A fábula se desenvolve no Reino de Logo Ali ao Lado onde sete habitantes com características e personalidades muito diferentes resolvem viver num casarão para se proteger dos demais habitantes do reino. Eles criam um ambiente seguro dentro de um reino caótico fazendo do casarão a sua própria fortaleza. Nele ninguém mais entra. A segurança e a abundância do casarão chamam a atenção dos demais habitantes do reino que lutam para entrar. Eles querem entrar no casarão, porém os habitantes não querem deixar que isso aconteça porque não confiam em ninguém. Até que um dia o casarão é invadido. O pior pode acontecer! Ou não…
Este livro traz uma proposta simples, clara e objetiva para se perceber as oportunidades de forma natural em diferentes situações para você empresário, estudante, professor, enfim a qualquer pessoa. O texto é apresentado por meio de uma linguagem acessível, que enlaça conhecimento e sabedoria (ou não) ao longo de uma vida. Desafios, vitórias, fracassos e superações fazem parte deste entorno. Você, leitor, estará em contato com uma fonte de inspiração e reflexão para muitas circunstâncias do nosso cotidiano. E, em algum momento, será o protagonista da história ou sentir-se-á parte dela, relembrando situações vividas e refletindo sobre como poderá aproveitá-las para conduzir a sua vida rumo aos objetivos sonhados.
Há seis anos escrevo semanal e ininterruptamente uma coluna aqui. Na primeira falei sobre idade e maturidade. Feliz daqueles que conseguem alcançar a idade com maturidade, uma vez que um não é sinônimo do outro. Idade avançada não é escolha, ela pode chegar ou não. Maturidade é eleição, posso apresentar ou não. Oxalá consiga avançar na idade fazendo eleições maduras, porque a vida é um sopro. Isso ficou claro para mim em setembro/21 em que dois amigos na casa dos cinquenta anos partiram. De um lado, a intensidade. De outro, a calidez. Ambos os amigos com pouca idade e, a sua maneira, maturidade.
O primeiro dos meus amigos foi como um vento forte que espalha as boas notícias pela intensidade com que viveu. Era sinônimo de alegria e de bom humor pela facilidade com que se desenrolava de situações difíceis e pela presença que contagiava positivamente as pessoas. Era sinônimo de companheirismo pelas ações que contribuíam para a comunidade que participava, assim como foi leal com aqueles que conviveu. O segundo dos meus amigos que partiu era a expressão da calidez da brisa constante que faz com que a vida seja mais agradável. O cuidado com o outro sempre esteve presente nas ações e intenções, assim como o companheirismo, igualmente, era uma marca sua. Da mesma forma, a lealdade de suas atitudes foi exemplar em cada momento vivido e compartilhado com as pessoas de seus relacionamentos. O respeito para com a família, os amigos e a comunidade se revelavam na sua presença colaborativa. Ambos eram sinônimos de amizade. Para aqueles que tiveram o privilégio de conviver com a força vigorosa da presença de um e com a força da calidez da presença do outro sabem o que significa a palavra AMIGO. Meus amigos viveram a plenitude da beleza do seu significado. E mais. Eles tinham a clareza daqueles que atingem a maturidade que se revelava na sabedoria de sua conduta. Eles não precisaram da idade. Os meus amigos haviam entendido que a presença autêntica os conectava com os outros por meio das ações de suas intenções de fazer com que tudo ficasse bem.
A vida é um sopro e, como dizem os monges Cartuxos, “a morte já a temos, isso sabemos”. O ininterrupto um dia se interrompe, assim o desafio é viver com a realidade da finitude da vida no plano que conhecemos. A nossa própria finitude? Nada a fazer. A finitude da vida daqueles que amamos? Nada a fazer, mas a dor e o luto são reais. Conforta o fato de saber que o mundo era melhor com a presença dos meus amigos, deixando-nos a responsabilidade de fazê-lo melhor com a nossa presença, uma vez que ele não vai parar pela ausência de ninguém. Por isso a pergunta: o mundo é melhor com a minha presença? Preciso melhorar muito! Vocês, meus caros amigos, cumpriram a sua parte e agora vão exibir a alegria e o cuidado; o bom humor e o companheirismo; a lealdade e o respeito com a força da intensidade de um vento forte e com a força da calidez de uma brisa agradável da amizade em outras paragens. Algum lugar estará melhor com a presença de vocês.
AÇÃO E INTENÇÃO PRODUZINDO RESULTADOS! Desenvolver competências de conduta, competências de desempenho e competências relacionais unindo a intenção à ação para produzir os resultados esperados. Recomendar é uma estratégia!
RECOMENDO PRIME 4ª FEIRAS – ÀS 08:20 AM BARRA DA TIJUCA
Os alunos estavam ali porque haviam escolhido estar e queriam aproveitar ao máximo as ideias expostas, bem como a visão de mundo do professor. Ele tinha muita clareza naquilo que falava e de como o mundo seria impactado por algumas tecnologias que surgiam e por aquelas que delas derivariam que ainda eram inimagináveis. Ele falava de um mundo disruptivo e exponencial em que a necessidade de aprendizagem seria uma constante na vida daqueles que queriam gozá-la em sua plenitude. Era o lifelong learning! Nas aulas ele explorava conceitos que ajudariam a predizer um futuro imprevisível em que competências aprendidas, muitas delas, se tornariam obsoletas antes mesmo de as usar. Era paradoxal. Era provocativo. Logo, um dos alunos perguntou:
– Então, aprender, pra quê?
Um sorriso se estampou no rosto do professor, porque a provocação surtira efeito. Em seguida, ele explorou a ideia que está presente nos movimentos disruptivos e exponenciais como o momento vivido. As pessoas mudam de hábitos mais rapidamente. Crenças são quebradas com menos resistência. Isso gera disrupção que possibilita movimentos exponenciais. Entenda-se disrupção como o movimento que altera drasticamente a sequência de um processo existente e exponencial como a escalada geométrica de negócios que não seguem o crescimento linear, comum até o presente. É nesse mundo que vivemos, por isso a pergunta “aprender pra quê?” é impactante. O professor estava entusiasmado com a oportunidade de respondê-la. Destacou a importância de aprender a desaprender para poder aprender a inovar, a empreender e a transformar com humanidade. Por trás da ideia de aprender a desaprender estava presente a importância de resgatar conceitos, ideias e práticas que um dia foram relevantes para aproveitá-las com as tecnologias que antes não existiam. “O que importa é o sentido daquilo que se fazia em busca daquilo que se queria”, dizia o professor. Para ele a energia eólica não é inovação, porque sempre foi usada, assim como energia solar que faz parte da história. O professor destacava que sequer a tecnologia existente hoje, como IA, CRISP CAS9 ou computação quântica são inovações. Ele dizia que essas…
…tecnologias são apenas o resultado de uma inovação que já aconteceu no interior de um ser humano que a imaginou de maneira abstrata para torná-la uma realidade concreta.
Moacir Rauber
Aprender, pra quê?, voltava a pergunta e ressaltava que aprender leva a que uma pessoa possa empreender. O aprendizado amplia as possibilidades de interpretação da realidade, de abstração e de inovação. Empreender é colocar isso em ação, é a capacidade de realização. “De boas intenções e de sonhos o inferno está cheio”, arrematou. Por fim, aprender, inovar e empreender levam a que a pessoa transforme o mundo. Atuar na própria área de ação num momento em que a disrupção e a exponencialidade batem à porta é a possibilidade de que cada um transforme o seu mundo e o mundo todo. Muitas competências técnicas se tornarão obsoletas num piscar de olhos, porque a disrupção tecnológica num movimento exponencial as deixarão no passado rapidamente. Entretanto, as competências socioemocionais que exploram o pensamento sistêmico, a capacidade de abstração e de imaginação de futuros alternativos numa realidade que faça sentido são relevantes no presente e no futuro. Portanto, as ferramentas que uma vez estudadas e aprendidas, como a análise SWOT, Plano de negócios, CANVAS, IKIGAI, entre outras, devem considerar se a transformação do empreendedor que inova pela aprendizagem faz sentido.
Enfim, aprender pra quê? Uma pergunta simples e complexa, porque nela está presente a intenção, a finalidade e o objetivo daquilo que se aprende. É um pergunta que uma vez respondida nos mostra o caminho, alinhando intenção e ação.
Aprender é uma intenção e uma ação. A intenção vai nos dar o caminho. Inovar é uma abstração. Empreender é a ação que vai revelar a intenção da inovação que gerará a transformação.
Por fim, as perguntas: o mundo é melhor com aquilo que você aprende, inova, empreende e transforma? O que você faz, faz sentido? Senão, por que você faz o que faz?
O professor desligou o celular e entrou na sala. Um minuto a mais e ele estaria atrasado. Foi uma aula tranquila dada com a consciência de ter feito um bom trabalho. Terminou a aula, ligou o celular e olhou as mensagens. Muita movimentação nos grupos e uma mensagem lhe chamou a atenção: “Quem é o irresponsável que não sabe usar um espaço comum? Sujou, lavou para que os outros possam usar. Incrível como tem gente sem noção!”. A mensagem lida parecia que lhe ia direto ao coração. Ele sabia que era para ele. A raiva veio de forma descontrolada e a resposta do professor que deixou a xícara na pia não demorou a chegar no grupo:
– Irresponsável é quem não consegue fazer algo simples como lavar uma xícara quando um colega está no limite para chegar no horário. A falta de colaboração e de cooperação mostra quem é sem noção. Quantas vezes eu lavei a xícara de colegas… e seguiu com as justificativas.
Cada um com as suas interpretações e com os sentimentos gerados por um mesmo fato. Cada um com as suas necessidades, nesse caso não atendidas, e com a escolha das estratégias, talvez não a melhor, para expressar um pedido. Os danos relacionais que impactam diretamente o ambiente de trabalho das pessoas envolvidas na situação estavam feitos. Seguramente, os prejuízos não se limitavam aos envolvidos, porque eles se estendem as partes que compõem o cenário das relações, como os demais professores, os alunos, os pais dos alunos e a comunidade como um todo. Nada acontece de forma isolada. Tudo está interconectado, porque o “bater de asas de uma borboleta pode provocar uma tempestade do outro lado do planeta” (teoria do caos). A situação pela perspectiva da Comunicação Não-Violenta (CNV), seria: (1) observa-se uma mensagem num grupo, que ao ser lida por um professor gera um (2) sentimento de raiva ao identificar que não teve atendidas as suas (3) necessidades de cooperação e de colaboração. A partir dessa leitura, o professor fez o (4) pedido para atender as suas necessidades com a estratégia de responder no grupo. Estratégia apropriada para as necessidades exibidas? Provavelmente, não. A busca por colaboração e cooperação dificilmente será atendida com uma resposta que ao ser lida possa ser entendida como crítica e agressão. Ao se analisar as duas interações dos professores, as necessidades de ordem e respeito de um estavam alinhadas com as necessidades de colaboração e de cooperação do outro, apenas as estratégias de um e de outro não foram compatíveis. Assim, a CNV como ferramenta de comunicação compassiva e afetuosa, demanda a implementação do PassoZero: PARE! (Miriam Moreno). É essencial parar para observar a situação com a isenção de julgamento. Com isso, se pode entender as necessidades envolvidas, em mim e no outro, os sentimentos vivos, em mim e no outro, para escolher uma estratégia que se revele num pedido que atenda a mim e ao outro. Simples? Não. Complicado? Tampouco. Possível? Sim, com prática, prática e prática de CNV com a consciência de que eu AFETO o mundo e de que o mundo me AFETA.
Enfim, a xícara suja pode representar a necessidade cooperação e colaboração de um, assim como pode, aparentemente, colocar em oposição às necessidades de ordem e de respeito de outro. Porém, o mais provável, é que elas estejam alinhadas na busca individual por um mundo melhor. O bem-estar de um não está no mal-estar do outro. Provavelmente, o bem-estar de um se complementa e se renova com o bem-estar do outro. Muitas vezes, apenas falta a clareza daquilo que está por detrás da xícara de um e de outro. A CNV com a consciência de que eu AFETO o mundo e de que o mundo me AFETA pode ser um caminho.
A área de Gestão & Negócios da Regional Sul está lançando o Centro de Inovação e Gestão Ânima (CIGA), que chega para conectar ainda mais o conhecimento e mundo do trabalho.
O CIGA vai apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão por meio dos projetos que poderão ser realizados de forma extra e durante a realização das Unidades Curriculares (UCs) promovendo a inovação na gestão dos negócios.
O lançamento será nesta quinta-feira, às 19h, ao vivo pelo Youtube da UniSul. Vamos nos conectar? Acesse: www.youtube.com/watch?v=mZaRVXvkA-0