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Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

O PODER DO SILÊNCIO E A MAGIA DA PAUSA PRESENTES NA COMUNICAÇÃO AFETIVA!

O Poder do Silêncio e a Magia da Pausa presentes na Comunicação AFETIVA!

Não ocupéis a mente com bobagens e não percais o tempo em vão. (Buda)

A reunião estava tensa com acusações presentes na fala dos interlocutores. O CEO observava percebendo que ninguém escutava ninguém. Cada um tinha em mente uma resposta a ser dada enquanto o outro falava para provar que estava certo. Por fim, o CEO disse:

– Por favor, vamos fazer um minuto de silêncio!

Todos se calaram e o silêncio reinou na sala. O CEO ressaltou para que cada um pensara naquilo que o outro havia dito para que o Silêncio e a Pausa pudessem atuar. Por que o poder do silêncio? Qual é a magia da Pausa?

O Silêncio que acontece no momento em que se cala, privando-se de fazer gestos ou movimentos que expressem julgamentos, permite que se escute e escute aos outros. O silêncio ecoa e amplia a capacidade da escuta. Desse modo, o silêncio pode produzir uma Pausa em que interrompemos momentaneamente uma ação. A partir daí acontece a magia da Pausa que faz com que cada um se escute dando sentido a que se retome o movimento. Por vezes, a pausa conduz ao silêncio.

Assim, entende-se que os ecos do silêncio são potencializados na Pausa Programada, na Pausa de Alinhamento e na Pausa Estratégica. Como se dá e o que acontece em cada uma das pausas?

A (1) Pausa Programada é um momento de introspecção mais extenso com o objetivo de fazer um planejamento individual de médio e longo prazo. Jesus fez a sua Pausa Programada de quarenta dias no deserto em que travou as suas lutas com as tentações a que foi exposto (Lucas, 4 1-13). Entretanto, Ele sabia qual era a sua intenção e quais seriam as suas ações. E você, qual é a sua intenção? O silêncio acompanhado da pausa produz ecos na vida.

Em seguida vem a (2) Pausa de Alinhamento que pode ser representado pela meditação por meio de uma oração ou de um ritual em que cada um resgate as suas intenções e as projete nas ações rotineiras. “E, levantando-se de manhã, muito cedo, ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava” (Marcos 1:35), mostra que a oração ou a meditação era uma prática comum para Jesus. Nela, você delineia: quais serão as suas ações? Estão elas alinhadas com a sua intenção? Depois do silêncio Ele escolheu os seus apóstolos.

Por fim, está a (3) Pausa Estratégica que ocorre no dia a dia sem um aviso prévio, revelando-se como a capacidade de domínio próprio com inteligência emocional. É a capacidade de pausar frente a uma situação divergente; é a aptidão de silenciar diante de uma opinião conflitante; é habilidade de não reagir instintivamente num ambiente em que se necessita de sabedoria para fazer a melhor escolha. Pessoas com alto desempenho fazem as pausas estratégicas quando confrontados com situações difíceis, inesperadas ou capciosas. O CEO fez uma pausa. Em João 8, 1-11, Jesus foi posto à prova com a pergunta: “Tu, pois, o que dizes?” sobre a mulher flagrada em adultério. Ele fez uma Pausa Estratégica ao se inclinar e escrever no chão com o dedo. Usou o silêncio. O poder e a magia aconteceram: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar uma pedra”. Você consegue manter o silêncio por dez segundos diante de uma provocação?

Desse modo, o silêncio pedido pelo CEO começava a produzir os ECOs que ele esperava e que os interlocutores desejavam. Ao pedir que cada uma das partes escolhesse um ponto na proposta alheia com a qual concordasse o silêncio produzia a magia. Assim o fizeram. Resultado? Aquilo que poderia ter sido uma discussão improdutiva terminou com pontos de convergência entre as ideias, fazendo com que a soma das partes resulte num todo maior. Particularmente, entendemos que a Espiritualidade permite que se use as Ferramentas vindas do Conhecimento com a Sabedoria da consciência de afetar o mundo. O CEO foi AFETIVO e EFETIVO na sua Comunicação.

O Silêncio e a Pausa produzem ECOs e os seus frutos afetam com AFETO.

Aquele que deseja fazer bem o seu trabalho deve começar por afiar os seus instrumentos.

(Confúcio)

Moacir Rauber & Miriam Moreno

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

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O PODER DA COMUNICAÇÃO AFETIVA!

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O PODER DA COMUNICAÇÃO AFETIVA!

Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática.
Ferramentas: para operacionalizar a ciência.
– Inteligência Positiva para o autoconhecimento.
– Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos.
Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

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QUAL É A MAIOR EMPRESA DO MUNDO?

Qual é a maior empresa do mundo?

O CEO desafiava os presentes a conduzirem a empresa no caminho de ser a maior do mundo. Nos próximos dias seriam debatidos temas como propostas de produtos, sugestões de serviços e o reforço da missão organizacional. O CEO esbanjava carisma e positividade:

– Vamos ser os maiores do mundo!!!

Aplausos.

O desafio das atuais empresas e organizações é o de manter a relevância num ambiente em que produtos se tornam obsoletos da noite para o dia; serviços perdem o sentido num piscar de olhos; e os vínculos se rompem no instante seguinte ao compromisso. Ainda assim, há empresas e organizações que querem se tornar as maiores com a ideia de expandir e dominar para se manter. Entretanto, poucos CEOs e líderes organizacionais se apercebem que a maior empresa do mundo já existe. Qual é essa empresa? A maior empresa do mundo é o indivíduo. Não há nada maior nem mais importante para cada um do que cada um. A única realidade concreta é o indivíduo, porque as empresas e as organizações, inclusive os países, são obras de ficção. De nada serve ter um edifício sem pessoas ou fronteiras sem cidadãos. Portanto, cabe ao CEO se reconhecer como o maior empreendimento do mundo para poder trabalhar rumo a ser a maior empresa do mundo, independentemente do tamanho físico dela. Como fazer isso? Incentive a que cada indivíduo da organização faça a mais importante viagem para dentro de si para se reconhecer como a maior e a mais linda empresa do mundo. Permita que cada um se desenvolva evitando a falência individual, dando sentido ao coletivo organizacional. Estimule a que cada pessoa veja o céu de brigadeiro e as tempestades como oportunidades de fruir das alternativas e não de temer as mudanças. Mostre às pessoas que no caminho há percalços e são eles que as levam ao potencial máximo de si com os outros. Encoraje o indivíduo a trabalhar no seu maior empreendimento, desenvolvendo-se ao transformar o cansaço em combustível. Enfim, lembre às pessoas que as relações podem trazer decepções oriundas do encontro dos maiores empreendimentos individuais e que o respeito mútuo pode fazer crescer o empreendimento coletivo.

O desafio do CEO passa pela própria viagem interna e há ferramentas vindas do conhecimento que podem ser usadas com sabedoria para fazê-la, respeitando a trajetória humana. A Inteligência Positiva e a Comunicação Não-Violenta com a Espiritualidade podem fornecer subsídios para que cada um se transforme no maior empreendimento do mundo ao encontrar o sentido daquilo que se faz. Com a inteligência positiva se identificam e se rotulam os sabotadores internos, assim como se reconhece o sábio dentro de si. Com a Comunicação Não-Violenta se aprende a observar, a sentir e a se expressar de maneira a cobrir as necessidades individuais com discernimento. Aqui se traz a espiritualidade para o empreendimento. O discernimento, capacidade de refletir e escolher controlando os impulsos instintivos a partir de critérios que permitam fazer uma apreciação adequada sem juízo de valor, promove relacionamentos com respeito e auto respeito. O discernimento possibilita que se tenha consciência de que EU AFETO O MUNDO, QUE O MUNDO ME AFETA E QUE COM AFETO O MUNDO É MELHOR. O discernimento possibilita que tenhamos esperança nas batalhas; segurança nas adversidades; e amor nos desencontros. O discernimento faz com que se valorize a alegria e a tristeza; o sucesso e o fracasso; e o aplauso e o anonimato. O discernimento faz com que cada um se reconheça como um oásis ainda que se esteja em meio ao deserto, resgatando os dons da sabedoria, do entendimento, da piedade, do conselho, do temor ao desconhecido, da ciência e da fortaleza. Enfim, do discernimento resultam pessoas que entendem que ser feliz não é uma fatalidade, mas uma conquista (Pe. Jorge Nardi). Esse indivíduo está no comando da maior empresa do mundo.

Quantas das maiores empresas do mundo estão presentes na sua empresa? Servir de apoio nessa jornada é o desafio do CEO e cabe ao Secretário Executivo servir, porque “se não servir, não serve” (Flávio Basset).

Moacir Rauber

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AÇÃO E INTENÇÃO PRODUZINDO RESULTADOS

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  • Quatro encontros (28, 29, 30-11 e 01-12-2022) das 19 às 21h30
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SE EU SOU O QUE TENHO E PERCO O QUE TENHO, QUEM SOU?

Se eu sou o que tenho e perco o que tenho, quem sou?

Um tema recorrente, superestimado e subestimado ao mesmo tempo, está presente na pergunta: Quem é você? A pergunta que muitos ouvem, poucos escutam e quase ninguém responde. Frente a essa pergunta, quase sempre, desviamos para aquilo que temos ou aquilo que fazemos. Outro dia ainda escutava um diálogo em que a pessoa descrevia as suas posses e a trajetória de sucesso para adquiri-las, arrogando-se importância por elas. Ao me escutar e escutar outras pessoas constato que o verbo “ter” está impregnado nos nossos diálogos de forma natural e inconsciente, o que revela um modo de viver que reduz a importância do “ser”. As pessoas falam, entre elas eu, “tenho filhos”, “tenho esposa”, “minha mãe”, “tenho amigos”, “meu pai” ou “meu irmão” de igual maneira como falam “tenho cachorro”, “meu gato”, “meu carro”, ‘minha bicicleta” ou “minhas calças”. Ao usar o verbo “ser” aprofunda-se o compromisso, embora nem sempre se revele a essência de quem se é, porque se refere aos papéis sociais relacionados com as profissões. “Sou dentista”, “sou advogado”, “sou jogador de futebol” ou outra profissão qualquer. Erich Fromm fez uma pergunta instigante: se eu sou o que tenho e perco o que tenho, quem sou?

Impressionante como não sabemos quem somos e como acreditamos que temos posse de algo. Veja bem, “Tenho esposa” finda frente a um divórcio, assim como ter filhos, pais e irmãos desaparece frente a perda; ter amigos se perde numa briga; e ter carro e propriedades acaba diante de uma bancarrota. Isso porque é muito mais simples “ter esposa” do que “ser marido”; é notadamente mais fácil “ter filhos” do que “ser pais”. É imensamente mais cômodo “ter uma empresa” do que “ser um empresário”. No modo “ser” temos que assumir a responsabilidade sobre aquilo que dizemos que somos. Eis uma diferença entre aqueles que tem e aqueles que são. “Ter amigos” é natural quando se circula em diferentes ambientes sociais, contudo, “ser amigo” é uma escolha deliberada de estar presente em momentos nem sempre alegres. Entretanto, ser aquilo que dizemos que somos também pode terminar. “Eu sou jogador de futebol” termina tão logo a pessoa deixe de praticar o esporte porque já não pode mais. “Eu sou dentista” pode terminar frente a incapacidade de exercer a profissão. Cabe destacar que ainda assim, o “ser” enseja a responsabilidade de atuar bem no papel social escolhido. Se você está numa função, exerça-a com a consciência da responsabilidade do “ser”. “Quem é você?” é uma pergunta recorrente repedida diariamente em diferentes lugares e situações; é subestimada porque nos mantemos na superficialidade ou não a respondemos verdadeiramente; e, por vezes, superestimada quando nos arrogamos a importância pelo que acreditamos que temos, colocando-nos acima do que somos. Muitas vezes já me perguntei “quem sou” sem chegar a uma resposta conclusiva, entretanto sei que sou um ser humano em construção até o último dia em que respire.

Na reflexão de Pe. Checo que assisti, muitos não querem ser casados porque não terão mais a liberdade de estar solteiros em que não há o compromisso com o outro. Outros não querem ser pais porque os filhos ensejam uma responsabilidade que não cabe no seu mundo. Entendo ser uma tendência que diminui a trajetória de evolução humana no seu caminho transcendental de encontrar sentido naquilo que faz por meio daquilo que se é. Creio que se pode “ser” e “ter” sem que seja necessário “ter” para “ser”.

Frente à pergunta de Erich Frommm, “se eu sou o que tenho e perco o que tenho, quem sou?” Não sou ninguém, a não ser o patético testemunho de uma maneira equivocada de viver. Desse modo, fica mais fácil “ter” um cachorro ou gato, porque não dá para “ser” nem cachorro nem gato.

Moacir Rauber

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PARA SER PLENO EM 2023!!!

Moacir Rauber
Quando a intenção define a ação é mais fácil pensar nas alternativas e nas consequências para avaliar as mudanças necessárias para alcançar os resultados desejados.

FORMATO E PROPOSTA DA TALK / PALESTRA / OFICINA

TALK DE 20 a 25min – Uma conversa de alto impacto

Usa-se a reflexão de alto impacto para levar os participantes à ação em que exibam todas as suas competências técnicas para aumentar o desempenho. É essencial fazer o que precisa ser feito. A equipe é melhor porque você está nela? Se não for, por que você está nela?

  • Objetivos e necessidades? Você identifica e aponta.
  • O título da TED TALK? Construímos juntos.
  • A data e o local? Você indica.
  • O valor? Você avalia e oferece.

PALESTRA de 50min a 1h30 – Uma reflexão que move pessoas

Aprofunda-se a reflexão conectando-a com os resultados desejados, alinhando as motivações individuais e organizacionais. Motivação, superação e desempenho. A organização é melhor porque você está nela? Se não for, por que você está nela? Sabedoria para saber usar as Ferramentas vindas do Conhecimento

  • Objetivos e necessidades? Você identifica e aponta.
  • O título da Palestra? Construímos juntos.
  • A data e o local? Você indica.
  • O valor? Você avalia e oferece.

INDICAÇÕES: Motivação, Formação de Equipes, Superação, Vendas, Empreendedorismo, Diversidade, SIPAT.

QUANTO VALE PARA VOCÊ? AFETO NÃO SE COBRA.AFETO SE DÁ!
Moacir Rauber
“O pior ladrão não rouba somente dos outros, ele rouba de si. Quando ele rouba de si ele também rouba dos outros o melhor que ele poderia dar de si.”
Contato:
Fone/whats: 48998578451 – E-mail: mjrauber@mjrauber

LOFT em Florianópolis – 350m da praia!!!

Perto da praia oferece os benefícios de quem quer se conectar consigo mesmo e com a natureza: pode-se ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia; basta caminhar alguns metros para sentir a água, a areia na pele e ver o vaivém das ondas arrebentando na praia. É lindo! Essa beleza faz com que cada um possa se perceber como um verdadeiro milagre da natureza em que o privilégio da vida é valorizado.

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ACUSAR PARA SE ESCUSAR

Acusar para se desculpar…

A confusão estava armada. A incompetência mudava de lado conforme se alternavam os impropérios durante a discussão entre o entregador e o vendedor. O vendedor dizia:

– Não sabe ler? Aqui está a orientação ao produto que deveria ter sido entregue…

– Você é que não sabe escrever nem falar. Olha aqui… e o entregador mostrava um bilhete.

O cliente e o gerente presenciavam as trocas de acusações entre o vendedor e o entregador sobre a entrega do produto errado para o cliente. Ambos usavam a estratégia de acusar para se escusar (Pe. Checo). Quem estava certo ou errado? Nesse momento, não importava.

Entenda-se acusar como a expressão ou o julgamento moral negativo de outra pessoa ou de si mesmo e escusar como o ato de encontrar subterfúgios ou se desculpar por uma falha ou um equívoco. Dessa forma, ao acusar o outro a pessoa atribui, incrimina e censura num movimento de defesa, escusando-se da responsabilidade, da incumbência e da obrigação diante de uma situação. Nesse processo, trabalha-se com a culpa, um sentimento improdutivo e prejudicial em que ninguém assume a responsabilidade. De quem é a culpa? Uma pergunta que não contribui, porque tem embutida nela uma acusação que não leva a resolução do problema. Desse modo, o foco deveria ser numa pergunta que levasse a uma solução, a um aprendizado e a assunção de responsabilidade diante de um problema.

Ao buscar apoio na proposta de contato com a realidade da Inteligência Positiva e no passo a passo da Comunicação Não-Violenta, a sugestão seria a de se fazer uma (0) Pausa como um recurso para analisar a realidade com a objetividade de se ater aos fatos e não às interpretações deles. Em seguida, com a (1) observação fidedigna daquilo que ocorreu intuir os (2) sentimentos e identificar as (3) necessidades dos envolvidos na situação. A pausa permite que se conecte com a realidade, resgatando o sábio interior de cada um. Dessa forma, a (4) expressão se dá de maneira não agressiva, sem, contudo, ser passivo ou se esquivar do problema. É um caminho para a resolução de conflitos em que diminuímos os sabotadores internos que estão propensos a brigar, a fugir ou a paralisar. Traz-se para o comando da situação o sábio, que é otimista e consegue ver oportunidades em qualquer situação. Com isso, se poderia perguntar: o que aconteceu? Foi entregue o produto errado. O que pode ser feito para resolver a situação? Substituir o produto. Qual o aprendizado que a situação deixa? Revisar o processo. Avançar nesse passo a passo pode contribuir para que os conflitos sejam oportunidades de melhorar relações e processos, diminuindo as falhas. Assim, deixar-se levar pelos sabotadores para atribuir culpa, incriminar e censurar o outro para se escusar é contraproducente. Assim, é essencial parar, observar e atuar com a responsabilidade de se incumbir das próprias obrigações diante de uma situação, resolvendo os problemas.

O sábio do vendedor e do entregador estavam dominados pelos seus sabotadores, porém o gerente, inicialmente, calou-se. Os sabotadores do gerente igualmente existiam e seu primeiro impulso foi o de exercer a sua autoridade legítima para terminar com a confusão. Entretanto, ele fez a pausa que permitiu resgatar o seu sábio para analisar a situação e entender os fatos. Assim, ele pode empatizar com o vendedor, com o entregador e com o cliente para depois explorar a situação, navegar pelas alternativas, inovar nas soluções com a ativação do otimista que nele existia. Dessa maneira, ele ouviu, observou, respeitou, intuiu e agiu com respeito para com o entregador, o vendedor e o cliente. No final, o cliente saiu com o seu produto e o problema resolvido e com o vendedor e o entregador ele criou uma nova rotina, transformando uma situação conflituosa em oportunidade.

Enfim, os sábios são otimistas, não acusam e não se escusam. Igualmente, os sábios não são meros espectadores das crises, eles são os protagonistas das mudanças (Jorge Nardi).

E você, acusa para se escusar? Oxalá não, porque para isso já temos os políticos que o fazem muito bem.

Moacir Rauber

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