Discriminar positivamente pode ser bom!
Todos os posts de Moacir Rauber
Discrimine você também!
Blog FACETAS! Múltiplas faces de uma mesma pessoa
Muito obrigado!!!
Você está correndo atrás?.
correr atrás para perseguir um objetivo, assim como o leão corre atrás de sua presa para garantir o almoço. Mas essa corrida faz parte do planejado. O ruim é que nós, quase sempre, estamos correndo atrás de algo por falta de planejamento, por “levarmos a vida na flauta”. Adotamos comportamentos parecidos com os da cigarra na fábula com a formiga. A primeira canta no verão enquanto a segunda trabalha para ter recursos no inverno. A formiga planeja e executa com antecedência. A cigarra faz festa e deixa tudo para a última hora. Assim somos muitos de nós. Quase sempre acreditamos que podemos “dar um jeitinho” e que na hora “h” vai dar tudo certo. Em alguns casos ou por algum tempo pode até ser, mas na grande maioria das vezes o sujeito vai ficar feito a cigarra pedindo arrego para a formiga. Essa postura revela um país de bravateiros, que preferem levar a vida na flauta cantando as glórias que não existem ao invés de se dedicar a um esforço real.
Você está correndo atrás? Pois é, lamentavelmente, muitas vezes, eu estou…
Ei, preciso falar com você…
Cresceu até morrer…
Você é um aprendiz? Pode ser professor…
O moço de carrinho…
A situação nos serve para uma reflexão: quantas vezes nós somos vítimas do feitiço do nosso próprio tempo? Quantas vezes ficamos presos aos nossos conceitos, ideias, medos, amores e rancores? Podemos e devemos avançar, embora nem sempre seja fácil. Entretanto, estar disposto a desaprender para aprender de novo é parte da construção de um novo caminho, como já dizia Gonzaguinha na música Eterno Aprendiz.
Você é curioso?
Tá vazando óleo…
As chuvas têm castigado muitas cidades da região sul do Brasil nos últimos dias. Algumas rodovias, que em geral não são lá aquelas coisas, também são atingidas por deslizamentos. Numa viagem recente, ficamos presos numa barreira. Estávamos entre os primeiros cem carros parados após o deslizamento. Ficamos sabendo que para dar passagem teríamos que esperar pelo menos seis horas. Resolvemos dar a volta e ir até a cidade mais próxima, onde almoçamos e conversamos com algumas pessoas. Na saída do restaurante nos deparamos com uma viatura da Polícia Militar em que os policiais nos informaram que havia um caminho alternativo, porém teríamos que fazer uns 20km de estrada de chão. Disseram que a estrada tinha partes boas e outras com muitos buracos, mas sem risco de ficarmos atolados. Havia mais uma família que estava na mesma situação. O carro deles estava lotado. Estavam nele um casal, um garoto com uns 12 anos, um bebê de colo e a avó, a sogra do homem do casal. Lá fomos nós pelo atalho… Realmente nos primeiros quilômetros a estrada estava boa, mas depois os buracos e a lama tomaram conta. Foi um rally, porque patinamos, aceleramos, derrapamos e chacoalhamos para valer, mas finalmente chegamos ao asfalto que dava acesso à balsa que completaria o nosso atalho. Uma fila enorme de veículos que aguardavam a sua vez. O motorista do carro, que fez o mesmo trajeto conosco e que levava a sua sogra, aproximou-se da janela do carro. Começamos a conversar com a participação ativa do garoto. Ele até parecia um homem que gostava de puxar papo, mas, impaciente, logo se mandou. Alguns segundos depois o menino grita:







