O orgulho deve se voltar para aquilo que se faz para os outros. Cada um deve sentir orgulho em ser bom, honesto e confiável para ultrapassar a necessidade de tercomo fonte de orgulho.
Carta de recomendação: serve para o amor?
A separação doeu para uma amiga minha, porque acreditava que mantinha um relacionamento estável e feliz dentro do que se espera de um casamento. Por isso, inicialmente se surpreendeu quando o marido, repentinamente, apresentou-lhe o pedido de divórcio. Logo depois se conformou ao saber que a sua rival tinha vinte e cinco anos a menos do que ela. Enfim, tudo isso não é novidade e tem acontecido cada vez com mais freqüência. O que é novo e inusitado foi o que lhe aconteceu há poucos dias.
Ela reconstruiu uma rotina diferente daquela até então vivida em companhia de seu marido. Nos últimos anos, antes de ir para casa depois do trabalho, ela passa por um café no centro da cidade onde se encontra com alguns amigos para jogar conversa fora. Depois de 40 ou cinqüenta minutos já está descontraída o suficiente e vai para casa. Certo dia, ao sair do café, um homem muito bem vestido, abordou-a dizendo:
Ela reconstruiu uma rotina diferente daquela até então vivida em companhia de seu marido. Nos últimos anos, antes de ir para casa depois do trabalho, ela passa por um café no centro da cidade onde se encontra com alguns amigos para jogar conversa fora. Depois de 40 ou cinqüenta minutos já está descontraída o suficiente e vai para casa. Certo dia, ao sair do café, um homem muito bem vestido, abordou-a dizendo:
– Desculpe-me a audácia, mas faz meses que eu a vejo chegar, conversar com seus amigos e sair daqui sozinha. Sei que você está separada, por isso que tomei a liberdade de lhe falar. Gostaria de a convidar para sair comigo e quem sabe…
Ele suspendeu a conversa neste momento, muito provavelmente pela cara de espanto da minha amiga que tinha então seus 45 anos. Ela estava um pouco assustada pela abordagem repentina, assim como pela figura do homem que com ela conversava. Apesar de estar bem vestido, tratava-se de um homem com bem mais de oitenta anos, fisicamente alquebrado e com uma voz totalmente debilitada.
Perante a surpresa de sua interlocutora o pretendente mudou o rumo da conversa, dizendo:
Perante a surpresa de sua interlocutora o pretendente mudou o rumo da conversa, dizendo:
– Bem, mais uma vez me desculpe o modo repentino como falei contigo, mas trago aqui comigo uma carta de recomendação de minha ex-esposa para que você possa analisar…
Neste momento, mais do que rapidamente ela o dispensou seguindo o seu caminho.
Lamentei profundamente foi o fato de ela não ter aceitado a carta de recomendação. Pergunto-me: o que poderia conter uma carta de recomendação de uma ex-esposa sobre o seu ex-companheiro? Alguém gostaria de arriscar algumas ideias sobre o que seria possível escrever?
Lamentei profundamente foi o fato de ela não ter aceitado a carta de recomendação. Pergunto-me: o que poderia conter uma carta de recomendação de uma ex-esposa sobre o seu ex-companheiro? Alguém gostaria de arriscar algumas ideias sobre o que seria possível escrever?
Por essas e por outras que cada vez mais concordo com a afirmativa de um professor de filosofia que dizia, “Tudo o que você pensar ou imaginar, sobre qualquer assunto, certamente alguém, em alguma parte do planeta já o terá feito”.
Fonte da imagem: http://www.concatenasys.com/
Quando foi a última vez que você conversou ou leu?
Responder a essa pergunta parece ser muito fácil. A maioria das pessoas vai dizer que conversa todos os dias com alguém, porque em casa, no trabalho e no lazer sempre estamos interagindo com outras pessoas e para esse fim conversamos. A conversa pode ser com palavras, gestos, sinais ou expressões. Um número menor vai dizer que lê todos os dias, seja um livro, um jornal, uma revista, uma circular, as placas ou outras informações necessárias no processo de interação. Porém, a pergunta completa é: quando foi a última vez a última vez que você conversou ou leu alguém que pensa diferente de você?
É muito fácil conversar e ler quem defende as mesmas ideias que você, porque o mundo nos parece certo de acordo com a nossa visão. Por isso, quando foi a última vez que você conversou com alguém que pensa o mundo diferente de você e considerou que se ele pensa dessa maneira há a hipótese de que seja uma boa visão? E quando foi que você leu um livro que defende uma teoria oposta a sua sem partir do pressuposto de que você está certo e ele errado? Quando foi a última vez que você leu uma revista, um artigo ou uma publicação com opiniões contrárias as suas considerando a hipótese de que o outro também possa estar certo?
Esse é o desafio: ler e conversar com pessoas que leem e conversam sobre diferentes temas com visões distintas da sua, podendo ser conflitantes, mas sem gerar confronto. No meu ponto de vista, essa é uma grande hipótese de crescimento pessoal e social, porque a construção de um caminho melhor depende da convergência dos diferentes.
Fonte da imagem: https://gartic.com.br/regras
SOMOS ÚNICOS.
SOMOS MÚLTIPLOS.
Celebrar com o outro
Celebrar com o outro sem usar o outro.
Ter ou ser?
É fundamental trabalhar de forma firme, determinada e sem desperdícios. Entretanto, não se deve desenvolver a fixação em ter bens, mas sim em usá-los de forma a que todos sejam beneficiados por isso. O apego aos bens impede que a pessoa evolua no sentido de ser melhor.
Não se pode Ser melhor dando prioridade ao Ter mais.
Fonte: http://mensagens.culturamix.com/frases/frases-sobre-avareza
Você é das exatas ou das humanas?
Comer: necessidade ou prazer?
Comer deve servir para alimentar o corpo sem prejudicar o espírito. A falta ou o excesso de alimentos são prejudiciais.
Dependência ou independência?
Você é das humanas ou das exatas?
Nos últimos dias viajei por muitos lugares apresentando o livro Ladrão de si mesmo. A receptividade foi boa. A mensagem estava sendo passada. O mensageiro não é o mais importante, porque o que realmente importa é a mensagem. O mensageiro é humano e a mensagem pode ser divina. Entre uma apresentação e outra os diálogos são um gostoso exercício de reflexão. As pessoas, logo que leem o título, identificam-se com o ladrão de si mesmo. Elas sempre têm uma história em que se lembram de uma autossabotagem. Aí está o roubo de si mesmo. Às vezes é um empreendimento não feito. Outras vezes é uma faculdade não concluída. Também pode ser uma relação rompida. E por aí vai. Teve um amigo meu que também manifestou aquilo que ele entende estar roubando de si mesmo. Conversávamos após o evento e ele me dizia:
– Estou cansado da área de exatas. Não aguento mais a falta de humanidade, a necessidade de resultados sempre tão atrelada aos números. Isso está me matando. Vou sair da área de exatas. Vou migrar para as humanas…
Esse meu amigo havia dedicado os últimos vinte anos de sua vida, pessoal e acadêmica, para as Ciências Exatas. Ele era realmente um ícone da área na sua universidade e no país. Escutei o seu desabafo. Ele continuou comentando sobre as suas realizações na área. O desabafo rapidamente se transformou em orgulho. Via nele o brilho nos olhos ao falar de tudo o que alcançara e realizara nas exatas, ao mesmo tempo em que me lembrava que ele havia dito que queria mudar de área. Ele ainda estava descrevendo um projeto no qual se havia envolvido recentemente. De repente ele parou e eu perguntei:
– O que o leva a querer sair das exatas?
A própria parada que ele havia dado já indicava que ele havia identificado o contrassenso daquilo que ele recém havia dito. Ele parara no momento em que expressava a maior paixão sobre aquilo que fazia. Com a pergunta que eu lhe dirigi ele levantou os olhos. Via nele a dúvida. Via nele o desejo de realmente mudar algo, entretanto sentia que não era exatamente de área que ele queria mudar. Ele me olhou e respondeu:
– Pois é, realmente não sei. Eu não aguento mais a falta de humanidade nas relações. A falta de respeito entre as pessoas. A necessidade de números e mais números. Parece que as pessoas não se importam com as outras pessoas. Não sei… Vejo que nas humanas o discurso da preocupação com o outro existe. Na nossa área não.
– Assim você acredita que mudar de área vai resolver o problema?
– Não, não na verdade não. Talvez eu devesse…
Foi assim que o meu amigo confirmou o quanto ele realmente gostava da sua área. A saída não estava em sair da área de exatas. A saída não passava por mudar o cachorro de lugar. A saída era a de eliminar as pulgas do cachorro. E as pulgas, na área do meu amigo, estavam representadas pela falta de humanidade nas relações. Não se tratava da falta de interesse pelo que fazia.
Assim, a questão não era sair das exatas para as humanas. A questão era a de humanizar as exatas. Isso porque toda e qualquer ciência, humana, exata ou aplicada, é feita pelas pessoas e para as pessoas. Alertei o meu amigo que também existem muitos departamentos de ciências humanas completamente desumanizadas pelas disputas pessoais. Quem transforma as ciências, as organizações e os ambientes sociais em mais ou menos humanos são as pessoas.
Como está o seu ambiente?
É sempre o outro: tem certeza?
Para a grande maioria, as más companhias dos seus filhos são os filhos dos outros. Lembre-se que, provavelmente, para os outros as más companhias podem ser os seus filhos.
Para a grande maioria, os loucos, os maus e os sem caráter são os outros. E para os outros, quem será que são os loucos, os maus e os sem caráter?
Para a grande maioria, os loucos, os maus e os sem caráter são os outros. E para os outros, quem será que são os loucos, os maus e os sem caráter?








