Crise no sistema prisional? Mentira! Ele é um sucesso!!!

Lembro-me muito bem de alguns anos atrás ouvir os comentários de muitos moradores de cidades grandes do Brasil:

– Vou tirar umas férias da agitação da cidade. Vou visitar meu tio que mora numa cidadezinha do interior.

Saudades desse tempo.

Também eu fui visitar uma cidadezinha do interior em busca de paz e tranquilidade. Lá chegando encontrei uma cidade murada. Ruas inteiras com muros no lado direito e no lado esquerdo. Em áreas novas da cidade, primeiro são construídos os muros e depois as casas em seu interior. São minipresídios.

Cheguei em frente da casa em que ficaria hospedado. Um muro com mais de três metros de altura, além da cerca elétrica que circundava toda a área do terreno da casa. Um enorme portão se abriu. Logo em seguida o portão se fechou. Não houve como não me lembrar do presídio que visitei.

A esposa do meu amigo me recebeu afetuosamente. As crianças de 9 e 11 anos também se aproximaram. Vi os cães nos fundos da casa. Vi duas bicicletas num canto da varanda. Fiquei na casa do meu amigo por alguns dias. Nesses dias não pude ver as crianças saírem sozinhas para andar de bicicleta. Uma ou duas vezes os pais se sentaram em frente da casa na calçada para acompanhar os filhos, que só assim podiam andar de bicicleta, não sem antes ouvirem repetidamente o alerta de sempre:

– Andem até onde possamos ver vocês! Entenderam?

Perguntei o motivo de tudo isso. Eles responderam:

– Não dá. Sem os muros, sem a cerca elétrica e sem os cachorros  não passa uma semana que não roubam a gente. Com tudo isso já nos roubaram várias vezes. E eles também assaltam as crianças na rua. Roubam tênis, roupas. Qualquer coisa!

Fiquei impressionado, porque na realidade eu estava hospedado com os verdadeiros presidiários.

Estamos falando de uma cidade de 30000 habitantes do interior do Brasil. A crise do sistema penitenciário brasileiro poderia ser rapidamente resolvido. Bastaria esvaziar algumas dessas cidades e usar essas minifortalezas para que os bandidos ficassem presos e os cidadãos pudessem ser soltos.

Não há crise no sistema prisional brasileiro. Ele é um sucesso tão grande que todos nós fazemos parte dele.

Casa ou presídio?

Casa ou presídio?

(Re)Encontro com o AFETO: o despertar da unidade

Workshop de Autoconhecimento

Reencontro com o AFETO: o despertar da unidade

Faça a viagem mais incrível do mundo!

Para Tudo!

Pergunte-se: quem é você?

Pode parecer estranho, mas muitas pessoas terminam os seus dias sem responder a questão, confundindo-se com o seu trabalho ou com os seus papéis na sociedade.

Caso você seja um daqueles que gostaria de dedicar algum tempo para pensar sobre QUEM É VOCÊ e sobre O QUE VOCÊ QUER  a proposta é que você FAÇA A VIAGEM MAIS INCRÍVEL DO MUNDO!

Vá para o ECO HOTEL Vila Fátima no Morro das Pedras em Florianópolis-SC e participe do programa:

(Re)Encontro com o AFETO: o despertar da unidade!

Somos um: Corpo, Mente e Espírito.

VISITE VOCÊ MESMO!

Eu afeto o mundo. O mundo me afeta.

Com AFETO eu sou melhor.

Com AFETO o mundo é melhor!

Clique aqui e veja a programação completa!

O workshop de autoconhecimento (Re)Encontro com o AFETO: o despertar da unidade! será desenvolvido no ECO HOTEL Vila de Fátima, um dos lugares mais lindos da Ilha da Magia, Florianópolis-SC.

No local, o silêncio urbano e a música dos sons da natureza facilitam o início de uma viagem para reconhecer o lugar mais incrível do mundo: VOCÊ!

Introjetar para projetar!

Olhar para dentro para melhorar por fora!

Domínio próprio? Força? Esperança? Resultados?

De 16 a 18-06-17 (reserve estas datas).

Clique aqui e veja a programação completa!

Informações e inscrições:

Skype: mjrauber ou rosanprado

E-mail: ethosfera@ethosfera.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Fone: 45 32771888 (Rosan ou Eide)

Celular/whatsapp: 48 998578451

Se resolver estraga…

Sempre que um problema atinge um número relativamente grande de pessoas a possibilidade de que surja uma associação derivada da situação é enorme. Entre as pessoas com deficiência trata-se de uma iniciativa comum. Existem associações para todos os gostos, cores e amores. Associação dos Amputados do dedo Minguinho, Associação dos Carecas, Associação de cadeirantes da rua tal e da rua tal. É impressionante como existem motivos para se criar uma associação que, muitas vezes, não resolve nada. E nem querem resolver. Junta-se um grupo de pessoas que parecem ter objetivos comuns, como trabalhar para a inclusão das pessoas, diminuir os preconceitos e criar uma sociedade mais justa. No papel é tudo muito bonito, mas a realidade quase sempre é outra. Surgem alguns que realmente querem resolver os problemas, porém eles são a minoria. Muitos dos reais interessados terminam por se afastar. Permanecem aqueles que não querem que os problemas sejam resolvidos, porque se por acaso forem, eles perdem a função. Tive algumas experiências nesse sentido, entretanto uma me veio à mente na semana que passou.
Estava eu a trabalhar num evento com diferentes entidades que visam promover a inclusão social de pessoas com deficiência. Um tema importante num evento completamente informal. A informalidade não diminuía a relevância do assunto tratado. No início buscava levantar a questão sobre quem é cidadão ou não. Fiz algumas perguntas para destacar que não há a exigência de uma característica física para ser ou não cidadão. Aproveitei a presença de um grande amigo que participava do evento para fazer uma brincadeira, uma vez que ele trajava a camiseta de um clube de futebol. Por ser a camiseta de um time rival ao qual eu era torcedor, brinquei com ele dizendo que talvez quem vestisse tal camiseta fosse apenas “meio” cidadão. Uma abordagem politicamente incorreta, mas com a certeza de que a liberdade da amizade me permitia fazê-la. A real  intenção era estimular o humor, ainda que o assunto fosse sério. Terminei por aproveitar a ocasião para destacar o trabalho feito pela entidade que ele representava. O recado fora dado e entendido por todos os presentes. A sessão continuou e terminou de forma completamente satisfatória. Para o meu espanto, o meu amigo levou uma reprimenda do presidente da sua associação. Explico.
 
O meu amigo é funcionário de uma entidade que trabalha com a inclusão de pessoas com deficiência. Ele representa a entidade em várias ocasiões. Naquele dia ele fora assistir à minha palestra por livre iniciativa O presidente da associação, logo após o evento, telefonou para os organizadores para saber como tudo transcorrera, uma vez que a entidade também era uma das promotoras. Ele não pudera ir, mas soube da presença do colaborador pelos organizadores que disseram:
– O fulano esteve aqui. Inclusive o palestrante fez uma brincadeira com ele porque ele vestia a camiseta de um time… e blá, blá, blá.
 
O “zeloso”presidente da associação, que tem entre seus objetivos lutar pela inclusão social de pessoas com deficiência e a diminuição dos preconceitos, não se conteve e imediatamente telefonou para o seu colaborador. Dele exigiu explicações sobre a imagem da associação que fora denegrida pela sua participação inapropriada. Inicialmente, o meu amigo ficou sem palavras. Depois, explicou-lhe que fora ao evento com trajes mais esportivos porque o evento ocorria em horário pós-laboral. O presidente não aceitou a explicação. O meu amigo ainda justificou que o palestrante e ele eram amigos de longa data. Nada disso serviu ao presidente. Considere-se que o presidente da associação é uma pessoa com deficiência e deveria muito bem saber o que é ser discriminado pela aparência, seja ela marcada pelas roupas ou pela condição física. Entretanto, parece que ele não sabia. 

Confesso que no meu entendimento, uma pessoa com uma atitude tão preconceituosa revela que não poderia trabalhar numa entidade que luta para que os efeitos dos preconceitos sejam minimizados. A menos que seja mais um que jamais queira que os problemas sejam resolvidos, por que uma  vez que eles fossem solucionados ele simplesmente perde a função, o emprego e a própria razão da existência.

O metal pode ser vil?

As conversas com o meu amigo, muitas vezes, voltavam ao mesmo ponto. Ele dizia:

– O problema do mundo é o dinheiro. Eu fico pensando que se tirássemos o dinheiro deixaríamos de ter tantos problemas. As pessoas se deixam influenciar, deixam-se levar e se deixam corromper pelo dinheiro…

E ele continuava toda a sua argumentação de que a ganância e a ambição desmedidas têm a suas origens no dinheiro. Em tempos de corrupção é uma argumentação fácil. Particularmente eu não concordo, mas já não exporia para o meu amigo as minhas razões para essa discordância. Em parte, vou escrevê-las.

Concordo que a ambição e a ganância podem levar as pessoas a buscar o dinheiro de forma desmedida, porém não entendo que o dinheiro seja a verdadeira razão. Pessoalmente acredito que o dinheiro seja tão somente o símbolo daquilo que as pessoas gananciosas e ambiciosas em demasia procuram. Elas querem o poder que o dinheiro proporciona. Elas querem o prestígio e a influência que o dinheiro em grande quantidade aparentemente assegura. A vilania não está com o dinheiro tão maldosamente taxado de “vil metal”.  Por outro lado, lembro de que o dinheiro também pode ser usado para cumprir com a sua função social primária de atender as necessidades dos cidadãos, assim como para ações de bondade e de caridade. A generosidade também não está com o dinheiro. Desse modo, se por um lado o dinheiro pode comprar um iate, por outro lado é o dinheiro que paga o leite das crianças. Se por um lado o dinheiro pode comprar uma mansão, por outro lado também é o dinheiro que paga a conta de energia das casas humildes. Se por um lado o dinheiro pode comprar um terno Armani, por outro lado também é o dinheiro que paga os materiais para se fazer os exames médicos que nos preserva a saúde. Se por um lado o dinheiro pode ser associado a ganância e a ambição, por outro lado ele pode ser associado a bondade e a caridade. O dinheiro apenas é o símbolo, ele não é a coisa em si. O uso que se dá as coisas, o dinheiro, é diferente das coisas em si, ambição e ganância ou bondade e caridade. As coisas em si que o dinheiro pode fazer depende de cada um.

Em toda a história da humanidade foram criadas e desenvolvidas tecnologias as mais variadas que podem ser símbolos de evolução ou de retrocesso; de vida ou de morte; de construção ou de destruição. Para o bem ou para o mal, aquilo que a humanidade criou depende do seu uso. O uso é determinado pelo comportamento. O comportamento é determinado pelo caráter. E o caráter é individual. Dessa forma, entendo que ambição e ganância são questões comportamentais de cada indivíduo, assim como a bondade e a caridade. O dinheiro pode ser apenas o símbolo de quem cada um é. O dinheiro não é vil. O dinheiro não é generoso. Cada um de nós pode ser um ou outro.

Ouvir e Escutar

Ninguém deve prescindir de ouvir e escutar o seu EU, manter a autoestima ou buscar a autossatisfação na própria caminhada.

Porém, para ouvir e saber escutar há que se entender que o outro também não pode prescindir do seu EU, da manutenção da sua autoestima e da sua busca pela autossatisfação.

Ouvir e escutar o próprio EU é um ato de dar amor para si mesmo.

Ouvir e escutar o EU do outro é um ato de doar amor.

Somos únicos. Somos múltiplos.