Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".
Precisamos ser muito claros sobre o que estamos fazendo, a razão do que fazemos e nos certificarmos de que aquilo que fazemos ainda seja relevante para aqueles a quem servimos.
Muitas vezes,
fazemos as coisas simplesmente porque sempre as fizemos. Agora, mais do que
nunca, precisamos avaliar constantemente nossos processos, sistemas, produtos e
políticas para garantir que eles ainda alcancem os resultados pretendidos.
As necessidades
de nossos clientes mudam. Nossas habilidades para atender nossos clientes se
transformam. E as prioridades daqueles a quem servimos podem mudar.
O número 43 das “101 coisas que aprendi em minhas 50 viagens ao redor do sol” é: “Ganhar dinheiro é difícil. Encontrar maneiras de servir o outro não é difícil. Se você colocar sua ênfase em servir em vez de ganhar, o dinheiro virá. “
Reserve um tempo para determinar o que seus clientes e consumidores realmente desejam. Pergunte a eles. Descubra quais problemas que eles estão enfrentando. Sugira soluções para esses problemas. Inove as maneiras de tornar suas vidas mais fáceis, mais recompensadoras, menos frustrantes, menos onerosas e mais confortáveis.
Quando você serve, e quando você serve bem, você será recompensado por seus esforços. Lembre-se, todos nós temos clientes. Eles podem não parecer clientes ou típicos clientes. Eles podem ser um colega de trabalho, um vendedor ou fornecedor. Todos nós servimos a alguém. Vamos fazer o nosso melhor para atendê-los bem.
Manter-se na mente do aprendiz é fundamental para garantir a sua autonomia e aumentar a capacidade de inovação pela expansão das escolhas.
Você
quer autonomia? Qual é a sua escolha?
Meu sobrinho estava com dezesseis anos e gostava muito da
atividade do pai, agricultor. Levantar pela manhã e pegar um trator para
preparar a terra ou uma colheitadeira era fascinante. Dava àquele jovem a sensação
de autonomia e de liberdade. Entretanto, algo o incomodava, porque sempre ao
final da tarde tinha que ir à escola. “Não vejo a hora de terminar”, falava
sobre concluir o Ensino Médio para não precisar estudar mais. Deixei-o falar
mais um pouco e perguntei:
– Por que você não quer estudar mais?
– Para ser agricultor não preciso de faculdade.
Ele tinha razão. Para ser agricultor, e as demais atividades relacionadas, não se precisa curso superior, como veterinária, agronomia ou outro qualquer. Concordei com ele que qualquer pessoa que tenha disposição física para o trabalho pesado da vida no campo pode exercer a atividade, porque tudo pode ser aprendido por repetição. Entretanto, a diferença é que o agrônomo ou o veterinário podem ser um agricultor, enquanto um agricultor sem formação não pode ser um veterinário ou um agrônomo. Nesse ponto o não estudo tira a autonomia, reduz a liberdade e, consequentemente, diminui as possibilidades de inovação. Isso tudo limita as escolhas. Como assim?
Comentei com o sobrinho que o pai dele era um dos melhores
agricultores que eu conhecia e que, certamente, tinha muito mais conhecimento
prático do que muitos agrônomos ou veterinários iniciantes. Entretanto, o fato
de não ter feito uma faculdade de agronomia, por exemplo, tirava a sua autonomia.
Ainda que ele tenha a capacidade para elaborar um projeto detalhado para o
plantio de uma cultura agrícola, ele precisaria da assinatura de um engenheiro
agrônomo para conseguir um financiamento de custeio. A escolha das sementes, da
adubação e de tudo que está relacionado ao plantio pode ser feito pelo
agricultor, mas o projeto requer uma responsabilidade técnica que não pode ser
dele. A não formação, se não tira, diminui a autonomia, a independência e a
liberdade ao restringir a autogovernação com a perda da autossuficiência. Igualmente, um agricultor sem uma formação
superior tem diminuída a sua capacidade de inovação. Ainda que o agricultor conheça
o seu negócio, ao estudar ele amplia o entendimento do seu lugar nesse mundo
interdependente. O sítio pode continuar sendo um sítio, mas também pode ser um
hotel fazenda, uma agroindústria ou um centro de formação por meio de atividades
rurais que desestressam os cidadãos urbanos. Conectar-se com outros mundos permite
que aquele que estuda se abra para a inovação ao se apropriar de hábitos e
tradições, renovando-os para que sejam apreciados por outras pessoas. A
inovação é um movimento interno que o conhecimento potencializa. Por fim, um
agricultor, ou qualquer outro profissional, sem a devida formação fica refém da
falta de reconhecimento da própria comunidade. Por isso, manter-se na mente do
aprendiz é fundamental para se manter atualizado no mundo, garantindo a sua
autonomia, aumentando as possibilidades de inovação pela expansão das escolhas.
Desse modo, um agrônomo sempre poderá ser um agricultor, mas
um agricultor não pode ser um agrônomo. E isso se aplica as demais áreas de
conhecimento. Um médico pode ser um voluntário social, mas um voluntário social
sem formação não pode ser um médico. Um arquiteto pode ser um jardineiro, mas
um jardineiro sem a formação acadêmica não pode ser um arquiteto. Um engenheiro
pode ser um mestre de obras, mas um mestre de obras sem formação não pode ser
um engenheiro.
O FISEC é o maior Fórum de Inovação em Secretariado Executivo da América Latina!
Este ano a tríade será:
Humanizar – Transformar – Inovar.
Para entrarmos no clima do evento, que este ano será em modelo híbrido: presencial + virtual, o Pepitas Secretaries Club promoverá encontros via Zoom com conteúdos e experiências integrativas.
Martin Descalzo trabalhava no Vaticano como jornalista e um
dia recebeu um telefonema de um amigo que lhe pedia um favor:
– Posso indicar você para mostrar a Basílica de São Pedro
para um amigo meu?
– Claro que sim!
– Mas não é um amigo qualquer. Ele que “ver” a basílica,
mas ele é cego.
Martin fica boquiaberto. Como um cego poderia “ver” a
Basílica de São Pedro com suas obras, colunas, abóbadas e vitrais? Seria
para ele, que era padre, o maior desafio de sua vida fazer alguém ver a
basílica pelos seus olhos, o que terminou sendo o dia mais marcante da sua vida.
Bastava Martin se lembrar de uma das frases do seu ilustre visitante cego: Os
homens são bons, embora, às vezes, seja preciso ser cego para ver a bondade. Uma
das principais crenças do visitante Lorenzo Tapia era a de que os homens eram
bons, ainda que estava ciente de que o lado não bom estava presente em cada um.
Ele dizia que para ser mau é preciso estar louco, o que não quer dizer que
todos os loucos sejam maus.
O padre Martin estava nervoso pela insegurança de não saber
como fazer para que Lorenzo pudesse “ver” a Basílica de São Pedro. Começaram o
passeio pelos espaços que ele acreditava que conhecia muito bem. Ao passar pelos
lugares que caminhava todos os dias descrevendo os detalhes para o seu amigo, percebeu
que, muitas vezes, não enxergava aquilo que olhava e via. Marque-se a diferença
entre olhar, ver e enxergar. Alguém pode olhar sem ver nem enxergar. Alguém
pode olhar e ver, mas não enxergar. E naquele momento o Pe. Martin entendeu que
finalmente estava exercitando a plenitude dos sentidos, porque olhava, via e enxergava
o ambiente que acreditava ser tão conhecido para ele. Em todas as visitas que
fizera acompanhado de pessoas que olhavam e viam ele não havia realmente
enxergado. Agora que acompanhava um cego que olhava, mas não via, era ele quem
enxergava. Da mesma forma, ao descrever a basílica para um cego, Martin compreendia
que Lorenzo olhava e não via, mas que enxergava de fato, porque sentia.
A visita transcorreu maravilhosamente bem. O seu novo amigo Lorenzo
lhe deu uma aula sobre bom humor, humanidade, amor, perseverança, coragem,
compaixão e visão. Nas conversas que tiveram Lorenzo revelou que ficou cego aos
11 anos de idade. Foi um choque. Veio a tristeza. Por fim, ele escolheu a vida.
Lorenzo decidiu não se encurvar nem se ocultar das dificuldades que encontraria
na vida. Viver era um privilégio e ele iria aproveitar a oportunidade por si e
pelos que o amavam. Daí nasceu o bom humor de onde vem a crença e a fé nas as
pessoas. Dizia Lorenzo, “Posso me perder nas minhas viagens, mas sempre tem
alguém que me orienta”. Isso o levou a amar sem medida as pessoas e a vida.
Nesse amor está presente a perseverança, porque coisas não tão boas também acontecem.
“Eu tropeço e caio. Pessoas que veem também tropeçam”. É a hora de se
ter forças para se levantar e seguir. É a perseverança que lhe dá a coragem de
não desistir. Desse modo, com bom humor, amor, perseverança e coragem vem a
compaixão por si e pelos demais que revelam a própria humanidade. O visitante
cego do Vaticano pode não ter o sentido da visão, mas tem a visão plena da vida
que lhe permite ter uma vida plena. Enfim, ao terminar o passeio com Lorenzo, o
Padre Martin escreve que ao reencontrar as pessoas do seu convívio percebeu que
ele estava rodeado de cegos. Diz Martin, “Todos somos cegos de algo. Cegos
do coração, da fé, da coragem ou do Amor”. Por isso, tantas pessoas, entre
elas eu, muitas vezes, olham e veem, mas não enxergam.
Quando confrontados com as circunstâncias mais difíceis da vida, como devemos responder: como otimista, realista ou algo mais? Em uma conversa inesquecível, o explorador Mark Pollock e a advogada de direitos humanos Simone George exploram a tensão entre aceitação e esperança em momentos de tristeza – e compartilham o trabalho inovador que estão realizando para curar a paralisia.
– O smartphone que você tem é uma inovação? É a
tecnologia uma inovação?
Boa parte das pessoas responderam que sim, que o smartphone,
assim como a internet, a inteligência artificial, a realidade virtual entre
outras tantas tecnologias disponíveis para os seres humanos eram uma inovação.
Eu discordei. Isso aconteceu em 2018 no Fórum de Inovação em Secretariado –
FISEC que tinha como eixo temático Crie, Conecte, Inove. Tive o
prazer de participar com o Victor Hugo e o Álvaro Ibañez numa oficina vivencial
na qual “fizemos chover” por meio de uma atividade de grupo. Por que discordo
da pergunta de que a tecnologia seja inovação? Porque acredito que todas as
tecnologias que desenvolvemos e que usamos todos os dias sejam apenas o
resultado de mentes inovadoras. E vocês provaram isso!
Ler o E-book Mente Inovadora nos mostra a partir de
seu título que a inovação é um estado de espírito e as suas criações são apenas
os resultados. São doze pessoas trabalhando num movimento colaborativo e
cooperativo com o propósito comum de entregar reflexões que possam mudar
comportamentos e que tendem a produzir novas soluções. Por isso, entender que
num momento em que se produz tanta informação, estamos sujeitos a sofrer de “infoxicação”
revela a curadoria como inovação. Olhar para 2020 como um ano atípico e
dele extrair positividade nos mostra que a imprevisibilidade continuará
presente em nossas vidas e que a humildade é uma competência básica. Isso nos
leva a uma imersão em si mesmo para se encontrar a saída, uma vez que a
saída é para dentro e nós somente podemos pôr para fora o que temos dentro.
Tudo isso é uma inovação que muitas vezes não está no script,
mas exige de nós que visitemos nossa casa para encontrar a solução. Saber que as
parcerias estabelecidas servem para a realização própria e a do outro nos
oferece uma compaixão inovadora e nos permite compreender o sinal dos tempos
como sendo um presente, porque é o único tempo que temos. A consciência
temporal é uma inovação libertadora. Dominar a arte de assessorar para
fazer fluir equipes e organizações é uma inovação de protagonismo em segundo
plano (?), assim como construir um arsenal de habilidades técnicas exige
uma mente inovadora aberta para se reinventar constantemente. Da mesma forma, usar
o tempo, que anda mais devagar na pandemia, para reflexão num movimento de
entendimento de que nós somos reflexo das ações das nossas reflexões é uma
inovação reflexiva para um mundo melhor. Por fim, compreender que a existência
precede a essência nos dá a oportunidade explorar as mentes inovadoras.
Desse modo, reunir um grupo de doze coautores para um trabalho colaborativo numa ação cooperativa com um propósito em comum expõe as mentes inovadoras. As reflexões presentes no livro são inovadoras ao estimular mudanças comportamentais que impactarão a realidade individual e coletiva. É um movimento integrado e coordenado que acolhe, conecta e desenvolve pessoas que inovam com as suas ideias para um mundo melhor deixando o seu legado. Tudo o que vemos materializado é um legado e um dia já esteve na mente de alguém, exatamente como o livro Mente Inovadora, que hoje é uma realidade. E ele vai “fazer chover” ideias inovadoras nos seus leitores. Parte dessas ideias vão dar as caras no FISEC SP 2020 ao HUMANIZAR, TRANSFORMAR e INOVAR.
O relacionamento se inicia e o encanto passa quando as
dificuldades aparecem. Afinal, ninguém é perfeito. Depois do desabafo vem o
conselho:
– Separa. A fila anda!
Muitas decisões são baseadas no pressuposto de que “a fila
anda”. Isso se aplica no âmbito pessoal, profissional e social. Relações
fugazes, contatos rápidos e conexões efêmeras revelam um momento vivido em que
a ideia do descartável migrou das coisas para as pessoas. Com isso, os
relacionamentos são iniciados e terminados em períodos cada vez mais curtos,
dificilmente sendo duradouros. Os contatos são mais frequentes e numerosos, muitas
vezes, não importando a qualidade. As conexões são passageiras, dificilmente
alcançando profundidade. São as marcas de um tempo em que tradições e costumes
foram modificados quase tão rapidamente quanto a tecnologia. A tecnologia
impactou diretamente em como consumimos as coisas, transitando do durável para
o descartável avançando agora para o sustentável. Entendeu-se que os impactos
do consumo descartável atingem a qualidade de vida de todas as pessoas,
independentemente de elas estarem envolvidas no seu consumo. Por isso pergunto:
qual o impacto da descartabilidade das pessoas nas relações humanas? A ideia de
que a “fila anda” é sustentável?
No ambiente tecnológico a substituição de uma tecnologia por outra num movimento inclemente de obsolescência que sepulta rapidamente tendências, trabalho e empresas, é chamado de disruptivo. Ninguém se importa com aquilo que foi descartado. Quando o disruptivo migra para as pessoas se tem a descartabilidade das relações. Nas organizações as conexões se limitam cada vez mais a projetos com início, meio e fim, não permitindo que as pessoas criem suas histórias. Assim, as breves conexões nas organizações, marcadas por carreiras alternativas, produzem mais contatos que são cada vez rápidos. Essa sequência também se reflete nas relações que são mais fugazes num movimento de consumo descartável de pessoas por pessoas e por organizações. “A fila anda!” pode ser o disruptivo dos relacionamentos. São os tempos de amor líquido, segundo Bauman. As pessoas se aproximam das pessoas por aquilo que elas podem obter da outra pessoa, configurando-se num extrativismo relacional, organizacional e social.
“Eu fico contigo enquanto você me der aquilo que eu quero”.
Quase não há mais a preocupação em construir um relacionamento duradouro, resultado de contatos de longo prazo e com conexões profundas. As pessoas têm se consumido, usado e se descartado de forma disruptiva, sem se importar com os outros. Isso tem produzido danos emocionais que se refletem nas organizações e na sociedade. Para as organizações fica o desafio de engajar as pessoas para que sejam produtivas. Para a sociedade há uma desestruturação dos núcleos familiares de maneira crescente. O que vai resultar disso tudo? Não sei, porém o momento vivido poderia ser aproveitado pelas pessoas para mudar o foco, ao se perguntar: o mundo é melhor com a minha presença?
Acredito que a liberdade individual nos dá o direito de ter relações curtas, de manter contatos rápidos e de criar conexões passageiras. “A fila anda” é o exercício do poder da escolha. Porém, nos dá também a responsabilidade de entender que pessoas não são bens de consumo, seja na esfera pessoal, profissional ou social. Uma relação pode ser curta, mas deve ser autêntica.
Um contato pode ser rápido, mas deve ser genuíno. Uma conexão pode ser passageira, mas deve ser verdadeira. A tecnologia pode favorecer a dinamicidade das relações, dos contatos e das conexões, entretanto não deve afetar a sua essência que é a integridade.
Ao se criar relações íntegras as minhas ações serão positivas para as pessoas, independentemente da profundidade das relações, dos contatos e das conexões. Trata-se de construir relações sustentáveis, porque as pessoas não são para serem consumidas.
Se “a fila anda”, não gosto da ideia de ser consumido. E
você?