Você entende muito de futebol…

Copa do Mundo rolando solta. Assisti ao jogo entre o Uruguai e a Costa Rica na Globo. Há opção melhor? O Luiz Roberto narrava o jogo com os comentários do Roger. Em determinado momento o comentarista Roger disse o seguinte:
Luiz Roberto, você entende muito de futebol…
Eu em casa concordei com o Roger, porque gosto das transmissões que o Luiz Roberto faz, recheada com comentários inteligentes, engraçados, inusitados e que quase sempre me surpreendem. Não quer dizer que eu sempre concorde com ele. Por isso, acreditei que o Roger complementaria a sua afirmação com algo como, Você fez uma análise sob um ponto de vista que não me ocorreu…. Mas para a minha surpresa ele emendou:
– … falou exatamente aquilo que eu também pensei!
Não teve jeito. Caí na gargalhada e logo pensei comigo mesmo, Eis aí mais uma prova real que ratifica a teoria. Qual teoria? A teoria de que normalmente temos uma imagem sobre nós mesmos muito acima da média. Nós, quase que naturalmente, nos achamos!Se nos perguntarem sobre as nossas habilidades como motoristas, certamente nós nos posicionaremos na metade superior dos melhores motoristas. Se nos perguntarem sobre as nossas qualidades como jogadores de futebol, também nos posicionaremos da mesma forma. Se a pergunta incidir sobre as nossas competências para fazer análise de diferentes cenários não há nem comentários, porque as nossas opiniões são sempre as melhores.
No complemento da afirmação do comentarista Roger também ficou muito claro que o elogio não foi para o narrador, mas sim para si mesmo. O comentarista deve estar impressionado até agora com a sua inteligência e perspicácia. Quase não deve entender como alguém como o Luiz Roberto possa ser quase tão inteligente como ele…
Pergunto: e se a opinião fosse diferente da própria análise, qual seria a reação? Continuaria ele achando o Luiz Roberto inteligente? Ficam também outras questões a serem pensadas. Como nós analisamos aqueles que pensam diferente de nós? Inteligentes? Burros?

Julgar como inteligentes quem pensa como nós é fácil. Agora quero ver reconhecer inteligência em quem pensa diferente de nós… Você consegue? Parabéns! Acha fácil? Você é um sábio!!!

Acho que vi o Sinhô…

Combinei de me encontrar às 8h30 em frente ao hotel com um amigo que me daria uma carona. Desci um pouco antes para esperar. Fiquei observando o trânsito e as pessoas caminhando de um lado a outro. Uma cidade mineira onde eu estava pela primeira vez. Logicamente que eu também era observado. Um cadeirante na rua ainda desperta a curiosidade de alguns. Passava um e me cumprimentava. Eu retribuía. Passava outro e só me dava uma olhadinha meio de lado. E assim foram várias as pessoas. Ora um cumprimento, ora uma olhada. De repente passa por mim aquela pessoa que se alguém descrever um mineirinho seria ele. O estereótipo materializado. Ele me disse:
– Bom dia…

Respondi:
– Bom dia, tudo bem?
– Tudo bem, sim Sinhô…

Ele seguiu em frente, embora tenha me parecido que estava matutando… Uns quinze metros adiante ele parou, deu meia volta e retornou até mim para perguntar:
– O sinhô tava naquele jogo de basquete de cadeirantes? Acho que o vi o Sinhô jogando…
– Ah, teve um jogo de basquete sobre rodas?
– Sim, Sinhô. É um trem muito doido
– Não, não… Não era eu.
– Mas que era parecido com o Sinhô era…

Para muitas pessoas todos os usuários de cadeira de rodas são parecidos. Nesse caso, a semelhança está na cadeira, não necessariamente nas pessoas. 


Na realidade somos todos parecidos, somos todos diferentes, somos todos humanos…

Joia ou bijuteria

Outro dia estava no balcão de atendimento de uma companhia aérea para despachar minha cadeira de rodas. Logo atrás duas filas. Uma para todos os clientes e outra para os prioritários. Na fila dos prioritários estavam um senhor muito idoso, outro cadeirante, uma senhora com uma criança de colo e, na frente deles, uma linda, elegante e jovem senhora.  Aparentemente, ela não tinha nenhuma característica que a identificasse como prioridade. Uma pessoa da companhia aérea a indagou sobre o fato de estar posicionada na fila das prioridades. Ela respondeu, já agredindo em alto e bom tom:
Eu sou cliente… (deu o nome da categoria especial a que pertencia, uma joia rara. Poderia ser para ela ou para a companhia) e exijo atendimento prioritário.

A elegância daquela senhora desapareceu imediatamente. A joia deixou de brilhar. As cabeças de todas as pessoas se voltaram para ela. A pessoa do balcão, educadamente, tentou explicar:
Minha senhora, a companhia não tem atendimento diferenciado aqui nesta cidade, porque temos poucos pontos de atendimento…

A plateia estava na expectativa, pois estávamos na eminência de um barraco. A senhora, percebendo a atenção da plateia, não se deu por vencida e aumentou o tom:
­- Isso é uma vergonha. Por que então sou cliente (mais uma vez deu o nome da jóia da sua categoria)? Quero falar com o supervisor…

O tom alto de sua voz diminuiu o brilho de sua beleza e elegância. Todos ali já viravam a cabeça de um lado a outro, quase como num jogo de tênis. Qual seria o próximo golpe? A moça do balcão respondeu:
Eu sou a supervisora nesta cidade. Pode falar comigo…

Aquela joia de senhora, momentaneamente, titubeou. Pareceu-me que havia perdido o ímpeto e o brilho completamente, porém ainda respondeu:
Vou falar com quem manda nessa companhia, porque eu os conheço…

Na sequência dirigiu-se para a outra fila, sacou, quase como se fosse uma arma, um celular e começou a fazer ligações. O tumulto parou por aí. A vida seguiu.

Sempre que é anunciado a abertura para o embarque de um voo vejo as pessoas formarem aquela fila imensa. Não entendo muito bem quais os benefícios de ser o primeiro a embarcar num voo… Talvez porque como usuário de cadeira de rodas eu quase sempre seja o primeiro a embarcar, querendo ou não. Por outro lado sou o último a sair…

Naquele dia, o que vi, foi uma joia ser transformada em bijuteria, tanto para a senhora como para a companhia.


Meu trabalho é individual…

… não tenho equipe!

Esse é um erro de interpretação cometido por muitos profissionais que executam as suas tarefas num ambiente solitário. Ouvi advogados falando isso. Ouvi dentistas. Ouvi arquitetos. Ouvi os mais variados profissionais autônomos fazendo essa afirmação, assim como atletas de alto rendimento que competem sozinhos. Esse sentimento também está presente em grupos de trabalho em diferentes organizações, muitas vezes revelado em pessoas com alto conhecimento técnico e grande desempenho. Essas pessoas e profissionais têm desenvolvido o sentimento da “euquipe” e não de “equipe”. Normalmente acreditam ser mais importantes ou indispensáveis para um determinado projeto. Particularmente, não acredito nisso, porque de uma forma ou outra as nossas atividades estão interligadas com as de outros numa relação de interdependência. Posso até ser a parte mais visível de um determinado processo, mas não necessariamente a mais importante.

Como exemplo sempre uso a competição individual de remo. Nesse caso, o remador compete sozinho, mas ganha ou perde representando uma equipe. No momento da prova não há muito o que outra pessoa possa fazer por ele. Se ele não estiver treinado física e tecnicamente e bem preparado psicologicamente, certamente não vai chegar na frente. Porém, tudo isso ocorre num ambiente em que interage com técnicos, terapeutas, dirigentes e auxiliares que trabalham para que o atleta que compete sozinho tenha condições de alcançar o resultado esperado. O atleta faz parte de uma equipe. Por isso, as chances de vitória diminuem para aqueles que se entendem como “euquipes” e não reconhecem a importância dos demais no processo. Nas profissões autônomas, o exemplo se repete. Posso até exercer as tarefas finais individualmente, mas sempre há a necessidade de buscar material, suporte ou apoio em fornecedores ou em toda uma rede de contatos que faz com que o meu trabalho seja melhor.

A questão também se revela nas organizações em que o sentimento de “euquipe” atinge as pessoas dentro de um grupo de trabalho. O ambiente se torna difícil e, tendencialmente,  menos produtivo. Isso não tem nada a ver com o não reconhecimento da individualidade. A ideia é exatamente a oposta. Sempre defendo que cada indivíduo deve se reconhecer como a pessoa mais importante para si mesmo e entender que o outro também o é para ele. Assim, o reconhecimento da individualidade, da importância própria e do outro, é que gera um verdadeiro espírito de equipe. Entenda-se equipe como um grupo de pessoas que se envolvem na mesma tarefa ou que despendem esforços tendo um propósito comum como norte. Os times de esportes coletivos representam muito bem esse conceito, pois é necessário que haja um forte espírito de equipe para que o melhor de cada um possa aparecer, contribuindo para o êxito de todos. Nesse processo, o respeito por si e pelos demais é fundamental. Ao gestor cabe estimular o aparecimento desse espírito, seja numa equipe de futebol ou num grupo de trabalho de uma organização empresarial. Pode-se ter aquelas pessoas que são as mais visíveis no processo, mas se deve ter o entendimento que a importância depende de outras variáveis.

Há um exemplo para isso. Não me recordo mais quem disse, mas lembro-me da pergunta feita:
– Quando você vai fazer um Raio-X qual é a parte mais importante: a máquina de Raio-X ou o cabo que a alimenta com energia?

Não há como definir, porque as partes isoladas nada podem fazer. Há que se entender que todos os envolvidos num processo são importantes. Não há espaço para pessoas que se queiram crer mais importantes do que as outras. Não há lugar para quem acredita ser uma “euquipe”. O importante é fazer a sua parte em benefício próprio e da EQUIPE!


Saber eu sei…

… mas não faço!
Em tempos de soluções rápidas para problemas complexos, muitos de nós, estamos aptos para compartilhar ditados, ensinamentos, regras e conselhos para resolver os problemas dos outros e do mundo. Muitas vezes, entretanto, não resolvemos os nossos problemas. Fui flagrado nessa situação outro dia. Pela enésima vez cometi o mesmo erro. Minha esposa, com certa ironia, perguntou-me:
– Você não aprendeu ainda?
Inteligentemente respondi:
– Aprender eu aprendi, mas ainda não faço…

Fiquei pensando, Aprendi? Se eu não faço então não aprendi… 

Posso até saber como não cometer determinado engano, mas ao repeti-lo quer dizer que não aprendi.

Competitividade, uma questão de respeito

Quando assisto a uma competição esportiva e vejo alguém fazendo corpo mole ou firulas desnecessárias fico incomodado. Muitas vezes isso pode ser visto em partidas de futebol quando uma equipe alcança uma vantagem folgada no placar. Nesse momento, aparece o jogador engraçadinho que começa a fazer embaixadinhas, a dar pedaladas ou a ensaiar jogadas mirabolantes que não têm o objetivo de facilitar o caminho até o gol ou de ampliar a possibilidade de defesa. Por que fico incomodado com isso? Porque quem faz isso desrespeita o competidor que está do outro lado, os colegas de equipe e os torcedores. Não interessa se o jogo está 0 a 0 ou se está 5 a 0. O jogador que está em campo deve dar o melhor de si, oferecendo ao adversário e aos colegas o respeito e ao público o espetáculo que ele procura. Fosse eu do outro lado preferiria perder um jogo por 5 ou 6 a 0 com os outros jogando tudo o que sabem jogar do que perder por menos dando-me conta de que eles estão menosprezando a minha equipe e a mim.

Numa organização não é diferente. Pode-se não estar numa competição, mas devemos ser competitivos. Devemos dar o melhor que temos a dar para ajudar a produzir com mais eficiência e eficácia aquilo a que nos propomos quando entramos na organização. Ser competitivo é uma questão de respeito para consigo mesmo, com os colegas, com a organização e com os consumidores.

Seres humanos, seres estranhos e o uso da água…

Você quer um local onde o uso racional da água não existe? 
Vá para um hotel de alto padrão. Um banho de uma pessoa consome água que daria para outras tantas o fazerem sem nenhum prejuízo da higiene. Vá então para o restaurante. Observe as pessoas tomarem o seu café da manhã num hotel. Elas entram e olham a oferta dos mais variados tipos de alimento. Pegam um prato e se servem de mamão. Comem o mamão. Deixam o prato na mesa. Pegam outro prato e se servem de abacaxi. Comem o abacaxi. Pegam outro prato e se servem de pão  de queijo. Comem o pão de queijo. Pegam outro prato para se servir mais alguma coisa. E assim a cena de repete. As pessoas que ali trabalham quase não conseguem repor os pratos limpos necessários para atender a demanda. Ao final do café da manhã cada hóspede usou uns tantos quantos pratos para fazer uma única refeição. Pratos que usam água para serem lavados. E os congressistas que participavam daquele congresso internacional sobre o uso racional da água estavam lá, lambuzando-se nos prazeres da boa comida desperdiçando água como nunca. E eu também…
O uso racional dos recursos naturais não é só uma tendência, é uma exigência fundamentada na constatação de que não há o suficiente para que se continue a usá-los da forma como os usamos.
Pode-se entender o uso desregrado que fazemos dos recursos naturais? Claro que sim. Os seres humanos têm uma história planetária de mais de uma centena de milhares de anos em que nunca ainda se havia descoberto o último rincão do planeta. De repente, nos últimos séculos, descobrimos que o planeta é finito e que os recursos também o são. Sabemos, mas ainda não internalizamos essa realidade para modificar nosso comportamento. Ainda não paramos de nos reproduzir e nem de aumentar o consumo de tudo que está disponível.
Pode-se condenar o uso desregrado que fazemos dos recursos naturais? Em algum momento terá que se começar e a tomada de consciência da finitude dos recursos naturais é um bom indicador. Em muitos casos, o discurso sobre a percepção da necessidade da mudança dos hábitos de consumo vem se alterando, mas a realidade ainda não é impactada por ele. Fala-se muito  no uso racional dos recursos naturais, bem como do desenvolvimento de modelos sustentáveis de vida, porém com pífios resultados práticos. Um dos itens em pauta, recorrentemente, é a água. Discorre-se, teoriza-se, fala-se e organizam-se eventos internacionais, nacionais e regionais para tratar do tema. Para a surpresa de poucos, mas para o deleite dos pensadores que apresentam dados e números insustentáveis sobre usar mal o recurso “água”, os eventos, em sua grande maioria, são realizados em modernos e chiques hotéis de alto padrão.
E esse é um exemplo mínimo, mas que mostra toda a nossa incongruência como seres humanos. Mas é certo que os congressistas daquele evento sobre o uso racional da água têm boas ideias para os outros implementarem. Sempre assim, não é?
Será que esses debatedores tomaram realmente consciência do discurso que alardeiam?

Quando será que todos nós, simples mortais, tomaremos consciência dessa realidade?

Somos seres humanos. Somos ou não somos seres estranhos?

Por que as perguntas são tão importantes?

Quem pode responder? Creio ser um bom começo cada um elaborar e responder para si uma boa pergunta, O que te move?
Outro dia conversava com um amigo, diretor de uma grande empresa. Ele, que não tem nem 30 anos, já demonstrava o cansaço e estresse cada vez mais comuns na vida de jovens executivos. Ao falar de sua posição e da rapidez com que a ela chegou o orgulho era evidente. Falar de resultados também fazia com que os seus olhos brilhassem. Mas por que tamanho cansaço?, perguntei. Qual a razão de tanto estresse?, foi outra pergunta que naturalmente surgiu na conversa. As perguntas não tinham a intenção de causar sofrimento nem dor, mas eu sabia que elas tinham a capacidade de fazer com que ele se questionasse sobre isso. A razão é simples. As perguntas têm a natural função de estimular a que se pense em respostas, sendo um caminho para se encontrar soluções. Porém, o grande desafio é fazê-las ou se autoquestionar corretamente. Caso se parta de uma pergunta mal formulada, acaba-se por resolver um problema errado.
A conversa entre nós prosseguiu. O jovem executivo levantou algumas hipóteses sobre o cansaço e estresse. Diferentes estudos revelam que o autoquestionamento proporciona impulsos mais duradouros na busca por respostas. Mas até o momento, as questões haviam sido postas por mim. Mesmo assim, elas estavam produzindo resultados. Era visível que as perguntas feitas estavam sendo processadas com muita profundidade. O espírito e a alma do executivo estavam presentes no processo. Por isso, as perguntas são cada vez mais importantes na capacidade de mover os outros e a si mesmo. Fica evidente que encontrar o problema adequado é que fará com que se chegue a uma solução apropriada, porque as ferramentas tecnológicas e humanas, provavelmente, existem para que se tenha uma boa resposta.
Nessa toada, a nossa conversa prosseguia. Foi quando lhe fiz mais uma pergunta, Mas o que te move? O jovem executivo mexeu-se nervosamente em sua cadeira. Comentou sobre a vida diferente que levam alguns de seus melhores amigos de infância e juventude. Por fim, respondeu se questionando, Será que vale a pena? Será que está valendo a pena?, repetiu. Caramba, disse ele, essa pergunta vou me fazer todos os dias ao levantar… e os seus olhos brilhavam genuinamente felizes. Pensei com os meus botões, Grande pergunta… Chegou cedo a ela!

Tem gente que termina os seus dias sem se perguntar o que realmente os move. Muitas vezes, terminam a vida sem se perguntar, Valeu a pena ter vivido?. Respondê-la dá uma dimensão da importância das perguntas.

Deu na Globo…

…sou contra!
Ouvir alguém dizer “Tenho por princípio ser contra o que a Globo noticia…” chega a ser deprimente, principalmente sendo a frase pronunciada por uma pessoa instruída.

É quase a mesma situação quando ouço, O BBB é o fim da picada!”. A mim, particularmente, ele não incomoda porque não o assisto. Portanto, para mim não é nada.

É quase a mesma situação quando ouço, “A programação da TV brasileira é uma porcaria…”. Pode até ser, mas se a audiência existe por que não seria? 

A programação, com BBBs e outras atrações, somente existe porque audiência tem. Muitos até poderiam argumentar, “Não há opção…”, o que se caracteriza como a mentira dos preguiçosos. Por que não trocar de canal? Por que não desligar? Por que não ler um livro? 

Por fim, afirmar que se é contra algo somente porque foi veiculado em determinado canal chega a dar pena. Isso quer dizer que se for noticiado que “Houve um maremoto na China”, que “A gasolina teve um aumento…” ou que “Há uma previsão de fortes chuvas para a tarde de hoje…” a pessoa é contra porque vai contra os seus princípios acreditar naquilo que é noticiado naquele canal.

No meu ponto de vista, não me deixo pautar pela notícia ter sido veiculada neste ou naquele canal. Jamais daria tamanho poder aos outros sobre o que eu penso!


Somos únicos. Somos múltiplos.