Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Quem é o homem à beira da estrada?

Pai e filho cruzavam de carro uma pequena cidade do interior e viram um senhor sentado tranquilamente numa cadeira a beira rodovia. O filho, com seus 10 ou 11 anos, olhou e disse:

– Que cara preguiçoso, não é pai? Sentado aí sem fazer nada…

O pai escutou. Não concordou nem discordou. Eles eram de uma família que tinha suas posses oriundas de trabalho. Desde pequeno todos estudavam, trabalhavam e acreditavam que cada um podia fazer o seu destino. Entretanto, o pai também sabia que não se pode julgar alguém por um momento observado na sua vida. Assim ele contou uma história para o seu filho. Disse que havia um pai com quatro filhos que estavam no auge de sua juventude. Todos com boa formação, porque estudaram nas melhores escolas e universidades e, por isso, acreditavam que, quase sempre, tinham uma resposta pronta para tudo. Da família receberam bons exemplos, assim acreditavam que estavam preparados para os desafios da vida. O pai desses jovens, queria estimulá-los a seguir no caminho da aprendizagem, porém com humildade. Assim, desafiou-os para que realizassem uma aventura para conhecer uma árvore que estava muito distante. O filho mais velho chegou até a árvore no inverno. O segundo se encontrou com a árvore na primavera. O terceiro no verão e o filho mais novo a encontrou no outono. Ao regressar à casa cada um descreveu o que viu. O primeiro disse que viu uma árvore seca e com os galhos retorcidos. Era feia para os seus padrões. O segundo disse que viu uma árvore cheia de folhas novas e flores que se abriam. Era linda, segundo o seu entendimento. O terceiro comentou que viu uma árvore carregada de folhas viçosas, exuberantes e com muitos frutos em formação. Era bela pelo que havia observado. O filho mais jovem não concordava com os demais, porque disse que viu uma árvore carregada de frutos maduros. Era simplesmente, maravilhosa. Assim, o pai pode explicar que cada um deles, em parte, tinha razão, porque eles haviam observado a mesma árvore em diferentes temporadas. Por fim, o pai que seguia o caminho com o seu filho pequeno, perguntou:

– O que você viu quando observou aquele homem sentado à beira da estrada?

O filho ficou intrigado. Não tinha uma resposta, assim como nós não temos uma resposta. Às vezes, somos muito rápidos ao julgar o outro. Creio que a essência, os valores e os princípios nos acompanham no inverno, na primavera, no verão e no outono de nossas vidas. Entretanto em cada temporada são diferentes as experiências pelas quais passamos até que encerramos a jornada. O caminho percorrido por qualquer pessoa, com as suas alegrias e as suas dores, não se pode ver numa única temporada de sua vida, muito menos numa cena.

Quem era o homem à beira da estrada? Pai e filho no seu carro não tinham a mínima ideia. Portanto, antes de julgar é essencial lembrar que não sabemos as histórias vividas por detrás das folhas, dos galhos ou dos olhos que se veem. Ao trazer a analogia da árvore para o filho, o pai quis deixar a mensagem para que as inúmeras tentativas que a vida exigir ou para o sofrimento e as derrotas que a vida lhe impuser, sejam motivos que o mantenham forte e humano como um duro inverno; que os momentos de felicidade o tornem agradável como uma linda primavera; que os sucessos que na vida alcançar o levem para o caminho do crescimento como num exuberante verão; que a maravilhosa oportunidade que é a vida possa dar frutos com a humildade de que podemos encerrar a jornada e voltar para Casa. O caminho é você que escolhe. O julgamento somente será no final!

Moacir Rauber

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Inspirado: Pe. Jorge Nardi

ECOS DA PALAVRA!

A Inteligência Positiva e a Espiritualidade na Comunicação AFETIVA para ser EFETIVO.

“Bem-aventurados aqueles que usam com sabedoria as ferramentas de desempenho vindas do conhecimento.”

ECOS DA PALAVRA!

EU AFETO O MUNDO. O MUNDO ME AFETA.

COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

Espiritualidade é a Sabedoria para usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO!

ECOS DA PALAVRA!

TENDO COMO BASE:

Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática

Ferramentas: para operacionalizar a ciência

– Inteligência Positiva para o autoconhecimento.

– Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos.

Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

Os participantes vão aprender a usar Ferramentas construídas a partir do Conhecimento com a sabedoria presente na Espiritualidade:

  • encontrar o sentido daquilo que se faz alinhando espiritualidade, conhecimento e sabedoria por meio de ferramentas de desempenho: Inteligência Positiva e Comunicação Não-Violenta.
  • comunicar-se com efetividade diminuindo a tensão nas relações, aumentando a produtividade e o desempenho nos ambientes pessoal e profissional;
  • exibir competências relacionais, como a confiança, a autenticidade e o domínio próprio;
  • mostrar competências de desempenho, como a produtividade, a competitividade, o resultado, a aprendizagem, a excelência, o espírito de equipe e a resiliência;
  • manifestar competências de conduta, como a ética, o propósito, a liberdade, a flexibilidade, a autonomia e o respeito;
  • pausar para distinguir o sábio do sabotador com os passos da CNV ao (1) observar sem julgar; (2) reconhecer as emoções e os sentimentos; (3) identificar as necessidades e os pontos de convergências; (4) fazer pedidos de forma objetiva e direta. 

Para onde o mundo vai? Com ou sem você ele vai…

– Disrupção e exponencialidade

– Revoluções biológicas e tecnológicas

– Forças Motrizes no mundo

– Tendências e megatendências comportamentais e de negócios

– Singularidade: o nome da nova era!

– Onde a Inteligência Positiva, a Espiritualidade e Comunicação Não-Violenta se conectam?

Sábio ou sabotador: qual é a tua escolha?

– Inteligência Positiva e Comunicação Afetiva como estratégias de desemepnho e resultados

– Espiritualidade e transcendência para entender o sentido da vida

– As Bem-Aventuranças: inspiração que conecta conhecimento, sabedoria e ferramentas de desempenho

Conhecimento, ferramentas ou sabedoria?

– Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática

– Ferramentas: para operacionalizar a ciência

                Inteligência Positiva para o autoconhecimento

                Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos.

            -Ação e intenção para produzir resultados: bem-aventurados os alinhados.

– Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

O resgate da Espiritualidade a partir da Inteligência Positiva e do uso da Comunicação Não-Violenta tem a pretensão de levar os participantes a alcançar a satisfação pessoal e os resultados esperados por meio do alinhamento da espiritualidade com as competências socioemocionais e técnicas. Para isso é essencial:

PAUSAR para OBSERVAR. O que vejo?

PAUSAR para SENTIR. O que sinto?

PAUSAR para identificar as NECESSIDADES. O que necessito?

PAUSAR para PEDIR. Como e o que peço?

Uma PAUSA para escutar o MESTRE dos MESTRES!

Eu AFETO o mundo. O mundo me AFETA. Com AFETO o mundo é melhor.

A oficina se fundamenta na relação entre o conhecimento (inteligência emocional, psicologia positiva e storytelling reunidas na Inteligência Positiva) e a sabedoria presentes na espiritualidade que possam ser usadas por meio de ferramentas de desempenho. Assim, a Inteligência Positiva e a Comunicação Não-Violenta convergem ativamente para estimular a gestão das competências socioemocionais e técnicas no caminho transcendental humano. Ação e Intenção produzindo resultados!

A oficina foi pensada para pessoas que:

– desejam alinhar a espiritualidade e as competências socioemocionais e técnicas;

– pretendem alinhar as ações e as intenções com os resultados;

– querem alcançar altos patamares de desempenho na carreira;

– dão os primeiros passos para se desenvolver e se destacar profissionalmente;

– buscam qualificação para voltarem ao mercado de trabalho (lifelong learning);

– aspiram potencializar seus projetos e ter mais confiança em si mesmos;

– ambicionam melhorar a sua comunicação para se relacionar melhor com sua equipe;

 Espiritualidade é a Sabedoria para usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO!

ECOS DA PALAVRA!

E-mail: mjrauber@gmail.com

Whatsapp: 48 998578451

Sympla: https://www.sympla.com.br/ecos-da-palavra-inteligencia-positiva-e-espiritualidade-na-comunicacao-afetiva-para-ser-efetivo__1619935

Miriam Moreno crê que é importante incorporar informações ao nosso mundo, porém é visível a necessidade de identificar o que acontece dentro de nós, com nossas emoções, sentimentos e pensamentos para facilita um processo de ajuda. Assim, sente-se motivada e comprometida em difundir a Comunicação Não-Violenta (CNV) por meio de oficinas, grupos de estudo de aprofundamento e de prática para as pessoas que queiram se conectar com as suas qualidades humanas mais profundas, naturalizando-as. Miriam entende que a CNV propõe um nova maneira de escutar, de receber e de dar desde um foco que facilita o encontro com o outro a partir do coração, criando um espaço seguro e livre para reconhecer o que se sente.

Miriam também é Counselor em Logoterapia, Professora de Física e membro ativo na promoção da Comunicação Não-Violenta com formação no IIT Intensive International Training em Comunicação Não-Violenta no Chile e organizadora do IIT Intensive International Training de Buenos Aires. Tem larga formação complementar, como Taller Intensivo Residencial CNV Argentina, “Vacío Existencial y los Vínculos Actuales” – UCA , Taller Jornada de formación de profesionales de la salud: “La Importancia de la Espiritualidad y el Conocimiento en la Atención al Paciente”, além de Diversas jornadas de ECP e focusing.

Miriam é uma aprendiz por natureza.

Moacir Rauber acredita que tem “muitas razões para viver bem!” e que a “Disciplina é a Liberdade” de fazer as escolhas conscientes para “fazer tudo que possa compartilhar com os pais e que tenha orgulho de contar para os filhos”.

Também tem doutorado em Ciências Empresariais e Mestrado em Gestão de Recursos Humanos na Europa e Mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC. Tem MBA em Marketing, Pós-Graduação em Teoria do Pensamento Complexo e Certificado Nonviolent Communication International Intensive Training. Tem formação internacional em Coaching Executivo Organizacional reconhecido pela International Coaching Communitty – ICC e pela European Mentoring and Coaching Council – EMCC. Atualmente trabalha como Palestrante e Escritor.

Foi remador da Seleção Brasileira e ainda hoje segue praticando o remo como lazer. Também faz trabalhos voluntários em instituições que desenvolvem projetos de inclusão social.

Autor dos Livros:

  • Olhe mais uma vez! Em cada situação novas oportunidades (2010).
  • Perguntar não ofende… Coaching para o profissional de Secretariado (2013).
  • Superação, a marca do Ser Humano! (2013).
  • Ladrão de si mesmo (2016).
  • No reino de logo ali ao lado (2019).

Mantém o Blog FACETAS! Somos únicos. Somos Múltiplos., é colunista de diferentes jornais e revistas na área de Gestão de Recursos Humanos e de Educação.

Aceitar ou converter?

Aceitar ou converter?

Um amigo meu iria levar a filha para o trabalho. Não o fazia muitas vezes, porque eram apenas dez minutos de caminhada. Porém, naquele dia começava a chover a fazia frio. Desceu do apartamento para a garagem e encontrou o seu carro bloqueado pelo carro do vizinho. Subiu e tocou a porta do vizinho. Ninguém atendia. Nada. Nenhuma resposta. A filha teve que caminhar até o trabalho para não chegar atrasada. O meu amigo ficou furioso com a situação. Um tempo depois o vizinho aparece pedindo desculpas pelo inconveniente. O que fazer? Olhou para a esposa e decidiu não se incomodar com algo que já não poderia modificar. Criticar não ajudaria em nada. De todas as formas, o casal aproveitou para sair de casa e ir ao supermercado.

Todas as situações apenas são o que são. A interpretação daquilo que elas significam depende de cada um. Com o bloqueio do veículo e não poder levar a filha ao trabalho gerou a emoção de raiva num primeiro instante. Entretanto, o pai e a mãe optaram por aceitar aquilo que já não poderia ser mudado. Aceitar pode ser entendido como receber algo, como concordar com uma situação ou como resignar-se com aquilo que não pode ser mudado. Ao sair para ir ao supermercado, contornaram o edifício e quando passavam em frente da portaria viram a entregadora de uma empresa de encomendas tocando a campainha. Pararam e perguntaram:

– Para quem é a entrega?

A moça deu o nome da filha que havia feito uma compra pela internet. A compra estava programada para ser entregue dali a dois dias, porém a empresa se adiantou. Dessa forma, os pais puderam receber o pedido que a filha havia feito e que aguardava com ansiedade. Nesse momento, a situação se converteu num presente, porque caso não houvesse ocorrido o bloqueio do carro pelo vizinho a entregadora não encontraria ninguém em casa, o que geraria transtorno e frustração para a filha. Aceitar para converter as dificuldades e os desafios em oportunidades pode nos trazer paz de espírito e tranquilidade. Não se trata de negar nem de rejeitar o ocorrido e, muito menos, se ressentir. Trata-se de entender que o fato uma vez ocorrido não há como voltar atrás. É clichê. É óbvio. Por que então gastamos tanto tempo e energia com aquilo que não pode ser mudado? Por isso, aceitar é um convite para receber determinadas situações com a consciência de que posso concordar ou não e que posso resignar-me com aquilo que não pode ser mudado para converter a situação numa oportunidade. Esse pode ser um movimento consciente de aceitar algo aparentemente ruim para entendê-lo como uma oportunidade, ainda que as emoções como a raiva, o medo, a tristeza, a surpresa e o nojo surjam no momento em que ocorre a situação. O movimento é a ação de não ficar capturado pelas emoções e bloqueado no fato, mas usá-lo como aprendizagem e oportunidade. Gastar tempo e energia martirizando-se com a culpa, alimentando a raiva, remoendo arrependimentos ou afligindo-se com as preocupações é improdutivo e irracional. Desse modo, aceitar e converter é uma maneira de olhar mais uma vez para ver novas oportunidades.

Aceitar ou converter? No caso do meu amigo bastou ele aceitar que a vida já tratou de converter uma situação aparentemente chata em uma oportunidade, num presente. O simples fato de não se deixar levar pelas emoções preservou a sua relação com o vizinho e ainda lhe proporcionou receber uma entrega que criaria outros incômodos. Imagine fazer o movimento consciente de aceitar e converter, muito mais do que aceitar ou converter, é REAPRENDER ao mudar o seu olhar sobre aquilo que já sabíamos. Fazer o movimento consciente de aceitar e converter igualmente permite REDESCOBRIR sem preconceitos fazendo da vida uma eterna aventura de descobertas. Finalmente, o movimento de aceitar e converter é a capacidade de RESSIGNIFICAR para transformar e ser transformado como um ato de amor a si mesmo e aos outros.

O que você pode aceitar para converter em oportunidades? Olhe mais uma vez…

O FISEC está na porta!

Moacir Rauber

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ECOS DA PALAVRA – Ação e Intenção produzindo resultados!

A Inteligência Positiva e a Espiritualidade na Comunicação AFETIVA para ser EFETIVO

Ação e Intenção produzindo resultados! 

“Bem-aventurados aqueles que usam com sabedoria as ferramentas de desempenho vindas do conhecimento.” 

EU AFETO O MUNDO. O MUNDO ME AFETA. 

COM AFETO O MUNDO É MELHOR! 

Conhecimento, ferramentas ou sabedoria? 

Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática 

Ferramentas: para operacionalizar a ciência 

Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento.

 Um curso de 12h para explorar:

  1. Inteligência Positiva para o autoconhecimento 
  1. Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos. 
  1. Ação e intenção para produzir resultados: bem-aventurados os alinhados.

O resgate da Espiritualidade a partir da Inteligência Positiva e do uso da Comunicação Não-Violenta tem a pretensão de levar os participantes a alcançar a satisfação pessoal e os resultados esperados por meio do alinhamento da espiritualidade com as competências socioemocionais e técnicas. Para isso é essencial: 

PAUSAR para OBSERVAR. O que vejo? 

PAUSAR para SENTIR. O que sinto? 

PAUSAR para identificar as NECESSIDADES. O que necessito? 

PAUSAR para PEDIR. Como e o que peço? 

Uma PAUSA para escutar o MESTRE dos MESTRES! 

Eu AFETO o mundo. O mundo me AFETA. Com AFETO o mundo é melhor. 

A quem você saúda?

FISEC: REAPRENDER, REDESCOBRIR E RESSIGNIFICAR PARA INOVAR

FISEC: REAPRENDER, REDESCOBRIR E RESSIGNIFICAR PARA INOVAR

A quem você saúda?

Muitas vezes, cuidamos do carro e não cuidamos do corpo, da mente e do espírito (https://facetas.com.br/2022/05/27/voce-cuida-do-seu-carro/). A reflexão do nosso grupo de trabalho resgatou a analogia do carro, falando sobre a espiritualidade. O meu amigo (Rosan) indagou:

– A quem você saúda quando levanta a mão ao cruzar com outro carro?

A resposta é óbvia, principalmente em cidades pequenas onde quase todos se conhecem entre si. A saudação vai para a pessoa do outro lado e não para o veículo, pouco importando se é uma BMW ou um Fusca. Na analogia usada, o modelo do carro é a aparência e o condutor a essência. Este não faz parte do carro. Na comparação com um ser humano o corpo é a aparência, mas onde está a essência? A essência é a alma, o espírito ou o coração, porque é tudo aquilo que uma máquina não é. Portanto, estar num evento que se propõe ser inovador a partir de elementos como reaprender, redescobrir e ressignificar faz todo o sentido. Para reaprender, muitas vezes, é necessário desaprender para dar espaço ao aprender. Para redescobrir é preciso revisitar caminhos já percorridos e identificar aquilo que é essencial descobrir de novo. Por fim, ressignificar é se reencontrar com a essência de cada um que está além da aparência de um cargo, de um papel social ou de um carro. A essência pode ser vista nos olhos da criança que cada um foi e na importância daquilo que se faz hoje para a pessoa que cada um imagina que vá terminar a sua jornada. Portanto, use uma foto de quando você tinha cinco anos, olhe nos olhos e encontre a sua essência. Veja a beleza, a pureza e os sonhos dessa criança. Aí está o verdadeiro condutor do seu carro. Depois avance para aquele que você imagina que irá terminar a jornada. Quantos anos, oitenta ou noventa? Não se sabe, mas se pergunte: qual a importância daquilo que você faz hoje no final da sua jornada? Os sentimentos, como as dores e as alegrias? O trabalho e a função profissional? As relações pessoais e as contribuições sociais? O que disso tudo que você exibe hoje realmente importa ao final da vida? Essa reflexão pode ajudar o condutor a reaprender, a redescobrir e a ressignificar hábitos, costumes e rituais internalizados que o levam a somente cuidar ou a descuidar da aparência. É preciso fazer a manutenção do carro? Sim, é fundamental manter o veículo em dia e bem cuidado na sua parte externa, porém é indispensável cuidar da essência, o condutor. Fala-se do corpo, a parte visível, e principalmente do espírito e da mente, a parte invisível. A busca pelo sentido da vida nos leva a reaprender, a redescobrir e a ressignificar a essência ao nos entendermos como seres humanos e divinos. Enfim, o carro vai para onde o condutor determinar. Para onde você quer ir?

Vá para o FISEC! É importante seguir na vida aprendendo e reaprender é uma estratégia de inovação. É relevante seguir na vida descobrindo e redescobrir é um processo de inovação. É fundamental seguir em busca do sentido da vida e ressignificar é essencial para a inovação. Ressignificar para resgatar a essência da criança na convergência com a sabedoria do ancião que determine a tua ação a partir da intenção mais profunda. Um processo que tem o poder de transformar o velho em novo na redescoberta é inovador. Uma estratégia que permite reaprender para tirar algo bom daquilo que aparentemente não é, é inovadora. Com isso, sempre que nos cruzarmos com outra pessoa teremos o discernimento para saudar o condutor, pouco importando se ele está numa BMW ou num Fusca. Seja no ambiente pessoal ou profissional, por trás daquele veículo está um menino que pretende chegar à ancianidade e que carrega perguntas como: quem sou eu? Onde estou? De onde vim? Para onde vou? É o condutor que vai ditar o rumo com o espírito e a mente. Para onde você quer ir?

Moacir Rauber

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VOCÊ CUIDA DO SEU CARRO?

Você cuida do seu carro?

Temos um grupo de trabalho de desenvolvimento pessoal que explora a saúde do corpo e do espírito, além de enfatizar a performance e a conexão entre as partes. Os caminhos podem ser diferentes, mas a busca final é a mesma. São reflexões distintas que conduzem aos mesmos dilemas: quem sou eu? Onde estou? De onde vim? Para onde vou e como vou, se é que vou? Qual é o sentido da vida? São perguntas que nos lembram da condição humana de todos e da condição divina que muitos creem. Enfim, propor-se a desenvolver uma fala para quem fala sobre o tema é desafiador. Na primeira intervenção feita pela pessoa que trabalha com saúde do corpo, foi usada uma analogia sobre como cuidamos de um carro, objeto inanimado, na comparação em como descuidamos do corpo, organismo vivo. A analogia foi apreciada por todos, exceto por mim. Tinha uma rejeição a ela. Expressei que não me sentiria bem de usá-la para o programa que atende a Roda da Vida nas suas diferentes áreas. Depois, veio-me a frustração. Por que? Porque havia perdido a oportunidade de exercitar aquilo que digo que ensino quando nos confrontamos com ideias diferentes. O que eu poderia ter feito?

As teorias para tratar das divergências de ideias são muitas. A prática é outra coisa. A psicologia positiva, a inteligência emocional, a inteligência positiva, a comunicação não-violenta e outras abordagens tem ferramentas para aproveitar situações similares. Faz tempo que estudo e trabalho com o tema. Por que então não pude ver a oportunidade? A explicação que daria a partir da Inteligência Positiva é que no momento da minha reação o meu sábio estava sequestrado por um dos meus sabotadores, o controlador. A partir da Comunicação Não-Violenta poderia dizer que a minha manifestação foi a expressão trágica de uma necessidade não atendida. Qual seria a necessidade? Talvez a de coerência, porque mantive o foco no conceito internalizado por mim de que as máquinas são tentativas imperfeitas de reproduzir um organismo quase perfeito, o ser humano. Tranquei-me em meu casulo de segurança das crenças que embotou a minha inteligência e consumiu a sensibilidade nas minhas certezas. Com isso, ao não compreender a ambiguidade daquilo que presenciava perdi a oportunidade de aprender e contribuir. Bastava ter pensado na analogia com a mente aberta e fazer o exercício do “sim… e…”. O exercício consiste em não julgar nenhuma ideia ou proposição, ainda que te pareça infundada, e encontrar nela algum gatilho para sugerir melhorarias. Tivesse eu dito “Sim, o que eu gosto na sua ideia é …” e em seguida “E acrescento …”. Tivesse praticado o não julgamento eu teria percebido que a comparação não era de um ser humano para com um carro inanimado. A analogia ressaltava os cuidados que temos para com um carro, objeto inanimado, e que não temos com o nosso corpo, o organismo vivo, que abriga a nossa mente e o espírito. O carro limpamos regularmente, a nossa mente nem tanto. O carro abastecemos com gasolina boa, o nosso corpo alimentamos com qualquer coisa. Assim seguimos com os descuidos com o nosso corpo ao dormir pouco e nos exercitarmos menos ainda. Talvez seja essa falta de cuidado que faça com que haja tantas pessoas desconectadas daquilo que é essencial. Para evoluir é fundamental conectar-se com o essencial. Segundo a raposa do Pequeno Príncipe, o essencial é invisível aos olhos, assim como o são a mente e o espírito.

Você cuida do seu carro? Creio que a evolução passa pela responsabilidade de não descuidar das máquinas que nos servem, mas priorizando a mente e o espírito. O corpo e as máquinas são o resultado visível daquilo que é invisível, a mente e o espírito. A reconexão com o essencial pede que se veja com o coração para seguir a jornada rumo a um mundo melhor. Trata-se de um movimento circular e complementar entre as diferentes áreas da Roda da Vida. Afinal, ela, a Vida, é integral!

Moacir Rauber

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RENUNCIAR PARA SER FELIZ. ¿CÓMO?

Así, pues, cualquiera de vosotros que no renuncia a todo lo que posee, no puede ser mi discípulo (Lucas, 14, 33).

¡Renuncia para ser feliz!

Era el viernes por la tarde. Como hago regularmente, terminé exhausto mi entrenamiento de remo. La sensación de cansancio y satisfacción en un movimiento circular y complementario se hicieron presentes en mí. La actividad física mejora el cuerpo, relaja la mente y eleva el espíritu. Al terminar el ejercicio, como siempre, abrí la heladera y saqué una cerveza para beber con la conciencia de que ésta sería diferente. ¿Por qué diferente si era algo que hacía regularmente? Porque sería la última que tomaría en las próximas tres semanas. Así, con plena conciencia, saboreaba cada sorbo y cada sensación que me producía el hecho de tomar la cerveza. El sabor estaba diferente. Todo estaba más resaltado. ¿Qué más hacemos sin conciencia de lo que hacemos?

Para recuperar la conciencia de lo que hacemos, cómo lo hacemos y por qué lo hacemos, existe un ejercicio llamado “¡Renuncia y sé feliz!”, propuesto por la Universidad de Berkeley. Parece nuevo, pero no lo es. Jesús renunciaba y ayunaba y les pedía a los apóstoles que lo hicieran. Los santos renunciaron a muchas cosas para tener la conciencia de la presencia de Dios. Los monjes siguen ayunando y renunciando para mantenerse en el camino de la espiritualidad. Así, el ayuno y la renuncia consciente pueden ser una herramienta para desfrutar de la vida y de las elecciones. ¿En qué consiste? Aquí se propone una actividad sencilla. Consiste en renunciar a algo durante un tiempo determinado para que se pueda evaluar si lo que se está haciendo tiene sentido. Si tiene sentido, el incentivo es disfrutarlo con la conciencia del privilegio de poder hacerlo. Además, es posible identificar si lo que se hace responde a un deseo o a una necesidad. El deseo se entiende como una aspiración o un capricho que tiende a hacer la vida más placentera y divertida, al menos momentáneamente. Un celular de última generación es un deseo, la conexión que produce es una necesidad. Una hermosa casa es un deseo, mientras que el abrigo es una necesidad. Así, muchas veces confundimos el deseo con la necesidad, haciendo de la vida un carrusel frenético en busca de satisfacer los deseos sin haber identificado la verdadera necesidad. Se interpreta necesidad como aquella que produce bienestar fisiológico, mental, emocional y espiritual, como el alimento, el descanso, el amor y la paz, entre otras. Por ello, la actividad “Renunciar para ser feliz” propone que elijamos algo que solemos hacer y a lo que tengamos acceso ilimitado, como una comida, una bebida o un programa de televisión y renunciemos voluntariamente durante un tiempo determinado. De esta forma, cada uno puede valorar si lo que hace, casi siempre en modo automático, es un deseo o una necesidad. Además, permite a todos evaluar si están disfrutando con conciencia de lo que tienen acceso ilimitado. Asimismo, es posible identificar qué se aprecia en estas actividades y cómo te hacen sentir. Si hablamos de bebida, ¿la cerveza es un deseo o una necesidad? Se entiende que la necesidad es de agua y la cerveza es un deseo. Cuando se habla de comida, ¿la pizza que muchos comen cada semana es un deseo o una necesidad? La pizza se considera un deseo y la comida una necesidad. Cuando se habla de un programa de televisión que se ve regularmente, ¿es un deseo o una necesidad? Nuevamente, se puede inferir que ver televisión es un deseo, ya que la necesidad es de diversión. Cada una de las necesidades anteriores se puede satisfacer de otras maneras, no necesariamente con las que elegimos y hacemos de forma regular. ¿Disfrutas conscientemente de lo que haces?

Finalmente, renunciar a algo para ser feliz es una invitación a tomar conciencia de cómo vivimos y del sentido de lo que hacemos. ¿Qué haces, tiene sentido? De lo contrario, ¿por qué haces lo que haces? Cuando se habla de hábitos de alimentación, bebida y entretenimiento, se sabe que estas necesidades pueden ser satisfechas con diferentes estrategias. Es fundamental ser consciente de lo que haces como si fuera la última vez, porque algún día lo será. Hoy cumplo el período de renuncia estipulado por mí y pretendo disfrutar de todas las sensaciones de tomar una cerveza con la conciencia de que satisfacer una necesidad alineada con un deseo hace la vida más hermosa. ¿La espiritualidad? Todavía hay un largo camino por delante.

Moacir Rauber

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RENUNCIAR PARA SER FELIZ. COMO?

Renunciar para ser feliz!

Era sexta-feira final de tarde. Como regularmente faço, terminei meu treino no remo ergômetro transpirado. A sensação de cansaço e de satisfação num movimento circular e complementar estavam presentes em mim. A atividade física melhora o corpo, relaxa a mente e eleva o espírito. Ao final do exercício, como quase sempre, abri a geladeira e peguei uma cerveja para tomar com a consciência de que aquela seria diferente. Por que diferente se era algo que fazia regularmente? Porque ela seria a última que eu tomaria nas próximas três semanas. Dessa forma, com a consciência plena degustei cada gole e cada sensação produzida pelo prazer que ela me proporcionava sabendo que não o faria tão rapidamente. O gosto é outro. Estava tudo mais ressaltado. O que mais fazemos sem a consciência daquilo que fazemos?

Para retomar a consciência daquilo que fazemos, como fazemos e porque fazemos há uma ação chamada “Renuncie e seja Feliz!”, sugerida pela Universidade de Berkeley. Em que consiste? Consiste em renunciar a algo por um tempo determinado para que cada um possa avaliar se aquilo que faz tem sentido. Se faz sentido, o incentivo é que se desfrute com a consciência do privilégio. Além disso, pode-se identificar se aquilo que se faz atende a um desejo ou a uma necessidade. Entenda-se desejo como uma vontade, uma aspiração e até um capricho que tende a tornar a vida mais prazerosa e divertida, pelo menos momentaneamente. Um celular de última geração é um desejo, a conexão que ele produz é a necessidade. Uma casa linda é um desejo, enquanto o abrigo é a necessidade. Assim, muitas vezes, confundimos desejo com necessidade fazendo da vida um carrossel alucinado em busca de satisfazer desejos sem ter identificado a real necessidade. Interprete-se necessidade como aquilo que nos produz o bem-estar fisiológico, mental, emocional e espiritual, como por exemplo alimento, descanso, amor e paz, entre outras. Portanto, a atividade “Renuncia e Seja Feliz” propõe que se escolha algo que se faz habitualmente ao qual tenhamos acesso ilimitado, como uma comida, uma bebida ou um programa de televisão e renuncie voluntariamente por um determinado período de tempo. Desse modo, cada um pode avaliar se o que faz, quase sempre no modo automático, é um desejo ou uma necessidade. Além disso, permite que cada um avalie se está gozando daquilo a que tem acesso em abundância. Igualmente, é possível identificar o que se aprecia nessas atividades e como elas o fazem se sentir. Se falamos de bebida, a cerveja é um desejo ou uma necessidade? Entende-se que a necessidade é de água e a cerveja é um desejo. Ao falar de comida, a pizza que muitos comem toda a semana é um desejo ou uma necessidade? Considera-se a pizza um desejo e o alimento a necessidade. Ao falar de um programa de televisão que se assiste regularmente é um desejo ou uma necessidade? Outra vez, pode-se depreender que ver TV é um desejo, uma vez que a necessidade é a diversão. Cada uma das necessidades citadas acima pode ser satisfeita de outras formas, não necessariamente com aquelas que escolhemos e fazemos com regularidade. Você desfruta conscientemente daquilo que faz?

Enfim, renunciar a algo para ser feliz é um convite a tomada de consciência de como vivemos e o sentido daquilo que fazemos. O que você faz, faz sentido? Senão, por que você faz aquilo que faz? Ao falar de hábitos alimentares, bebidas e de diversão, sabe-se que essas necessidades podem ser atendidas com estratégias diferentes. Ressalta-se o essencial de se ter consciência daquilo que se faz como se fosse a última vez, porque um dia será. Hoje concluo o período de renuncia por mim estipulado e pretendo desfrutar todas as sensações de tomar uma cerveja com a consciência de que atender uma necessidade alinhada com um desejo deixa a vida mais linda!

Moacir Rauber

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