Que mundo você quer respirar?
Depende do mundo que você inspirar!
A proposta do ESARH 2018 é sensacional!
Crédito das imagens: Rastro SelvagemOutro dia uma moça me indagou:
– Se você fosse fazer uma metáfora de você mesmo, qual seria?
Fui pego de surpresa. Como não soube o que responder, fiz uma pergunta:
– Como assim?
– Ahh, algumas pessoas se identificam com um bicho… E ela deu alguns exemplos.
Fiquei pensando e não me ocorreu nenhum bicho com o qual pudesse fazer uma comparação. Porém, lembrei-me da água. Acredito que assim como o ser humano ela tem diferentes estados. Diferentes FACETAS! Às vezes sólida, outras vezes líquida e também gasosa. Às vezes calma, outras vezes agitada e também fluída. Pensando nisso, consegui me identificar com a água.
Quando penso nos meus valores, entre eles o respeito e a confiança, comparo-me com a solidez da água quando ela é gelo. Com a frieza do caráter que não tem dúvidas eu confio nas pessoas com as quais convivo. Quando não é possível confiar deixo de conviver, porque acredito também ser uma forma de respeitar a diferença que há entre aqueles que não confiam. E respeitar, para mim, é fundamental.
Quando penso nos meus amores sei que de água sólida logo me transformo em água líquida. Derreto-me para aquilo que eu gosto. Família e amigos estão sempre presentes, ainda que muitas vezes não fisicamente. A lealdade do amor e da amizade me fazem derreter para as emoções baseadas na confiança e no respeito.
Quando penso nos meus sonhos eu viajo como se gasoso fosse. Não há limites de tempo ou espaço, porque posso subir, descer e ir para onde a minha mente me levar. O que há de real em sonhos gasosos? Tudo, porque são os sonhos que dão forma aos nossos objetivos. São eles que nos levam de um lugar para o outro sem que, muitas vezes, possamos entender o que aconteceu. É a água gasosa!
Entretanto, nem tudo é tão sereno quanto parece. Para ser gelo, muitas vezes dói. Para ser líquido, muitas vezes se machuca e se é machucado. Para ser gasoso é preciso se transformar e isso também pode ser doloroso. E assim, a vida, comparada a água, pode ter momentos de calmaria, de agitação e de fluidez.
A calmaria acontecesse quando estou como um lago sem ventos ou um mar com jeito de espelho. São momentos maravilhosos em que tudo está como deveria estar. É a zona de conforto que nos dá conforto. Os relacionamentos estão estáveis feito um barco ancorado em águas de um lago sereno. As amizades seguem sendo as mesmas que sempre foram sem marolas. A família continua no lugar onde sempre esteve como águas paradas e profundas. Tudo certo no lugar certo. São os momentos em que as águas estão calmas e serenas que nos dão a tranquilidade para as tormentas que também aparecem. Afinal, a água, como a vida, não fica sempre no mesmo estado.
De repente a calmaria deixa de existir. As ondas aparecem. A vida sai do controle. Os relacionamentos acabam. Os amigos se mudam. A família se transforma. A água, por meio das ondas, agride, briga e se revolta. Ela quer expandir os seus limites achando o seu confinamento ao leito injusto. Na vida acontece algo semelhante. O conforto da calmaria se modifica no movimento natural da vida. Às vezes agredimos, machucamos e choramos. Queremos mais dos nossos relacionamentos. Buscamos ampliar o nosso número de amigos. Aspiramos uma família mais completa. Desejamos expandir as nossas experiências para além do que calmaria pode nos oferecer. O agito das ondas, assim como as mudanças da vida, podem nos proporcionar prazer.
É disso que vem a fluidez. A fluidez é o estado intermediário entre a calmaria e a agitação. As águas não ficam estáticas feito uma lagoa. Elas também não ficam agressivas feito as ondas de um mar revolto. As águas fluídas escorrem, contornam e seguem o seu caminho. Elas sabem para onde vão. As águas fluídas, assim como as vidas vividas, não param. Elas têm um objetivo que veio de um sonho gasoso. Elas têm valores sólidos que, por meio da fluidez, as conduzem para onde querem ir. Assim como as águas, as vidas mudam: elas têm diferentes estados e múltiplas FACETAS!

Como a água:
Sou sólido com os meus valores
Sou líquido com os meus objetivos
Sou gasoso com os meus sonhos.
Sou calmo com as vitórias
Sou agitado com as injustiças
Sou fluído com as alternativas
Moacir Rauber
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Quanto vale a segurança pra você? Motivação para o comportamento seguro
Aplicação:
Palestra dirigida para eventos SIPAT destacando a importância de que nós devemos adotar um comportamento seguro para que possamos desfrutar da vida em sua plenitude.
Objetivos:
Questões fundamentais:
Moacir Rauber
Fone: 48 99857 8451
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– O que você vai fazer com a sua vida?
A pergunta fora jogada para uma plateia composta por pais, a maioria jovens, e seus filhos, que tinham entre seis e dez anos. Logo, um dos meninos levantou a mão e respondeu:
– Eu quero ser um super-herói!
Muito bem, pensei com os meus botões. Ele quer fazer a diferença no mundo. Um tempo depois pedi um voluntário para uma atividade em frente a plateia. O primeiro a se voluntariar foi o candidato a super-herói. Fiquei feliz porque isso demonstrava que ele não era só palavras. Ele mostrava que estava disposto a agir e estava disponível para os outros. E esse foi o ponto explorado sobre as motivações que cada um de nós exibe para alcançar aquilo que imagina querer da sua vida. Sabe-se que ser um super-herói é uma pretensão, talvez exagerada, normalmente relegada para o mundo da ficção. Porém, nada impede que cada um seja um herói na sua área de atuação. O herói das pequenas coisas, a começar pela atitude de agir primeiro para pensar na recompensa depois. Normalmente, exigimos saber a recompensa primeiro para agir depois.
É muito comum que sempre queiramos saber, O que vou ganhar com isso?, limitando a pergunta às questões financeiras. Entendo que a pergunta deve ser feita de modo reflexivo ampliando as perspectivas da ação, englobando outras variáveis, como, O que vou perder com isso? Também se deve lembrar, O que os outros vão ganhar? E se vão ganhar. O questionamento deve abordar, O que os outros vão perder? E essas indagações vão muito além do aspecto financeiro. Fala-se de bem-estar e de saber que as minhas ações afetam os outros. Por isso, acredito que muito diferente de sermos motivados pela antiga construção do Se você fizer, então você vai receber aquilo… com o intuito de que a recompensa motive a ação, devemos passar a agir pela composição do Agora que você fez isso o mundo te dá aquilo. Como assim? Entendo que devemos partir para a ação. Uma vez pensadas e avaliadas as variáveis que transcendem o aspecto puramente material, acredito que devemos fazer a nossa parte que o mundo tratará de nos recompensar. Vejo que nessa percepção, as recompensas podem nos surpreender. Caso não aconteça nada que você perceba, fique tranquilo que é muito bom ser bom. Esse é o herói das pequenas coisas.
Penso que é muito bom devolver o troco que você recebe a mais por engano, porque a recompensa é a sensação de ter feito o certo e o bem para alguém. É muito bom ajudar alguém que está com dificuldades no seu trabalho, porque a recompensa disso é o desenvolvimento das próprias habilidades. É muito bom ser gentil no trânsito, porque a recompensa disso é a diminuição do estresse de todos. É muito bom ser pontual nos compromissos, porque a recompensa disso é o respeito. É muito bom dizer Muito obrigado, porque a recompensa disso será um sorriso. É muito bom elogiar o outro que fez algo bom, porque a recompensa disso serão mais coisas boas sendo feitas. Enfim, é muito bom ser justo, ainda que você acredite que o mundo não o seja. A recompensa disso será um mundo um pouco mais justo. Por isso tudo, é muito bom ser bom. São desses heróis que precisamos. Porém, para isso, precisamos estar dispostos a nos atrever a fazer primeiro para que a recompensa venha depois. Você quer ser um super-herói? Não é preciso, basta ser o herói que valoriza as pequenas coisas. Lembra do menino voluntário que se candidatou a super-herói? Ele foi premiado com um presente pela sua disponibilidade, pela sua coragem e pela sua iniciativa de ser um voluntário. Esteja disponível que a recompensa virá.

Moacir Rauber
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A aceitação da Diversidade, via de regra, está atrelada a uma postura de Inovação. Para isso é preciso pensar e respeitar quem pensa diferente. E você, pensa diferente?
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Outro dia participei de um evento que reunia pais e filhos. Eram mais ou menos umas quatrocentas pessoas. Em algumas atividades nas quais solicitava a presença de um voluntário as crianças logo estavam dispostas a participar. É a espontaneidade em seu estado natural. Além disso, houve um momento que foi muito especial. Pedi a participação de um voluntário. Não tive tempo para identificar quem chegou primeiro, porque muito rapidamente dois meninos de mais ou menos oito anos estava junto a mim. Fiz a atividade com ambos e ao finalizar estava diante de um impasse:
– O que vamos fazer? Vocês estão em dois e eu somente tenho um presente para entregar. É um livro. Não dá para dividir…
Silêncio na plateia. Silêncio entre os dois meninos. Entretanto, logo um deles propôs:
– Quem sabe um fica com o livro primeiro para ler. Depois entrega para o outro ler ele também.
Novo silêncio. Pareceu-nos a todos uma boa e justa alternativa. Estávamos felizes com a solução.
– E depois a gente doa ele… Complementou o segundo que sabia que do outro lado da rua onde estávamos havia uma biblioteca pública.
Foi simplesmente fantástico. Fiquei boquiaberto com a solução, assim como todos os presentes. Na sequência, os aplausos vindos da plateia foram espontâneos e naturais porque os adultos reconheceram o momento presenciado. Se a espontaneidade já havia marcado presença em seu estado natural com a participação das crianças, também a sabedoria se manifestou de forma espontânea e natural com as atitudes delas. Fiquei a me perguntar: em que momento da vida nós perdemos a espontaneidade e deixamos de nos tornar sábios naturalmente?
Não sei a resposta, mas tenho me questionado sobre a pergunta. O tema do evento era justamente a importância de nos relacionarmos num ambiente de respeito, de aprendizagem e de confiança. Falou-se sobre a importância do respeito para consigo mesmo e também para com o outro. Reconhecer-se como a pessoa mais importante para si mesmo, não é um exercício egoísta. Egoísmo é quando as pessoas somente se preocupam e se ocupam consigo mesmas. A pretensão era exatamente a de destacar a importância do altruísmo e da empatia ao reconhecer a própria importância para poder se preocupar e se ocupar do outro. Falou-se da aprendizagem como sendo uma escolha individual. Escolhemos se aprender é uma tarefa ou um lazer, assim como escolhemos aquilo que queremos aprender. Por outro lado, ensinar não é uma escolha, porque ensinamos sempre com aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. E também se falou de confiança como um ato de preservar os bons valores que nos regem como sociedade. Aquele momento proporcionado pelos dois meninos nos mostrou sobre a existência do respeito, sobre o processo de aprendizagem e sobre o exercício da confiança entre ambos.
Naquele evento, nós, os adultos, falamos que é importante um mundo em que o respeito, a aprendizagem e a confiança sejam os valores que norteiem as nossas ações. Elas, as crianças, mostraram como se faz um mundo em que o respeito, a aprendizagem e a confiança sejam uma realidade. Elas expressaram os valores de forma natural e espontânea. Portanto, se nem sempre a sabedoria e a espontaneidade vêm com o passar dos anos, cabe a nós reavaliarmos como aprendê-las. O que será que as crianças podem nos ensinar ainda mais? Sim, porque naquele evento, os adultos que foram para ensinar saíram como aprendizes das crianças. E a sabedoria vem com idade? Somente se nós continuarmos dispostos a aprender apesar da idade.
Moacir Rauber
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