Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Seres humanos, seres estranhos e o uso da água…

Você quer um local onde o uso racional da água não existe? 
Vá para um hotel de alto padrão. Um banho de uma pessoa consome água que daria para outras tantas o fazerem sem nenhum prejuízo da higiene. Vá então para o restaurante. Observe as pessoas tomarem o seu café da manhã num hotel. Elas entram e olham a oferta dos mais variados tipos de alimento. Pegam um prato e se servem de mamão. Comem o mamão. Deixam o prato na mesa. Pegam outro prato e se servem de abacaxi. Comem o abacaxi. Pegam outro prato e se servem de pão  de queijo. Comem o pão de queijo. Pegam outro prato para se servir mais alguma coisa. E assim a cena de repete. As pessoas que ali trabalham quase não conseguem repor os pratos limpos necessários para atender a demanda. Ao final do café da manhã cada hóspede usou uns tantos quantos pratos para fazer uma única refeição. Pratos que usam água para serem lavados. E os congressistas que participavam daquele congresso internacional sobre o uso racional da água estavam lá, lambuzando-se nos prazeres da boa comida desperdiçando água como nunca. E eu também…
O uso racional dos recursos naturais não é só uma tendência, é uma exigência fundamentada na constatação de que não há o suficiente para que se continue a usá-los da forma como os usamos.
Pode-se entender o uso desregrado que fazemos dos recursos naturais? Claro que sim. Os seres humanos têm uma história planetária de mais de uma centena de milhares de anos em que nunca ainda se havia descoberto o último rincão do planeta. De repente, nos últimos séculos, descobrimos que o planeta é finito e que os recursos também o são. Sabemos, mas ainda não internalizamos essa realidade para modificar nosso comportamento. Ainda não paramos de nos reproduzir e nem de aumentar o consumo de tudo que está disponível.
Pode-se condenar o uso desregrado que fazemos dos recursos naturais? Em algum momento terá que se começar e a tomada de consciência da finitude dos recursos naturais é um bom indicador. Em muitos casos, o discurso sobre a percepção da necessidade da mudança dos hábitos de consumo vem se alterando, mas a realidade ainda não é impactada por ele. Fala-se muito  no uso racional dos recursos naturais, bem como do desenvolvimento de modelos sustentáveis de vida, porém com pífios resultados práticos. Um dos itens em pauta, recorrentemente, é a água. Discorre-se, teoriza-se, fala-se e organizam-se eventos internacionais, nacionais e regionais para tratar do tema. Para a surpresa de poucos, mas para o deleite dos pensadores que apresentam dados e números insustentáveis sobre usar mal o recurso “água”, os eventos, em sua grande maioria, são realizados em modernos e chiques hotéis de alto padrão.
E esse é um exemplo mínimo, mas que mostra toda a nossa incongruência como seres humanos. Mas é certo que os congressistas daquele evento sobre o uso racional da água têm boas ideias para os outros implementarem. Sempre assim, não é?
Será que esses debatedores tomaram realmente consciência do discurso que alardeiam?

Quando será que todos nós, simples mortais, tomaremos consciência dessa realidade?

Somos seres humanos. Somos ou não somos seres estranhos?

Por que as perguntas são tão importantes?

Quem pode responder? Creio ser um bom começo cada um elaborar e responder para si uma boa pergunta, O que te move?
Outro dia conversava com um amigo, diretor de uma grande empresa. Ele, que não tem nem 30 anos, já demonstrava o cansaço e estresse cada vez mais comuns na vida de jovens executivos. Ao falar de sua posição e da rapidez com que a ela chegou o orgulho era evidente. Falar de resultados também fazia com que os seus olhos brilhassem. Mas por que tamanho cansaço?, perguntei. Qual a razão de tanto estresse?, foi outra pergunta que naturalmente surgiu na conversa. As perguntas não tinham a intenção de causar sofrimento nem dor, mas eu sabia que elas tinham a capacidade de fazer com que ele se questionasse sobre isso. A razão é simples. As perguntas têm a natural função de estimular a que se pense em respostas, sendo um caminho para se encontrar soluções. Porém, o grande desafio é fazê-las ou se autoquestionar corretamente. Caso se parta de uma pergunta mal formulada, acaba-se por resolver um problema errado.
A conversa entre nós prosseguiu. O jovem executivo levantou algumas hipóteses sobre o cansaço e estresse. Diferentes estudos revelam que o autoquestionamento proporciona impulsos mais duradouros na busca por respostas. Mas até o momento, as questões haviam sido postas por mim. Mesmo assim, elas estavam produzindo resultados. Era visível que as perguntas feitas estavam sendo processadas com muita profundidade. O espírito e a alma do executivo estavam presentes no processo. Por isso, as perguntas são cada vez mais importantes na capacidade de mover os outros e a si mesmo. Fica evidente que encontrar o problema adequado é que fará com que se chegue a uma solução apropriada, porque as ferramentas tecnológicas e humanas, provavelmente, existem para que se tenha uma boa resposta.
Nessa toada, a nossa conversa prosseguia. Foi quando lhe fiz mais uma pergunta, Mas o que te move? O jovem executivo mexeu-se nervosamente em sua cadeira. Comentou sobre a vida diferente que levam alguns de seus melhores amigos de infância e juventude. Por fim, respondeu se questionando, Será que vale a pena? Será que está valendo a pena?, repetiu. Caramba, disse ele, essa pergunta vou me fazer todos os dias ao levantar… e os seus olhos brilhavam genuinamente felizes. Pensei com os meus botões, Grande pergunta… Chegou cedo a ela!

Tem gente que termina os seus dias sem se perguntar o que realmente os move. Muitas vezes, terminam a vida sem se perguntar, Valeu a pena ter vivido?. Respondê-la dá uma dimensão da importância das perguntas.

Deu na Globo…

…sou contra!
Ouvir alguém dizer “Tenho por princípio ser contra o que a Globo noticia…” chega a ser deprimente, principalmente sendo a frase pronunciada por uma pessoa instruída.

É quase a mesma situação quando ouço, O BBB é o fim da picada!”. A mim, particularmente, ele não incomoda porque não o assisto. Portanto, para mim não é nada.

É quase a mesma situação quando ouço, “A programação da TV brasileira é uma porcaria…”. Pode até ser, mas se a audiência existe por que não seria? 

A programação, com BBBs e outras atrações, somente existe porque audiência tem. Muitos até poderiam argumentar, “Não há opção…”, o que se caracteriza como a mentira dos preguiçosos. Por que não trocar de canal? Por que não desligar? Por que não ler um livro? 

Por fim, afirmar que se é contra algo somente porque foi veiculado em determinado canal chega a dar pena. Isso quer dizer que se for noticiado que “Houve um maremoto na China”, que “A gasolina teve um aumento…” ou que “Há uma previsão de fortes chuvas para a tarde de hoje…” a pessoa é contra porque vai contra os seus princípios acreditar naquilo que é noticiado naquele canal.

No meu ponto de vista, não me deixo pautar pela notícia ter sido veiculada neste ou naquele canal. Jamais daria tamanho poder aos outros sobre o que eu penso!


De lado com Gabi…

A última semana foi especial. Um evento que havia sido organizado como palestra terminou como uma oficina com mais de duas horas de duração. Foi um grupo pequeno e notável. A interação foi boa. Os assuntos fluíram exatamente como a ideia principal: articular para fazer fluir. Ao término tive a sensação de que as pessoas haviam acrescentado algo nas suas vidas e eu, muito. Sempre acreditei que se aprende mais com aqueles que convivemos em ambientes de aprendizado do que, propriamente, com aqueles que se propõem a nos ensinar algo. Nesse dia, eu estava lá para ensinar, mas o aprendiz fui eu. Na viagem de retorno, encontrei uma pessoa que admiro por suas entrevistas inteligentes. Não quer dizer que eu concorde com todas as perguntas, abordagens e opiniões da apresentadora, mas a respeito pela autonomia de suas posições. Quase sempre, a imagem que faço das pessoas que somente vejo pela televisão me parece distorcida quando confrontada com a realidade. Não foi assim com Marília Gabriela. Para mim, ela realmente se parece com aquela mulher que vejo na TV. A voz nem se fala. Quando ela me cumprimentou ao sentar ao meu lado num trajeto de voo parecia que eu havia ligado a televisão. Ouvi-la sem eu estar em casa e ela na TV?
Incrível! Fiquei boquiaberto a viagem inteira.
Ao desembarcar desse voo fui direto ao hotel para me preparar para o próximo evento. Fiz o check-in e subi para o apartamento. O evento seria num auditório ao lado. Arrumei-me e desci. Ao sair do elevador e passar pelo saguão do hotel, vejo algumas pessoas entrando. Sou colorado desde sempre, por isso logo reconheci um grupo de torcedores do Internacional. Ôpa!, não eram torcedores. Eram os jogadores. Olhei mais uma vez e reconheci Juan, o zagueirão e Dida, o goleiro. Caramba, parecem tão normais em comparação com aqueles caras que vejo ou imagino no jogo… Ainda estava atordoado olhando meio de lado, mas segui em frente para a saída do hotel. Justamente na passagem da porta dei de cara com o Dalessandro. O craque do Inter!!! Um argentino guerreiro. Não desiste nunca! Eu saindo do hotel e ele entrando. Ficamos frente a frente. Uma pequena dúvida. Um impasse. Ele entraria ou eu sairia? Ele foi muito cortês, além de simpático, e deu-me a passagem. Passei rapidamente e desejei-lhe, Bom jogo!, pois sabia que jogariam logo mais no Beira-Rio. Ele, com aquele sotaque castelhano, respondeu¸ Obrigado!

Foi um dia diferente. Encontrei estrelas humanas, humildes e simpáticas. Quantos relatos que ouvimos de  encontros com estrelas humanas, arrogantes e antipáticas. Fiquei de lado com a Gabi e de frente com o Dalessandro e vi que somos todos iguais. Humildes ou arrogantes, simpáticos ou antipáticos depende do caráter de cada um, não da condição.

Sempre é a primeira vez…

Os eventos dos quais participo sempre me são um desafio. Posso até parecer tranquilo, mas não é bem assim. Cada evento é uma nova proposta. Sei que poderia falar exatamente o que falei no último evento, porque é a primeira vez para os que agora me ouvem. Não teria nenhum problema. A questão que a mim se põe é que eu sei que estou falando com pessoas diferentes, assim não me sentiria bem falando a mesma coisa. 

Por isso, para mim também sempre é a primeira vez. 

Dívida social

Não pode haver dívida social enquanto não se tiver consciência do cometimento de uma transgressão ou da violação de direitos. Ao cobrar dívidas sociais sobre costumes e tradições de um período em que não vivemos não estamos sendo justos, estamos sendo arrogantes. Com essa iniciativa nos colocamos como melhores do que aqueles que viveram o senso de justiça da sua época. E isso não é verdade! Nós não somos melhores nem piores, somos apenas diferentes. Porém, ao tomarmos consciência de que os nossos costumes violam direitos de outros aí sim a dívida começa. Trata-se de usar informações do passado presentes na nossa herança cultural para corrigir o nosso comportamento atual e deixar um legado com o nosso olhar de justiça.

Desse modo, basta que cada um faça a sua parte agora, pois com certeza o mundo será um pouco melhor hoje. O que cada um está fazendo agora para deixar um legado positivo? Eis a pergunta… E no futuro? Quem viver verá… Quem viver responderá se fomos justos ou não.

Não mate o burro…

O caipira tinha lá o seu burro que usava para fazer as tarefas do sítio, principalmente as mais pesadas. O burro nunca reclamava. Às vezes empacava, mas isso era o de menos. O que incomodava o caipira era que o burro comia, a seu ver, demais. Todo dia precisava de várias porções de farelo de milho, além de muito pasto. Um dia ele foi até a venda do povoado tomar a sua pinguinha e aproveitou para reclamar das despesas que o burro dava.  Ao seu lado, um desconhecido ouviu a conversa. Assim que teve a oportunidade comentou:
– Você sabia que eu tenho um jeito de ensinar um burro a viver sem comer?


O caipira fica todo interessado, mas desconfiado, responde:
– Credito não. Só vendo. Como pode isso?

O sujeito então explica:
– É verdade sim. Você pode ensinar o seu burro a não comer também.
– Como é que faço isso, sô?
– Você faz assim. Amanhã você dá a comida normal para o seu burro. No dia seguinte você dá um pouco menos. E assim você vai diminuindo até ele se acostumar a não comer mais nada. Bem fácil.

O caipira ainda meio desconfiado fala:
– Sei não…

O sujeito então mostra para o caipira um belo burro em frente a venda e diz:
– Tá vendo? Aquele burro bonito é meu. Já faz tempo que ele não come.

O caipira todo entusiasmado vai para casa. No dia seguinte começa a aplicar a nova técnica e diminui a ração do seu burro. Cada dia ele dá um pouco menos de comida para o seu burro. Por outro lado, o trabalho continua o mesmo. Assim segue o novo ritmo, dia após dia. O caipira fica contente porque a técnica está dando certo. O burro já quase não come mais nada. Um belo dia, porém, ao se levantar e ir até o curral ele vê o seu burro morto. Ficou desolado. Pensou consigo mesmo:
– Oh, burro, ocê morre logo agora que te ensinei a num comê nada…

 Pois é. Não há burro que possa viver sem comer. É obrigatório que ele se alimente todos os dias, dia após dia durante toda a sua vida. Com o nosso burro interior o processo é semelhante. Não o deixe morrer de inanição. Estimule-o todos os dias abrindo a sua mente. Amplie o seu conhecimento e as suas competências dia após dia. Quem já se acostumou a viver sem aprender nada de novo por muito tempo, provavelmente, já matou o seu burro intelectual há muito tempo, só ainda não percebeu.


Alimente o seu burro. Estimule-o. Diminua-o, mas não o mate, pois se você matá-lo ele se tornará onipresente.


Sempre que precisar…

Ontem aconteceu um momento muito especial nesta minha ainda curta carreira de palestrante: um evento para pessoas que trabalham com pessoas com as quais não queremos mais viver. Como assim? É, tive a oportunidade de fazer uma palestra para pessoas que trabalham em unidades prisionais. Estiveram presentes agentes penitenciários, vigilantes, psicólogos, advogados, assistentes sociais, professores, voluntários e também a diretora de uma unidade prisional. Como falar de motivação e superação para quem trabalha com infratores?
Na verdade o simples exercício de atividade profissional em ambiente prisional é um exemplo real de aplicação de todos os conceitos e exemplos que se poderiam usar para descrever motivação e superação. Trabalhar num ambiente em que circulam aqueles que nós não queremos conosco requer muitas das competências esperadas para os profissionais do século 21. Há que se ser resiliente, porque a pressão é contínua. Há que se ter iniciativa, porque o inesperado é uma constante. Há que se saber trabalhar em equipe e ter desempenho, porque a própria vida pode estar em jogo. Certamente que existem problemas de relacionamento, de ambiente, de condições de trabalho, entre outras dificuldades inerentes à qualquer organização que se proponha a existir. Abordaria isso também, mas a principal ideia seria a de resgatar a importância do trabalho daqueles que trabalham em unidades prisionais, apesar da não valorização por nós, restante da sociedade.
Antes de iniciar o evento me perguntava: será que eles sabem da importância do próprio trabalho? Será que eles se dão conta da beleza do trabalho de evitar que crimes sejam cometidos? Talvez soubessem, mas me propus a realimentá-los com isso. Fiz questão de destacar a importância do trabalho e do propósito grandioso ao se dedicar a trabalhar com um público tão difícil. Cada apenado que não está nas ruas, potencialmente, deixa de cometer crimes. Você eu vivemos melhor por isso. Cada apenado que cumpre a sua pena e é ressocializado é um benefício para você e para mim. Essas são informações que não são divulgadas e não aparecem nas estatísticas. Ao considerar somente as estatísticas brasileiras divulgadas nós estamos entre os países mais violentos do mundo, com aproximadamente 26,5 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes; as estatísticas também mostram que de cada 100 apenados que cumpriram suas penas 70 retornam ao crime; e os noticiários mostram, constantemente, casos de corrupção no sistema penitenciário. Como esses dados são revelados, muitas vezes, parece que a culpa toda é do sistema prisional. Sabemos que não é. Eles trabalham com o resultado das nossas falhas como sociedade. O sistema prisional não é a causa. Ainda mais. As estatísticas e as notícias são dadas como se aquilo que ocorre no ambiente prisional fosse algo diferente da realidade em outros ambientes, o que também não é verdade. Assim como no ambiente político e profissional de qualquer área os trabalhadores do sistema prisional são um extrato da sociedade. Nem melhores, nem piores, apenas num ambiente diferente do qual nós queremos distância. Reforçando, o que as estatísticas não mostram e os noticiários não imaginam nem comentam são os crimes que deixam de ser cometidos porque infratores estão detidos e estão sob os cuidados de todos aqueles que trabalham no sistema prisional. Sobre isso pouco se fala.
Assim, o que me propus a fazer foi resgatar a importância do trabalho de quem trabalha no sistema prisional e, principalmente, agradecer. Agradeci por mim e por outras pessoas que concordam com esse ponto de vista. Esse foi o foco, porque dificilmente se vê alguém indo a uma penitenciária para parabenizar as pessoas que ali trabalham e cumprem o seu papel. Agradecer pelo trabalho que já fazem, apesar da nossa (sociedade) ausência. Gratidão por cada crime que não foi cometido porque ele estão lá, dia após dia, dedicando-se e colocando a própria vida em risco pela nossa (sociedade) omissão. Assim, a única coisa a ser feita por mim era dizer, Muito obrigado!
E foi uma noite incrível. Apesar de no início eu estar um pouco tenso pela responsabilidade de falar com um grupo tão especial, ao final do evento o ambiente estava completamente descontraído. Fotos. Conversa com um e com outro. Trocas de impressões e experiências. Um aprendizado real, pelo menos para mim. 
Na hora da despedida, por último, falei com a diretora, que disse:
Muito obrigado, Moacir, ficamos muitos felizes com a tua vinda. Sempre que precisar estamos à disposição…
No final da frase ela deu um sorriso meio maroto. Não me dei conta e respondi, sinceramente:
Não precisa agradecer. Se eu precisar…
Interrompi a fala. Logo o silêncio foi preenchido pela diretora, que com um grande sorriso, disse:

Espero que não precise.