O TODO determina as PARTES! (Perls, Hefferline e Goodman)
Se você faz parte do todo, e você faz, o todo AFETA VOCÊ!
Se o todo não existe sem as partes, e não existe, você AFETA O TODO!
As PARTES determinam o TODO!
O TODO determina as PARTES! (Perls, Hefferline e Goodman)
Se você faz parte do todo, e você faz, o todo AFETA VOCÊ!
Se o todo não existe sem as partes, e não existe, você AFETA O TODO!
As PARTES determinam o TODO!

Uma das grandes chatices do supermercado é enfrentar a fila ao final das compras, embora não seja assim para todo o mundo. Alguns brasileiros levam vantagem e não estou falando das pessoas com deficiência e dos idosos que têm atendimento prioritário. Estou falando dos espertos.
Naquele dia que antecedia o feriado o movimento estava acima da média e as filas nos caixas eram enormes. O meu amigo encostou o seu carrinho cheio de compras numa das filas. À sua frente viu um garoto que tinha lá seus dez anos. No seu carrinho tinha somente alguns produtos. Pareceu-lhe estranho, mas um pouco depois ele entendeu. De repente apareceu um homem com outro carrinho e descarregou todos os seus produtos dentro do carrinho do menino.
O mesmo homem ainda disse:
– Filho, fica aí mais um pouco. Vou pegar a carne e já volto. Acho que dá tempo.
O filho sorriu feliz porque estava ajudando o seu pai, que, provavelmente, naquela idade ainda era o seu herói.
O meu amigo ao contar a história mostrava a sua indignação, que logo contou com a minha. Ele ficou revoltado com a situação, entretanto se omitiu de conversar com o sujeito a sua frente. Falávamos justamente sobre a corrupção endêmica em nosso país e como era possível que tudo fosse feito de maneira escancarada sem que tivéssemos uma perspectiva de mudança no curto, médio ou longo prazo. Uma parte da resposta pode ser representada no comportamento da história acima relatada. Qual o modelo que aquele menino vai replicar? Lembro-me de ter afirmado que sem que haja a consciência de que se comete um roubo não há roubo. Na avaliação daquele pai não há nada de errado em usar o filho para guardar o seu lugar na fila para que eles levem vantagem sobre os outros para poder sair mais rapidamente do mercado. Está tudo certo para o pai e mais certo ainda para o filho que vai replicar esse modelo de comportamento.
Quando nós escolhemos adotar esse tipo de comportamento não há nada a reclamar de gestores que desviam milhões dos cofres públicos. Acredito que também eles usem um mecanismo interno similar para justificar as falcatruas e desvios de recursos públicos. Eles, os gestores, sabem que estão fazendo algo que não é certo ao oferecer e receber propinas, assim como aquele pai também sabe que não está sendo correto ao orientar o seu filho para tomar o lugar de outro na fila. Basta conversar com um gestor público envolvido em qualquer falcatrua sobre as falcatruas cometidas por outros para ver a sua indignação. Bastaria observar a reação daquele pai se alguém fizesse o mesmo que ele fez bem na sua frente. Em ambos os casos tenho a certeza que se veria a indignação, porém falta tomar a consciência que isso é roubo também quando eu o faço. Normalmente somente apontamos o dedo para a falha dos outros, enquanto as nossas falhas nos parecem justificáveis.
Por isso, pergunto: onde estão os ladrões? Eles estão em todos os lugares em que as pessoas não respeitam as regras estabelecidas como sociedade. Podemos mudá-las? Devemos mudar as regras, modificar os comportamentos e evoluir como seres humanos, mas isso deve ser feito em conformidade com o princípio de respeitar ao outro e a si mesmo. Porque o ladrão também estava na fila quando o meu amigo se omitiu de conversar com aquele pai a sua frente. A omissão também é um roubo.
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Diariamente somos estimulados por mensagens que parecem conhecer nossos mais íntimos desejos. Parecem profundas! Elas vem por e-mail, por som e imagem, parecendo-nos interessadas em resolver nossos problemas. Usam estratégias de marketing que dizem conhecer a alma humana.
As mensagens ficam na nossa superfície e se propõem a resolver problemas que não temos. Assim mesmo elas nos alcançam, porque nós nos deixamos ficar rasos e estamos somente na superfície. Já não conhecemos a nossa profundidade. É tempo de olhar para dentro de si mesmo…
Fonte da imagem:http://litergia.blogspot.com.br/2015/11/sou-oceano-raso-e-profundo-no-fundo.htmlA conversa com aquele jovem de dezoito anos estava interessante. Ele estava empolgado com as oportunidades e com o próprio futuro que se mostrava promissor.
Numa das intervenções eu fiz um comentário:
– Que bom! É importante também que se goste do que se faz, não é?
Ele franziu a cara e disse:
– Não sei se concordo com isso. Acho que o negócio que eu fizer tem que dar dinheiro. Isso que importa.
Ele continuou se justificando de que seria muito mais importante que a atividade dele fosse rentável do que prazerosa. Dizia com prazer e com orgulho que com dinheiro ele poderia comprar isso e aquilo, além de ter uma qualidade de vida melhor. Fiquei um pouco impactado com a crueza e a ambição desmedida presentes na resposta do jovem.
Depois de suas argumentações, surgiu um espaço em que eu comentei:
– Muito bem. Então para você em primeiro lugar deve vir o dinheiro, certo?
Ele disse que sim e voltou a argumentar que na vida a gente tem que se preocupar em ganhar dinheiro, por que senão o que será da gente na velhice?
Novo intervalo.
Eu aproveitei para comentar:
– Interessante a tua abordagem. Agora vamos pensar juntos. Imaginemos que você vá a um dentista para tratar os seus dentes. O que você acharia de ser tratado por um dentista que pensasse da mesma forma que você. Antes dos seus dentes, antes do dentista se preocupar em resolver o seu problema ele estaria preocupado com o seu dinheiro?
Fiz silêncio. O jovem também ficou. Nesse momento ele não disse nada.
Continuei a reflexão:
– O que você acharia de ser atendido por um médico que pensasse primeiro no dinheiro? E se você pensasse em programar as suas férias e fosse procurar uma agência de viagens que agisse da mesma forma que você me diz que pensa? Já imaginou o pessoal lá organizando a tua viagem, mas na verdade eles não estão nem aí para a tua comodidade ou conforto?
Outra vez veio o silêncio. A expressão do jovem mudou.
Continuei indagando sobre outras atividades:
– O que você pensaria de comprar carnes de um açougueiro que coloca em primeiro lugar o dinheiro? O que passaria pela sua cabeça de entrar numa farmácia que somente pensa no dinheiro? O que lhe parece se uma companhia aérea pensar sempre no dinheiro em primeiro lugar?
O jovem finalmente disse:
– Pois é, eu não tinha pensado nisso. Não tinha pensado desse jeito.
Depois eu disse:
– Provavelmente, qualquer cliente teu que souber que você pensa desse jeito não vai entrar no teu negócio. Não importa a atividade. Talvez ele entre uma vez, mas assim que ele perceber que está sendo atendido pelo dinheiro em primeiro lugar ele não voltará mais.
– Sabe que eu acho que você tem razão, disse o jovem.
Ainda conversamos sobre o tema. Por fim concordamos que o dinheiro é importante, inclusive para que a atividade seja viável econômica, social e ambientalmente. As pessoas que trabalham precisam do dinheiro para a manutenção da própria vida. Entretanto, também concordamos que o foco de qualquer atividade deve ser o atendimento do objetivo a que ela se propõe, sendo o dinheiro uma consequência natural do processo do trabalho realizado com competência. Por isso, acredito que o dinheiro é simplesmente o resultado do trabalho bem realizado e não deve ser o objetivo principal de se realizar o trabalho.
Você quer ganhar dinheiro? Eu também, mas como resultado de minhas competências.

Não se deixe apanhar. Evite abraços muito apertados. Lembre-se de que, quanto mais profundas e densas as suas ligações, compromissos e engajamentos, maiores os seus riscos (Zygmunt Bauman – Amor Líquido). Hoje, quase todos preferem as mensagens no celular. Elas não têm cheiro, não te abraçam, não criam responsabilidades, não exigem compromissos e sempre é possível dizer que acabou a bateria ou simplesmente desligar.

O que caracteriza o consumismo não é acumular bens, mas usá-los e descartá-los em seguida a fim de abrir espaço para outros bens e usos.
Zygmunt Bauman – Amor Líquido

Fonte: http://outraspalavras.net/posts/mafalda-e-a-poderosa-critica-de-valores/

Leonardo da Vinci
Aquele que passa mecanicamente de um momento a outro, esperando um futuro supostamente feliz, vive angustiado e cheio de temor. Não tem nenhuma garantia de chegar a tal futuro e esse estar dependente do amanhã o transforma em escravo.

Pe. Adroaldo
Quando alguém está centrado no presente, envolvido criativamente em algo que o satisfaz de verdade e que vive cada instante com a máxima intensidade é capaz de dar-se conta de que cada dia é uma possibilidade, cada dia é um dom único e irrepetível.

Pe. Adroaldo
Parece uma pergunta estranha? O Brasil já não é independente desde 1822? É verdade. Com a proclamação da independência os brasileiros passaram a tomar as decisões que definiriam o seu próprio destino. Surgia o Estado Brasileiro, uma ficção que seria real na vida das pessoas que habitavam e habitam esse pedaço de chão. Criaram-se as estruturas legais e institucionais para esse fim. O tempo passou. Nós mudamos de regime, modificamos e recriamos a constituição não sei quantas vezes e o que parece que não muda é a situação de quem vive aqui. Quando se fala povo, assim como o estado, refere-se a um objeto indefinido. Porém, há uma grande diferença entre um e outro. O povo, marcado por sua individualidade, é real, porque as pessoas existem, ainda que sem aquilo que se considera como o Estado Brasileiro. O Estado Brasileiro, marcado por sua impessoalidade, é uma ficção, porque sem as pessoas ele não existe. Entretanto, esse estado fictício brasileiro é real demais quando se trata de explorar as pessoas reais. Por isso, eu quero a minha independência do estado brasileiro!
Tentarei explicar o meu pedido.
Olhar para a gigantesca estrutura institucional criada em nome do bem comum, que se chama Brasil, chega a me dar náuseas. Toda a máquina que entendemos por poder executivo, legislativo e judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal tem se mostrado ineficiente a tal ponto que não justifica a sua existência. Caso continue existindo da forma como está gostaria de ter a opção de não ter que depender dele.
O poder executivo do Estado Brasileiro é composto pelo presidente, pelos governadores e pelos prefeitos que estão à frente de uma máquina que deveria trabalhar para atender o indivíduo. São estes os responsáveis por gerir a estrutura institucional que atenderia a saúde, a educação e a segurança, citando apenas as áreas elementares. O executivo brasileiro ainda se aventura na área empresarial, como se fosse um ente capaz de gerir outras estruturas. Não consegue. O dinheiro que o povo paga mal e mal dá para pagar aqueles que deveriam trabalhar para nós. Se não há dinheiro para investir e oferecer segurança, saúde e educação para a sociedade, porque é que eles precisam estar lá?
Já o poder legislativo do Estado Brasileiro é composto pelos senadores, deputados federais, deputados estaduais e pelos vereadores. São legisladores que deveriam promulgar as leis que regulam o conteúdo constitucional observando os seus princípios de servir a sociedade que os mantêm. O objeto de suas legislaturas deveria ser as pessoas reais que vivem aqui, lugar entendido como Brasil. Infelizmente, tem-se uma maioria de legisladores em causa própria. Na evolução do legislativo brasileiro apenas vimos crescer exponencialmente os benefícios dos próprios legisladores, sobrecarregando o povo com mais e mais impostos. Se for para legislar em causa própria por que é que nós continuamos a pagá-los? Eles que se arrumem por conta própria.
E, por fim, o poder judiciário do Estado Brasileiro não é diferente. Regular a vida em sociedade nunca foi fácil, porém em primeiro lugar se deve garantir que quem regula tenha a idoneidade para fazê-lo. Infelizmente, o poder judiciário brasileiro também tem se desviado de suas funções. Ele está enredado num corpo gigantesco de normas, recursos, esferas e um tão intrincado sistema jurídico que nem querendo eles conseguem cumprir com a função para a qual existem. Mais uma vez a pergunta: por que então existem?
Por isso, ao analisar o conjunto da obra decidi pedir a minha independência do Brasil. Não tenho problema nenhum em contribuir e em colaborar com aqueles com quem divido o mesmo espaço físico e temporal. Acho legal e moral pagar impostos. Porém, não quero mais ser brasileiro para ser dominado, subjugado e explorado por um ente que foi criado por nós. Não tenho mais tempo nem paciência para contribuir para um ente que sem nós não existe. Nós o criamos e ele nos dominou. O Brasil como estado é a nossa matrix. Esse estado não merece a minha contribuição. Não quero ser brasileiro para servir e ser um escravo real de uma entidade fictícia. Quero ser um cidadão do mundo que paga e contribui para um ente que trabalhe pelo equilíbrio entre os seus integrantes. Gostaria muito de ser brasileiro para contribuir para um Estado que ajudasse a equilibrar a vida das pessoas que convivem a terem uma realidade melhor. Na nossa realidade, esse ente não é o Brasil. Por isso quero a minha independência.
