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Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Qual é o MOVImento da esperança?

QUAL É O MOVIMENTO DA ESPERANÇA?

Fazer silêncio com tantos elementos que nos distraem é um desafio. É o celular que toca, vibra e piscam as luzes pelas notificações. Há uma série que não quero perder. São reuniões de zoom que nos chamam. Além de ser possível sair de casa com certa normalidade em tempos de pandemia. Fazer silêncio como? Oração ou meditação quando? Complicado, mas ainda assim uma escolha. Por isso, resolvi fazer um retiro de silêncio para me escutar por meio da oração e da meditação. O grupo do retiro assumia o compromisso de não falar por uma semana. Teríamos um encontro diário com o mentor do retiro para alinhar os exercícios espirituais e as leituras orientadas. Na chegada ele fez uma reflexão:

– As crises de expectativa, a tristeza e as desilusões são reações emocionais a eventos que nos atingem. Por outro lado, manter viva a nossa esperança é uma decisão, um dom e uma habilidade que precisamos desenvolver. E a oração é precisamente a respiração da esperança!

Fiquei encantado com a reflexão, resultando numa alegria incontida de ter feito a escolha certa ao optar por alguns dias de silêncio. Terminada a interação com o mentor fomos jantar. Um espaço simples, uma comida básica e uma música de fundo sublime. A alegria que trazia no peito se transformava em satisfação, harmonizando o corpo, a mente e o espírito. Olhava para os meus companheiros que exibiam um semblante semelhante de paz. Um a um nos servimos e nos dirigimos a uma mesa compartida. O silêncio de palavras, o ruído dos talheres e o som da música durante a refeição nos fazia entender de que não precisamos muito para estarmos bem. Depois do jantar um espaço de oração e meditação do final do dia. O sono foi tranquilo. O despertar, seguido de nova meditação, igualmente foi sossegado. Dia após dia a oração e a meditação confirmavam as palavras do mentor do retiro no primeiro dia: elas eram a respiração da esperança. Respirar com consciência fazia com que a esperança fosse uma verdade interior. O retiro estava por terminar e o ruído interior recomeçava com a ansiedade sobre o que nos esperava fora do ambiente do retiro. O que fazer na volta ao dia a dia do mundo familiar, social e organizacional? Correr para acompanhar os outros? Parar não é possível e o movimento é um imperativo da vida. Assim, teria diante de mim algumas alternativas: (1) seguir com a consciência de que as crises de expectativa e a tristeza oriunda das comparações são criações nossas a partir dos estímulos do ambiente externo e mudar para não permitir que isso ocorra; ou (2) deixar-se levar pelo fluxo daqueles que competem com os outros indo para lugares que não se quer ir. Portanto, a consciência que nos é dada pela oração e meditação ao diminuir a ansiedade das expectativas ao não nos compararmos seria a escolha mais sábia, não a mais fácil.

Enfim, seja no ambiente familiar, social ou organizacional a oração e a meditação são essenciais para manter o foco naquilo que importa. Nas relações familiares os momentos dedicados a oração ou a meditação tendem a gerar a cumplicidade das relações amorosas. Nas relações sociais a oração e a meditação podem estimular o entendimento da importância do bem comum. E nas organizações a oração e a meditação vão permitir que cada colaborador entenda o sentido daquilo que faz mantendo o foco no que é importante fazer. Finalmente, ao parar numa oração ou diminuir o ritmo pela meditação se pode manter a esperança ao entender o sentido daquilo que se faz.

Moacir Rauber

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Contração e expansão: qual é o seu movimento?

Contração e expansão: qual é o seu movimento?

Na volta às aulas as reuniões de planejamento entre coordenação e professores é uma constante. Todos avisados e confirmados. O coordenador pede para que um dos professores, meu amigo, entre um pouco antes na sala virtual. O professor se apresentou com a tranquilidade de quem faz bem a sua parte. Entretanto, a conversa foi diferente. O Coordenador agradeceu o tempo dedicado à instituição e disse que as portas continuariam abertas, porém para o período que se iniciava ele estaria dispensado. Concluiu:

– Passa no RH para acertar tudo, tá? Muito obrigado!!!

Uma situação difícil e emocionalmente impactante que pode derrubar qualquer um, principalmente numa fase de tanta insegurança econômica. Ele não acreditava no que havia acontecido. O que faria agora desempregado? Como pagaria a pensão alimentícia para o seu filho? O que fazer para manter o seu novo núcleo familiar que contava com esposa e filha? A porta do escritório se abriu e entrou a esposa que o viu em estado de choque. Ele não conteve a emoção e as lágrimas apareceram em seus olhos. Ela indagou o que havia acontecido. Ele disse que estava sem trabalho e o choro veio de forma convulsiva. A esposa se aproximou e disse, Respira fundo e solta. Respira fundo e solta. E ele foi se acalmando até que finalmente pode comentar a situação.

Respirar é um movimento natural do nosso organismo. Inspirar e expirar servem para alimentar com oxigênio o nosso corpo. Respirar pode ser feito de maneira voluntária, porém obrigatória. Posso até escolher não respirar, mas não por muito tempo. A contração e a expansão refletem um movimento comum no universo. O nosso coração também se contrai e se expande para bombear o sangue com oxigênio para todas as partes do nosso corpo num movimento involuntário. O movimento de respirar é um constante inspira e expira sem consciência. Para que seja um ritual, respirar precisa de consciência. Por isso, “Respira fundo e solta devagar” é um mantra entre os diferentes rituais de meditação. Trata-se de um momento de grande oxigenação do cérebro que nos permite ampliar a consciência do mundo dentro de nós e à nossa volta. Quando você inspira você expande os pulmões. Quando você expira você os contrai. Quando você inspira você expande a consciência da sua intenção. Quando você expira você expande as possibilidades de ação. Para os momentos mais difíceis da vida, é fundamental respirar com a clareza de que é um movimento de tomada de consciência. Pergunte-se: que mundo você quer respirar? A resposta é individual e está conectada com o mundo que você inspirar. O meu amigo foi demitido, porém qual o mundo que ele quer inspirar para nele respirar? O momento foi um convite para que ele olhasse para dentro de si num movimento de contração emocional com a expansão dos pulmões para depois expirar num movimento de contração dos pulmões para a expansão das ações. Qual é a sua intenção? Quais serão as suas ações? Aí vem o movimento do coração.

Em cada ritual, inicialmente, a pessoa contrai e depois expande. O fato do meu amigo ter respirado com consciência permitiu que ele se acalmasse e tomasse ciência de toda a situação. Passada a fase mais difícil que gerou a contração veio o movimento de expansão. Faz um ano que ele foi dispensado do trabalho e a expansão foi muito grande. Iniciou uma empresa na área digital aproveitando o conhecimento que dispunha. Hoje, a cada momento ele precisa respirar com consciência para inspirar o coração. É assim que cada um pode agir com o coração que é involuntário no seu movimento, mas que é conduzido pela intenção. Qual é a sua intenção? Um momento de contração que define a sua ação, a expansão.

Moacir Rauber

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Qual é o propósito do seu ritual?

Qual é o propósito do seu ritual?

A conversa com o diretor não estava muito amistosa, porque ele não concordava com a perda de tempo dos rituais defendidos e praticados por tantas pessoas. Para ele, rituais, celebrações ou exercícios de meditação, oração ou cerimônias não faziam sentido. Dizia:

– Precisamos de ação. É muito tempo perdido com essa mania de meditação ou sei lá o que mais…

Logicamente que não se pode viver sem ação, porém, os rituais foram criados por alguma razão e estão presentes no trabalho, esportes, homenagens, mudanças, nascimentos, partidas ou em momentos importantes da vida. E qual momento da vida não é importante? Os rituais são parte essencial da vida humana definidos como “um conjunto de gestos, palavras e formalidades, geralmente imbuídos de um valor simbólico, cuja performance é, usualmente, prescrita e codificada por uma religião ou pelas tradições da comunidade” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ritual). O ritual, muitas vezes, está ligado a questões religiosas, entretanto, é muito mais do que isso. Acredito que o ritual está presente sempre que uma pessoa decide parar, reconhecer-se, contextualizar, refletir e agir. Ao parar e olhar para si na sua relação com o momento, a pessoa se permite conectar com o propósito daquilo que acontece. Nos rituais de nascimento, de passagem ou de mudanças mais representativas na vida há um reconhecimento de si e do outro por meio de gestos e simbolismos. Os rituais podem estar presentes em momentos mais simples como ao sair de casa, ao iniciar um procedimento no trabalho, antes ou durante uma competição esportiva. Entender essa conexão transforma aquilo que fazemos em sagrado. A parada reflexiva nos conecta com o contexto e nos permite agir com a consciência da relevância daquilo que se faz ou acontece. Fala-se de conectividade e conexão com o outro que nos leva a um movimento de transformação e reinvenção. Um ritual traz em si método e exige movimento, por isso facilita a expansão da pessoa com o foco naquilo que se vive. A presença da mentalidade de crescimento é uma tendência nos rituais e o líder que aprender com eles pode transformá-los em elementos de produtividade, competitividade, segurança, engajamento e humanidade. No surgimento da gestão mecanicista se perdeu parte da nossa humanidade ao não darmos o devido valor aos rituais. Tudo deve ser feito para ontem. Desse modo, no momento que se deixa a era industrial e se avança para a sociedade do sentido se pode (re) criar a humanização ao revalorizar os rituais que indagam sobre o “porquê” e o “para quê” daquilo que se faz.

Enfim, entender os rituais para que as pessoas encontrem o sentido daquilo que fazem e do que acontece fará com que as organizações tenham colaboradores conscientes de seu papel. É o reconhecimento da importância de um ritual como método que gera movimento, porque nele você (1) para; (2) conecta-se; (3) contextualiza; (4) reflete; e (5) age para expandir. No trabalho, nos esportes, nas homenagens, nas mudanças, nos nascimentos, nas partidas, nas celebrações ou em outro momento da vida o ritual tem o poder de nos fazer entender a nossa diminuta dimensão frente ao todo, ao mesmo tempo que nos coloca em contato com a importância dada pela nossa unicidade múltipla. O ritual representa a humildade sem a submissão e a altivez sem a arrogância. Por isso, cada ritual traz em si perguntas como: qual o sentido daquilo que faço ou daquilo que acontece? Entender o sentido é encontrar o propósito. O que faço é importante para mim e qual é o impacto no outro? Responder a essas perguntas encoraja a proteção, estimula a segurança e incentiva a competividade por meio da conectividade. Desse modo, diferentemente do entendimento do chefe do início do texto, creio que reconhecer a importância dos rituais não é perda de tempo, mas uma oportunidade de reinvenção.

Quais são os seus rituais? Eles o conectam com o seu propósito e permitem que você se expanda e se reinvente?

Moacir Rauber

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Qual é a sua mentalidade?

Qual é a sua mentalidade?

A Reinvenção da pessoa com mente e coração flexíveis

A conversa era do dia a dia. Pai e filho estavam em sintonia. De repente, um comentário do pai sobre a desorganização do filho em seu quarto e o descuido com os materiais escolares fez com que tudo desandasse. A alegria do filho se transformou em birra. A birra migrou para uma discussão em que o pai perguntou:

– Qual a razão para você querer brigar?

O filho responde:

– Ah, pai, eu sou assim mesmo.

E continuou se descrevendo com uma pitada de orgulho como ele era briguento, genioso e conflituoso. Reconhecer-se e entender as próprias características é indispensável para poder mudar, caso alguém queira mudar. Entretanto, da maneira como o rapaz se expressava ele não demonstrava o entendimento de que ele gostaria de mudar. Na sua fala, ele exaltava as suas atitudes de ser voluntarioso como algo de que ele orgulhava. Na expressão “eu sou assim mesmo” se revela um jovem com mentalidade fixa. Segundo Carol Dweck em seu livro Mindset, o jovem pode ser vítima de suas crenças que o limitam a ser aquilo que ele acredita ser naquele momento. Não há espaço para desenvolver as competências atuais, apenas a necessidade de provar que você detém determinada quantidade de inteligência; que você possui uma personalidade específica; e que você apresenta um comportamento moral típico. Aquele que possui uma mentalidade fixa passa a sentir a necessidade de provar para si e para os outros que ele é assim. Por outro lado, Carol Dweck descontrói a crença de que as pessoas são como são sem a possibilidade de incrementar a inteligência; sem a perspectiva de alterar a personalidade; e com um comportamento moral pré-determinado e definitivo. A mentalidade de crescimento estimula a que as crenças e as suas qualidade básicas podem ser cultivadas e desenvolvidas por meio de esforço e dedicação. Acredita-se que os talentos, as aptidões, os interesses e o temperamento podem ser alterados. Cada um pode ser como quer ser. Desenvolver-se ou ficar estagnado é uma escolha. A mentalidade fixa ou de crescimento está em cada um. Enfim, se o primeiro ponto é reconhecer as características próprias, a mentalidade de crescimento exige um segundo ponto que é querer mudar, a flexibilidade. Na conversa o pai indaga ao filho se com esse comportamento ele tem conseguido alcançar o que espera. O filho dá um sorriso e admite que não, os resultados quase nunca são positivos. Ao manter o comportamento genioso e, muitas vezes, antes de refletir, brigar e gerar conflitos ele tem acumulado inimizades e problemas. O filho conclui:

– É, vou ter que mudar isso…

Aí estão os passos de uma mentalidade de crescimento. Não se trata de “ter que mudar”, mas de querer mudar. A consciência e o desejo de mudança devem levar ao terceiro passo, que é fazer algo para mudar. É o movimento que está conectado ao propósito e a consciência da possibilidade de reinvenção. Um processo que exige uma mentalidade flexível e de crescimento. O método da mudança? Podem ser vários, porém ele inicia no mundo interno de cada um. Qual é o seu propósito? Você quer se reinventar? Estabeleça os passos para a mudança na direção pretendida, mantendo a rotina com a disciplina de quem tem a liberdade na mente e o desejo no coração. É a escolha de cada um.

Moacir Rauber

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E O DISCURSO?

A intenção é o propósito que é mais do que ganhar dinheiro.

Ação é a prática que é mais do que produtividade, competitividade ou conectividade.

Qual é a razão da produtividade? O que me oferece a competitividade? Qual é o sentido da conectividade?

É essencial que o discurso revele a intenção que justifique a ação pela elevação do nível de consciência. Qual é o sentido daquilo que você faz e daquilo que você fala? O sentido melhorará a produtividade e aumentará a competitividade por meio da conectividade.

Ser humano: um sistema completo, complexo e interdependente


Juntamente com a Professora Carolina Sá, publiquei o artigo Socialization Coaching: An Application for Welcoming and Integrating People (“The Point Out of the Curve”) Without Homogenizing pela Springer no livro “Coaching for Managers and Engineers” que está disponível no site https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-030-71105-4.
No artigo, a pretensão é que o Coaching, como ferramenta de acolhimento e de integração, entenda as pessoas como sistemas completos, complexos e interdependentes, reconhecendo cada indivíduo como um “Ponto Fora da Curva”. Dessa perspectiva, o coaching amplia as possibilidades de acolhimento ao estimular o movimento ativo de busca de integração, responsabilizando o colaborador e dando-lhe espaço para ser ele mesmo. Trata-se de reconhecer o outro como um “ponto fora da curva” sem descartá-lo, como às vezes indicado nas estatísticas; e integrá-lo ao ambiente organizacional sem homogeneizá-lo, como pode acontecer nas trilhas de aprendizagem; é o desafio das organizações que buscam manter a competitividade.

Ontem partiu um aprendiz!

Fonte:www.fotosearch.com.br

PROPÓSITO – CONECTIVIDADE – REINVENÇÃO

IMPACTOS – TECNOLOGIA – HUMANIZAÇÃO

(Re) Criar a Humanização pela Reinvenção da pessoa que faz o que faz Sentido!

Faz alguns anos que tive um privilégio: conhecer um jovem aprendiz de oitenta anos. Parece contraditório, mas não é. Era um amigo meu que se dispunha a aprender a cantar quando escrevia os últimos capítulos da sua vida. Ele trazia consigo o desejo juvenil de cantar. Não havia cantado por muitas razões, uma delas que ele não tinha “voz”. Por isso ele fez a sua carreira na engenharia e, com afinco, fez uma bela jornada. Os trabalhos que fazia, os fazia bem. Das pessoas que se aproximava, as tratava bem. Tinha talento para conectar as pessoas. Depois de aposentado se voltou para seus interesses mais genuínos. Em sua casa, bem-organizada, mantinha uma pequena oficina para atendimentos emergenciais. Não era uma profissão, era um hobby. Porém, ainda lhe faltava algo. Um de seus amigos o colocou em contato com um professor de canto e música da cidade. Os seus olhos brilharam. A sua paixão pelo canto se reacendeu. O meu amigo não teve dúvidas e começou as aulas. Explorou a teoria e a história da música. Conheceu e reconheceu a própria voz. Treinou e ensaiou muito. E, algum tempo depois, o meu amigo me liga:

– Hoje farei uma apresentação pública. O professor me convidou para cantar numa festa.

Ele estava empolgado. Da mesma forma, estava nervoso feito um adolescente frente às descobertas da vida. Ele encerrou dizendo:

– Você poderia passar aqui em casa para me dar uma carona até a festa?

É óbvio que sim. O que poderia ser mais gratificante do que estar presente num momento tão inspirador proporcionado por um amigo? Além da inspiração, a disponibilidade de ser aprendiz aos 80 anos nos mostra possibilidades de aprendizagem. Fala-se de propósito e dos seus impactos; da tecnologia e da conectividade; da humanização e da reinvenção. Enfim, fala-se em diversidade e oportunidade.

A diversidade é atendida ao trazer de volta e manter as pessoas com mais idade para nos dar motivação de criar soluções para problemas que os acometem e que vão nos acometer. Diminui-se o choque geracional e a diversidade cumpre o seu papel de enriquecer a experiência de vida de todos. A oportunidade se dá ao explorar um mercado em franca expansão. Enquanto existe vida, há paixão, renda e consumo. Enfim, ser aprendiz é uma questão de postura frente à vida. A neurociência esclareceu que a plasticidade cerebral permite que mantenhamos nosso nível de aprendizagem enquanto estivermos vivos, salvo se afetada por uma patologia. Carol Dweck advoga que a escolha do tipo de mentalidade é de cada um: mentalidade fixa ou mentalidade de crescimento. O que isso quer dizer? Há idosos com mentalidade fixa que não querem mais aprender, assim como há jovens que se recusam a aprender. Há idosos com a mentalidade de crescimento que se mantêm abertos à aprendizagem, assim como há jovens ávidos por aprender. Qual é a sua escolha?

Há alguns anos, numa sexta-feira à noite, passei pela casa do meu amigo e o levei para a festa. Usava seu melhor traje. Estava com a aparência serena e tranquila, mas o seu interior estava agitado como a de um menino que vai se encontrar com a amada. Ao me cumprimentar, gaguejou. Ao sair do carro, tropeçou. Para entrar na festa, escolheu a porta de vidro errada. Entramos e nos acomodamos. Ele tomou água. Eu tomei um café. A música começou com o professor tocando um repertório magnífico. De repente veio o convite. O meu amigo é apresentado. No microfone ele anuncia, La Barca:

– Dicen que la distancia es el olvido, pero yo no concibo esta razón…

E soltou a voz… Soltou o medo, a insegurança e a ansiedade que se transformaram em combustível para uma carreira que se iniciava aos oitenta anos. Cantou os seus boleros em festas, casamentos e bares. Ele se reinventou usando a conectividade e o propósito a partir de uma mentalidade de crescimento. (Re) criar a humanização na era digital passa pela reinvenção da pessoa para que possamos finalmente chegar à sociedade do sentido. Nesse ponto, é importante observar a tecnologia e como fazemos para que ela trabalhe a nosso favor e a favor daqueles que nos rodeiam: a conectividade. É essencial considerar os impactos resultantes dos nossos movimentos nas nossas equipes, organizações e pessoas: faz sentido? É o propósito. Por fim, a reinvenção da pessoa como indivíduo que faz o que faz sentido nos levará ao caminho de (re) criar a humanização. O exemplo do meu amigo aprendiz que se reinventou nos aproxima de uma sociedade diversa, a partir da tecnologia que o conectou com outras pessoas e permitiu que ele fizesse algo que faz sentido: ele (Re) criou a humanização ao vencer estereótipos limitantes. Isso tudo o levou a realizar um sonho de juventude que se manteve juvenil.

Como num bom livro, o meu amigo escreveu o seu melhor capítulo no final de sua vida e ontem ele partiu para ser aprendiz e ensinar em outros palcos…

Moacir Rauber

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você está indo para onde quer ir?

Quais são as suas competências socioemocionais?

“Recebemos em nossa natural condição humana a continência, a paciência, a temperança, a constância, a resistência (resiliência) e outras competências semelhantes a essas, como forças excelentes e válidas. Estas, com as resistências e oposições, vêm em nosso auxílio diante das dificuldades do dia a dia. Se exercitarmos essas competências e sempre as mantivermos prontas, elas nos ajudarão de tal forma que nada do que nos acontecer parecerá duro, doloroso ou intolerável. Basta-nos pensar que tudo pertence à realidade humana que se curva pelas competências que existem em nós.”

(Antônio, O Grande – texto escrito entre 250 e 356 d.C.)

O texto acima foi escrito há 1700 anos e está mais atual do que nunca. Hoje, quando escutamos que é necessário que reforcemos nossas competências socioemocionais para validar nossas competências técnicas, acreditamos que estamos diante de algo novo. Ao buscar textos antigos é fácil se aperceber que nos falta um pouco de humildade e de reconhecimento para com aqueles que já percorreram o seu caminho.

É essencial seguir desenvolvendo aquilo que realmente importa, a começar pele humildade:

Quais são as suas forças?

Quais são as suas virtudes?

A sua rotina o leva para onde você quer ir?

OBSERVAÇÃO: do texto original substitui a palavra “virtudes” por “competências”.

Está clara a sua comunicação?

Está clara a sua comunicação?

As dificuldades da comunicação organizacional, em geral, estão ligadas a falta de clareza. Falamos muito nas entrelinhas e sem todos os elementos necessários. O mais natural seria que nos comunicássemos de forma objetiva e direta o que se pretende transmitir, utilizando os recursos mais adequados para o meio onde nos encontramos. Um exemplo clássico de uma mensagem clara e completa está na promessa de casamento:

– Eu, Fulano, recebo-te por minha esposa a ti, Cicrana, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Está muito claro (1) quem promete, (2) para quem promete, (3) o que promete, (3) em quais condições vai cumprir o prometido e (5) por quanto tempo se compromete. Na comunicação organizacional as mensagens que seguirem essas recomendações serão efetivas. Mesmo assim, as entrelinhas são constantes em nosso processo de comunicação. Justificadamente, usa-se o sentido nas entrelinhas para manter o encanto e a magia, levando a sedução aos românticos e apaixonados. Usa-se o sentido nas entrelinhas nas poesias que comunicam muito além das palavras literalmente escritas. Usa-se o sentido nas entrelinhas na tela do artista, que neste recurso encontra uma forma de ampliar a grandeza de sua obra. Usa-se o sentido nas entrelinhas para provocar a reflexão sobre determinados assuntos, para despertar a curiosidade, fazendo com que a pessoa a quem se destina a mensagem construa seu próprio conhecimento, como na relação do professor com seu aluno. Usa-se o sentido nas entrelinhas para criticar um sistema que não permite ser censurado, sendo uma ferramenta importante na mão de críticos e jornalistas em países onde a liberdade é cerceada. Em nenhum destes processos de comunicação o sentido nas entrelinhas das mensagens denota falta de capacidade. Em todos eles o sentido nas entrelinhas destaca o belo, o bonito, o bom e a boa intenção, explícita ou implicitamente. Ressalta-se a capacidade do ser humano de criar, de imaginar e de instigar novas interpretações para uma mensagem, independentemente do modo como ela foi transmitida. Entretanto, o sentido nas entrelinhas também é utilizado por quem não deveria. Muitos diretores, gerentes e colaboradores nas empresas pecam ao não comunicar com sua mensagem tão somente o que ela tem a dizer. Peter Drucker, guru da administração, afirmava que 60% dos problemas das organizações empresariais se referiam as falhas de comunicação, causadas pela falta de clareza, agigantando problemas e criando confusões pelo sentido dúbio das mensagens. Portanto, em sua comunicação organizacional siga os passos propostos por quem já se comprometeu na promessa de casamento: está claro (1) quem e (2) para quem se fala? Está explícito (3) o que se fala? Estão estabelecidas (4) as condições daquilo que se fala? Está delimitado (5) o prazo daquilo que se fala? Cumpridas essas condições, pode mandar a mensagem.

Dizer o que deve ser dito com educação e respeito na vida pessoal e organizacional garantirá relações mais tranquilas e duradouras. Oxalá alcancemos o dia em que as mensagens somente tragam sentido nas entrelinhas para ressaltar o belo, a emoção e a boa intenção, destacando a capacidade humana de ampliar o mundo por meio da imaginação e do mistério. Einstein dizia que “a mais bela emoção é o mistério. Se o homem soubesse de tudo, sua vida perderia a graça, pois a beleza está na curiosidade, no estudo, na pesquisa, na hipótese, na sensação de que sempre falta alguma coisa a saber”. Enfim, muitos casamentos terminam não por falta de clareza daquilo que foi prometido, mas simplesmente porque acabou o mistério, …

Moacir Rauber

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Quanto vale a segurança para você?

Uma reflexão sobre a diferença entre tragédia e acidente para que cada um possa assumir o protagonismo do seu comportamento no trânsito.

Saber que cada um AFETA o mundo com o seu comportamento e que ao fazê-lo com AFETO teremos um mundo melhor. Um trânsito mais seguro!

QUANTO VALE A SEGURANÇA PARA VOCÊ?