A CORAGEM DE SER ADULTO: VOCÊ TEM?

A Coragem de Ser Adulto: você tem?

Lá estava o pai sem saber o que fazer com o filho de dois anos. Ele chorava, esperneava e gritava que queria o celular. O pai relutava porque sabia que não era algo positivo para a idade. Buscava oferecer alternativas para o filho que não aceitava nada daquilo que ele propunha. De repente o pai exclama:

– Não sei mais o que fazer… e entrega o celular.

Assim que recebe o celular o filho se acalma e o rosto do pai se tranquiliza. Foi assim que criamos as primeiras gerações menos inteligentes que as anteriores, simplesmente pela falta de coragem de ser adulto. Além de gerações menos inteligentes, em que implica a nossa falta de coragem de ser adulto? Particularmente, entendo que implica em pessoas com (1) deficiência emocional; (2) pessoas com pouca capacidade de entender a interdependência; e (3) pessoas, organizações e sociedade desconectadas entre si. O que é ser adulto? Biologicamente é estar na plenitude das funções biológicas; legalmente é quem atingiu os dezoito anos; senso comum é aquele que vive a sua própria vida. Dessa forma, para viver a própria vida assumindo as consequências legais de seus movimentos na plenitude de suas forças é essencial se responsabilizar com a sensatez de quem tem equilíbrio e autonomia para decidir sobre as suas escolhas. É fácil? Não. É importante? Sim. Gera incômodo? Certamente. Abre alternativas de movimento? Todos. Porém, é preciso coragem para ser adulto. É indispensável entender que se eu estou na plenitude da minha trajetória como ser humano biológico, é preciso assumir a responsabilidade das orientações sobre outro ser humano que biologicamente, legalmente e, obviamente, ainda não tem autonomia para ser adulto. Eis a importância de saber o que fazer frente a uma criança que não tem como sabê-lo. O pai sabe, mas a criança não que o uso indiscriminado vai produzir malefícios a longo prazo frente a uma aparente tranquilidade no curto prazo. O resultado será um Ser Humano biologicamente pleno sem a capacidade de assumir o comando da própria vida pela (1) deficiência emocional gerada por pais que não tiveram a coragem de orientar. Um Ser Humano biologicamente pleno que não entende (2) que as suas ações afetam os outros na interdependência da qual fazemos parte. Um Ser Humano biologicamente pleno (3) desconectado dos demais que entra no ambiente organizacional, deixando-o volátil e incerto. Com isso, as organizações e a sociedade passam a ser ambientes obscuros com pessoas que sentem medo das relações porque acreditam ser um risco. De pessoas que não entendem a interconexão com os demais num processo de interdependência natural. De pessoas que tem em mente “eu peço, eu ganho” e que no confronto com outras pessoas que sempre ganharam o que pediram surge o conflito que expõe uma fragilidade perversa oriunda da ansiedade individual. Por fim, são criados ambientes em que as necessidades não entendidas e nem atendidas são expressadas de forma, muitas vezes, equivocada. Por isso, ao dar um celular para quem não sabe as consequências do seu uso implica em pessoas com tendência para a baixa produtividade, a infelicidade e a não autonomia.

Enfim, você tem coragem de ser adulto? Ser adulto implica na responsabilidade familiar de educar e de oferecer a alternativa de que cada um pode assumir o comando da própria vida na interdependência com os demais. Ser adulto implica na responsabilidade organizacional de acolher e escutar para orientar os colaboradores no processo de se tornar um adulto organizacional pleno. Isso pode doer, porém é fundamental desenvolver a IMAGINAÇÃO para encontrar alternativas que pelo MOVIMENTO nos levem a afetar o mundo com AFETO. Com as fronteiras cada vez mais diminuídas pela tecnologia existente, ser adulto, além de oportuno, é uma necessidade. Entretanto, exige a determinação de desfrutar da plenitude das competências biológicas, legais e emocionais que nos levem a uma velhice segura, pacífica e equilibrada de ter vivido com a coragem de ser adulto.

Talvez seja o momento de não dar o celular para o filho!

Moacir Rauber

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COMO EMBELEZAR A ALMA?

O que reflete de você?

Uma cirurgia plástica da alma?

Seria a quinta intervenção cirúrgica do meu amigo, agora para reparar as orelhas que insistiam em parecer disformes. Já havia feito outras cirurgias plásticas estéticas para amenizar as rugas, para levantar as pálpebras e para diminuir o nariz. Porém, sempre que ele se olhava no espelho podia ver em destaque as orelhas que destoavam de todo o restante. “Elas não se encaixam, preciso fazer uma plástica”, pensava ele. A esposa não estava completamente convencida, porque lhe parecia que os sacrifícios feitos com os cuidados pré-operatórios e as dores do pós-operatório eram demasiados. Ele retrucou:

– É, mas quem se sente mal com essas orelhas sou eu…

E ele tinha razão, porque era ele quem tinha a percepção de que as orelhas precisavam ser corrigidas. A autoestima afetada era a dele, assim como as dores e os cuidados a serem tomados seriam dele. Há que se entender que saúde e beleza caminham juntas e que muitos dos procedimentos contribuem de forma significativa para melhorar ambas. Destaque para as cirurgias plásticas reparadoras que tem como objetivo reconstituir parte do corpo para aprimorar ou recuperar funções, melhorando a qualidade de vida e a autoestima. A cirurgia plástica opcional é aquela ligada a aparência, muitas vezes, conectada aos sinais do tempo. Estas últimas servem para amenizar rugas ou linhas de expressão e são indicadas para deixar a pele mais viçosa. As cirurgias ressaltam a importância da recuperação da autoestima, do aumento da qualidade de vida e da elevação do bem-estar pessoal. A questão: qual é o limite entre o bem-estar e a obsessão que faz com que se vejam problemas em todo o seu corpo? Não tenho nenhuma resposta para a pergunta, porque acredito que recorrer a tecnologia cirúrgica desenvolvida é de foro íntimo e, caso creia que seria importante implantar cabelos, eu o faria. Entretanto, penso que para ver com mais naturalidade a beleza exterior, um dos caminhos, seria trabalhar a beleza interior. Fazer uma plástica da alma para embelezar e harmonizar o interior!

Entendo que a cirurgia plástica reparadora na alma vai amenizar rugas e linhas de expressão da tristeza; vai deixar a pele da alma mais flexível evitando julgamentos; e vai eliminar as manchas da alma deixando-a mais limpa e leve. Como fazer uma cirurgia plástica reparadora da alma? As dificuldades são muitas, porque estamos expostos a tantos estímulos externos que o ambiente interno fica em segundo plano. Inverter essa ordem é parte da preparação pré-operatória da alma. Para isso, é essencial fazer jejum dos estímulos sensoriais das redes sociais. É indispensável abster-se das propagandas, publicidades e influências repetitivas que nos levam a consumir o que não precisamos. É fundamental incluir atividades físicas regulares no dia a dia. É primordial redescobrir os valores que nos reconectam com o espírito e a alma. Compreendo ser um passo a passo para o pré-operatório da alma. Depois vem o maior desafio, o pós operatório da alma que é um exercício para a vida toda. Os cuidados para criar, fortalecer e manter uma nova rotina exige atenção, assim como cautela para não incorrer em movimentos que prejudiquem o pós-operatório. As tentações e as provocações para não respeitar os limites da cirurgia da alma são uma constante, contudo, vale a pena, porque com a descoberta das belezas da alma não vai precisar fazer uma cirurgia no corpo.

Enfim, o meu amigo do início do texto fez a cirurgia das orelhas e já fez implantes de cabelo. O que vem a seguir? Não sei. Entretanto, sei que ele segue angustiado, insatisfeito e triste buscando soluções externas para questões, aparentemente, internas. Os procedimentos e as intervenções cirúrgicas do corpo são importantes? É óbvio que sim, entretanto, harmonizar o ambiente interno pode evitar que façamos cirurgias que não precisemos. Reconectar com valores, práticas e costumes espirituais e religiosos que nos trouxeram até aqui pode nos levar adiante com uma alma mais alegre e com um espírito mais festivo num mundo melhor.

Quais as tuas práticas para embelezar a alma?

Moacir Rauber

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COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO!

PARTICIPE DA OFICINA

A Sabedoria é o caminho para usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

DEPOIMENTO:

Priscila Zampieri Tamashiro
Empresa: Núcleo Engenharia Consultiva.

Participei da oficina com o carismático Moacir Rauber e posso dizer que foi muito enriquecedor, você aprender técnicas para pausar o seu dia, ser mais assertivo e se livrar dos sabotadores, saber lidar com as emoções que nos cercam diariamente e estar com pessoas que podem fazer toda a diferença na sua vida, realmente não tem preço. Os nossos encontros foram cheios de sabedoria. Oficina Comunicação Afetiva para ser Efetivo.

Para pessoas de alto desempenho!

  • Quatro encontros (04, 11, 18 e 25-04-23) das 19h30 às 21h30
  • Conhecimento e Metodologias de Aplicação
  • Quatro Ferramentas práticas de Desempenho e Gestão de Conflitos

EU AFETO O MUNDO. O MUNDO ME AFETA.

COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

Tenho uma boa notícia para você: o desconto de 50% foi liberado e permanece até segunda às 23:59. ✨

Se inscreva agora mesmo para não perder essa oportunidade.

O QUE DE PIOR PODE ACONTECER COM UM VINHO DE QUALIDADE?

O que de pior pode acontecer para um vinho de qualidade?

O diálogo transcorria com as amenidades de uma conversa que desconversa e prepara para uma conversa que revela. “Como você está?” a pergunta que quase sempre tem como resposta, “estou bem” num automatismo que oculta a realidade interna de quem responde. Nesse momento a emoção não aparece, assim como não se revelam os sentimentos. A conversa segue e aparecem as reclamações. Algumas perguntas mais e as respostas já não são tão evasivas. A pessoa está descontente no trabalho porque não recebeu a promoção que esperava; está revoltada com o casamento, porque o outro nunca está contente; e a pessoa entende que os amigos e a família não o valorizam. Parece que o vinho está um pouco azedo ao concluir:

– Tudo dá errado. Não entendo… se eu nunca roubei ninguém…

Eis um ponto de inflexão. Você acredita que porque nunca roubou ninguém merece ser promovido na empresa, aplaudido na rua e reconhecido em casa? A expressão traz à tona pontos fundamentais da nossa vida organizacional, social e familiar em que o nosso melhor e o nosso pior estão lado a lado. Há uma tensão forte e frágil entre o melhor e o pior que pode nos levar de um lado a outro sem que nos apercebamos. São Jerônimo dizia que a “corrupção do teu melhor é o teu pior”, por isso, quando alguém se contenta em simplesmente não roubar ninguém, provavelmente, está próximo do seu pior. Reforçando o pensamento de que as duas versões estão muito próximas, a pergunta é instigante: “o que de pior pode acontecer a uma garrafa de vinho de alta qualidade?” (Pe. Checo). As respostas variavam entre quebrar e azedar. Porém, caso a garrafa se quebre a integridade permanece intacta e o vinho morre como mártir. E, azedar não acontece com um vinho de alta qualidade, porque o tempo o deixa melhor. Assim, o pior que poderia acontecer seria o fato de que pusessem água nele, porque isso representaria a corrupção da sua melhor versão, transformando-o num vinho aguado. Talvez o fato de “não roubar” seja a versão aguada do meu interlocutor que sabe que pode muito mais. Desse modo, para não cair na tentação de se satisfazer em não roubar ninguém surge outra pergunta: o que você sabe que fez bem e, quando quer, faz bem? Responder a essa questão de maneira autêntica vai expor as nossas fragilidades e vulnerabilidades, porém vai nos mostrar que podemos mais na organização, na família e na sociedade. Cada um de nós vai estar sujeito as intempéries de um dia com as variações de clima e temperatura, porém aquele que estiver bem “envasado” com os seus valores, tendo como base a espiritualidade, terá a sua integridade preservada. Essa é a escolha individual. Passadas as intempéries a nossa essência se revela no uso das ferramentas vindas do conhecimento usadas com a sabedoria presente na espiritualidade. Nesse momento, a sua melhor versão aparece e você será promovido na empresa, terá a realização no casamento e será valorizado pelos teus.

O meu amigo, provavelmente, havia sido sequestrado por um dos seus sabotadores, fazendo-se de vítima (Inteligência Positiva). Ele, assim como qualquer um de nós, está exposto as intempéries de um dia que mudam o humor, mas que cabe a cada um de nós não permitir que elas afetem a nossa essência. Nosso papel é preservar a integridade e não corromper o nosso melhor vivendo a plenitude das nossas competências. Não coloque água na sua garrafa. Por isso, é importante manter os sabotadores internos em perspectiva, mas ressaltar os poderes do sábio. A Comunicação Não-Violenta auxilia a desenvolver a capacidade de observar sem julgar; de sentir com interesse pelo outro; de identificar as necessidades próprias e as do outro; para expressar-se com a consciência de que eu AFETO o mundo e com AFETO o mundo é melhor. Por fim, a espiritualidade é um caminho para manter o seu vinho!

A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa”.

(Papa Francisco)

Moacir Rauber

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COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO!!!

A Inteligência Positiva e a Espiritualidade na Comunicação AFETIVA para ser EFETIVO.

Para pessoas de alto desempenho!

  • Quatro encontros (04, 11, 18 e 25-04-23) das 19h30 às 21h30
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50% DE DESCONTO ATÉ ÀS 23h59 de 20-03-23

Ainda está na dúvida se a Oficina: Comunicação Afetiva para ser Efetivo é para você?

Dá uma olhada no que falaram da Oficina:

Foi uma experiência enriquecedora em minha vida, na qual pude ter contato com técnicas de CNV para ser mais assertiva em minha comunicação, comunicando o que precisa ser comunicado, porém de uma forma afetuosa. Aprendi a importância da pausa, a observar os meus sentimentos, a identificar as minhas necessidades e a fazer pedidos; descobrir quais são os meus sabotadores e como assumir as responsabilidades fazendo com o que o meu sábio tome as “rédeas” da minha caminhada. Tenho muita gratidão pela oportunidade de participar desta oficina.

Katryn Simões

Gostaria de aproveitar esta oportunidade para mais uma vez expressar minha gratidão pela participação na Oficina! Foi uma experiência fantástica para mim esta inteligente combinação conectando a Comunicação Não Violenta, a Espiritualidade e a Metodologia dos Sabotadores. Foi uma elaboração incrível onde nós, participantes, pudemos praticar e refletir coletivamente sobre as relações humanas “afetivas para serem efetivas”. Foi uma jornada incrível que espero que muito mais pessoas possam participar – profissionais e leigos – que certamente vai ampliar os excelentes resultados obtidos. Paz e Bem!

Fernando C. Lima

Ter a oportunidade de participar da Oficina foi incrível e enriquecedor. Aprendi a aplicar a CNV na minha comunicação interpessoal; a importância da pausa; sobre o sábio e os sabotadores mentais(fiz o teste); sobre sentimentos, necessidades e como nos sentimos quando nossas necessidades são atendidas ou não estão sendo atendidas, e a observa a necessidade do outro sem julgar. Gratidão pela troca e compartilhamento de conhecimentos!

Rita Moreira

Se você também deseja ser mais assertiva em sua comunicação, descobrir seus sabotadores e resgatar o sábio dentro de você…

Se inscreva até às 23h59 de 20-03-23 com 50% de desconto na Oficina: Comunicação Afetiva para ser Efetivo.

TURMA 2: COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO

O PODER DA COMUNICAÇÃO AFETIVA

Tivemos mais de 50 pessoas ao vivo e ótimos comentários sobre o conteúdo trazido pelo Moacir.

Vou liberar a gravação completa para você que não conseguiu comparecer ou que deseja ver novamente a aula.

Toque no link abaixo para assistir 👇

COM MOACIR RAUBER

Mas ela só vai ficar disponível por pouco tempo e depois irá sair do ar.

Então não deixe para depois!

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COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO!

O PODER DA COMUNICAÇÃO AFETIVA

Dia 16-03-23 o Pepitas Secretaries Club está promovendo mais uma aula gratuita para você!Ela será ministrada pelo Moacir Rauber, um dos grandes parceiros do Clube.Talvez você já tenha visto ele em alguma edição do FISEC ou lido algum de seus artigos publicados no Blog do Clube.Mas, o que você ainda não viu, foi o conteúdo que será entregue gratuitamente ao vivo amanhã.A aula “O Poder da Comunicação Afetiva” vai acontecer amanhã às 20:00 em uma sala exclusiva do Zoom.Por lá será revelada uma forma única para desenvolver a habilidade essencial da Comunicação para trabalhar em equipe, prevenir conflitos e se destacar em seu trabalho!Se você ainda não garantiu sua inscrição gratuita, clique no botão abaixo.
Já reserve em sua agenda o horário de 20:00 para participar dessa aula inédita!

UM DIA COMUM: O MUNDO ESTÁ MELHOR?

Um dia comum: o mundo está melhor?

Comecei o dia com a meditação para alinhar as intenções e as ações do dia. Com essa intenção saí de casa. O primeiro compromisso transcorreu como o imaginado, apesar de ter ouvido palavras que poderiam ter gerado em mim uma sensação incômoda. O dia seguiu e os desafios pareciam cada vez maiores. O último compromisso do dia, que para mim seria o mais importante, não aconteceu. A pessoa não apareceu e não avisou. A ira nasceu em mim e quase explodi de raiva. Porém, explodir com o outro como se ele nem apareceu? Fui para casa frustrado, jantei sem falar muito e fomos para cama mais cedo. Minha esposa perguntou:

– O que aconteceu?

Agora já havia processado parte do dia, faltava finalizá-lo. Muito tem se falado dos exercícios de pausa no início de um dia, a meditação, e no seu transcurso, as micro pausas. Porém, acredita-se que tão importante quanto fortalecer as intenções no princípio do dia, é fazer uma revisão ao seu final para avaliar como ele foi vivido. A revisão faz diferença, porque as emoções, os sentimentos, as ações e as intenções ainda estão vivas em cada um de nós. Depois da pergunta da minha esposa, repassei todo o dia baseado em três perguntas: (1) o que fiz hoje contribuiu para uma vida melhor? Responder a essa pergunta me permitiu identificar que fiz bem ao manter o ritual da meditação da manhã, o que me deu forças para fazer a pausa na interação em que pensei ter ouvido críticas e ofensas. A pausa antes de responder me fez perceber que não havia ofensa nem crítica na fala do meu interlocutor e o acréscimo de um ponto importante na ideia. O meu sábio não foi sequestrado pelos meus sabotadores. Responder à pergunta (2) “O que fiz hoje que não contribui para uma vida melhor?” expôs um acentuado incômodo emocional que me infligi pela não presença do outro para um compromisso acordado. Por que o incômodo? Porque o que fiz não contribuiu para melhorar a minha vida, nem a do outro? Porque a ira comandou a minha reação. Não pausei. Explodi ao enviar uma mensagem de texto nada construtiva para a pessoa que não havia comparecido, que revela que os meus sabotadores haviam sequestrado o meu sábio. Por fim, responder a pergunta (3) “O que poderia fazer diferente para que a vida fosse melhor?” pode me preparar para o dia seguinte, servindo de orientação para não repetir ações improdutivas ou para alterar comportamentos que não contribuíram para um mundo melhor. Enviar uma mensagem de texto para cobrar a presença de alguém que optou por não comparecer poderia ser repensado? Sim, com sabedoria tudo o que precisa ser dito pode ser dito, dependendo de como é dito.

Enfim, na conversa de avaliação do dia que terminava seguia incomodado com o que havia passado. Entretanto, o incômodo não se aplicava ao outro, mas ao fato de haver deixado que a ira comandasse a minha reação. Não fiz nenhuma pausa e enviei uma mensagem de texto cobrando o outro pelo seu não comparecimento. A sua ausência era um fato, entretanto as razões que eu atribuí a elas foram interpretações minhas. Essas interpretações me levaram a entender que a minha necessidade de respeito não estava sendo atendida e sob o comando da ira me expressei de maneira agressiva. O resultado de agir sob o comando das emoções, como a ira? Quase sempre termina em conflitos e com pessoas magoadas. O meu interlocutor não compareceu porque a escolha dele estava pautada pelas suas prioridades e, naquele momento, levar a filha para o hospital era insubstituível. Ainda bem que ele teve a sensatez de pausar para exercer a empatia comigo, explorar a situação para reagendar o encontro para inovar, navegar e ativar o sábio.

O que fiz hoje e como fiz faz do mundo um lugar melhor?

Moacir Rauber

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Perguntas inspiradas na conversa com Miriam Moreno

HOJE EU PERDI…

Hoje eu perdi…

Sabe aqueles dias em que você se levanta sem muita disposição? Pois é, naquele dia havia acordado assim, apesar de ter uma programação prevista que merecia celebração. Seria um dia especial porque meu sobrinho que morava comigo concluía o Ensino Médio com excelente aproveitamento. A conquista era toda dele, mas para mim era motivo de orgulho ter participado do processo. O dia começaria com uma cerimônia religiosa de agradecimento pela manhã, no final da tarde seria a colação de grau e, logo após, a festa de confraternização num dos hotéis da cidade. Eu me havia proposto a participar da cerimônia de agradecimento e da colação de grau. A festa seria dele com os seus amigos com quem havia compartilhado segredos e fofocas; sucessos e fracassos; tristezas e alegrias; amores e desamores, entre outras histórias vividas com o entusiasmo de quem tem 17 anos.

A cerimônia religiosa estava programada para às 10h30 na capela do colégio, que não conhecíamos. Quando a vimos, ficamos chocados com o tamanho da escadaria que dava acesso à capela, que estava abrigada num prédio antigo. Olhei para o meu sobrinho que sempre solícito logo se dispôs a me ajudar. Olhávamos para os obstáculos de longe, faltava cruzar a rua. A movimentação dos amigos e familiares dos demais formandos era intensa em frente a capela. Olhei para o meu sobrinho e disse:

– Vai lá. Aproveita para agradecer a tua conquista. Eu não vou. Dá uma olhada… A escada é tão íngreme que chega a ser perigoso…

Despedi-me e voltei para casa. Inicialmente aliviado. Logo passei a sentir que havia perdido a chance de compartilhar algo relevante com uma pessoa importante. Eu desisti ao ver a escadaria como obstáculo. Não era a primeira escadaria em minha vida e não seria a última. A diferença estava na minha postura diante dela. Criei dificuldades sem ver o quadro completo. O que a Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosenberg) poderia nos dizer da situação? E da perspectiva da Inteligência Positiva (Shirzad Chamine), onde estavam o Sábio e os Sabotadores? Antes de mais nada, frente a uma situação difícil, contraditória ou conflitante é importante fazer uma Pausa Estratégica para poder abstrair e observar o que está acontecendo de fato. Na Inteligência Positiva se fala em manter contato com a realidade por meio de alguns exercícios, assim como por gerações sempre nos foi dito para que se conte até dez antes de agir por impulso. A Pausa Estratégica permite que se tome consciência da realidade ao seu redor não sendo dominado pela emoção imediata que ocorre ao se enfrentar com a situação, seja ela difícil, conflitante ou desafiadora. A reação sem a pausa pode fazer com que se tome decisões ou se digam palavras que não são as melhores escolhas. Não se trata mais de fugir dos predadores, porque os nossos conflitos ocorrem em ambientes de relacionamento na vida social, familiar e organizacional. É com as pessoas que enfrentamos situações que podem ser interpretadas para além dos fatos, pois envolvem sentimentos e necessidades de um e de outro e permitem a expressão de um e de outro por meio da liberdade de que desfrutamos. Liberdade de expressão? Sim, assumindo as consequências do seu uso, por isso ao não entrar na capela eu me expressei e assumi as consequências disso. Desse modo, ressalte-se a importância da Pausa para não se deixar levar pelos sabotadores que na situação da capela se manifestaram sob a regência do Crítico que não perdeu a oportunidade de tecer comentários negativos sobre a falta de acessibilidade; ele estava certamente acompanhado do Esquivo que traz consigo a preguiça; da Vítima que traz consigo o olhar para as limitações; e do Controlador que traz consigo a necessidade de estar no comando de tudo. Com isso, o meu Sábio foi sequestrado e não aproveitou nenhum dos seus poderes. Não exerci a Empatia com o sobrinho, porque no momento da decisão não levei em conta as suas necessidades e tomei uma decisão baseada numa autoempatia sabotadora. Ele foi sozinho para a celebração. Não Explorei outras possibilidades frente a uma situação que parecia que se repetia, assim não Inovei e não aproveitei os possíveis “presentes” encontrados nas dificuldades. Desistir foi o caminho mais fácil. Com isso, não Naveguei para poder valorizar o que realmente era importante na situação: a presença. Optei pela ausência. Por fim, não Ativei nenhum dos poderes do sábio e permiti que os sabotadores sequestrassem a sabedoria, levando-me para onde não queria ir. Por fim, se eu tivesse feito uma Pausa e Observado com cuidado todo o quadro sem o julgamento precipitado, poderia ter exercido a empatia com o sobrinho para valorizar os seus Sentimentos e as suas Necessidades, que eram minhas igualmente. Com isso poderia ter explorado, inovado e navegado nas possibilidades para ativar o sábio e quem sabe, envolver outras pessoas que circulavam em frente a capela para que me ajudassem a subir as escadas. Com esse movimento, eu teria cruzado a rua e poderia ter visto o quadro completo. Ao cruzar a rua os sabotadores poderiam reclamar, mas eu teria ampliado a visão a tal ponto de poder observar que por detrás das colunas da lateral direita da capela havia uma rampa. A minha expressão teria sido outra.

Assim é que nós desistimos ao não vermos o quadro completo antes de tomar uma decisão. A Pausa consciente nos ajuda a discernir. Quantas vezes você se programou para fazer academia e na hora de começar escolheu não fazer? Quantas vezes você pensou em inserir um momento de oração ou meditação na sua rotina e na hora de levantar ficou na cama por mais alguns minutos? Quantas vezes você se inscreveu num curso e na hora de ir optou por ver um filme? Eu desisti de participar da formatura, mas ela aconteceu igual. Você pode desistir da academia, mas outros igualmente a usam. Você pode desistir da oração ou da meditação, mas aqueles que a fazem se beneficiam delas. Você pode desistir do curso, mas outros o farão. Tudo acontece, com ou sem você. Enfim, desistir qualquer um pode; desistir nos faz menores.

Lembro-me que no momento em que desisti tive a sensação de alívio, justificado pelos obstáculos utilizados como desculpas. Entretanto, ao tomar consciência de que não estaria presente num momento importante para outra pessoa, a sensação de alívio foi trocada pela frustração. Ao desistir se anula a IMAGINAÇÃO por não fazer o MOVIMENTO. Com isso, afetamos o mundo sem AFETO. Ao desistir o outro perde a sua presença, mas quem mais perde é quem não está presente, porque com ou sem você a vida segue.

Naquele dia, eu perdi para mim mesmo…

E você, está perdendo o que ao desistir?

“A presença é o que tenho de mais valioso para dar ao outro.Você está presente com quem diz que está?De que valem as promessas de amizade sem a presença?De que servem as declarações de amor sem a presença?Para que prometer lealdade sem a presença?Como comprometer-se com alguém sem a presença?Quando não dou minha presença plena o que resta?”

Moacir Rauber

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O QUE É FELICIDADE PARA VOCÊ?

O que é felicidade pra você?

 Finalizávamos mais um encontro sobre comportamento na busca humana pela realização usando os recentes estudos científicos. Muitos deles apontavam os conceitos e as bases da felicidade em que constatavam os processos químicos presentes no organismo. Encontro após encontro falávamos de um autor, de um estudo e de suas aplicações nas equipes, nas organizações e para cada uma das pessoas. As discussões eram profundas com as teorias que explicavam a felicidade a partir da ciência. Porém, estava presente que a felicidade é uma busca comum do ser humano. Num determinado encontro, uma das integrantes disse que não participaria mais do grupo. Ela explicou:

– Acredito que conhecimento já temos suficiente. Agora é hora de praticar…

O choque pela saída deu lugar as suas razões que faziam sentido. Fiquei com a cabeça cheia de mais dúvidas com as perguntas: o que é ciência? O que é sentido comum? E o que é felicidade? Começava a me parecer que a felicidade estava mais próxima do sentido comum do que da ciência. A ciência pode ser entendida como o conhecimento que proporciona uma explicação para determinados fenômenos apoiada por métodos que permitem observar e experimentar, criando teorias e leis científicas. A ciência se caracteriza por ser objetiva, verificável, controlada e lógica. O sentido ou senso comum é o conhecimento presente no nosso dia a dia, transmitido de geração para geração pelas histórias, cultura e costumes. Muitas vezes, não é aceito pela ciência e tem a sua validade contestada sendo sinônimo de conhecimento vulgar, embora também tenha como sinônimos o consenso e o bom senso. A felicidade, por outro lado, é o estado de satisfação, contentamento, bem-estar e a consciência de plenitude como ser vivo que se estende no tempo. A felicidade está baseada em diferentes emoções e sentimentos sem que haja algum motivo específico.

A partir desses conceitos (limitados) parece haver uma aproximação muito maior entre felicidade e senso comum do que felicidade e ciência. A ciência é objetiva, enquanto a felicidade é subjetiva. A ciência é controlada, enquanto a felicidade nem sempre é. A ciência é lógica, enquanto a felicidade não está sujeita às suas regras. A ciência é verificável assim como a felicidade, mas esta precisa ser sentida muito mais do que medida. Portanto, a ciência pode se originar de uma construção teórica, que termina na identificação de leis, ou da observação de fenômenos cotidianos que estabeleçam padrões verificáveis, lógicos, controláveis e objetivos. A felicidade se encaixaria nesse formato de ciência? Entendo que não. Escutava o Pe. Bertrand que dizia “Toda pessoa deseja ser feliz, não apenas estar feliz agora, ou se sentir feliz, mas ser feliz…” e que o conjunto de ciências humanas, como a psicologia, a sociologia, a medicina, a economia e a educação, podem contribuir nessa busca. A felicidade é, portanto, uma busca comum a todos os seres humanos, isso igualmente é senso comum. Acrescente-se que o Ser Humano existe sem a ciência, embora a ciência sem o Ser Humano não exista. Desse modo, há uma prerrogativa implícita de que as ciências sirvam às pessoas, e que estas buscam a Felicidade, mas que a Felicidade não necessariamente precisa da ciência.

Portanto, no dia que a minha amiga falou que já temos conhecimento suficiente para entender e buscar a felicidade, inicialmente, fiquei um pouco frustrado. Em seguida fiquei maravilhado com as descobertas do dia a dia. Sem nenhuma preocupação com o rigor científico, pude constatar que as pessoas mais felizes não dependiam de que a felicidade fosse uma ciência. Elas simplesmente escolheram ser felizes. Vi jardineiros, carpinteiros, pedreiros, advogados, enfermeiros, psicólogos e engenheiros felizes. Muitos deles se beneficiavam das ciências para aumentar a sensação de felicidade, mas nenhum deles entendia a felicidade como ciência. Pude perceber que a Felicidade é Senso Comum aprendido, ensinado e praticado pelas pessoas, muitas delas conectadas com a espiritualidade.

O que é felicidade para você? Para mim, Felicidade é Senso Comum.

“Cada pessoa com o seu sonho específico de felicidade.”

Pe. Bertrand

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.