¿Conoces al Hombre de la Bicicleta?

¿Conoces al Hombre de la Bicicleta?

Ella seguía la celebración con una mirada encantada y se maravillaba con la imagen del Buen Pastor, una obra de arte que representa una de las parábolas cristianas, desplegada en la pantalla. Era una señora de casi noventa años y estar cerca de ella nos hacía sentir que nos acercábamos a la luz. Cuca, su apodo, ya no era plenamente consciente de lo que sucedía a su alrededor, porque el Alzheimer había afectado su memoria y su percepción del mundo. En cualquier caso, la iglesia era un espacio donde a ella le gustaba estar. Era visible que allí se sentía bien por la alegría y la paz que le llegaban. Tan pronto como terminó la celebración, ella y su acompañante emprendieron el camino de regreso a la casa. En ese momento, un ciclista se adelantó a ellas y casi fue atropellado por un autobús. Cuca se sobresaltó y estrechó la mano de su compañera. Entonces ella dijo:

– Conozco al Hombre de la Bicicleta. ¡Lo conozco!

– ¿A quién conoces?

– Al Hombre de la Bicicleta. Lo vi en la iglesia, estaba en la pantalla…

Cuca se refería a la pantalla en la que estaba el Buen Pastor y lo reconoció en el Hombre de la Bicicleta. Los síntomas del Alzheimer ya no le permitían comprender muy bien la realidad física que la rodeaba, pero había conquistado una conexión espiritual que muchos pasarán por la vida sin tener. ¿Ver al Buen Pastor en el hombre de la bicicleta es una conexión espiritual? En mi opinión, sí. Uno de los principales mensajes del cristianismo está relacionado con el Buen Pastor que cuida de sus ovejas en el movimiento de amar al prójimo como a sí mismo. Independientemente de la religión, el mensaje propuesto es el de un reino de amor activo. No utópico. El Buen Pastor fue asesinado por ello. El bus casi mata al ciclista y seguimos matando el mensaje de amor del Buen Pastor casi todos los días en nuestras relaciones familiares, organizacionales y sociales cuando no nos reconocemos en el otro como uno igual a mí. En las familias, ¿cuántas veces los cónyuges se agreden, se pelean y se maltratan en una relación que mata al amor? Al mirar con la sencillez que requieren las relaciones, ambos tienen el mismo objetivo: ser feliz y hacer al otro feliz. En las organizaciones, ¿cuántas veces empleados y directivos se ponen en bandos opuestos en una lucha en la que no hay ganadores? Al analizar la organización, cada uno puede ver que ella sólo existe con la presencia de personas: la organización es circular, no tiene lados. En la sociedad, ¿con qué frecuencia los diferentes individuos se involucran en luchas de poder? Al considerar el capítulo final en la vida de alguien de edad avanzada, uno se da cuenta de lo irracional que es esta lucha: la gente pasa y la vida continúa. De esta manera, entiendo que en las relaciones, las organizaciones y la sociedad, casi siempre es común la búsqueda de individuos, y depende de cada uno no matar al Hombre de la Bicicleta, porque él podría ser tú. La búsqueda de la trascendencia a través de la espiritualidad puede ser una forma de crear un mundo mejor.

Por eso, la invitación de Cuca va mucho más allá de una vida familiar y laboral. Ella ahora está escribiendo su último capítulo de vida sin plena conciencia y nos muestra lo importante que es disfrutar del viaje, además de saber a dónde quieres ir. Cuca tuvo sus épocas de productividad, competitividad y resultados organizacionales y de contribución social. Desarrolló habilidades técnicas para ser farmacéutica, además de las socioemocionales que le aseguraron caminar por la vida con la tranquilidad de quien encontró en la espiritualidad la fuerza para una vida en equilibrio. Formó una familia y participó en organizaciones, ejerciendo diferentes roles sociales. Sin embargo, fue su espiritualidad la que le permitió disfrutar del viaje sabiendo a dónde iba. De todos modos, ahora que ya casi no se identifica, ha aparecido su esencia. ¡Es por eso que Ella es Luz y no mató al Hombre de la Bicicleta!

Moacir Rauber

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Fonte: Rita Romina Peruzky

VOCÊ CONHECE O HOMEM DA BICICLETA?

Fonte: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/o-bom-pastor-se-despoja-da-propria-vida-por-suas-ovelhas/

Você conhece o Homem da Bicicleta?

Ela acompanhava a celebração com um olhar encantado e se maravilhava ao admirar a imagem do Bom Pastor, uma obra de arte que representa uma das parábolas cristãs, exibida no telão. Era uma senhora com seus quase noventa anos e estar próximo a ela nos fazia ter a sensação de nos aproximar da luz. Cuca, seu apelido, já não tinha a plena consciência daquilo que acontecia a sua volta, porque o Alzheimer havia afetado a sua memória e a sua percepção do mundo. De todas as formas, a igreja era um espaço onde ela gostava de estar. Era visível que ela se sentia bem ali pela alegria e paz que a alcançava. Assim que terminou a celebração, ela e a sua acompanhante começaram seu caminho de volta à casa. Nesse momento, passou um ciclista por elas e por um triz não foi atropelado por um ônibus. Cuca se espantou e apertou a mão da sua acompanhante. Logo disse:

– Eu conheço o Homem da bicicleta. Eu conheço Ele!

– Quem você conhece?

– O Homem da bicicleta. Eu vi Ele na igreja. Ele estava no quadro…

Cuca se referia ao telão em que estava o Bom Pastor e ela O reconheceu no Homem da bicicleta. Os sintomas do Alzheimer já não permtiam que ela entendesse muito bem a realidade física a sua volta, porém ela havia conquistado uma conexão espiritual que muitos vão passar pela vida sem ter. Ver o Bom Pastor no homem da bicicleta é uma conexão espiritual? A meu ver, sim. Uma das principais mensagens do cristianismo está conectado com o Bom Pastor que cuida das suas ovelhas no movimento de amar ao próximo como a si mesmo. Independentemente de religião, a mensagem proposta é a de um reino de amor ativo. Não utópico. O Bom Pastor foi morto por isso. O ônibus quase matou o ciclista e nós continuamos a matar a mensagem de amor do Bom Pastor quase todos os dias nas nossas relações familiares, organizacionais e sociais quando não reconhecemos no outro um igual a mim. Nas famílias, quantas vezes, os cônjuges se alfinetam, se digladiam e se maltratam numa relação de quase morte do amor? Ao olharmos com a simplicidade que as relações requerem, ambos tem o mesmo objetivo: fazer e ser feliz. Nas comunidades e nas organizações, quantas vezes, as pessoas com seus diferentes papéis se colocam em lados opostos numa luta em que não há vencedores? “Eu sei, você não sabe, desconecta!” Ao analisarmos a nossa vida em comunidade e nas organizações cada um pode perceber que elas somente existem com a presença de pessoas: as comunidades e as organizações são circulares, não tem lados. Na sociedade, quantas vezes, os diferentes indivíduos se engalfinham em lutas pelo poder? Ao considerar o capítulo final da vida de alguém de idade avançada se percebe o quão irracional é essa luta: as pessoas passam e a vida segue. Desse modo, entendo que nas relações, nas comunidades, nas organizações e na sociedade a busca dos indivíduos é quase sempre comum, cabendo a cada um não matar o homem da bicicleta, porque ele poderia ser você. A busca pela transcendência por meio da espiritualidade pode ser um caminho de criar um mundo melhor.

Portanto, o convite de Cuca vai muito além de uma vida de família e de trabalho. Ela agora está escrevendo o seu último capítulo da vida sem a consciência plena e nos mostra que é importante desfrutar da jornada, assim como saber para onde se quer ir. Cuca teve seus tempos de produtividade, de competitividade e de resultados comunitários, organizacionais e de contribuição social. Ela desenvolveu competências técnicas para ser uma farmacêutica, além das competências socioemocionais que lhe garantiram caminhar pela vida com a tranquilidade de alguém que encontrou na espiritualidade a força para uma vida em equilíbrio. Ela formou família e participou de comunidades e de organizações, exercendo diferentes papéis sociais. Porém, foi a sua espiritualidade que a permitiu desfrutar da jornada sabendo para onde estava indo. Enfim, agora que ela quase não se identifica mais, apareceu a sua essência. Por isso, Cuca não matou o Homem da Bicicleta, ela é Luz!

Moacir Rauber

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Fonte: Rita Romina Peruzky

Qual é o seu ritual preferido? O que ele produz?

Qual é o seu ritual preferido? O que ele produz?

Tenho muitos rituais incorporados no meu dia a dia. Alguns conscientes, outros nem tanto. Para dirigir, por exemplo, tenho toda uma sequência de movimentos que repito todas as vezes que eu utilizo o carro. Basta que eu me distraia e deixe de cumprir com um deles que tenho um pequeno momento de confusão. Esqueço-me onde deixei os óculos ou arranco sem estar com o cinto de segurança posto. Além de ser um ritual, trata-se de um procedimento que me ajuda a manter o foco naquilo que irei fazer. Esse é o papel do ritual para mim: manter o foco. Assim, entendo que no ritual a pessoa, inicialmente, para, olha para si, reconhece a sua dimensão, contextualiza, reflete e depois expande. No esporte, antes de remar, me alongo e nesse período me preparo mentalmente para o desafio. Na saída de casa me pergunto: para onde vou? O que preciso? Sempre que repito esse ritual consigo sair sem deixar a metade daquilo que preciso para trás. No retorno para casa me indago: o que levei? O que trago? Antes de entrar em casa faço uma limpeza emocional para não contaminar um ambiente que é sagrado para mim. Ao cumprir com esse ritual tenho um dia melhor com a minha família. Desse modo, sempre que sigo os rituais parece-me que tudo fica mais sereno, tranquilo e produtivo com relação aquilo que importa. Mas qual seria o meu ritual preferido? Entre todos os rituais, eu tenho um que especialmente me comove: a Santa Missa.

Para muitos pode parecer estranho, piegas e até pouco racional. Não me importa, porque o que importa que esse momento é importante para mim. Para os Católicos é o momento mais importante da profissão de fé, entretanto, para mim, esse momento representa os passos perfeitos de um ritual de expansão das possibilidades humanas de Ser Humano a partir da centelha divina que nos acompanha. Ao entrar numa igreja, parece-me ocorrer o contato direto com o sagrado. “Deus está em todas as partes” é certo, porém aquele espaço dedicado a Ele faz com que eu possa senti-Lo com mais profundidade. Escolher um espaço que nomeamos como sagrado para estar a próxima hora da vida me dá a devida dimensão humana de reconhecer-me pequeno diante dos mistérios da vida e do universo, ao mesmo tempo em que me valoriza com a importância da minha individualidade em toda a sua relevância. Somos pequenos, mas somos únicos. Assim, o universo somente é o que é porque nós estamos nele. Portanto, ao cruzar a porta de um igreja com a intenção de me por de joelhos diante daquilo que não entendo e fazer o Sinal da Cruz é um momento único. (1) Parar para despojar-me da falsa sensação de importância e reconhecer que a vida é muito maior do que o meu próprio umbigo é um exercício de humildade. Nem sempre é fácil. Pedir perdão por toda ação sem amor permite me (2) conectar com o outro na autêntica intenção de contribuir. “Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós”. Pode traduzir “Senhor” como queira, cosmos, universo ou energia superior, porém é um momento de reconhecimento de minha interdependência com algo que a minha limitada capacidade humana não permite entender. Não entender a amplitude daquilo que faço parte, entretanto saber que não estou à parte, faz a diferença para o momento seguinte, em que as leituras do Antigo e do Novo Testamento com os comentários feitos na homília pelo padre me chamam para a responsabilidade de contribuir ao (3) contextualizar a minha presença no mundo. “O mundo é melhor porque você está nele?” é uma pergunta subliminar presente em todas as falas dos padres que me levam a (4) refletir sobre o meu papel no mundo. Por fim, avança-se para o momento da consagração do pão e do vinho, um reconhecimento de que a vida é sagrada em todas as suas dimensões. Se a minha vida tem um valor inestimável a do outro também tem. Por isso, ao comungar com os demais tomo consciência de que eu sem o outro não tenho sentido. A última parte da Santa Missa é um convite para (5) agir e expandir. O Padre dá a benção e diz “Vão em Paz e que o Senhor os acompanhe” para fazer a diferença positivamente em um mundo do que qual faço parte. Qual será a minha ação? Qual é a minha intenção? Isso é comigo.

Enfim, entender os rituais para que as pessoas encontrem o sentido daquilo que fazem e do que acontece fará com que as famílias, a sociedade e as organizações tenham pessoas conscientes de seu papel. Rituais de passagem, de renovação, de integração ou de valorização são essenciais na vida familiar, social ou organizacional, porém é preciso observar e entender para avaliar se o ritual cumpre com a sua função. Quando você para, vocêse conecta de forma contextualizada? A sua reflexão tem levado a que você aja e se expanda? Enfim, dogmas a parte, o fundamental é entender que o único pecado na nossa humanidade é a ausência de amor nas ações e isso está dentro de cada um, nas intenções.

Moacir Rauber

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Quem está se metendo na sua vida?

Quem está se metendo na sua vida?

Estava na casa do meu amigo que falava com seu filho por telefone. Ouvia a parte do diálogo do pai, meu amigo, que disse:

– Não, meu filho, não acho que valha a pena você mandar fazer tudo isso antes de vender o carro. Se a pessoa quiser ela vai comprar do mesmo jeito…

Não falei nada, mas deduzi algumas coisas. Do outro lado deve ter havido alguma argumentação para fundamentar uma ideia para a qual ele pedia a opinião. Mais uma vez do lado de cá ouvi:

– Fazer por fazer não adianta. Fazer o que precisa ser feito não vale a pena. Mostra pra pessoa e fala o que aconteceu. É muito mais fácil.

A conversa seguiu nesse rumo por mais uns instantes, até que desligaram. O pai, que é meu amigo, olhou-me e disse:

– Se não quer a minha opinião por que me pede? E ainda por cima ficou irritado…

É uma situação comum. Nos ambientes em que estamos nós observamos fatos por meio dos nossos sentidos e os interpretamos de acordo com as nossas crenças e valores. Observo pessoas que pedem uma opinião e interpreto que, muitas vezes, não a querem verdadeiramente, porque já se decidiram sobre o tema. Neste caso, creio que apenas queiram ter a confirmação de que a decisão tomada é boa. Ao receber uma opinião diferente sobre a escolha feita, por vezes, incomodam-se com a pessoa a quem pediram a opinião. Em outros casos, as pessoas que pediram uma opinião passam a reclamar que todos querem dar palpites em suas vidas. Mesmo assim, não deixam de pedir a opinião de pai, de mãe, de amigos, do cachorro e do papagaio até para decidir qual a cor do tênis que vão comprar. No momento em que você pediu a opinião a alguém sobre qualquer assunto, entendo que você está autorizando o outro a se pronunciar sobre o tema. No instante em que você formulou e dirigiu a pergunta para alguém você lhe deu o direito de opinar sobre o que foi perguntado. Eis a importância de fazer uma pergunta genuína com o interesse de escutar uma perspectiva diferente. Ambos podem estar diante do mesmo fato, porém com interpretações diferentes. Positivo ou negativo? Depende. Ao se tratar de uma questão pessoal, a pergunta dirigida autriza o outro,  explicitamente, a se meter na sua vida. Depois não reclame.  Se não quiser que se metam na sua vida, não autorize. Não peça a opinião.

Você poderia dizer, É, mas eu não autorizei ninguém a dar palpites na minha vida e mesmo assim eles dão… E isso te incomoda? Em caso afirmativo, você pode não ter dado a autorização explicitamente, mas de forma implícita você a deu, simplesmente pelo fato de que isso o atinge. Não autorizar também significa pouco se importar com aquilo que vão falar de você. Por isso, se você pedir uma opinião, considere-a. Se não quiser uma opinião, não peça. Se você já tem um decisão, caso julgue necessário, informe. Ao adotar essa postura você vai ver que …

…os outros não podem se meter na sua vida.

A menos que você os autorize!

Moacir Rauber

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QUAL É A SUA DOR?

Qual é a sua dor?

Sábado à tarde tranquilo. Estava em casa com minha esposa fazendo alguns trabalhos domésticos. Ela limpava manchas de tinta na parede e eu pintava uma mesa com verniz. Pinta de um lado e de outro. Precisava virar a mesa e pedi ajuda. Minha esposa veio e se enroscou num banco que caiu com força sobre o seu pé. Pude escutar um grito de dor e em seguida:

– @#$ %@#$%… seguiu uma cantilena de palavrões em espanhol, sua língua nativa.

Eu a olhava e não podia fazer nada. Apenas pude estar ali ao seu lado enquanto ela sentia a sua dor.

Qual é a sua dor? Ela pode ser física ou emocional. A dor física é individual e intransferível. O outro não a pode sentir. Ao ver a minha esposa com dor, ainda que quisesse, não poderia sentir a sua dor. Podia imaginar e me condoer, mas lhe cabia a ela aguentar a dor. Eu somente podia estar ali para prestar-lhe alguma ajuda física, caso necessário. A dor emocional pode ser compartilhada com um amigo, cônjuge, psicólogo ou outra pessoa que se disponha a ouvir, porém, igualmente, o outro não pode sentir. Acrescente-se, a dor emocional não precisaria existir porque ela é resultado de uma escolha individual. Às vezes é um conflito no ambiente de trabalho ou de amizade mal resolvido que nos provoca dor. Outras vezes, sentimos dor por uma expectativa não realizada de uma busca pessoal ou por uma decepção com outra pessoa ou conosco mesmos. De igual modo, os desentendimentos com as pessoas que amamos nos machucam e sentimos tanta dor que parece ser no corpo. Tudo isso gera sofrimento, aflição, agonia e angústia individual, que no ambiente organizacional resulta em baixa produtividade e perda de competitividade; no ambiente doméstico acaba em briga e dissoluções familiares; nas amizades aparecem os malentendidos que culminam em inimizades. Qual é a sua dor emocional? Na Páscoa aprendemos que a morte de Jesus, a sua dor e o seu sofrimento foram para redimir os nossos pecados, que é a ausência de amor nas nossas ações.

O sacrifício de JESUS tinha o objetivo de nos aliviar da nossa dor para que pudéssemos viver no amor e amar sem dor.

Entretanto, somos humanos e nos infligimos dor emocional em algum momento. Nossas escolhas. As ciências comportamentais atestam que não há dor emocional que não haja sido provocada por si mesmo, respaldando a mensagem milenar do Cristo para amar ao próximo como a si mesmo e evitar a dor. É uma obviedade, porque somente eu posso sentir por mim. Dor ou amor, não importa, é um sentimento meu.

O pé machucado vai gerar dor física, não é mais sua escolha. A dor no peito como resultado das emoções é uma escolha. Por isso, Páscoa é período de ressurreição em que a dor da morte de Jesus nos resgata para o Amor. Assim pergunto: qual é sentido da sua dor? Parece pieguice religiosa ou utopia de alguém que sempre quer ver o lado bom da vida, entretanto acredito que a dor de Cristo é um convite para o amor humano. Não dê mais espaço para o desamor que gera dor. Enfim, cristãos e não cristãos são convidados a praticar a ressurreição das relações profissionais e familiares a partir do amor sem dor.

Na Páscoa, deixe-se resgatar pelo AMOR!

Moacir Rauber

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¿CUÁL ES TU DOLOR?

¿Cuál es tu dolor?

En una tranquila tarde de sábado, estaba en casa con mi esposa haciendo algunas tareas domésticas. Ella limpiaba las manchas de pintura de la pared y yo pintaba una mesa con barniz. Pintaba de un lado y otro. Necesitaba dar vuelta a la mesa y pedí ayuda. Mi esposa se acercó y se acurrucó en un banco que aterrizó con fuerza en su pie. Pude escuchar un grito de dolor y luego:

– La c… de la lora… siguió un cántico de groserías.

La miré y no pude hacer nada. Solo podía estar a su lado mientras sentía su dolor.

¿Cuál es tu dolor? Puede ser físico o emocional. El dolor físico es individual e intransferible. El otro no puede sentirlo. Al ver el dolor de mi esposa, aunque quisiera, no podía sentir su dolor. Podía imaginar y simpatizar, pero dependía de ella soportar el dolor. Solo podía estar allí para brindarle ayuda física, si fuera necesario. El dolor emocional se puede compartir con un amigo, cónyuge, psicólogo u otra persona que esté dispuesta a escuchar, pero igualmente, el otro no lo puede sentir. Además, el dolor emocional no necesitaría existir porque es el resultado de una elección individual. A veces es un conflicto laboral o de amistad no resuelto lo que nos causa dolor. En otras ocasiones, sentimos dolor por una expectativa incumplida de una búsqueda personal o por una decepción con otra persona o con nosotros mismos. Asimismo, los desacuerdos con las personas que amamos nos lastiman y sentimos tanto dolor que parece estar en el cuerpo. Todo esto genera sufrimiento, aflicción, agonía y angustia individual, que en el ambiente organizacional se traduce en baja productividad y pérdida de competitividad; en el ámbito doméstico desemboca en riñas y disoluciones familiares; en las amistades aparecen malentendidos que culminan en enemistades. ¿Cuál es tu dolor emocional? En la Pascua aprendemos que la muerte de Jesús, su dolor y su sufrimiento fueron para redimir nuestros pecados, que es la ausencia de amor en nuestras acciones. Su sacrificio estaba destinado a aliviarnos de nuestro dolor para que pudiéramos vivir en amor y amar sin dolor. Sin embargo, somos humanos y en algún momento infligimos dolor emocional. Nuestras elecciones. Las ciencias del comportamiento atestiguan que no hay dolor emocional que no haya sido causado por uno mismo, sustentando el mensaje milenario de Cristo de amar al prójimo con uno mismo y evitar el dolor. Es una obviedad, porque sólo yo puedo sentir por mí mismo. Dolor o amor, no importa, es mi sentimiento.

El pie lesionado te generará dolor físico, ya no es tu elección. El dolor de pecho como resultado de las emociones es una elección. Por tanto, la Pascua es un período de resurrección en el que el dolor de la muerte de Jesús nos rescata por Amor. Entonces pregunto: ¿cuál es el significado de tu dolor? Suena a alboroto religioso o a la utopía de alguien que siempre quiere ver el lado bueno de la vida, sin embargo, creo que el dolor de Cristo es una invitación al amor humano. No le des más espacio al desamor que genera dolor. Finalmente, cristianos y no cristianos están invitados a practicar la resurrección de las relaciones profesionales y familiares basadas en el amor sin dolor. ¡En la Semana Santa, déjate rescatar por el AMOR!

Moacir Rauber

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SÁBIO OU SABOTADOR?

Sabotador ou sábio?

A discussão foi dura. Feia mesmo. Palavras agressivas foram ditas num momento de desentendimento familiar. A acusação de um colocava a culpa no outro e vice-versa. Para por um fim na discussão o pai falou para a filha:

– Aqui é minha casa e são minhas regras. Se não estiver satisfeita a porta é a serventia da casa.

Silêncio mortal. Depois o choro da filha. O pai pegou a chave do carro e saiu. A filha e a mãe ficaram sem saber o que fazer. A rispidez do tom e as ofensas ainda ecoavam na mente de todos, porque as palavras afetam e magoam. Palavras que afetam sem afeto, doem e machucam a alma e o corpo. Ambientes hostis que afetam sem afeto produzem doenças, dor e morte. Relacionamentos agressivos em que se ressaltam os gritos desencadeiam tremedeiras e desenvolvem comportamentos neuróticos e obsessivos. Como entender que passaria pela cabeça de uma mãe ou de um pai querer o mal da sua filha? Qual a filha que deliberadamente quer ofender o pai ou a mãe? Parte-se da premissa de que as pessoas têm boas intenções, principalmente, para com aquelas que amam. Por que então as ações não correspondem com as intenções? As ciências comportamentais podem explicar, mas para mudar o fenômeno a explicação não basta. No livro Inteligência Positiva (Shirzad Chamine) há uma explilcação bem fundamentada do que ocorre com cada uma das partes quando o confronto de ideias leva a sensação de perigo real para os envolvidos. Isso faz com que a reação comportamental seja de luta, de fuga ou de paralisia. O pai agride verbalmente, é a luta, e depoisa sai de casa, é a fuga. A filha ataca com as palavras, é a luta, e em seguida chora, é a paralisia. Considere que nem pai nem filha são predadores que representariam um pergio real para a existência um do outro, salvo em caso de psicopatia. As ações de ambos se voltam para um modo descrito como de sobrevivência que dá razão ao crítico que alerta para o perigo. Com isso, perde-se a capacidade de despertar em cada um o sábio para ver as possiblidades presentes num confronto de ideias. O livro fala de dez sabotadores, sendo o crítico o articulador principal. Cabe destacar a presença do sábio com seus poderes, muitas vezes refém do crítico. O sábio parte da empatia e avança para exploração da situação, caminhando para a inovação ao criar novas perspectivas frente a uma situação diferente. Isso leva a pessoa a navegar por caminhos alinhados com a sua busca. Por fim, uma circunstância desafiadora conduz o sábio que existe em cada um a ativar ações alinhadas com as intenções. Dimunuir o poder do crítico permite que surja o sábio. É fácil? Não, mas uma pausa para se conectar com a realidade e calar os sabotadores pode dar uma oportunidade a que surja o sábio.

Voltemos para a discussão entre pai e filha. Qual a razão que levou cada um a produzir dor no outro, se no fundo um somente quer o bem do outro? Um afetou o outro sem afeto, mas carregm dentro de si a intenção do AFETO. Os sabotadores internos descritos por Shirzad Chamine explicam, porém as ações dependem de cada um. Depois que a tempestade criada passou, pai e filha se reencontraram. Cada um acalmou a sua dor deixada pelas agressões recebidas e proferidas. As marcas existem. As boas intenções alinhadas com as ações os reaproximaram.  Porém cabe a cada um começar o trabalho de diminuir o poder dos sabotadores para que o sábio possa se sobressair. Nesse processo, a pausa para uma atitude consciente é essencial. Por isso o ditado, “enquanto um burro fala o outro abaixa as orelhas” é tão verdadeiro.

Moacir Rauber

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QUAL É A IMPRESSÃO QUE FICA?

Qual é a impressão que fica?

Estávamos no campinho de futebol da escolinha como sempre. Domingo de manhã depois da missa era a hora do futebol. A molecada entre 10 e 15 anos estava toda ali. Alguns pés descalços. Outros com uma conga sem meia. A bola de couro bem velha estava no meio do campo e começávamos a escolher os times. De repente, encosta um carro ao lado do campinho. A porta do caroneiro se abre. Como numa cena de filme se consegue ver um pé e uma perna saindo. Mas não era algo comum. No pé havia uma chuteira. A perna estava protegida por um meião de futebol. Era o sonho de consumo de 100% dos meninos que viam a cena. Na sequência saiu do carro o filho do novo vizinho. Estava completamente fardado. Calção e camiseta oficial do seu time e uma bola nova debaixo do braço. Tivemos a impressão de que chegava um craque no nosso campo. Ele se aproximou e todos o queriam para o seu time. Por sorte, não caiu no meu, porque quando a bola rolou a habilidade demonstrada pelo suposto crauqe não existia. Era um perna-de-pau. Esse momento me faz lembrar o ditado, “a primeira impressão é a que fica”. Será mesmo? Por isso a pergunta: qual é a impressão que fica?

Os estudos, principalmente da área de psicologia, mostram que numa fração de tempo muito pequena formamos um juízo sobre uma pessoa ou uma situação que, por vezes, será difícil de reverter. O nosso cérebro conectado aos sentidos usa informações subliminares para obeservar o que muitas vezes não se vê a olho nu e forma uma opinião. A intuição funciona, principalmente quando se tem um bom nível de conhecimento sobre o tema. Daniel Kahneman diz que quanto mais conhecimento se tem, mais a intuição acerta. Porém, o que fazer quando a primeira impressão que você tem sobre alguém não é boa? No âmbito pessoal, quase sempre, é mais fácil. Basta se afastar. No campo profissional, muitas vezes, você precisa continuar convivendo com alguém que a impressão que você teve não lhe agrada. Desse modo, em Comunicação Não-Violenta a sugestão é que a nossa observação seja consciente para registrar os fenômenos que acontecem de uma maneira que seria feito por uma lente ou por um gravador de voz. Ainda que o nosso cérebro tenha realizado o processo de criar um juízo de modo automático, a tomada de consciência permite diminuir a sua influência. Dessa forma, fazer uma pausa intencional diante de uma situação ou de uma pessoa, auxilia a que se minimizem os julgamentos e não se tirem conclusões tão rapidamente. Olhar a cena para descrevê-la de uma maneira que o outro a possa ver de igual modo é o desafio. Apenas observe. É fácil? Não. Faça uma pausa para observar sem julgar, para sentir com genuíno interesse por si e pelo outro, para identificar as necessidades de um e de outro e, com isso, interagir de forma autêntica com o outro. A primeira impressão, se não confirmada, será mudada pelos fatos.

No caso da minha infância, a chegada do novo jogador causou uma excelente primeira impressão, porém foi desfeita dez minutos depois. Por isso, caso você tenha a oportunidade de causar uma boa primeira impressão, aproveite-a. Lembre-se que será importante confirmá-la. Há que se lembrar de que a vida é um ato contínuo e não se resume a primeira impressão. No trabalho ela será corroborada, ou não, pelos resultados. Nas relações pessoais, a primeira impressão será confirmada, ou não, no dia a dia. Na vida, provavelmente, ela será resultqado da construção feita no caminho e a última impresssão não será mudada!

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.