Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

O papagaio…

Havia um homem que viajava o mundo regularmente. De quase cada cidade visitada ele comprava algo e enviava para a sua mãe. Numa determinada cidade ele encontrou um papagaio que falava mais de trinta línguas. Imediatamente ele o comprou enviando-o para a sua mãe. Alguns dias depois o homem ligou para saber se ela havia gostado do presente. Perguntou:
– E então, mãe, gostou do papagaio?
Ela respondeu:
– Sim, sim. Ele estava delicioso!
– O que? Delicioso? Você comeu o papagaio? Ele não era para comer. O papagaio falava mais de trinta línguas…
A mãe ficou em silêncio por alguns instantes e disse:
– Mas por que ele não disse nada?

Muitas vezes, ninguém vai adivinhar as suas habilidades e competências se você não falar e demonstrar o que sabe. Para isso, transforme o seu potencial em talento deixando-o trabalhar para você e para a comunidade onde você está inserido. Assim, além de saber fazer é necessário fazer saber.



Anedota extraída:

Uma cadeira com asas…

No último final de semana me permiti algo que muitas vezes não imaginava estar ao meu alcance. Com o pretexto de levar o meu sobrinho ao Beto Carrero, minha esposa e eu também fomos. Compramos os passes. No site não havia nenhuma informação ou publicidade sobre a acessibilidade do local. Mesmo assim fui. Certamente banheiros adaptados existiriam…
Lá chegando o primeiro brinquedo a ser procurado por nós foi a montanha russa convencional. Ao nos aproximarmos da fila uma simpática atendente nos interpelou:
­- Vocês querem ir na montanha russa?

– Sim, disse eu. Posso ir também?Com a dúvida estampada na cara se seria possível para um usuário de cadeira de rodas entrar na montanha russa…

– Claro disse ela. Vocês podem entrar pela saída. O acesso é melhor.
E seguimos a menina. Em mais alguns minutos lá estava eu sentindo os calafrios e as sensações estranhas que esses brinquedos provocam. Saímos extasiados do primeiro desafio. Seguimos em frente. Fomos para a montanha russa invertida. Continuava me perguntando, Será que posso ir?revelando a construção da crença de que aquilo não era para mim. Certamente resultado de uma história de exclusões a que muitas pessoas aceitam e são submetidas por um  ou outro motivo.
Chegamos ao novo brinquedo e o mesmo atendimento nos foi dispensado. Todo o cuidado com a minha condição física, bem como com as pessoas que me acompanhavam. Procuravam nos colocar juntos para que assim pudéssemos “curtir” aqueles momentos. Mais alguns instantes e já estava dependurado na cadeira daquela montanha. O chão desapareceu. Ela começou a se mover lentamente. A velocidade aumentou. O primeiro looping foi dado. Eu já não sabia onde estava. Um turbilhão de sensações se misturavam. Emocionei-me com o fato de estar fazendo algo que julgava não ser possível porque talvez os equipamentos não fossem adaptados. Passei pelos brinquedo mais radicais num sequência bastante rápida. Tá certo que não repeti, porque já estava ficando mareado… Cabe destacar que no parque tudo funciona para todos.
Esse foi o ponto que mais me chamou a atenção. A naturalidade com que as pessoas são tratadas, com ou sem deficiência. Ela já se revela no site. Não há “publicidade” sobre responsabilidade social ao se oferecer acesso às pessoas com deficiência. Ela simplesmente existe. É assim que deveria ser.
Foi um final de semana para levar na memória por muito tempo. A companhia da minha esposa (Andréia) e do meu sobrinho (Wagner) num ambiente que dá possibilidades. Visitar o Beto Carrero foi muito mais do que dar asas a imaginação. Também a cadeira me tirou do chão. Deu-me uma cadeira com asas!
É, aqui as emoções já estavam ficando um pouco fortes demais…

Faça tudo…

  • “Viva cada dia de sua vida como se fosse o último, pois um dia desses vai ser mesmo.” Alfred E. Newman ,…mas lembrando que há grandes chances que você ultrapasse os 80 anos!

  • Por isso, faça tudo que você possa compartilhar com seus pais, desfrutar com os seus amigos e falar para os seus filhos!
  • Cuidado com os palpites…


    Muitas vezes, criticamos as pessoas que dão palpites na vida dos outros. Também eu faço coro a essas críticas, principalmente se levarmos em consideração aquilo que é falado sem o consentimento de quem se fala. Nesse caso, para mim, não se trata de palpite ou opinião, mas de pitacos e fofocas, comportamento típico de enxeridos e abelhudos. Entretanto, cabe destacar que muitas pessoas dão o direito aos outros a que eles opinem sobre as suas vidas. Toda vez que ouço alguém dirigindo uma pergunta a outro como, O que você acha? O que você faria? Qual é a sua opinião? está na prática dando o direito a que a pessoa indagada dê o seu palpite. Se ela se refere a questões pessoais ou profissionais pouco importa, porque o que realmente está em jogo é a abertura da sua privacidade para o outro. Ao se fazer este tipo de perguntas a outras pessoas pode-se até obter um bom conselho e uma boa orientação. Porém, dependendo a quem ela é dirigida ela pode ser o ponto de partida para um simples palpite que mais tarde pode se transformar numa fofoca.

    Dúvidas profissionais? Procure profissionais para trabalhar com elas… Nada de mal em trocar ideias. Tudo a favor, pois é no compartilhamento que as ideias crescem. Entretanto, não queira transferir para os outros o poder das respostas das suas responsabilidades.

    Questionamentos pessoais? Compartilhe com pessoas de estrita confiança, podendo elas ser do círculo de amizades ou profissionais da área… Muito bacana procurar apoio num ombro amigo, porém cuidado para não usá-los simplesmente como um ponto de descarga de emoções ruins.

    Assim, quando você for fazer uma pergunta para outra pessoa sobre a sua própria vida, provavelmente, a resposta virá. Quase todos estão dispostos a responder as perguntas dos outros, normalmente usando como base a própria experiência e as próprias expectativas. Porém, lembre-se que essas respostas podem desconsiderar o mais importante: você com a sua experiência e as suas expectativas!

    Pratique o autoquestionamento. Pergunte-se e responda com sinceridade!

    Resultados…

    Um pastor estava esperando na fila para entrar no céu. Na sua frente ele observa um sujeito com óculos escuros, camisa colorida, jaqueta de couro e calça jeans.  São Pedro o atende:
    Quem é você? Preciso conferir para saber se você pode entrar no Reino dos Céus…
    – Sou um taxista de Nova York.
    São Pedro consulta a sua lista, dá um sorriso e lhe diz:
    Pegue esse robe de seda, o bastão de outro e entre no Reino dos Céus.
    Na sequência São Pedro atende o pastor. Pergunta:
    Quem é você? Preciso conferir para saber se você pode entrar no Reino dos Céus…
    O pastor, que estava parado ereto e altivo esperando a sua vez, responde:
    – Eu sou o Reverendo Joseph Snow, pastor da Igreja Aleluia pelos últimos quarenta e três anos.
    São Pedro novamente consulta a lista e de forma quase indiferente lhe diz:
    – Pegue esse robe de algodão, o bastão de madeira e entre no Reino dos Céus.
    O Pastor olha indignado e fala:
    ­- Um minuto, por favor. O homem na minha frente era um taxista e ganhou um robe de seda e um bastão de ouro???
    – Resultados, murmura São Pedro,resultados… Enquanto o senhor pregava as pessoas dormiam. Enquanto o taxista dirigia as pessoas rezavam.

    E você… Está entregando os resultados que são esperados? 

    Mais… Você está produzindo tudo aquilo que pode produzir?

    Você está transformando o seu potencial em talento?


    A anedota foi traduzida de: http://iol.idph.com.br/

    Não acredito em competições… Não compreendo o que se entende por superação…

    Gostar e participar de competição sem acreditar em competições pode parecer contraditório, assim como discorrer sobre superação sem aceitar aquilo que comumente se entende por superação também pode soar estranho. Explico a situação.

    Por que não acredito em competições? A competição pode ser entendida como a disputa por algo, seja por um prêmio, por espaço, por visibilidade, por um emprego ou mesmo a disputa por um amor. Na idealização das competições ela se daria entre iguais. Aqui entra a minha divergência. Se nós somos únicos não podemos ser iguais. Assim, uma competição não pode ser justa. Não sendo justa não acredito nela. Mas por que eu gosto de competição? Porque ela estimula a que as pessoas desenvolvam o que há de melhor nelas. Podemos fazer um paralelo com um campeonato de futebol. Cada time tem uma diferente composição humana com uma diversidade de talentos, além de diferenças gigantescas de ordem estrutural, econômica e financeira. Mas a disputa acontece do mesmo jeito. O título é o alvo de todas as equipes no início da competição. Conforme o certame avança os objetivos vão se alterando. Alguns continuam a luta para vencer o campeonato. Outros se digladiam para não serem rebaixados. Um terceiro grupo se mantém na disputa por prêmios intermediários. Vale ressaltar, entretanto, que cada equipe continua a ser encorajada a despertar nos seus indivíduos o desejo de dar o seu melhor, individual e coletivamente. É por isso que eu gosto de competição, porque ela melhora o indivíduo fomentando a competitividade.

    No meu entendimento, aumentando a nossa competitividade estamos mais aptos a cumprir com a missão a que nos propomos, seja ela individual ou organizacional. Apesar de muitos conceitos trazerem a ideia de que a competitividade se dá quando fazemos o que fazemos melhor do que os outros fazem aquilo que fazemos, considero-a também como algo intrínseco. Para mim, a competitividade se mostra quando fazemos aquilo que fazemos com o máximo de excelência que a nossa unicidade permite. Isso não nos exime como indivíduos ou como organização de acompanhar os índices dos outros como parâmetros comparativos. Entretanto, há que se lembrar que ninguém pode fazer nada com relação aos índices alheios. Cada um somente poderá trabalhar nos seus resultados, seja indivíduo, equipe ou organização. Entretanto, essa comparação poderá levar a cada indivíduo, equipe ou organização a extrair o melhor que há em si mesmo. Assim, tornamo-nos competitivos, até mesmo em competições.

    E onde entra a superação em tudo isso? E onde está a minha discordância com relação a ela? A minha discordância vem do fato de se entender superação como algo extraordinário, muitas vezes atrelado a pessoas que conseguiram um feito incomparável. Nesse cenário, as pessoas com deficiência têm sido usadas frequentemente como exemplo de superação. É aqui que entra a minha discordância. Não vejo as pessoas com deficiência como modelo de superação, porque acredito que cada um somente é o que é pelo histórico de vida que teve. Nada além disso. Assim, quando alguém que me vê numa cadeira de rodas suspira e diz que eu sou um exemplo de superação, isso não me diz quase nada. Não é por arrogância, mas porque acredito que se a pessoa que me vê tivesse vivido o que eu vivi faria a mesma coisa. O meu entendimento de superação é muito mais simples. Não tem nada de heroico. É apenas um desenrolar trivial da nossa vida. Entendo superação como o movimento natural e constante de se tornar o que se é. Isso se repete, porque sempre que nos tornamos aquilo que somos nós procuramos uma nova forma de ser que nos leva a uma nova superação. Não há nada de extraordinário nisso. Isso já era dito por Nietsche. Não sou eu que digo, embora eu acredite nisso. Desse modo, a superação é dinâmica, impulsionada pelas contradições e sempre buscando o ser mais de cada um. A superação não atinge um limite estanque duradouro. Porém, para que a superação aconteça é necessário que haja um ponto de estagnação, permitindo que ela novamente seja rompida mantendo o movimento de superação…

    É assim que vamos nos construindo e reconstruindo. Rompemos… Superamos… Estagnamos… Rompemos… E o processo evolutivo de superação se repete. A história da humanidade é assim. A história das organizações é assim. A história das equipes é assim. A história dos indivíduos é assim. Por isso, os indivíduos que se superarem com mais frequência dentro desse movimento natural do ser humano terão mais possibilidades de se tornarem competitivos, compondo uma equipe e uma organização competitivas.

    Não acredito em competições, mas podemos ser competitivos.
    Não compreendo a superação como ela é entendida, mas como um movimento natural a todos nós.


    Ser competitivo e superar-se constantemente depende de motivação. Dai nós falamos de outra história…

    Boas perguntas…

    “A qualidade do problema encontrado é um precursor da qualidade da solução proposta” 
    (Getzels)


    Para encontrar bons problemas são exigidas boas perguntas…

    O livro fala sobre poder, influência e articulação no ambiente organizacional, notadamente no do profissional de Secretariado, introduzindo-se aspectos do coaching como processo. Porém, destaque é dado para a principal ferramenta usada, a PERGUNTA, mostrando como se pode fazer uso dela para mover a organização e o indivíduo na direção pretendida.
    PERGUNTAR sem ofender é uma habilidade. PERGUNTAR para mover e dar a direção exige competência. Usar as PERGUNTAS sem efetivamente estar num processo de coaching é uma inovação. 
    É isso o que se propõe aqui!

    O porco…

    Um homem estava dirigindo tranquilamente por uma rodovia. 
    Uma mulher estava dirigindo em sentido contrário na mesma rodovia.
    No momento em que eles cruzaram pela rodovia, a mulher esticou a cabeça para fora do seu carro e gritou:
    – … Porco!
    O homem se irritou e respondeu com outro grito:
    – Cadela!
    Cada um seguiu o seu caminho. O homem fez a próxima curva da rodovia, atropelou um porco enorme que estava no meio da rodovia e morreu…

    Fatos, julgamentos, percepções e interpretações.
    Nem sempre o que parece é.
    Nem sempre o que é parece. 

    Usar as percepções, fazer interpretações e transformar julgamentos em fatos podem levar a equívocos.





    Extraída do livro: Plato and Platypus walk into a Bar… Understanding Philosophy – through jokes (Thomas Cathcart & Daniel Klein)

    A nossa vida em projetos: “nós” e “eles”


    Já escrevi sobre a tendência de que a gestão priorize cada vez mais os projetos com início meio e fim. Destaquei que, apesar de ter sido apontado como uma novidade, não passa de mais do mesmo. “Nós” sempre fomos e seremos parte de um projeto. Alguns maiores, outros menores. Alguns mais extensos, outros mais curtos. Alguns mais importantes, outros menos. No texto A nossa vida em projetos falo do tema, assim como em Liderança, uma questão de bom senso.  Não importa onde nem quando, mas cada um pode ser “nós” em muitos lugares. Pode ser “nós” com carteira assinada ou sem.  O que realmente conta é o quanto cada um se doa ao projeto do qual participa e o quanto acredita naquilo que faz. Espanta-me, porém, que muitos detentores de uma carteira assinada por prazo indeterminado não conseguem incluir na conjugação “nós” aqueles que trabalham na organização com contratos temporários. Miopia? Falta de compreensão que mesmo uma carteira assinada por prazo indeterminado pode acabar a qualquer hora? Sim, no fundo todos nós somos temporários…

    Lembro do término de outro contrato de trabalho por prazo determinado. Os resultados foram excelentes. A equipe que se desligaria da organização já começava a trocar mensagens de despedidas. Uma semana antes do término do contrato o gerente comunicou a confirmação da dispensa. Porém, na conversa com a equipe o gerente disse que havia uma notícia ruim, mas também uma boa. A ruim já fora dada. A boa era que algumas pessoas seguiriam por mais um período para dar a devida manutenção, uma vez que se tratava de um produto com alto grau de tecnologia aplicado. As respostas dos membros daquela equipe me emocionam, reforçando-me a crença de que estamos num caminho evolutivo.
    – Não se trata em absoluto de uma notícia ruim… Disse um deles. Nós já sabíamos do final desde o início. Estamos tristes com a separação, claro. Mas mil vezes a dor do fim do que nunca ter vivido tudo o que vivemos juntos. Acho que tivemos muita sorte! Fiquei muito feliz em participar com um time de pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão complementares como aqui. Arrisco dizer, em nome de todos, que foi humanamente enriquecedor, além de toda a diversão mais pura e gratuita mesmo!!! Piadas, palavrões, risadas, gargalhadas, dancinhas, comilanças e  cantorias… Sorte a minha e também daqueles que continuarão. Parabéns e obrigado pela oportunidade!

    Esse foi o primeiro e-mail enviado como resposta ao comunicado anterior. A ele se seguiram vários concordando em gênero, número e grau com a opinião dada. Todos orgulhosos por terem participado de um projeto tão importante. Sentiam-se “nós” naquele espaço e naquela organização. Muitos trabalhadores “efetivos” não se sentem tão “nós” em muitas organizações. Isso mais uma vez ficou evidente quando o gerente temporário dos trabalhadores temporários fazia a avaliação final com a equipe de trabalhadores permanentes da organização. Ele disse:
    – Sim, nós concluímos todas as etapas, fizemos todas as tarefas a nós pedidas e entregamos um produto que está dentro dos melhores padrões de qualidade… E continuou discorrendo sobre a harmonia na equipe e no ambiente. Sobre a alta produtividade. Disse ainda que se preocuparam em fazer uma revisão final de todos os itens entregues, com os custos muito abaixo do que fora  inicialmente estimado. Falou com tanto orgulho, incluindo-se na própria companhia.

    Um dos coordenadores efetivos disse:
    – É, eles realmente formavam um bom time. Sempre foram muito produtivos.
    E o outro emendou:
    ­– Lembrando que vocês não fazem parte da (citou o nome da empresa). Vocês são ligados a (disse o nome da empresa terceirizada). Uma coisa é bem diferente da outra.
    O gerente temporário se ruborizou. Calou-se. Não disse mais nada. Depois disso a reunião foi encerrada.

    É lamentável, entretanto, o entendimento, ou a sua falta, demonstrado pelos coordenadores permanentes da organização sobre os trabalhadores temporários na interação com o gerente, também temporário. Quantas empresas investem milhões em formação e qualificação esperando um dia que os seus colaboradores permanentes assumam a organização como sua referindo-se a ela como “nossa”? A grande maioria investe altos valores com índices baixíssimos de êxito. E aqueles coordenadores permanentes tiveram em mãos uma equipe temporária que vestiu a camisa da organização como se ela deles fosse. Não souberam entender. Menosprezaram o envolvimento e o comprometimento de seres humanos com o desenvolvimento de um produto de qualidade do qual eles seriam os primeiros beneficiários. Não só não entenderam como também revelaram uma certa arrogância e até falta de respeito derivados da falta de visão sistêmica da organização. Não tiveram a capacidade de captar que uma organização somente tem sucesso quando ela faz parte do “nós” de acionistas, diretores, gerentes, trabalhadores, consumidores e comunidade.  Segundo meu entendimento, deveria ser muito mais fácil, inclusive obrigatório, para os colaboradores efetivos incluir os temporários no uso do “nós” do que o contrário. Por isso, acredito que esses coordenadores mereceriam um intensivo programa de qualificação sobre visão sistêmica organizacional ou senão o desligamento sumário em benefício da própria organização.

    Cada um com a sua visão, mas nós podemos ser “nós” em diferentes esferas da vida, assim como devemos reconhecer o “nós” na composição com o outro. Pode-se ser “nós” na relação afetiva, na família, nos amigos, no time de futebol, na profissão, no departamento, na organização e em tantas outras áreas.  Dessa maneira, nos projetos organizacionais em que se participa pouco importa a opinião de colaboradores mais ou menos efetivos em função de uma carteira de trabalho. Cada “nós” nesse ambiente é determinado pelo envolvimento e comprometimento de cada um com aquilo que faz.

    Onde você é “nós”? Em qual projeto a sua doação lhe permite referir-se a ele como “nós”? Qual a organização você sente como sua podendo referir-se a ela como “nossa”?


    “Nós” e “eles” depende de cada um.