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SEMENTES E IDEIAS: ELAS PRECISAM MORRER!

Sementes e ideias: elas precisam morrer!

Uma semente precisa morrer para que a planta possa nascer. A semente armazenada não dá frutos, porque não foi exposta ao clima para se transformar em planta. Por isso, uma semente, para que cumpra o seu papel, precisa ser exposta ao solo para germinar e transformar o seu potencial, tudo aquilo que ela poderia ser, em talento, uma planta adulta. A semente morre e a planta nasce. A planta, por sua vez, precisa ser nutrida com terra e água para que possa crescer, florescer e frutificar. Isso é bíblico.

Conversava com uma amiga que dizia sobre uma ideia original que havia tido de um produto que resolveria um problema enfrentado por muitos quando vão à praia. Ela havia encontrado uma solução para algo recorrente aos banhistas. Carregou consigo a ideia por alguns anos, até que um dia, chegando à praia, viu concretizada a ideia original que havia tido. Ficou desolada, porque o produto hoje é encontrado em todas as praias do planeta. Enquanto ela me contava lembrei de uma frase de um professor de filosofia na faculdade:

– Por mais original que seja a tua ideia esteja certo que alguém em algum lugar estará pensando como você. E mais, um deles vai colocá-la em prática…

Igualmente a uma semente, a ideia precisa morrer para que algo concreto possa nascer. A ideia que permanece na mente das pessoas não gera nada, porque não se transforma em algo real. Por isso, uma ideia, para que cumpra o seu papel, precisa ser exibida para outras pessoas e transforme o seu potencial, tudo aquilo que ela poderia ser, em talento, algo concreto a serviço da coletividade. Isso acontece com aqueles que têm ideias e as tiram do papel, porque a ideia morre e algo real surge. Numa organização, além do líder, a área de Recursos Humanos pode ser a ponte que permite que as ideias transitem do imaginário para o real. Entendo que uma organização deve desenvolver atividades que estimulem a conexão entre as pessoas para direcionar as suas habilidades e competências de forma estratégica para alcançar os resultados esperados, coletivos e individuais. É necessário que as ideias morram ao serem expostas no ambiente organizacional. Cabe a área de recursos humanos desenvolver a confiança para que os colaboradores exponham as suas ideias e as transformem em algo concreto. Para isso, é essencial que o ser humano esteja no centro do negócio de maneira integral e sustentável. É indispensável que o ego dê lugar para o eco ao transformar uma ideia em algo concreto. Com menos ego é mais fácil expor as ideias para que elas recebam críticas; para que se expandam com as contribuições; e para que se alterem com supressões, por vezes, necessárias. Assim, a ideia morre e nasce algo novo. Esse algo novo precisa ser nutrido com um ambiente de confiança. E a área de Recursos Humanos pode cumprir esse papel.

Portanto, uma semente que nasce transforma todo o seu potencial em talento, porque é da natureza de uma semente ser uma planta adulta. O primeiro passo é a morte da semente para dar lugar a planta. Depois virão ventos e tempestades. A planta vai enfrentar falta e excesso de chuva. Ainda assim, ela vai crescer, florescer e dar frutos cumprindo com o seu ciclo natural. Nós podemos ajudar nutrindo e cuidando, exatamente como podemos fazer com uma ideia. Podemos criar um ambiente apropriado na família, nas organizações e na sociedade em que as ideias sejam expostas para que se transformem em realidade.

Na sua organização, as ideias morrem para dar lugar a algo novo? A minha amiga se retraiu e não expôs a sua ideia. Alguém o fez. Certamente há muitas boas ideias nas mentes dos colaboradores que merecem morrer. Vocês conseguem aproveitá-las?

“Digo verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas, se morrer, dará muito fruto. João (12:24)

Moacir Rauber

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O QUE TEM CANSADO VOCÊ?

O que tem cansado você?

Era uma oficina de Comunicação Não-Violenta e Inteligência Positiva a partir da Espiritualidade. Como tarefa, cada participante fez a leitura prévia de um texto e realizou um exercício preparatório para o primeiro encontro. A leitura do texto deixaria todos com um entendimento comum sobre Comunicação Não-Violenta e Inteligência Positiva. As divergências seriam bem-vindas, porém todos estariam num mesmo ponto de partida. O exercício proposto ajudaria a que cada participante identificasse os principais sabotadores, nossos inimigos internos. O encontro começou animado e cada participante compartilhava os resultados dos exercícios com a identificação dos sabotadores. Para todos fazia sentido, porém, havia uma senhora que estava quieta e com cara de poucos amigos. Por fim, de forma abrupta ela falou:

– Não, não concordo com os meus resultados. Isso não está certo. Eu não tenho os sabotadores que me aparecem.

Todos esperavam a continuação da participação dela:

– Os resultados dizem que sou controladora e inquieta. Esse resultado não mostra quem eu sou…

Ela continuou dando detalhes dos resultados e das variáveis envolvidas. Deu exemplos de como gostava de organizar as coisas, além das muitas vezes que não terminava os cursos nos quais se inscrevia porque acreditava que não tinham muito a oferecer. Havia agressividade na sua forma de se expressar. Ninguém disse nada, porque explicitamente se manifestavam os seus sabotadores: o controlador e o inquieto. O controlador, aliado ao Crítico, apontava as distorções do resultado do teste de avaliação que havia feito. Não estava no seu controle, por isso o controlador interno reclamava. Ela ainda demonstrava alto grau de ansiedade ao entender que o resultado não se ajustava a sua auto percepção. Além disso, o inquieto revelava de maneira ameaçadora que se o curso não se estruturasse como imaginado, ela o abandonaria. Era o inquieto que já buscava outra atividade e, sob a batuta do crítico, mostrava-se impaciente, com medo de usar seu tempo em algo que não valesse a pena. Em seguida, silêncio absoluto. Ela pensava e parecia que percebia que a sua discordância com os resultados somente ratificava os sabotadores que ela acreditava não ter: o controlador e o inquieto. Era uma pausa que permitia a reflexão. A reflexão a levou ao discernimento. O discernimento facilitou que ela observasse e registrasse os sentimentos que estavam vivos nela. Nesse momento, de forma natural e espontânea ela nos deu um exemplo factual do processo que junta as abordagens da Inteligência Positiva e da Comunicação Não-Violenta. Por um lado, houve a identificação dos sabotadores. Por outro lado, a prática da Comunicação Não-Violenta ao observar sem julgar com a coragem de registrar os próprios sentimentos. Ela seguia processando o ocorrido a partir de uma citação bíblica que dizia: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mt, 7, 1). O silêncio a ajudava.

Por fim, veio a constatação:

– Caramba, eu sou controladora e inquieta. Os meus sabotadores são reais.

Ela finalmente relaxou e riu. Em seguida, expressou as suas necessidades de ordem e de sentido, além das necessidades de aprendizagem e de realização. Os sabotadores se manifestavam com falsas justificativas que a levariam a não atender as necessidades ao não concordar com os resultados, além de sugerir que abandonasse a oficina. Por isso, com a identificação dos sabotadores pela Inteligência Positiva e com o passo a passo da Comunicação Não-Violenta ela pode pausar, observar sem julgar, registrar os sentimentos, identificar as necessidades e adotar as estratégias para atendê-las. Confessou que ela estava cansada de não estar satisfeita com aquilo que fazia, por isso saltava de uma experiência à outra. Revelou que não aguentava mais se fazer responsável por si e pelos demais. Depois disso, ela foi uma participante ativa, dedicada e comprometida com a oficina. Ao final da oficina ela estava cansada e feliz como nunca antes na vida. Era o cansaço do bem.

O que tem cansado você?

Moacir Rauber

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É UM ANO NOVO: VOCÊ ESTÁ CANSADO?

É um Ano Novo: você está cansado?

Ela havia trabalhado o dia inteiro cortando a grama do jardim. Um trabalho pesado que demandou muito esforço físico com bastante cuidado para não machucar as outras plantas e persistência para não desistir com os constantes problemas técnicos do cortador de gramas. Ela estava exausta, porém feliz com o trabalho realizado. Sentou-se na varanda da casa, apreciou o resultado e disse:

– Estou cansada, mas me sinto bem!

O marido estava com a visita de um amigo. Ele comentou:

– É muito natural, porque a atividade física libera endorfina na tua corrente sanguínea que proporciona bem-estar, prazer e essa sensação de recompensa. A endorfina também combate as dores e alivia o estresse. Igualmente a atividade física regular ajuda no equilíbrio das emoções por meio da serotonina, o hormônio da felicidade…

E continuou falando da dopamina e todos os benefícios associados às atividades físicas regulares, além de mostrar na sua própria cabeça onde cada um dos fenômenos cerebrais poderiam estar ocorrendo. A fala estava carregada de uma presunção de superioridade por todo o conhecimento que detinha sobre o fenômeno. O que aconteceu de fato? Com tanta teoria a conversa cansou os ouvintes, um cansaço aborrecido que os desconectou. A explanação teórica sobre um fato cotidiano no ambiente familiar gerava a sensação de arrogância intelectual que afastava quem falava daqueles que já não o escutavam. A racionalidade excessiva se exterioriza em pessoas que acreditam deter a capacidade do discernimento, um suposto entendimento e a presunção da sabedoria. Costuma ser pedante. Entretanto, trata-se de uma justificativa interna de quem tem falta de autoconfiança e que diminui o outro a partir de um julgamento errôneo da própria intelectualidade. Aqui, para a Inteligência Positiva, identifica-se um sabotador: o hiper racional. Este sabotador, aliado ao crítico, racionaliza as situações mais corriqueiras, transformando-as em oportunidades de mostrar o seu conhecimento. Entretanto, o hiper racional que se manifesta sem filtro provoca a desconexão das pessoas que têm filtro. O outro vê, escuta, pensa, sente e se afasta.

O hiper racional, muitas vezes, sabe os conceitos sobre um tema, porém nem sempre pratica os conceitos que apregoa. Nesse momento se revela um conhecer que desconhece na realidade. Por que essa afirmação? Porque o senhor que falava dos benefícios das atividades físicas, entre elas a sensação de bem-estar, o equilíbrio das emoções e outros mais, levava uma vida sedentária com recorrentes problemas de saúde. Parecia cansado. A hiper racionalidade era violenta com ele mesmo e com os demais. A Comunicação Não-Violenta, iniciando com uma Pausa, poderia ajudar a que aquele senhor identificasse os seus sabotadores para em seguida observar sem julgar para inclusive escolher não falar. Como diria Fernando Pessoa “Quem sabe, mas não sabe aplicar…” revela “…uma forma de não saber”.

Destaque-se, ainda, que constatar a existência de um fenômeno não o muda. As ciências comportamentais tem apontado com frequência fenômenos que acontecem a milhares de anos, muitas vezes como se fosse algo novo, entretanto isso não muda a realidade. Por exemplo, hoje a ciência comprova que a meditação e a oração trazem serenidade às pessoas que as praticam, porém isso não muda os resultados, apenas ratifica os resultados de uma prática milenar. Saber e não praticar não produz resultados. De igual maneira, as atividades físicas cumprem com a função de gerar bem estar e felicidade durante toda a trajetória humana na terra, porque temos um corpo feito para se mover. Não se faz necessário que a ciência nos diga isso, embora seja importante que se usem os dados para mudar comportamentos. Mais uma vez, ressalta-se que saber disso sem fazer exercícios é uma forma de não saber.

Voltando a Fernando Pessoa ele dizia “Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não é senão a prática de uma teoria.” Enfim, conhecer a teoria sem colocá-la em prática gera um cansaço sem o bem-estar da atividade. Pode ser muito cansativo ser sempre intelectual, é preciso viver a prática que nos conecta com o real. Exercer a prática sem o domínio da teoria provoca o cansaço pelo retrabalho. Pode ser esgotante repetir os erros, é essencial aprender a teoria que nos melhora a prática. Conhecer a teoria e colocá-la em prática produz todos os benefícios de uma vida bem vivida com o cansaço do bem!

“Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra” (Fernando Pessoa). Qual é a sua teoria? Ela existe na prática?

Um 2024 com teoria e prática!!!

Moacir Rauber

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ESCOLHA A SUA LUA!

Professora Edir Böhme na Escola Cura D’Ars, Toledo-PR, 1976 e em 2024 na sua casa

Escolha a sua lua!

A inauguração da escola rural estava marcada para o domingo, 10h da manhã, com a celebração da missa e a presença do prefeito. Um evento importante para a comunidade. A professora estava encarregada de organizar a solenidade. A ideia era escolher um dos sete alunos da quarta série para fazer uma das leituras. Eu estava entre eles na torcida para não ser o escolhido. Afinal, para um menino de nove anos imaginar-se falando em público na presença de uma centena de pessoas era amedrontador. Agitam-se os papeizinhos, tira-se um nome e, contra a minha sincera torcida, fui o sorteado. O coração dava saltos de ansiedade, mas não havia nada a fazer. A professora vendo a aflição se aproximou e disse:

– Você sabe ler bem. Vai dar tudo certo!

Escutei as palavras de incentivo. Eu sabia que sabia ler bem, porém não estava seguro de que tudo sairia bem. O que aprendi naquele dia há quase 50 anos? Foram algumas aprendizagens que me acompanham até os dias de hoje, entre elas: os (1) desafios são constantes e nos acompanham por toda a vida; a (2) coragem é uma competência que se desenvolve; e as (3) palavras de incentivo devem ser autênticas. Fazer uma leitura em público pode parecer algo insignificante para muitas pessoas, porém para aquele menino o desafio era gigante. Naquele tempo, e por muito tempo, eu tinha receio de me manifestar em sala de aula para responder a uma pergunta feita por um professor, mesmo que eu soubesse a resposta, assim como tinha vergonha de fazer uma pergunta sobre uma dúvida que tivesse. Desse modo, imaginar-me frente a um público de adultos, entre eles os pais, os irmãos, os amigos, os pais dos amigos e as autoridades do município era simplesmente assustador. Entretanto, era um desafio que estava posto e não havia como dar um passo atrás. Quem não enfrenta quase diariamente diferentes desafios na esfera pessoal, profissional e social? O que fazer? É preciso desenvolver a coragem como uma escolha de atitude frente ao medo, ao receio, à vergonha ou à covardia. São todas emoções naturais nos seres humanos em seus contextos de vida e cabe a cada um ter a coragem de reconhecer o medo, com suas derivações, para fazer a escolha de vencê-lo. A coragem de sentir medo, porque sem medo não há coragem. Sem medo se manifesta a loucura. E as palavras de incentivo? Naquela semana, foram as palavras de incentivo da minha professora que fizeram a diferença para que eu pudesse reconhecer a competência que havia em mim. Por que elas foram importantes? Porque foram autênticas e verdadeiras. Quem não traz na lembrança as palavras de um professor ou de uma professora que fizeram ou fazem a diferença na sua vida? Nem sempre fiz boas escolhas, mas aquelas palavras despertaram em mim as possibilidades de encontrar os recursos para fazer as melhores escolhas na vida. A minha professora, com a sua dedicação e as palavras de incentivo, me deu a convicção de que eu poderia chegar à lua. As escolhas que eu fizesse poderiam me levar para onde eu quisesse, desde que eu acreditasse em mim e me desenvolvesse. Não cheguei à lua, mas muitas foram as boas escolhas que me mantiveram no caminho da busca pelo conhecimento e que me apresentaram a um mundo inimaginável. As palavras de incentivo, quando autênticas, nos dão a dimensão das nossas competências e possibilidades que são infinitas!

Enfim, o domingo chegou e era a hora da leitura. O desafio deveria ser cumprido. As pernas tremiam. A voz não queria sair. Um leve titubeio e finalmente a leitura começou, fluiu e terminou. O desafio fora vencido. A coragem se sobrepôs ao medo. As palavras de incentivo da minha professora me acompanham até os dias de hoje. Posso não ter chegado à lua, mas posso escolher exatamente onde quero estar.

Que em 2024 você escolha a sua lua!

Moacir Rauber

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Inspirado: Professora Edir Böhme (Escola Cura D’Ars, Toledo-PR, 1976)

É FINAL DE ANO: VOCÊ ESTÁ CANSADO?

É final de ano: você está cansado?

O final de ano se aproxima e ela está assoberbada de tarefas com a impressão de que o ano não quer acabar nunca. Ao longo do ano ela aceitou participar dos diferentes grupos de trabalhos voluntários a que a empresa incentiva que os colaboradores se engajem. Um grupo para distribuir quem trabalha com o Natal Solidário. Outro grupo de atenção a saúde mental daqueles que se afastaram por algum distúrbio de ordem emocional. Mais um grupo que contribui com os dependentes químicos do bairro onde está localizada a empresa, além de iniciativas da comunidade onde ela vive. Os compromissos se sobrepõem e o trabalho se acumula. Os resultados mensuráveis do seu desempenho diminuem. Na última semana ela explode ao ser confrontada com uma demanda profissional no mesmo horário de um compromisso voluntário incentivado pela organização:

– Não aguento mais!!!

Foi um acesso de cólera seguido de uma crise de choro. O diretor fica calado frente ao desespero da colaboradora mais prestativa e menos conflituosa. Depois de um período de tempo ele pergunta:

– O que está acontecendo?

Ela se acalma e busca explicar:

– É que eu estou cansada. Passei o ano ajudando por todos os lados e agora eu não consigo concluir as minhas atividades.

Você já passou ou presenciou uma situação semelhante? Trata-se de pessoas que se sobrecarregam de atividades que as levam a exaustão física e emocional. O que fazer para evitar o cansaço da sobrecarga que pode nos conduzir a um estado de quebra emocional ou de esgotamento? O sentido comum sempre nos avisou para “contar até dez” antes de responder, seja para dizer “sim” ou “não”. As principais correntes religiosas e filosóficas indicam a oração e a meditação para alinhar as intenções com as ações. A Ciência Comportamental criou metodologias que nos auxiliam nesse processo, como a Comunicação Não-Violenta (Rosenberg) e a Inteligência Positiva (Chamine). Uma nos diz para observar sem julgar ante qualquer situação para escolher com a consciência de quem é livre. A outra nos alerta para o conjunto de sabotadores internos que nos levam a fazer o que não queremos. Entendo que no atual cenário o cansaço e a sobrecarga são mais intensos porque nos afastamos de nossa essência ao viver num mundo dividido entre o virtual e o físico, fonte de estímulos que favorecem o fenômeno.

Voltando ao caso da nossa amiga que teve uma crise de choro ao entender que não conseguiria realizar tudo o que se propôs a fazer, depreende-se que ela foi vítima de dois de seus sabotadores internos: o prestativo e o esquivo (Chamine). O prestativo procura angariar a atenção e o reconhecimento dos outros ao estar sempre disponível para os demais. Termina por se sobrecarregar de trabalhos que geram um cansaço excessivo. O esquivo evita as situações que possam produzir um desconforto, mantendo o foco no agradável. Por isso, muitas vezes diz “sim” para evitar o suposto incômodo que poderia resultar ao dizer “não”. Some-se a isso a necessidade do sabotador prestativo que busca a aceitação e o reconhecimento e rapidamente você estará sobrecarregado de tarefas e compromissos que se tornam inexequíveis ao longo do ano. Talvez, o primeiro passo seja fazer uma pausa para identificar a razão que o leva a dizer “sim” para aquilo que não quer e a dizer “não” para o que quer. Você fez isso em 2023?

Por isso, nesse tempo de final de ano aproveite para fazer uma Pausa consciente para observar com clareza e evitar juízos de valor; analisar quais os sentimentos envolvidos que cada situação desperta em você; identificar quais as necessidades serão cuidadas e quais não ao dizer “sim” ou “não”. Com essa consciência entre em 2024 com a certeza de fazer aquilo que você escolheu fazer. Assim, desejo que você chegue ao final do ano com a sensação do cansaço do bem, que é quando se vive a plenitude das suas capacidades.

FELIZ 2024!!!

“Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”

(Mateus, 11:28-29).

Moacir Rauber

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FÉRIAS EM FLORIANÓPOLIS

Perto da praia oferece os benefícios de quem quer se conectar consigo mesmo e com a natureza: pode-se ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia; basta caminhar alguns metros para sentir a água, a areia na pele e ver o vaivém das ondas arrebentando na praia. É lindo! Essa beleza faz com que cada um possa se perceber como um verdadeiro milagre da natureza em que o privilégio da vida é valorizado.
VOCÊ AFETA O MUNDO. COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

O espaço

Um Loft com ambiente integrado. No mesanino está o para dormir, com sacada e uma linda vista. No térreo o aconchego da cozinha com as comodidades necessárias para se sentir em casa. Um living acolhedor para desfrutar de momentos de tranquilidade.
Um espaço integrado porque o ser humano é integral.

Acesso do hóspede

É um loft com privacidade dentro de um terreno amplo ao lado de outro loft idêntico.

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Outras observações

Estacionamento dentro de um espaço murado.

POR QUE É TÃO BOM ESTAR COM AS CRIANÇAS?

Por que é bom estar com as crianças?

Estava no restaurante do hotel para tomar café. Pego um suco, algumas frutas, um iogurte e também um pão de queijo. Ao lado, havia um menino de aproximadamente oito anos que me esperou para depois se aproximar do prato. Ao estender a sua mão para apanhar um, ele me olhou e perguntou:

– Você gosta de pão de queijo?

Fiquei surpreso com a naturalidade e a espontaneidade do menino. Logo respondi divertido com a situação:

– Sim, eu gosto muito! E você, gosta de pão de queijo?

O menino me escutava atentamente com um sorriso no rosto de quem estava por desfrutar de um grande prazer antecipando o deleite que aquela guloseima traria. Afastei-me e voltei para a minha mesa com uma sensação de alegria no coração e de algumas reflexões na cabeça. Perguntei-me: por que é tão bom estar com as crianças? Não sei bem, mas creio que é porque eles nos permitem resgatar a criança que habita em cada um de nós, conectando-nos com a nossa essência que está carregada de atenção, curiosidade, abertura, encantamento e justiça (Pedro Opeka).

Uma criança presta atenção naturalmente nas conversas que mantém. Isso estava claro em como o menino interagiu comigo naquele curto espaço de tempo. Ele não estava pensando nas possíveis mensagens que entrariam em seu celular. O menino estava 100% presente na conversa comigo. Você consegue ficar presente nas suas conversas?

Uma criança tem uma curiosidade instintiva para explorar o mundo e suas possiblidades. Em sua cabeça estavam as sensações do paladar que viriam com o degustar do pão de queijo, além da curiosidade natural na conversação com um adulto. Problemas? Não, ele somente via a possibilidade de exploração de algo novo. A curiosidade era o seu motor. O que move você?

Uma criança tem a abertura genuína de se conectar com o outro. A sua abordagem revelava essa abertura, porque ele não se importava de eu ser um cadeirante ou não. Olhava com curiosidade para a cadeira, mas via a pessoa que estava nela sem julgar. Você observa sem fazer juízos de valor?

Uma criança traz no olhar o encantamento das descobertas que se sucedem no dia a dia. Um pão de queijo, uma conversa com outra pessoa e as maravilhas que o mundo proporciona a cada nova experiência. Com o que você ficou maravilhado no ano que termina?

Uma criança tem de forma inata o senso de justiça. Esperou a sua vez e cumprimentou com naturalidade. Certamente que isso tem a ver com a família na qual está crescendo esse menino, que reforçou o lado bom que trazemos na nossa concepção. O mundo pode não ser justo, mas você pode ser!

Enfim, na minha mesa do café da manhã com a minha esposa indagávamos: por que perdemos essa alma de criança? Em que momento da vida nos distanciamos daquilo que é essencial? Qual a razão que nos leva a ser adultos, muitas vezes, pomposos e pretensioso ocultos por detrás de papéis sociais? Como, por vezes, somos arrogantes e soberbos congelados por dentro? Não sei a resposta, mas sei que naquele dia, o contato com aquele menino resgatou a minha alma de criança. Respondi a ele com a naturalidade e a espontaneidade de uma criança.

Ria da situação com a minha esposa. Alguns minutos mais tarde vejo que o menino e a sua família se levantaram para sair. O menino fez o caminho próximo da nossa mesa e na passagem por nós disse “Tchau e Feliz Natal!” Igualmente desejamos um Feliz Natal para ele e a sua família. Seguia completamente surpreso com o resgate da minha naturalidade; plenamente consciente da existência do menino em mim; totalmente maravilhado com a vida e as suas possibilidades. Por fim, observar as crianças e como elas estão maravilhadas com o mundo pode nos dar a dimensão de uma vida plena nesse Natal, que é marcado pela chegada de um Menino que mudou a história da humanidade ao dizer, “Ame ao próximo como a si mesmo” (Mt, 22, 39). Esteja perto desse menino!

FELIZ NATAL EM 2023!

Moacir Rauber

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Inspirado: Romina Perluzky

É NATAL: VOCÊ ESTÁ CANSADO?

É Natal: você está cansado?

Mais um final de ano com os compromissos de sempre: confraternizações, última reunião dos grupos, jogo de despedida com os amigos e as festas em família. Deveriam ser expectativas boas, porém, ao conversar com algumas pessoas percebo que muitos já não desfrutam das socializações que estão por vir. Falava com um casal de amigos e eles relataram todos os compromissos que os esperavam até final de ano. O cansaço que se refletia na fala:

– Estamos cansados!

A continuação os dois comentaram das dificuldades do ano que termina, que gerava toda essa sensação de cansaço e de sobrecarga que igualmente transmitiam na expressão do rosto e na postura do corpo. Algumas questões: o que está cansando você? Você está sobrecarregado com o quê?

Num momento em que estamos expostos a tantos estímulos que se desdobram em mundo virtual e físico, ambos reais, cansar-se e sobrecarregar-se pode acontecer rapidamente. Algumas pessoas se cansam, porque gostam que tudo esteja ordenado da sua maneira, os perfeccionistas. Outras pessoas se cansam ao não fazer o que precisa ser feito no momento que se deveria fazer, os procrastinadores. O que fazer para evitar o cansaço da sobrecarga? Antes de mais nada, faça uma Pausa. A Pausa, ainda que por alguns segundos, é uma estratégia que permite a que cada um tome consciência da melhor escolha a ser feita. A Pausa como ferramenta está presente no sentido comum com a indicação de contar até dez antes de responder; na espiritualidade ao propor as orações e as meditações para alinhar as intenções com as ações; e, por fim, a ciência comportamental cria metodologias que estrutura aquilo que já se sabia. Na situação descrita, pode-se usar a Inteligência Positiva ao identificar alguns sabotadores que nos levam a fazer escolhas que geram o cansaço e a sobrecarga. A primeira razão revela o sabotador nominado como “insistente”, traduzido como perfeccionista, fonte do cansaço e da sobrecarga. Ele se cansa porque se sobrecarrega ao querer que tudo esteja organizado, limpo e ordenado da sua maneira. Trabalha, retrabalha, sobrecarrega-se, irrita-se e se cansa. Na segunda razão, o cansaço que gera esgotamento revela o sabotador chamado de “esquivo”, que deixa de fazer o que precisa ser feito no momento adequado. É o procrastinador que vai deixando para mais tarde os compromissos livremente assumidos. Sofre porque não fez e se esgota ao fazer atropeladamente o que já deveria ter feito. Por isso, para identificar os sabotadores é preciso uma Pausa, pois ela permite que se use a Comunicação Não-Violenta para saber o que é fato ou interpretação; quais os sentimentos que isso gera; quais as necessidades que busco atender; e a expressar-me de forma assertiva sem ser mal-educado. Nessa pausa, aparece o sábio com os recursos internos que nos permitem ser empáticos; explorar o caminho a ser escolhido; navegar por alternativas; inovar nas respostas; e ativar as intenções alinhadas com as ações. Portanto, ao usar os recursos descritos na Inteligência Positiva e na Comunicação Não-Violenta se pode viver plenamente sem o cansaço oriundo da sobrecarga. Com isso, provavelmente, o meu cansaço virá de escolhas que fiz com a consciência de que era a opção a ser feita. É o cansaço do bem!

Por fim, a Pausa pode oferecer a cada um o tempo necessário para saber se é o perfeccionismo ou a procrastinação que está me sobrecarregando e gerando um cansaço que não preciso. É através da pausa que posso deixar de ser prisioneiro dos comportamentos sabotadores, porque sempre temos uma escolha. Desse modo, a vida pode ser vivida com os cansaços vindos das escolhas que façam sentido e não de uma sobrecarga que nos cansa e, provavelmente, cansa aos demais.

Finalmente, que neste Natal o meu cansaço seja razão de bem estar para os que me rodeiam e de felicidade para mim.

“Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”

(Mateus, 11:28-29).

Moacir Rauber

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Inspirado: Frei Nelson Medina

VOCÊ QUER CRUZAR A RUA?

Fonte: IA BING

Você quer cruzar a rua?

Estava eu, um dia desses, no centro de Florianópolis aguardando um amigo. Havíamos marcado nosso ponto de encontro no cruzamento bem em frente ao seu prédio, que não era acessível para cadeirante, meu caso. Como sou meio ansioso cheguei antes do horário. Fiquei ao lado do semáforo, olhando para o relógio e para o outro lado da rua de onde ele viria. O sinal estava fechado para pedestres. As pessoas foram se aglomerando ao meu lado e em seguida deu sinal verde. A movimentação foi intensa e eu fiquei ali, esperando. Vi meu amigo começar a cruzar do outro lado da rua para o meu lado. De repente chegam dois sujeitos correndo e me perguntam já empurrando minha cadeira de rodas:

– Você quer cruzar para o outro lado? Nós te ajudamos…

Não tive tempo de reagir ou responder, pois estava tentando não cair da cadeira ou não perder a minha pasta que estava sobre as minhas pernas. Aos trancos e barrancos chegamos ao outro lado enquanto o meu amigo se dirigiu para onde eu havia estado. Logo, os dois bondosos proativos soltaram a minha cadeira e um deles perguntou:

– Tudo certo? Tá beleza?

Olhavam com a cara de quem pede um “muito obrigado”, porque afinal haviam feito a boa ação do dia.

Respondi:

– Comigo tá tudo bem, o único problema é que eu não queria cruzar a rua…

O queixo de um e do outro quase que caiu. Entreolharam-se sem saber o que dizer. Comentei que estava tudo bem, mas que de uma próxima vez, antes da ação, deveriam eles saber se o outro quer ser ajudado e como fazer para ajudar.

O mundo organizacional pressiona-nos para que sejamos proativos e que tenhamos iniciativa nas diferentes esferas das nossas vidas, seja ela pessoal ou profissional. Queiramos ou não dificilmente consegue-se separar uma da outra. Entenda-se proatividade como a característica de quem identifica e consegue antever as situações antes que sejam um problema, desenvolvendo uma diligente e de presteza. Desse modo, as pessoas que exibam um comportamento proativo vão ter espaço nas empresas ou nas organizações que compõem a nossa forma de sociedade. Isso se reflete no comportamento do cidadão comum. Porém, há que se destacar a importância de saber dirigir a proatividade com a constante iniciativa com o respeito ao objeto da ação. Portanto, a proatividade também tem a ver com entender e colocar-se no lugar de quem é o objeto da iniciativa. Indagar, consultar e planejar uma ação não o impede de continuar sendo proativo. Ao indagar sobre uma iniciativa você se aprofunda no conhecimento necessário para que o resultado seja o esperado. Ao consultar a parte envolvida o respeito ocupa o espaço devido em qualquer ação. E ao planejar uma ação que antecipa a resolução de um problema se consegue envolver outras pessoas na sua realização.

Por isso, antes de empurrar alguém para cruzar a rua procure saber se é isto que a pessoa deseja. A ajuda deve ser dada a quem quer ser ajudado. A antecipação da resolução de um problema deve contar com a aceitação de quem seria o seu objeto. Na área secretarial a capacidade de antever um problema é essencial para o desempenho da função, uma vez que as questões que demandam tempo e diminuem a produtividade daquele a quem servimos se refletem diretamente no nosse desempenho. Por isso a pergunta: na tua função vocês estão empurrando os diretores para onde vocês querem ou para onde eles pretendem ir? Se não for por escolha própria, para que cruzar a rua?

Moacir Rauber

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JÁ QUE INSISTE…

Fonte: IA DALL-E

Já que insiste…

Minha família vivia no campo. Pela manhã o trabalho começava cedo com a ordenha das vacas, a recolha dos ovos das galinhas e o alimento dos porcos. Todos participavam. A vida no campo tem seu lado idílico, porém o cotidiano exige disciplina e dedicação em que feriados ou férias praticamente inexistem. Não se pode deixar de alimentar ou de cuidar dos animais de um sítio somente porque estamos no Natal ou é dia de Ano Novo. Depois era a hora do café da manhã. Em seguida a rotina da roça para nós, os filhos com o pai, que podia ser capinar, preparar a terra, plantar ou colher. Para a mãe vinha o trabalho doméstico de cuidar das roupas, da horta e da comida. Próximo ao horário do meio dia voltávamos para casa. Tomávamos algumas cuias de chimarrão e às 12h nossa mãe servia o almoço. Para nós que tínhamos entre 9 e 10 anos a fome era gigante. Muitas vezes, porém, aparecia um dos vizinhos justamente nesse horário. Sentava-se na roda do chimarrão. A hora do almoço chegava e ele não fazia menção de ir para a sua casa. Minha mãe com o almoço na mesa. Nós, os filhos, com as barrigas roncando. O pai, num gesto de educação, fazia um convite:

– Almoça conosco?

O vizinho prontamente respondia:

– Já que insiste… e se dirigia à mesa.

A cena se repetia a cada duas ou três semanas a ponto de gerar um desconforto para a nossa família. O que revelam o convite e a resposta?

Por um lado, a resposta do vizinho inconveniente revela a falta de capacidade de interpretação do ambiente relacional em que a oferta não era exatamente um convite. É essencial desenvolver a habilidade social para entender cada contexto. Como no caso da nossa família, o convite feito pelo meu pai para o vizinho se tratava de uma estratégia para que ele desse o espaço que necessitávamos para cumprir com a rotina do almoço. Isso porque, após o almoço viria o trabalho da tarde. Por outro lado, o convite não tão autêntico feito pelo meu pai revelava a escolha de uma estratégia comunicacional que não surtia o efeito desejado. Desse modo, após os constantes reveses, qual a estratégia que poderia meu pai ter adotado?

A Inteligência Positiva mostra os sabotadores que cada um de nós carrega dentro de si, entre eles o Crítico como sabotador principal. Porém, existem outros sabotadores que aliados a ele estimulam a que se adote uma estratégia que não produz o resultado esperado. Creio que o meu pai exibia o sabotador denominado de prestativo, que busca agradar e não melindrar o sentimento dos outros, perdendo de vista as próprias necessidades. Desse modo, a partir do momento em que os resultados começaram a gerar um desconforto, seria natural que meu pai mudasse de estratégia. Nesse ponto, a Comunicação Não-Violenta oferece um passo a passo que permite mudar a estratégia a partir dos fatos. Primeiro, o fato observável é que convite era único, não havia insistência. Segundo, o sentimento gerado pela presença repetitiva do vizinho no almoço familiar era de incômodo. Terceiro, a necessidade de ordem, ao almoçar no horário pretendido, e a necessidade de intimidade familiar não estavam sendo satisfeitas. Quarto, como poderia meu pai fazer um pedido claro sem ser agressivo com o vizinho? O que você faria? Não tenho uma resposta certa, mas mudar de estratégia era importante. Há que se lembrar que um “não” para o outro, sem deixar a gentileza de lado, representa um “sim” para as minhas necessidades.

Enfim, a cena se repetiu ao longo do ano até que o vizinho foi viver na cidade. Entre nós o fato virou piada. Até hoje, mais de quarenta anos depois, quando um dos irmãos oferece algo ao outro que aceita, termina-se com a frase, “Já que insiste…”, ainda que tenha sido oferecido uma só vez.

Aproximamo-nos das festas de Natal e final de ano: você tem recebido convites?

Moacir Rauber

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