, empatia, resiliência, perseverança, temperança, curiosidade, coragem, tolerância, acolhida, confiança e espiritualidade são essenciais para você trilhar o caminho escolhido.

Onde aprender e como ensinar? Em qualquer lugar com qualquer pessoa que reflita em seu comportamento aquilo que você admira, para que você possa exibir a postura daquilo que você acredita. Os casais que ministraram o curso não eram acadêmicos, mas eles ensinaram integridade, confiança e temperança com o exemplo da família constituída. Eles ensinaram curiosidade, coragem e perseverança ao participar da escola dos seus filhos. Eles ensinaram honestidade, empatia e resiliência com a experiência profissional compartilhada conosco. Eles ensinaram tolerância, acolhida e espiritualidade com o oferecimento voluntário da sua presença nesses doze encontros. Eles ensinaram com a experiência da presença em cada uma das instituições, cabe a nós participantes querer aprender. Aprender é a nossa escolha, mas é preciso estar presente para afetar com afeto e trazer a excelência de Beethoven para o palco da vida.

Moacir Rauber

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VOCÊ MERECE UM ELOGIO?

Fonte: BING IA

Você merece um elogio?

A menina estava em seu mundo, brincando na área de jogos do supermercado. Ela tinha sete anos de idade e, recentemente, havia sido adotada. Os pais adotivos lhe davam amor e carinho, porque sabiam que ela carregava feridas profundas em sua curta trajetória de vida. Apresentavam a menina como sua filha para os amigos e parentes, porque agora ela era a filha deles! A mãe acompanhava a menina que se divertia com os brinquedos que antes nunca havia tido. Aproxima-se uma amiga a quem ela apresenta a sua filha. A amiga a olha com carinho e lhe diz:

– Que linda!!! Parece uma boneca!!!

A menina arregalou os olhos, olhou para a sua mãe e em seguida começou a chorar desconsoladamente. “Parece uma boneca” foi dito como um elogio, mas por que a menina chorou? Naquele momento ninguém sabia a razão do choro, entretanto, a frase traz em si um julgamento a partir da visão de mundo de quem a expressa, recorrendo a uma comparação da beleza da menina para com a boneca. O que está presente na frase dita pela amiga? A expressão “parece uma boneca” é comumente usada como um elogio, porém ela parte de uma comparação, que, muitas vezes, descaracteriza a pessoa a quem ela se dirige. A palavra “comparação” tem origem latina formada pela primeira parte “com”, que quer dizer ‘junto” e “parare” que se refere a “fazer par” ao observar as diferenças de algo que está lado a lado. Entendo que a comparação se aplica a coisas e não às pessoas com coisas, ainda que seja para fazer um elogio. Igualmente não há como comparar pessoas com pessoas, porque se todos somos únicos e singulares não há ninguém a quem possamos ser comparados. Cite-se como exemplo as comparações feitas entre atletas de diferentes gerações que se revelam irreais e injustas, uma vez que estão presentes os julgamentos de quem faz as comparações. Destaque-se que os elogios tendem a criar ambientes positivos e, normalmente, despertam o lado bom das pessoas a quem eles são dirigidos, porém eles devem ser verdadeiros, autênticos e sem julgamento. Além disso, um elogio, preferivelmente, deve ser feito àquilo que o outro faz e não sobre as suas características. Elogiar a inteligência, a beleza ou alguma característica inata não é recomendável, porém elogiar o esforço e a dedicação para alcançar algo é positivo. Desse modo, ao elogiar a beleza da menina e ao compará-la com uma boneca, o elogio considerou o mundo de quem o fez sem nada conhecer do mundo a quem ele foi dirigido. O que será que representa a boneca na vida da menina?

Depois de acalmar a menina da sua crise de choro, a mãe perguntou o que havia acontecido e ela, ainda abalada, respondeu, Eu não quero ser feia… A princípio a mãe não entendeu, mas depois que a filha explicou que a única boneca que ela havia tido no orfanato onde havia passado a sua infância estava toda estropeada, mal vestida e com partes faltando, pode entender. Ao ser comparada com uma boneca, a sua referência a levava para um mundo do qual ela queria se afastar. Portanto, mesmo um elogio, preferencialmente deve estar centrado nas ações, no esforço e na dedicação de alguém e não nas suas características inatas. A inteligência é boa, mas ela pode ser usada para o bem ou para o mal. A beleza vista por um não é a mesma vista por outro. Entretanto, aquilo que você faz com a sua inteligência e com a sua aparência vai determinar quem você é. O que você faz na sua empresa? Qual é a sua conduta na sua função? Como você se comporta nas suas relações?

Você merece um elogio? A resposta é sua.

Moacir Rauber

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¡Equilibrio y rutina para complementar el Alma!

“La vida pasa rápido” es un dicho que empieza a tener sentido a medida que nos acercamos a su último periodo. En la infancia todo tarda en pasar. En la juventud la percepción del paso del tiempo cambia un poco y a partir de entonces el ritmo sigue aumentando hasta el final de nuestro viaje. Aun así, siempre hay tiempo para amar. En la infancia tenemos nuestros amores, casi siempre platónicos. En la adolescencia y la juventud, la fuerza de la vida se manifiesta con el poder de las pasiones, sean correspondidas o no. La vida adulta debería traernos la fuerza de un amor sobrio y duradero. “Debería”, pero nada es tan lineal. Mi vida adulta casi ha terminado, porque estoy más cerca de la vejez que de su comienzo. Ya encontrado el equilibrio profesional, pero no contaba con el privilegio de la fuerza de un amor sobrio y duradero. ¿Qué había pasado?

No sé exactamente qué pasó, pero sé que “la vida pasa rápido”. Hoy veo que hay personas que encuentran el equilibrio en diferentes áreas de la vida en distintos momentos. Asimismo, observo que muchos encuentran la fuerza del amor sobrio y duradero al final de la juventud y al comienzo de la edad adulta, representado en matrimonios equilibrados que duran toda la vida. ¡Un sueño! A otros les toma un tiempo más y otros simplemente no tienen el privilegio de encontrar la fuerza del amor equilibrado en toda la vida. Y este equilibrio se basa en la rutina de amar con actitudes, gestos y acciones. ¿Como así? Particularmente, creo que el equilibrio presente en las rutinas establecidas nos garantiza longevidad, más allá de la vida, en el amor y en otros ámbitos. Por ejemplo, la rutina de los estudios nos lleva a obtener conocimientos y su aplicación nos aporta equilibrio profesional, económico y financiero. La rutina de actividades físicas con una alimentación saludable nos proporciona bienestar y salud a través del equilibrio. Y así, podemos seguir enumerando los beneficios del equilibrio que nos aporta la rutina de las prácticas diarias, como el desayuno, el almuerzo y la cena en horarios establecidos; los beneficios del cuidado rutinario de las plantas del jardín con equilibrio; los beneficios del equilibrio y la rutina en las amistades establecidas; los beneficios del equilibrio y la presencia rutinaria en la vida de los niños hasta que se vuelvan independientes; el beneficio del equilibrio y la rutina en actitudes, gestos y acciones hacia las personas que uno ama. Eso era lo que me faltaba. Siempre he tenido una rutina de estudio que me mantuvo activo, así como una rutina de actividad física que me mantuvo con buena salud. De igual manera, la rutina de levantarme temprano, comer en horarios preestablecidos y no dormir tarde contribuyó para mantener la calidad de vida. Sin embargo, “la vida pasa rápido” y ya tenía más de cincuenta años sin el equilibrio y la fuerza de un amor sobrio y duradero. Miraba a parejas que habían encontrado este equilibrio hace diez, veinte, treinta o más años y las admiraba. Nunca fue envidia, siempre fue admiración por la capacidad de mantener una relación en el tiempo, cuando la realidad lleva a tantos a descartar a las personas ante la primera dificultad. Después de todo, vivimos en tiempos de Amor Líquido (Bauman). A Dios agradecía el hecho de haber aprendido a vivir bien conmigo mismo al redescubrir mi espiritualidad a través del equilibrio y la rutina de las oraciones. Sin embargo, le pedía a Él la Gracia de encontrar a alguien con quien pudiera compartir el amor a través de actitudes, palabras y acciones amorosas hasta el final de mis días. Y así encontré a la persona con la que convivo desde hace cinco años, un amor equilibrado que se establece sobre las rutinas de nuestra convivencia.

Así, “prometo hoy, ante Dios, familiares, amigos y testigos, que eres mi único amor con toda la fuerza del equilibrio de la rutina”. ¡La promesa es desde el fondo de mi alma que tu presencia complementa!

Moacir Rauber

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Para: Rita Romina Perluzky Rauber

O QUE ESPERAR DE UM PAÍS ASSIM?

Fonte: IA BING

O que esperar de um país assim?

Fomos ao supermercado como sempre fazemos. Começamos por um lado e terminamos no espaço dos frios, das verduras e das frutas. Minha esposa e eu olhávamos as uvas que estavam expostas buscando localizar o preço. Afastamo-nos um pouco para ver melhor. Nesse momento, passa em nossa frente uma mulher com seus trinta e poucos anos acompanhada de um menino de mais ou menos sete, provavelmente seu filho. Ele derruba uma caixinha de meio quilo que se abre. Pensamos que a mãe ajudaria o filho a recolocar o produto no seu devido lugar, porém o diálogo nos mostrou uma atitude diferente. Ela disse:

– Come uma uva, fecha a caixinha e depois coloca no lugar. Ninguém vai notar…

E seguiu abrindo outras caixinhas e mostrando ao filho como fazer para comer uvas sem levar e nem pagar pelo produto. Por isso a pergunta: o que esperar de um país assim, em que pais ensinam aos filhos a arte da esperteza? Não se pode esperar nada. Muito se fala dos políticos corruptos que estão no congresso nacional, assim como dos deputados estaduais e vereadores. Igualmente se comenta sobre a falta de honestidade de muitos dos ocupantes do executivo nacional, estadual e municipal. Outros tantos comentários são dirigidos aos empresários e potenciais corruptores dos políticos. Nesse caminho de condenar a corrupção, sequer escapam os magistrados componentes da suprema corte brasileira. Parece que assim seguimos nos afundando num caminho de corrupção que se constata no dia a dia das mais altas esferas do poder político, judiciário e empresarial. Entretanto, há que se lembrar que o presidente, os deputados, os senadores, os vereadores, os prefeitos, os governadores e os magistrados, antes de mais nada, são gente como a gente. Eles têm origem numa família e numa comunidade. E isso se aplica aos empresários, aos trabalhadores da iniciativa privada ou aos funcionários públicos, sejam eles ricos ou pobres. Por isso, ao ver uma mulher mostrar a uma criança de sete ou oito anos como roubar uvas num supermercado percebi que não se pode esperar nada de um país assim. Há que se fazer algo. Alguém poderia dizer, Ahh, mas foi somente uma uvinha!!! Não se trata do tamanho do furto ou do roubo, o ponto é a corrupção endêmica que surge de comportamentos assim. A mulher que vi furtando uvas poderá ser a próxima vereadora da minha ou da sua cidade. O menino em sua vida adulta poderá ser um prefeito, governador, presidente do país ou simplesmente um funcionário corrupto. Por isso me pergunto: o que poderíamos esperar de pessoas com essa postura frente a vida compartilhada com outras pessoas? Não podemos esperar nada, precisamos fazer algo.

Portanto, ao ver a situação do furto das uvas em andamento a minha obrigação como cidadão e como cliente é fazer algo, porque senão alguém levará uma caixinha de uvas com menos quantidade para casa. Enfim, não podemos esperar nada de um país como o nosso, porém temos a responsabilidade de fazer a nossa parte. Entendo que não é o Brasil que não é honesto, íntegro, eficiente, produtivo, pontual, empreendedor ou outra qualidade qualquer. Somos nós como pessoas e indivíduos que ao adotar comportamentos íntegros podemos criar um entorno que se refletirá em famílias, escolas, bairros, cidades, estados e num país honesto. Só assim para reverter a preocupação de Martin Luther King que disse: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.”

Não esperemos nada de um país assim. Cumpramos com os acordos feitos na família; desempenhemos o papel para o qual fomos contratados nas empresas; participemos ativamente das associações de bairro, cuidemos dos espaços públicos e fiscalizemos o trabalho de funcionários públicos e dos representantes populares.

Não esperemos, façamos a nossa parte honesta e integramente que teremos um país melhor!

Moacir Rauber

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EQUILÍBRIO E ROTINA PARA COMPLEMENTAR A ALMA!

Equilíbrio e rotina para complementar a Alma!

“A vida passa rápido” é um ditado que começa a ter sentido conforme nos aproximamos do quarto final dela. Na infância tudo tarda em passar. Na juventude essa percepção da passagem do tempo muda um pouco e a partir daí o ritmo não para de aumentar até o final de nossa jornada. Ainda assim, sempre é tempo de amar. Na infância temos nossos amores, quase sempre platônicos. Na adolescência e juventude a força da vida se manifesta na potência das paixões, correspondidas ou não. A vida adulta deveria nos trazer a fortaleza dos amores sóbrios e duradouros. “Deveria”, mas ela não é tão linear. A minha vida adulta quase se finda, porque estou mais próximo da ancianidade do que do seu início, com o equilíbrio na vida profissional, mas não havia tido o privilégio da fortaleza de um amor sóbrio e duradouro. O que havia acontecido?

Não sei exatamente o que aconteceu, porém sei que “a vida passa rápido”. Hoje constato que há pessoas que encontram o equilíbrio nas diferentes áreas de vida em distintos momentos. Igualmente, observo que muitos encontram a fortaleza do amor sóbrio e duradouro no final da juventude e início da vida adulta, representados em casamentos equilibrados que duram a vida toda. Um sonho! Outros demoram um pouco e outros ainda, simplesmente, não tem o privilégio de encontrar a fortaleza do amor equilibrado como o elixir da vida. E esse equilíbrio como elixir da vida se funda na rotina de amar com atitudes, gestos e ações. Como assim? Particularmente, acredito que o equilíbrio presente nas rotinas estabelecidas nos garantem a longevidade, inclusive no amor e em outros domínios. Por exemplo, a rotina dos estudos nos leva a obter conhecimento e a sua aplicação nós dá o equilíbrio profissional, econômico e financeiro. A rotina das atividades físicas com alimentação saudável nos proporciona bem estar e saúde pelo equilíbrio. E assim, podemos seguir listando os benefícios do equilíbrio que a rotina das práticas diárias nos trazem, como tomar café, almoçar e jantar em horários estabelecidos; os benefícios do equilíbrio e da rotina do cuidado das plantas do jardim; os benefícios do equilíbrio e da rotina nas amizades estabelecidas; os benefícios do equilíbrio e da rotina da presença nas vidas dos filhos até a sua independência; o benefício do equilíbrio e da rotina das atitudes, dos gestos e ações para com as pessoas que se ama. Era isso que me faltava. Sempre tive uma rotina de estudos que me manteve ativo, assim como mantive uma rotina de atividades físicas que me deram boa condição de saúde. Enfim, a rotina de me levantar cedo, alimentar-me em horários pré-estabelecidos e não dormir tarde, da mesma forma, contribuíam para manter a qualidade de vida. Entretanto, “a vida passa rápido” e já me estava além dos cinquenta anos sem o equilíbrio da fortaleza de um amor sóbrio e duradouro. Olhava para os casais que haviam encontrado esse equilíbrio há dez, vinte, trinta anos ou mais e os admirava. Nunca foi inveja, sempre foi admiração pela capacidade de manter uma relação através do tempo, quando a realidade leva a tantos a descartarem as pessoas frente a primeira dificuldade. Afinal, vivemos em tempos de Amor Líquido (Bauman). Em oração, agradecia o fato de haver aprendido a viver bem comigo no reencontro com a minha espiritualidade por meio do equilíbrio e da rotina. Entretanto, pedia a Deus a Graça de encontrar alguém com quem pudesse compartilhar o amor através de atitudes, palavras e ações amorosas até o final dos meus dias. E foi assim que encontrei a pessoa com vivo há cinco anos um amor equilibrado que se estabelece sobre as rotinas do nosso convívio.

Assim, “prometo hoje, perante Deus, familiares, amigos e testemunhas que você é o meu único amor com toda a força do equilíbrio e da rotina”. A promessa é do fundo da minha alma que contigo se complementa!

Moacir Rauber

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Para: Rita Romina Perluzky Rauber

VOCÊ SERVE OU SE SERVE?

Você serve ou se serve?

O mundo organizacional é fonte de inspiração daquilo que se deve fazer em muitas áreas. Quase sempre, os recursos são bem utilizados e as iniciativas contam com a colaboração e a cooperação dos integrantes das organizações. Porém, nem sempre é assim. Muitas vezes, a ética desaparece num movimento egoísta de usar o outro para os interesses próprios, refletido nas buscas por se relacionar com as pessoas “certas”. Houve uma situação que evidenciou essa realidade. Conversava com uma pessoa que havia feito uma carreira organizacional na área de treinamento e desenvolvimento no ambiente interno e ela, recentemente, havia deixado a organização para iniciar a sua jornada solo. Traçou como objetivo criar uma empresa que seria reconhecida em todo país, abordando temas ligados à liderança. Numa conversa espontânea num café, essa pessoa afirmou:

– Eu quero ter alcance nacional! Vou me aproximar de cada pessoa que possa me acercar ao objetivo. É a minha meta!!!

A declaração foi franca, sem mostrar nenhum sinal de alguma incongruência ética. Creio que criar uma organização com a pretensão de ter alcance nacional parece justo e importante. Entretanto, a estratégia gerou incomodidade em mim, porque escutei que ela se aproximaria de quem a levasse a alcançar o seu objetivo, num movimento egoísta de usar as pessoas. A partir dessa interpretação, perguntei-me: qual a contribuição real de alguém que se serve das pessoas para alcançar os seus objetivos? Particularmente, acredito que nossa principal fonte de realização deveria estar no ato de servir às pessoas e não em se servir delas. E isso se aplica ao indivíduo e às organizações. O indivíduo, ao integrar uma organização familiar, social ou empresarial, deve, de alguma forma, servi-la. Por isso, pergunto: a tua família é melhor com a tua presença? A sociedade é melhor com a tua participação? A empresa é melhor com o teu trabalho? Se sim, você está cumprindo com o papel de ser um Ser Humano que serve às pessoas. Se essas organizações não forem melhores com a tua existência, por que você está nelas? Trata-se de uma lógica de serviço em que as pessoas servem as pessoas e, consequentemente, às organizações. Com esse olhar, igualmente, as organizações servem às pessoas. Portanto, a família, a sociedade e a empresa, reciprocamente, devem oferecer condições para que você seja melhor ao integrá-las. Se não for assim, para que elas existem? Uma organização que não estimular a que seus integrantes sejam melhores ao estarem nelas não deveria existir. Por isso, a reciprocidade das relações elimina o utilitarismo das pessoas.

A pessoa lá do início do texto já não está próxima a mim, mas segue a sua jornada em busca do alcance nacional. Talvez tenha se afastado porque já não lhe sirva mais. Não lamento. O fato somente reforça a crença de que “se não vivemos para servir não servimos para viver” (Madre Teresa de Calcutá). Ela, num de seus dias de serviço, ouviu de um senhor que ele não faria o que ela faz por dinheiro nenhum. Ele obteve a resposta: “Nem eu…”. Ela sempre viveu para servir, tornando-se um exemplo de liderança. Um dos grandes sucessos literários do início do Século XXI, O Monge e o Executivo, resgata a importância de servir aos demais, principalmente no papel de líder. Se não for para servir, para que liderar? Desse modo, entendo que a liderança, política ou organizacional, deve cumprir com os significados de servir, ao trabalhar em favor, cuidar, produzir proveito ou benefício para alguém. Mais do que isso, a liderança deve servir no sentido de ser útil, conveniente ou adequado para os outros, cumprindo com à sua finalidade. Assim, acredito que nós como pessoas devemos servir aos outros, porque assim seremos servidos.

E você, serve às pessoas ou se serve delas? E a sua organização serve para servir?

Moacir Rauber

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QUEM TEM A FAMA…

Quem tem a fama…

Outro dia, numa roda de conversa que antecedia o início de uma reunião, a pessoa que não estava presente era o tema justamente porque estava atrasado. Alguém do grupo disse, Ele sempre chega atrasado. É normal. E o condutor do encontro complementou:

– Vamos começar a reunião, porque quem tem a fama deita na cama… referindo-se a que não poderíamos contar com a sua pontualidade.

A sabedoria presente em muitos ditados populares explica boa parte da ciência comportamental a partir de uma prática preexistente, porque a maioria dos ditados tem origem em determinados comportamentos. Entretanto, nem todos expressam uma verdade absoluta e podem condicionar o comportamento.

O ditado acima tem um peso relativo, uma vez que ele se aplica muito mais negativamente do que positivamente. A “fama” acompanha comportamentos que rotulam as pessoas, como no caso de alguém que passa a ser conhecido por “sempre chegar atrasado”, ainda que tenha sido verdade em duas num total de cinco reuniões. Já não importa, porque quem tem a fama deita na cama. Igualmente uma pessoa que perdeu o controle emocional frente a uma situação, ficará facilmente rotulada de desequilibrada, ainda que tenha mantido o equilíbrio nas demais oportunidades. Da mesma forma, aquele que marcou uma posição divergente num grupo convergente ficará marcado como teimoso, ainda que tenha sido convergente nas outras reuniões. Do mesmo modo, a pessoa que fica marcada como intolerante num determinado assunto, provavelmente, carregará esse rótulo por muito tempo, ainda que seja tolerante em todos os demais temas. Assim seguimos rotulando e marcando as pessoas muito mais pelo lado negativo do que pelo lado positivo. É muito mais fácil criticar uma pessoa pela sua impaciência num único momento, do que reconhecer a sua paciência em todas as outras vezes. É bem mais simples acusar o outro de insensato por um ato de descuido, do que aceitar a sua sensatez nas demais decisões. É mais rápido apontar o dedo chamando o outro de autoritário por usar a sua força hierárquica uma vez, do que admitir a sua condescendência em tantas outras decisões. E assim seguimos rotulando as pessoas de chatos, mentirosos, covardes, cruéis, negligentes, inflexíveis, entre tantas outras palavras que são juízos nossos com relação ao outro. Aqui está o ponto da armadilha dos rótulos, porque eles vêm de fora. Quando alguém rotula o outro, o outro não, necessariamente, precisa viver com isso, porque que cada um é o que é até que deixa de ser.

Quem tem a fama deita na cama? Ao escutar essa afirmação pensei, Deita na cama se quiser, porque entendo que, ainda que tenhamos nosso passado, vivemos no presente em que somos nós, individualmente, que escolhemos como vamos viver cada dia. Os rótulos e as marcas estão por fora das embalagens e dos produtos, assim como aqueles que são colocados nas pessoas. Ainda que você veja o rótulo da Coca-Cola numa garrafa quem te garante o que há dentro? Da mesma forma, ainda que alguém tenha o rótulo disso ou daquilo, cada um sabe a verdade sobre a sua vida e as suas escolhas. Mais do que isso. Cada dia é um novo dia em que você escolhe como vai vivê-lo. Você pode escolher o equilíbrio, ainda que seja conhecido por desequilibrado; você pode ser flexível, ainda que o rotulem de teimoso; é tua a escolha de ser tolerante, mesmo que o classifiquem de intolerante; nada impede que você seja paciente, ainda que tenha a fama de impaciente; é tua a decisão de ser sensato, ainda que o considerem insensato; é você quem decide ser condescendente, ainda que o tratem de autoritário; é escolha individual ser honesto, ainda que você tenha sido desonesto na década passada, no ano anterior, na semana, no dia ou no segundo que passou. Eis um marco importante para cada um de nós. Ainda que tenhamos passado, internamente, podemos escolher como folhas em branco, uma vez que sempre podemos tomar novas decisões.

E a fama e os rótulos? Eles estão por fora, dentro de você somente você sabe o que há. O que há dentro de você?

Moacir Rauber

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COMUNICACIÓN NO VIOLENTA

¿HABLAS ESPAÑOL? Tienes una invitación especial…

Hoy (14-05-24, 19 a las 21hs) empezamos los talleres de Comunicación No Violenta integrando la Pausa.

¡Mándame un mensaje privado whatsapp 48 998578451 y participa!

Es posible vivir vínculos más auténticos iniciando por nosotros mismos

Talleres semanales por zoom de Comunicación No Violenta desde una mirada COMPASIVA!

Info e Inscripción:

+54 911 68493482 (Miriam – AR) whatsapp

+55 48 998578451 (Moacir – BR) whatsapp

INICIO: 14-05-24

HORARIO: 19 a 21hs

UM “CASE” DE FRACASSO…

Fonte: Pixabay

Um “Case” de Fracasso…

Escutar o meu amigo falar sobre a sua constante busca por novos conhecimentos num movimento de abertura para a aprendizagem é um alento. Ele entendeu que a vida é um processo contínuo de aprendizagem e de desenvolvimento. Com mais de cinquenta anos, ele não mediu esforços para participar de um curso a quase mil quilômetros de sua casa, viajando a noite inteira de ônibus para estar na maratona de quatro dias na tarde seguinte. Ele comentou que o curso tratava de diferentes temas com vários especialistas, pessoas curiosas e uma interação dinâmica entre os participantes e os facilitadores. O ambiente era estimulante. Entendo que nos cursos e oficinas muitos estão ávidos para contar a sua história, quase sempre de uma perspectiva de sucesso. Frente as discussões, o meu amigo se manifestou dizendo:

– Olhando por esse lado, eu sou um “case” de fracasso…

As pessoas presentes se voltaram para ele que exibia a sua expressão tranquila. Segundo o meu amigo, os participantes eram todos bem mais novos, uma vez que a área é predominantemente ocupada pelos jovens. Ele continuou sua exposição detalhando o que ele poderia ter feito de diferente durante os últimos anos na condução do seu negócio e não fez. Ainda assim, a sua organização continuava viva num segmento em que a grande maioria havia fechado as portas, justamente pela mudança do modelo de negócio da sua área. Assim, qual é a razão para ele se considerar um caso de fracasso? Entende-se fracasso como o fato de não alcançar um objetivo, sendo considerado igualmente como a falta de êxito, a derrota ou a frustração. São muitos os sinônimos para a palavra fracasso, porém o seu antônimo principal é o sucesso, entendido como aquele que cumpre com as expectativas. Aqui entrava a perspectiva do meu amigo que sentia não haver transformado o negócio num sucesso em conformidade com as suas expectativas. E, no mundo corporativo, é essencial ser um sucesso para continuar no negócio. Porém, essa busca pelo sucesso gera o efeito colateral de pessoas pouco autênticas que disfarçam a falta de êxito, não aceitam a derrota, não suportam uma frustração, ou simplesmente não reconhecem que fizeram uma escolha equivocada. Dessa forma, as pessoas passam a exibir a faceta de positividade tóxica desconectada da realidade ao sobrevalorizarem os acertos, nem sempre verdadeiros, e ocultarem os erros, presentes na vida de qualquer ser humano. Desse modo, acredito que as pessoas perdem a oportunidade de alcançar o sucesso ao não serem corajosos o suficiente para reconhecerem o insucesso com a humildade de quem está aberto para aprender.  Esse é o ponto. Ao reconhecer que uma escolha equivocada pode estar na raiz de uma frustração, na origem de uma derrota e, consequentemente, na causa da falta de êxito, tem-se a oportunidade de fazer novas escolhas. Por isso, entendo que é preciso ser corajoso e humilde para reconhecer o fracasso atual como resultado de escolhas passadas, dando-nos a oportunidade de mudar as próprias escolhas para alcançar o sucesso. Eis o ponto em que se encontrava o meu amigo.

O curso prosseguiu, porém agora o meu amigo estava na vitrine, porque ele teve a coragem e a humildade de reconhecer que poderia ter feito mais pelo seu negócio. Igualmente entendeu que escolhas diferentes o poderiam ter levado ao sucesso, por isso passou a receber a atenção de todo o grupo. Os facilitadores, especialistas da área, usavam o seu caso como exemplo. Os demais participantes que conheciam o segmento igualmente contribuíam com ideias e sugestões que poderiam ser implementadas pelo meu amigo em seu negócio. Enfim, ao escutar a história do meu amigo que segue aberto à aprendizagem, pude entender que ao se reconhecer como um “case” de fracasso ele deu o primeiro passo para se transformar num “case” de sucesso.

O que você poderia fazer pelo seu negócio que ainda não fez?

Quais as escolhas que não o levaram para onde você queria ir?

O que você pode fazer melhor?

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.