Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

A namorada que ninguém viu…

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O medo pode paralisar tanto quanto o amor pode impulsionar. Depende de quem está no comando da mente.
Sabotagem na relação
Para desfrutar é preciso enfrentar. Para enfrentar é preciso coragem. A coragem leva a que se lute pelo que se quer. Muitas vezes é mais fácil “deixar pra lá”. Porém, “deixar pra lá” é deixar de viver.

Um aluno aprendiz ou um ladrão de si mesmo?

Os alunos participavam ativamente da aula. Eram aprendizes ávidos por explorar o fascinante mundo do conhecimento. O professor, contudo, já começava a ficar ansioso com a possibilidade de que Joaquim, o aluno problema, chegasse a qualquer momento. Particularmente, preferia que esse aluno nem viesse. Já havia tentado de tudo para que o Joaquim se empenhasse nas aulas. O desassossego do professor com o Joaquim era real, mas também se preocupava com os seus colegas. Sempre que ele chegava as aulas desandavam. Foi nesse momento que a porta se abriu e o Joaquim entrou. De forma desafiadora passou em frente do professor e cumprimentou-o:
– Bom dia professor, tudo bem? Tudo bem com a família?
O Joaquim se dirigiu para a sua carteira. No caminho puxou o cabelo de um colega e chutou a carteira de outro. Com caretas provocava os demais colegas. Esse parecia ser o grande prazer de Joaquim. Chamar a atenção para si. O professor tentava continuar a aula sem dar importância ao Joaquim, mas era impossível. Ele agora falava alto. Ninguém mais conseguia prestar atenção na aula. O professor perdeu a paciência e pediu:
– Joaquim, por favor, será que eu posso continuar com a aula?
– Claro que pode, professor. Você de lá e eu daqui… e deu risada.
O professor parou, respirou profundamente e disse:
– Bom, Joaquim, então peço que você saia da sala.
O Joaquim empertigou-se todo e falou de forma a que todos pudessem ouvir:
– É verdade, professor. Vou sair e não vou mais voltar. Para que vou ficar aqui perdendo meu tempo…
Depois disso o Joaquim saiu da sala e não voltou mais para a escola. Quem sabe um dia ele se daria conta do que fizera nesse dia, porque ele havia se revelado como um grande ladrão. Por quê?
Nos anos em frequentara a escola, os professores perceberam que o Joaquim tinha um grande potencial. Era inteligente, criativo e comunicativo. Entretanto, as escolhas do Joaquim sempre passavam pelo confronto. Criava conflito com os colegas e com os professores. No fundo, essa postura revelava os conflitos internos que fazia com que o Joaquim se autossabotasse. Algo dentro dele exigia que ele demonstrasse uma coragem que ele não tinha, por isso brigava. Algo dentro dele fazia com que ele desafiasse os outros para ocultar o medo, que era o que ele na verdade sentia. Ele não soube fazer as escolhas certas. O Joaquim poderia ter admitido a existência do medo, entendendo-o para saber o que nele era real. Com isso, poderia ter feito escolhas que o ajudassem a ter atitudes de coragem positivas, apesar do medo. Ele optou em tomar atitudes destrutivas impulsionadas pelo medo. Com as suas escolhas, o Joaquim roubou a si mesmo quando sabotou as aulas e quando deixou a escola. Foi ele quem mais perdeu com isso. Foi o Joaquim que não desenvolveu o seu potencial. Foi o Joaquim que deixou de fazer muito do que ele poderia ter feito. Foi o Joaquim que deixou de ser aprendiz. Mas com isso, ele também roubou os professores, os colegas a família e a sociedade.
Quando o Joaquim abandonou a escola ele consumou o grande roubo. Fechou um ciclo de autossabotagem, revelando-se um autêntico ladrão de si mesmo. Não foi nem aluno nem aprendiz. O Joaquim foi um ladrão de si mesmo, dos colegas, dos professores e da sociedade. Quem sabe um dia ele deixe de ser ladrão e volte a ser um aluno e um aprendiz.
E você, é um aluno aprendiz ou um aluno ladrão?

 

Má decisão antes da decisão

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A mente pode nos assustar. Ela pode criar perigos e inventar inimigos onde não há. Ter essa consciência nos permite fazer as melhores escolhas!

As pessoas querem calar o medo, mas o problema não está em sentir medo, assim como a solução não é eliminar o medo. O importante é saber que o medo é um mecanismo de defesa que nos permite ponderar para tomar as atitudes adequadas frente a situações desconhecidas. 

Você tem medo de sentir medo? Não tenha. Ele também o protege. Entenda o seu medo. Aja sem medo.

Uma pizza especial


Estive num rodízio de pizzas recentemente. Chegamos às 19h, momento em que o restaurante abriu as portas. Entramos e nos acomodamos. As mesas estavam todas disponíveis para nós e mais algumas pessoas que também entraram. Pedimos algumas bebidas e uns quinze minutos depois começaram a servir as pizzas. Os garçons eram muito atenciosos. Alguns sabiam servir e fazer graça deixando o ambiente bem agradável. A experiência estava sendo boa pela companhia, pelo ambiente e pela pizza que era boa. Via-se o gerente circulando entre as mesas dando uma atenção especial para os clientes. Ele se aproximou da nossa mesa. Viu que nossos pratos estavam vazios e perguntou:
– Está tudo bem por aqui? Está faltando algo?
– Não, não. Está tudo ótimo. Já estamos esperando as pizzas doces. Estamos quase terminando… respondeu meu amigo de mesa.
– Mas já? A noite apenas está começando… disse o gerente.

Ele continuou:
– Então vou pedir para preparem uma pizza especial para vocês. Muito obrigado pela presença… e saiu para continuar o seu atendimento.

Realmente muito atencioso e tudo muito bom. Olhei para as pessoas que me acompanhavam e, em tom de brincadeira, perguntei:
– Bom, a pizza só é especial se o gerente pedir? E as outras que nós comemos eram meia boca?


Rimos um pouco. Observamos que o gerente seguiu o seu caminho sem pedir nenhuma pizza especial. Foi para as outras mesas cumprir com o seu papel de avaliar pessoalmente o grau de satisfação dos seus clientes. Certamente prometendo pizzas especiais pelas mesas que passou. Para quem vende e presta serviços o atendimento é um diferencial. Por isso, fazer com que as pessoas se sintam especiais e que desfrutem de uma experiência única pode ser muito mais importante do que o produto em si. Lembrar que todos são especiais pode fazer com que se sintam comuns. Assim, há que se ter algum cuidado para que o discurso não diminua um serviço especial. Em todos os caso, valeu a experiência!
Fonte: http://porlinhastortas.com.br/2014/03/04/devia-terminar-em-pizza/

Um prêmio não merecido

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Os padrões de comportamento existem. Eles podem ser determinados pela mente que controla ou pelas escolhas de quem controla a mente.

Prêmio não merecido
Existem duas formas de pensar: rápido e devagar (Daniel Kahneman). Existe somente uma forma de agir: a correta. O que é correto? Você sabe. A escolha é sua!

O que está no seu controle?

Sempre digo que nós devemos nos preocupar e nos ocupar com aquilo que está sob nosso controle. O nosso foco deve ser dirigido para aquilo que realmente podemos fazer e influenciar. Isso não quer dizer que não devamos nos encantar com iniciativas sobre as quais não temos a mínima possibilidade de alcançar ou que não devamos nos indignar com aquilo que acontece de errado para além das nossas vistas. 

Acredito que devemos sim ficar positivamente impressionados com as coisas boas que acontecem a nossa volta para que um dia possamos nos espelhar nessas ações e também fazê-las na nossa área de influência. Também devemos ficar indignados com as safadezas que acontecem nas esferas fora de nosso alcance para que elas não ocorram onde nós temos influência. Só assim para melhorarmos. Porque hoje a minha influência é na minha família, no meu trabalho, na minha empresa, no meu círculo de amigos e, principalmente, em mim mesmo. E eu sou o meu ponto de partida. 

Sendo eu exemplo de correção um dia a minha influência poderá se estender de acordo como eu trilhar o meu caminho. Com as pessoas apoiando-se em iniciativas que nos encantam e rejeitando ações que nos enojam, o mundo será um lugar melhor para viver.

Seguir em frente ou desistir? Está no seu controle…


Você quer ensinar?Você está disposto a aprender?

– Não, não dá. Essa tecnologia toda, internet pra lá e pra cá. Eu não uso e não quero saber. Outro dia vieram com um tal de “tablete” pra mim. Eu falei que não quero! Quero dar a aula e pronto… E continuou discorrendo sobre a sua revolta com o atual mundo da tecnologia.
Ouvia a conversa sem interferir, entretanto me perguntava, E pode ser um professor? Questionava-me, porque, em minha opinião, alguém que quer ensinar também deve estar disposto a aprender, exerça a profissão que exercer.
O surgimento de novos aplicativos tecnológicos para usos em áreas tão diferentes como a saúde, a comunicação, a educação e o lazer é uma realidade objetiva que não está mais ao alcance de um ou outro indivíduo negar. Não está mais no controle do professor que fez o seu desabafo, do aluno, do empreendedor, do meu ou do seu dizer que não existe ou discordar. A tecnologia vai continuar no ritmo de desenvolvimento determinado pelas pessoas que a usam e que são a grande maioria. O que está no controle de cada um é como vai se relacionar com ela. Muitos ainda dizem, É, as pessoas não têm noção. Exageram. Fazem fotos no velório para postar… É verdade. Mas bom senso não é questão da tecnologia. A falta de noção sempre existiu e vai continuar existindo, dependendo exclusivamente das pessoas. Por isso, entender, conhecer, saber, diferenciar, escolher e disciplinar o uso da tecnologia depende de cada um, assim como manter a mente aberta para a aprendizagem.
A resistência à aprendizagem nada tem a ver com o surgimento da tecnologia, isso é um movimento de oposição de indivíduos que querem que tudo se mantenha como está. Para muitos, aprender dá trabalho e estes ficarão perdidos transformando-se rapidamente em analfabetos funcionais. Melhor qualidade de vida terão aqueles que acreditarem que aprender é um prazer, entre eles professores, alunos e empreendedores.
No meu ponto de vista, aqueles que pretendem atuar como instrutores, professores, consultores ou outras profissões que trabalham com a formação de pessoas, assim como aqueles que se identificam como empreendedores deveriam ser os primeiros no processo de disponibilidade para a aprendizagem. Não quer dizer sair por aí se enchendo de penduricalhos tecnológicos, mas sim saber do potencial e do uso da tecnologia para poder se beneficiar dela, abrindo-se para a sua intuitividade. Com isso se pode melhorar o mundo. Não roube de si nem dos outros a possibilidade de viver melhor pelo uso da tecnologia.
Você quer ensinar? Sim. Então o “sim” deveria ser uma obrigação quando confrontado com a pergunta: você está disposto a aprender? Eric Hoffer, falecido em 1983, já dizia, “Em tempos de mudança, os aprendizes sobreviverão, enquanto aqueles que acham que sabem muito estarão preparados para um mundo que já não existe.”Pensando nisso, um aprendiz pode ser professor, mas um professor, obrigatoriamente, deve ser um aprendiz, seja na profissão que for. Não roube de si o direito de aprender sempre, porque um aprendiz pode ser o que quiser…

Abordagem subjacente no livro Ladrão de si mesmo

Moacir Rauber

Quem carrega a sua pasta?

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O medo impede que confiemos em nós e nos outros. Sem confiança não compartilhamos. Sem compartilhar carregamos sozinhos pesos que não precisamos.
A pasta
Compartilhe com os outros. Os outros também vão compartilhar contigo. Cuidar de si em respeito aos outros. Cuidar dos outros para respeitar-se. Confiança é a palavra!

Os novos velhos

Logo depois do enterro de meu pai nos reunimos na sua casa. Estavam presentes a esposa, os filhos, os netos e a enteada. Nós, os irmãos, fizemos uma rodada de lembranças das histórias vividas na nossa infância, adolescência e juventude em companhia do nosso pai. Histórias de um início difícil no interior de Toledo ainda sem estradas e sem energia. Histórias como as trapalhadas da queda de um cavalo ou quando ele foi atropelado por um novilho. Todos riam. A tristeza da partida deu lugar à alegria das boas lembranças. De repente o mais velho dos netos de meu pai olhou para o meu irmão mais velho e disse:
– É, agora você é o novo velho da família.

Olhou para o meu irmão mais novo e para mim e falou, rindo:
– Vocês são os novos velhos da família!

Entreolhamo-nos um pouco desnorteados, mas era a mais pura verdade. O falecimento do meu pai fechou um ciclo. Ele foi o último de um grupo de doze irmãos. A geração mais velha da família agora era a nossa. Não há novidade nisso, porque isso ocorre todos os dias em algum lugar do planeta com alguma família durante milhares de anos. Porém, cabe uma reflexão: qual o legado que os novos velhos deixarão?

A geração de meu pai deixou o seu legado, porque foi uma geração que trabalhou fundamentada em valores como integridade, tenacidade e honestidade. Vinham de gerações anteriores que lutavam contra a escassez de recursos e de tecnologias, mas desfrutavam da abundância da natureza. Ainda lutavam com a questão de sobrevivência da própria espécie humana. Traziam dentro de si a necessidade de ter filhos e de desenvolver a região. Cumpriram com o seu papel. Nós somos a geração que convive com a abundância de recursos e de tecnologia confrontados com o desaparecimento de elementos da natureza. Por isso, o desafio que a nós se coloca já não se trata de povoar e de desenvolver a região em termos de recursos, mas o de encontrar o equilíbrio entre os diferentes elementos comuns da nossa existência. Encontrar o equilíbrio entre a abundância de recursos e a sua distribuição, assim como com o desenvolvimento de tecnologias, o convívio harmônico com a natureza e o elemento espiritual.

A Páscoa se mostra um período propício para essa reflexão. É um momento em que muitas pessoas refletem um pouco mais profundamente sobre a vida e os seus desdobramentos. Nascemos, crescemos e partimos. Para onde? Isso é um mistério, mas para aqueles que têm a sua fé ela oferece uma resposta. Porém, não há mistério sobre aquilo que deixamos para as outras gerações. Isso é claro e transparente. Por isso a pergunta: qual o legado que os novos velhos deixarão? Equilíbrio? Entende-se que a Páscoa é um tempo de ressurreição segundo a fé cristã com relação ao espírito. Contudo, a ressurreição acontece de forma visível por meio da renovação natural das gerações. Vão uns, ficam outros. Por isso, também se deve renovar os propósitos que resultem em novas posturas e novos comportamentos para que possamos deixar o equilíbrio como nosso legado. Para encontrar o equilíbrio precisamos nos reinventar e ressurgir. É tempo de Páscoa. Os novos velhos precisam ressuscitar!

Feliz Páscoa!

Os novos velhos!