Gangorra humana

Os últimos meses foram de uma literal gangorra humana. Foram perdas de pessoas queridas, constatação de que quase nada é como parece ser e o enfrentamento de situações emocionais tensas. Por outro lado, foram meses em que conheci pessoas admiráveis, confirmei que os amigos são extraordinários e vivi momentos agradáveis de aprendizagem simples e objetiva.

Enquanto a gangorra balança a vida segue. 

Balanço positivo!!!
Fonte: http://atividadesdealfabetizacaodatialiu.blogspot.de/2015/02/volta-as-aulas-desenhos-atividades.html

Quem abre as portas?

Chegamos na associação comercial daquela cidade. Estava acompanhado de meu editor e amigo. Dirigimo-nos até a sala da Secretária Executiva. Passei pela porta e a vi. Pareceu-me um rosto familiar. Ela olhava fixamente para o meu amigo, que também a olhava. Ele franziu a testa. Eu fiquei um pouco perdido, porque senti algo diferente no ambiente. O que está acontecendo aqui?, indaguei-me. Foi logo depois que veio a surpresa. Ela saiu detrás de sua mesa, abriu os braços e abraçou carinhosamente o meu amigo. Emocionada, disse:
– Professor, seja bem-vindo. Quanto tempo que não o vejo!!!

O meu amigo logo a reconheceu:
– Que coisa boa encontrá-la aqui!!!

Ambos continuaram a conversa por um bom tempo resgatando lembranças. O meu amigo havia sido Coordenador e Professor daquela Secretária Executiva no período da faculdade. Foram quatro anos de relacionamento intenso. Eu apenas os observava. A cena era muito bonita. Trouxe-me a mente a confirmação de que respeito dá lucro no curto, no médio e no longo prazo.

Eles haviam se conhecido e convivido na universidade, ela como aluna, ele como professor e coordenador de curso. Foi uma agradável surpresa. Poderia não ser assim. Para muitos que já passaram pelas universidades as lembranças de seus superiores hierárquicos, sejam eles professores ou coordenadores, nem sempre é tão boa. São tantos os profissionais que usam a autoridade das funções para garantir prerrogativas e benesses pessoais, pouco se importando com quem está do outro lado. São pessoas que ainda não entenderam que tudo que existe fora da natureza é feito por pessoas e para as pessoas. E o mínimo que uma pessoa merece é respeito.

Por outro lado, o meu amigo sempre entendeu que ser o coordenador não era fonte de prerrogativas e regalias, mas que lhe gerava responsabilidades. Assim, ele soube exercer a autoridade que as funções lhe cobravam respeitando a liturgia do cargo e, principalmente, respeitando as pessoas. Ele sabia que as pessoas que estavam sob sua gestão mereciam o respeito que ele também queria. Finalmente, o meu amigo sempre entendeu que estar numa posição ou noutra era circunstancial. Hoje sou gestor, amanhã posso ser gerido. E não há ninguém que, cedo ou tarde, não esteja numa ou noutra posição.


Passados dez anos desde o momento em que conviveram, ambos tinham boas lembranças do relacionamento. O meu amigo professor e coordenador, ao respeitar as pessoas, obteve lucro no curto prazo ao trabalhar num ambiente agradável. Ele também obteve lucro no médio prazo ao formar pessoas melhores. E o lucro no longo prazo se confirmava agora, na minha frente. Uma visita comercial seria agendada. O produto que o meu amigo ofereceria deveria ser bom, como realmente era. Porém, a porta teria que ser aberta. Naquele dia, a pessoa que estava detrás da mesa que poderia lhe abrir ou fechar as portas era alguém do passado que se sentira respeitado. Respeite a si mesmo ao respeitar os outros. Não roube a si mesmo nem aos outros, respeite. 

O respeito abre portas!

Você caiu ou nasceu assim?

Frases do livro Ladrão de si mesmo. PEÇA O SEU. FRETE GRÁTIS!!!


É importante entender que nós não nascemos assim, mas que nós nos construímos como somos dia após dia. Muitas vezes nós caímos, mas levantar e seguir em frente são decisões pessoais. Por isso, nós somos resultado daquilo que escolhemos ser.

Você caiu ou nasceu assim?
Qual é a sua história?
Está valendo a pena ser vivida?
Valerá ela a pena ser contada?
Quem vai prender o ladrão de si mesmo?

Um mensageiro humano e uma mensagem divina


Gosto muito de assistir palestras por causa das mensagens que elas transmitem. Pode ser uma história de vida ou a defesa de uma nova teoria. Gosto ainda mais quando há a defesa de uma teoria associada a uma boa história. Quando a mensagem é boa, as palavras ecoam dentro de quem a ouve, despertando-a para desenvolver as soluções que procura. A mensagem pode repercutir internamente de tal forma que os resultados se estendem por toda a vida. Numa palestra, uma história bem contada ou uma teoria bem defendida permite que se entenda o que é preciso para se manter no rumo das próprias escolhas. Por isso, destaco que para mim, o que realmente importa é a mensagem, não o mensageiro.

No cenário atual temos muitos mensageiros. Poderia citar padres ou pastores, mas aqui vou me ater ao mundo dos palestrantes profissionais e os gurus da área. Muitos desses palestrantes, por meio de uma visão de mundo diferenciada, criam uma mensagem que realmente importa para as pessoas. Nessa construção inicial, eles se preocupam com o que vão e para quem vão transmitir a mensagem. Com isso, passam a partilhá-la levando àqueles que os assistem a se transformarem positivamente. Enquanto conseguem manter esse foco, os palestrantes contribuem para que as pessoas sejam melhores. Com os anos de profissão, muitos palestrantes sofrem uma mudança e deixam de se preocupar com a mensagem, começando a acreditar que o que realmente importa é o mensageiro. A vaidade, o orgulho ou a inveja começam a afetar o mensageiro, que termina por tirar a ênfase da mensagem. Com isso, perde-se a mensagem.

Quantas vezes assisti a palestras de pessoas que já não se importavam com a mensagem e nem com o público, estavam preocupados consigo mesmos. Nesse momento eles passam a roubar de si e dos outros. De si eles roubam a integridade, a autenticidade e a honestidade de cumprir aquilo para o que foram contratados. Dos outros eles roubam a mensagem. Esses palestrantes se modificaram pela fama. Eles acreditam que são um exemplo para os outros, inclusive assumindo-se como a solução mágica para os problemas alheios. A vaidade, o orgulho e a arrogância fazem com que a mensagem seja transmitida de tal maneira que aqueles que os assistem se sintam como os únicos incapazes da história. E isso não é verdade.

O palestrante, que deveria ser tão somente o mensageiro, deixou de entender que tudo é circunstancial e que todos são humanos. Inclusive o palestrante. Particularmente, acredito que não precisamos de mensageiros endeusados ou de mestres doutrinadores, assim como não precisamos de seguidores alienados ou de discípulos fanáticos. Acredito que precisamos de palestrantes falíveis com uma mensagem, que estejam dispostos a aprender e não apenas a ensinar. Penso que precisamos de palestrantes com capacidade de pensar e que também saibam respeitar aqueles para quem falam. Creio que precisamos de mensageiros críveis que façam coisas incríveis e que entendam que aqueles que os assistem também o são. Por isso, acredito que precisamos de mensageiros que se preocupem com a mensagem e que ela faça sentido para quem é dirigida. Assim, consideroo que não se deva criar dependência do mensageiro e sim manter o foco na mensagem.


O mensageiro deve ser humano, a mensagem é que pode ser divina!

A última palestra motivacional

Frases do livro Ladrão de si mesmo. PEÇA O SEU. FRETE GRÁTIS!!!

É importante que se tome a consciência de que, em parte, se é resultado do meio. Usar o entendimento do passado para mudar o meio no presente e garantir um futuro melhor. 
Eis o desafio!
Feliz
Ser livre para sentir a tristeza da perda, mas não viver contagiado por ela. Ser livre para sentir a raiva pelos erros, mas não se deixar levar por ela. Ser livre para sentir o medo das consequências, mas não ser paralisado por ele. Ser livre para sentir a alegria de viver e ser grato por isso!
Isso é liberdade!

Como prender o ladrão?

Frases do livro Ladrão de si mesmo. PEÇA O SEU. FRETE GRÁTIS!!!

A disciplina de dominar a sua mente é a liberdade de se pensar o que se quer. Por meio da disciplina e do ordenamento dos pensamentos é que se alcança a liberdade dos atos conscientes.
Como prender o ladrão?
Quando a mente preguiçosa domina o indivíduo, ela lhe rouba a liberdade de cumprir com algo que ele decidiu fazer.

A sociedade, o cidadão empreendedor e o ladrão de si mesmo

As pessoas limitam as suas possibilidades porque ficam a desejar aquilo que não tem e que não está ao seu alcance. Consomem horas, dias, meses, anos e, muitas vezes, a própria vida sonhando com algo que não é possível. Nesse momento, o ladrão de si mesmo está atuando intensamente. E isso vai do indivíduo para a sociedade. Outro dia estive num evento com foco em empreendedorismo social e cidadania. Tinha a intenção de destacar que para ser um empreendedor não é obrigatório sonhar alto ou realizar grandes feitos. Isso é relativo. No meu ponto de vista, ser empreendedor é ter a motivação para fazer as atividades ordinárias que produzem resultados extraordinários, a superação. Empreendedorismo é fazer o que deve ser feito para alcançar o que se quer. Fui até o evento com a arrogante pretensão de ensinar. Saí de lá com uma aula de empreendedorismo e de cidadania. O João foi a estrela da festa.

Iniciei perguntando se era necessário ter determinadas características físicas, como não ser muito gordo, nem ser muito magro; não ser muito alto, nem ser muito baixo; não ter cabelos longos, nem ter a cabeça raspada para ser cidadão? Não, respondeu a maioria. Fiz outra pergunta e a dirigi para alguns presentes:
Você se considera um cidadão?

Todos responderam que sim. Logo, vi a inquietação do João, um jovem com deficiência intelectual. Ele levantou a mão e fez uma pergunta:
– O que é ser cidadão?

Uau!, pensei. Era essa a pergunta a ser respondida. Como você vai saber se é um cidadão se não sabe o que é ser um cidadão? Entender que cidadão é a parte individual da sociedade, com direitos e deveres deu sentido para as perguntas anteriores. Não há nenhuma precondição física para ser um cidadão. Entretanto, a realidade é diferente. Para que se possa ser um cidadão e desfrutar da sociedade ainda há que se exibir determinadas características físicas. Por isso, enquanto a sociedade não atender a todos indistintamente ela rouba dos seus cidadãos o direito de exercer a sua cidadania. Ela rouba os empreendedores que não podem contribuir para a sociedade, enquanto ela estiver deficiente.

Considerando tudo isso, como ser cidadão e empreendedor? O João respondeu como ser empreendedor ao descrever os seus objetivos. Eram desafiantes e alcançáveis. Enquanto a maioria se rouba o direito de aprender um novo idioma, o João aprendeu inglês de forma autodidata. E ele é considerado uma pessoa com deficiência. Enquanto a maioria tem preguiça ou medo de desenvolver novas habilidades, o João é tenor. E ele é considerado uma pessoa con deficiência. O João, em minha opinião, é um empreendedor nato, porque manteve o foco nas suas possibilidades. Ele não teve preguiça, foi lá e fez. Aprendeu. Transformou-se. Prendeu o ladrão de si mesmo. O João, provavelmente, desenvolveu-se muito mais do que aqueles que admiramos como exemplos de empreendedorismo, principalmente se considerarmos o ponto de partida, as suas limitações e até onde ele chegou. É isso que importa.

Empreendedorismo, motivação e superação numa sociedade que paulatinamente está deixando de ser deficiente ao não roubar os direitos dos seus cidadãos. Assim, manter o foco naquilo que está ao alcance do cidadão com reflexos na sociedade é empreendedorismo. Precisa-se de motivação. Exige-se superação. Cria-se a mão dupla do empreendedorismo que vai do indivíduo para a sociedade e da sociedade para o indivíduo. Prende-se o ladrão de si mesmo e da sociedade, liberando os cidadãos empreendedores.

O grande ladrão

Frases do livro Ladrão de si mesmo. PEÇA O SEU. FRETE GRÁTIS!!!

Roubava de si e dos outros porque tinha medo. Com medo fugia. Com a fuga mentia. Quando mentia fraudava. Quando fraudava voltava a ser ladrão. Era círculo pernicioso da autossabotagem.
O grande ladrão
O ladrão não só rouba dos outros, rouba de si. Porque quando ele rouba de si ele também rouba dos outros o melhor que ele poderia dar de si.


O que você poderia ter sido?

Frases do livro Ladrão de si mesmo. PEÇA O SEU. FRETE GRÁTIS!!!

São tantas as pessoas que se amedrontam, acovardam-se e fogem daquilo que mais querem. São pessoas que preferem não se expor e não se arriscam a se tornar naquilo que poderiam ser. Autossabotam-se. Resta-lhes pensar: “eu poderia ter sido…”

o que você poderia ter sido
O maior desperdício no mundo é a diferença entre o que somos e o que podemos nos tornar (Ben Herbster). 
Não se autossabote. Transforme o seu potencial em talento!

Somos únicos. Somos múltiplos.