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Que tipo de aprendiz é você? Mosca, zangão ou abelha 1?

Que tipo de aprendiz é você? Mosca, zangão ou abelha 1?

Há duas semanas escrevi o texto “Que tipo de aprendiz é você? Mosca, zangão ou abelha?” em que explorei as competências da abelha, deixando em segundo plano o zangão e a mosca. A abelha, como metáfora, traz em si qualidades para um aprendiz, como a perseverança, a dedicação, a organização e a humildade. No final do texto perguntei: e a mosca e o zangão? O que podemos aprender com eles? Que trabalhadores são eles e qual analogia serve para nós?

A mosca e o zangão podem nos ensinar como podemos ser aprendizes de diferentes maneiras em qualquer ambiente. Se a abelha é exemplo da aprendizagem organizada e coletiva, a mosca e o zangão podem exemplos de aprendizagem no caos e na solidão. A abelha frequenta o jardim e procura a flor, o belo, e volta com o néctar para a colmeia, o coletivo, para realizar o seu trabalho. A (1) mosca zanza de uma planta a outra sem um paradeiro para encontrar os dejetos, o feio, para cumprir a sua missão. A mosca encontra os restos de matéria orgânica em cantos ocultos do jardim, transformando-os em adubo para que as flores sejam ainda mais vistosas. Elas aproveitam aquilo que os demais já não querem. Porém, igualmente a abelha, a mosca poliniza outras plantas, contribuindo ainda mais para a continuidade da vida no jardim. E na nossa sociedade, quantos trabalhos existem que a grande maioria das pessoas se negaria a fazer? São profissões que podem não ter o prestígio de outras, mas nem por isso são menos relevantes. São os cuidadores de idosos que cumprem um papel que a família já não quer ou não pode mais. São os limpadores de esgotos subterrâneos que permitem que as nossas ruas e casas permaneçam limpas. São os analistas de laboratórios que trabalham com os nossos restos orgânicos para que possamos manter a nossa saúde, entre outros exemplos de trabalhos não glamourosos. Entretanto, para exercê-los é preciso aprender e trabalhar no caos para manter a ordem. O (2) zangão no seu comportamento exibido ao bater as asas para chamar a atenção no meio do jardim, talvez busque espantar a solidão. Ele tem um porte diferenciado das demais abelhas, porém vive uma vida solitária com a única função de garantir a fecundação da abelha rainha. Não produz mel, não interage com outras abelhas e é nascido de um embrião não fecundado. A sua função é solitária desde o nascimento. Da mesma maneira, quantas profissões existem que nós não vemos o esforço solitário de alguém que precisa se manter em evidência? A área de vendas externas exige muita exposição, mas é uma atividade solitária que demanda esforço e iniciativa. Os profissionais que trabalham com a revisão de textos sequer têm o seu nome registrado no trabalho como forma de reconhecimento. Um consultor de empresas entra numa organização, analisa, compila e fornece alternativas para depois sair de cena. Eles quase nunca têm equipes, mas contribuem para o coletivo. São trabalhos solitários e essenciais em nossa sociedade. Portanto, a mosca nos ensina a aprender a ordem a partir do caos, enquanto o zangão nos ensina o sentido dos trabalhos individuais, porque ambos refletem no coletivo. Haja competência emocional para aprender e ensinar como a mosca e o zangão…

Acredito que tudo o que existe tem uma função. Aquilo que não tem mais função vai para o museu, adquirindo nova função.  Ninguém é mais ou menos importante por causa da função. Se da abelha podemos a aprender a ser aprendizes organizados e coletivos, a mosca e o zangão nos ensinam a sermos aprendizes no caos e na solidão. Porém, é essencial ter em mente o sentido daquilo que se aprende para saber o resultado daquilo que se faz. Assim, tornamo-nos aprendizes com apreço por aquilo que aprendemos; dedicados para aprofundar o conhecimento e o seu uso; tranquilos mentalmente para ser perseverantes e entender que a paciência é uma virtude do eterno aprendiz.

Abelha, mosca ou zangão? Se eles existem, há uma função. Qual é a sua função?

Moacir Rauber

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Pessoas: “Esticar” ou “Podar”?

Pessoas: “Esticar” ou “Podar”?

A mitologia grega diz que Procusto era um assaltante gigante que capturava as suas vítimas e as levava para a sua habitação. Uma vez lá, ele as deitava na sua cama, uma estrutura de ferro que continha exatamente as suas medidas. Aqueles que se ajustavam perfeitamente eram liberados, juntamente com os seus pertences. Porém, a grande maioria era menor que as medidas da cama, assim, Procusto procurava “esticá-los” até que estivessem do tamanho da sua cama. Alguns dos seus “convidados” ultrapassavam as medidas de sua cama e ele, sem hesitação, “podava” as partes excedentes. Ao ser questionado sobre a sua prática, Procusto respondia que estava fazendo justiça ao eliminar as diferenças entre as pessoas. Quais são os Procustos dos dias de hoje? E no seu ambiente, as pessoas são “esticadas” ou “podadas”?

Nas nossas relações, muitas vezes, somos levados a nos ajustarmos às “camas” dos outros Procustos ou fazemos com que os outros se ajustem às nossas “camas” como Procusto. Somos vítimas e algozes. Não somos inocentes. Basta pensar nos diferentes grupos aos quais pertencemos. Na família, às vezes, queremos “esticar” ou “podar” os nossos filhos, os pais ou os irmãos. Com os amigos, agrupamo-nos por time de futebol, religião, opiniões políticas ou outros pontos em comum, porque queremos caber na “cama”. Ficamos incomodados com pessoas que não se ajustam a nossa “cama” e, por isso, nos afastamos daqueles que consideramos diferente. No ambiente organizacional ocorre algo parecido. A cultura organizacional pode ser um Procusto dos nossos dias. A gestão de Recursos Humanos realiza um processo de seleção em que busca identificar as qualidades únicas do candidato que o tornam relevante para a organização. Na sua chegada na empresa, ele é submetido a uma série de atividades de acolhimento e de integração num processo de socialização organizacional para torná-lo um membro efetivo. Normalmente, ele é apresentado à missão, à visão e aos valores organizacionais, assim como recebe uma mensagem de boas-vindas dos diretores. Busca-se dar ao novo colaborador a possibilidade de entender e de se apropriar dos valores compartilhados na organização. Depois ele chega à sua equipe para desempenhar o seu papel. Em muitas organizações são oferecidas as trilhas de aprendizagem para capacitá-lo para as tarefas e prepará-lo para o desempenho. As diferentes culturas organizacionais podem estar voltadas à inovação, aos resultados, às pessoas ou ao trabalho em equipe, por exemplo, e a preocupação para que o novo integrante se sinta acolhido para poder se integrar é importante. Entretanto, nesse processo, muitas vezes, é tirado da pessoa o que ela tem de melhor: a sua unicidade. Como ele vai inovar, produzir resultados diferentes, respeitar e ser respeitado como pessoa ou ser importante para uma equipe se ele não puder ser quem ele é? Se algumas das suas diferenças podem levar a que se queira “esticá-lo” para que se ajuste ao padrão do ambiente? Se outras diferenças podem fazer com que se queira “podá-lo”, evitando que ele ultrapasse os limites impostos pelo ambiente? É a prática de Procusto no ambiente organizacional que pode ser identificada no clima familiar e nas relações de amizade. O que você percebe e sente nos ambientes em que você circula?

Enfim, a mitologia grega continua atual. Por isso, não importa o ambiente, acredito que muito mais do que “esticar” ou “podar” cabe a cada um de nós reconhecer, compreender, aceitar e respeitar o outro como um verdadeiro outro permitindo que ele desenvolva as suas potencialidades únicas. É nessa unicidade que está a grande contribuição do indivíduo para a família, para os amigos, para a organização e para a organização. “Somo todos diferentes, somos todos iguais” e é essencial que cada um tenha a sua cama.

Moacir Rauber

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Que tipo de aprendiz é você? Mosca, zangão ou abelha?

Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/storchschnabel-abelha-primavera-495275/

Que tipo de aprendiz é você? Mosca, zangão ou abelha?

A mosca, quando está no jardim, perambula entre as flores e não se fixa em nenhuma delas. A mosca é, aparentemente, tão volúvel em seu passeio pelo jardim que não consegue ver a beleza que há nele. O zangão voa de uma planta a outra com menos frequência, mas igualmente parece não encontrar nada produtivo nas flores. Ele prefere fazer ruído com as suas asas, chamando a atenção sobre si sem se dedicar a conhecer a flor. A abelha também circula de flor em flor. Ela sai pela manhã de sua colmeia e viaja até o ponto mais distante para depois retornar. No seu caminho de volta, visita o maior número possível de flores. Diferentemente da mosca e do zangão, a abelha se detém cuidadosamente em cada flor, explora-a profundamente e retira o néctar que é levado até a colmeia para que o mel seja produzido. Um produto nobre que serve de reserva alimentar das abelhas no inverno e igualmente é consumido por outras espécies, inclusive o homem. Qual é a analogia que a abelha nos permite fazer da nossa relação com o meio? Que tipo de aprendiz é você?

Em tempos de rápidas mudanças comportamentais e tecnológicas, que influenciam diretamente o formato do processo de ensino e de aprendizagem, as competências exibidas pela abelha continuam a ser determinantes para que cada um de nós possa se manter na mente do aprendiz. Pode-se destacar a perseverança no trabalho da abelha para atingir as suas metas de levar o néctar para a colmeia. Mapear, explorar e recolher o néctar de maneira metódica e sequencial é um trabalho de “abelhinha”, ainda que o ambiente mude constantemente. Igualmente, pode-se observar a organização, a dedicação e a competência de entender o sentido daquilo que se faz. Isso é fundamental para o aprendiz, seja estudante, colaborador, empreendedor ou outro papel social qualquer. Compreender aquilo que se faz gera o apreço por aquilo que se faz. Essa competência pode ser vista como a visão sistêmica que reconecta o indivíduo com a relevância do seu papel naquilo do que ele faz parte. Saber que o seu papel afeta a vida das outras pessoas nos permite desenvolver o apreço por aquilo que se faz. Dessa forma, fica mais fácil ser organizado e dedicado. Entretanto, para ser organizado se exige planejamento, assim como o planejamento motiva a organização. Para esse fim, o cuidado com os detalhes para aprender profundamente algo novo é essencial e se revela na dedicação. São competências socioemocionais que vão permitir que cada um desenvolva competências técnicas que o papel escolhido exige. Portanto, a abelha nos oferece um boa analogia para o desenvolvimento pessoal que requer foco e concentração como resultados da perseverança. As dificuldades e os desafios são imensos, porque as distrações oriundas das mudanças tecnológicas e comportamentais são muitas. Como a abelha nos ensina, é importante ser perseverante para se manter na mente do aprendiz.

Enfim, que tipo de aprendiz é você? Perseverante? Organizado? Dedicado? Você entende o sentido daquilo que você faz? Certamente desenvolver a visão sistêmica contribuirá para que você saiba o impacto das tuas ações, ou das não ações, no ambiente e nas pessoas a tua volta com a consciência das intenções. Ser capaz de afetar com afeto fará de cada pessoa um melhor aprendiz. E o que dizer da mosca? E do zangão? Fica para uma próxima reflexão.

Moacir Rauber

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Você fala tudo o que lhe vem à cabeça?

Você fala tudo o que lhe vem à cabeça?

Ainda bem que está passando o período em que se incentivava a que todos dissessem tudo o que lhes vem à cabeça o tempo todo. Nas últimas décadas, algumas gerações foram educadas acreditando piamente que elas eram as mais lindas, as mais inteligentes e a mais talentosas pessoas que já pisaram na face do planeta. Em núcleos familiares cada vez menores, os pais diziam, “Você é um príncipe” ou “Você é uma rainha” incutindo na cabeça da criança que ela era a pessoa mais especial do mundo e que podia tudo porque todos estavam a sua disposição. Naquele pequeno reino familiar realmente era assim. Foi um movimento de oposição a um período anterior em que gerações foram levadas a crer que apenas eram mais um na multidão e, em muitos casos, eram mão de obra barata que passava a integrar o grande núcleo familiar.  Entendo que as duas situações devem ser consideradas. Na primeira, muitas pessoas não desenvolveram filtros para se expressarem de forma respeitosa, revelando as partes não tão boas de si. Na segunda, um grande grupo de pessoas não consegue se expressar ocultando o que tem de melhor em si. Por isso faço a pergunta: se não sou especial e não sou apenas mais um, quem sou?

Acredito que nem uma nem outra situação seriam modelos a serem seguidos, porque entendo que não somos especiais, assim como não somos apenas mais um. Cada Ser Humano neste planeta é único, singular e múltiplo, não necessariamente especial. Nunca apenas mais um. As gerações anteriores, que foram educadas na base do medo, eram levadas a fazerem o que não queriam em nome de uma pressão social que os oprimia. Não havia horizontes para os submissos dos núcleos familiares e eles ficavam fracos emocionalmente. Não lutavam porque não viam possibilidades. Nas gerações seguintes, para que os filhos não passassem pela mesma situação, muitos pais passaram a criar sem terem a coragem de educar os filhos. Desse modo, muitas crianças cresceram com os excessos da ausência de limites. Os pequenos deuses que foram criados podiam tudo. Igualmente, ficaram fracos emocionalmente. Não lutam, porque não suportam um “não” como resposta. São essas gerações que se encontram nas famílias, nas organizações e na sociedade. Qual o resultado disso? Particularmente acredito que são pessoas únicas e singulares com a sua multiplicidade que vão interagir para daí surgir algo melhor. Apoiando-se na inteligência emocional se poderia dizer que tanto aqueles que se submetem ao não ver possibilidades, como aqueles que não toleram a divergência, necessitam desenvolver o autocontrole. Da interação entre submissos e mimados é que pode surgir pessoas com autocontrole, prudência e humildade suficientes que resultem na fortaleza emocional da temperança. Com isso, as pessoas vão identificar o momento de se expressar ou de não se expressar na constante busca pela realização interdependente com o outro.

Enfim, ouvi muitas pessoas afirmarem com o peito inflado de orgulho que falam tudo o que lhes vem à cabeça, doa a quem doer. Quando ouço isso formo uma imagem não tão positiva. Revela que estou diante de alguém fraco emocionalmente, porque não desenvolveu competências humanas fundamentais para ser um melhor profissional. Frente a uma divergência, grita, ofende e agride. Por outro lado, nunca falar nada para não divergir é igualmente prejudicial, porque gera a sensação de uma falsa harmonia. Ambas as posturas prejudicam o ambiente organizacional, social e familiar. Por isso, do equilíbrio entre os príncipes e as princesas, únicos e não especiais, e dos submissos, que não são apenas mais um, surgirá uma geração emocionalmente inteligente para ser assertiva sem ser arrogante e humilde sem ser submissa. Finalmente, vamos conviver com pessoas que nem sempre falam o que pensam, mas não deixam de falar o que é importante.

Moacir Rauber

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Se tudo é transitório, tudo é circunstancial!

Imagem: https://motivacaoefoco.com.br/o-transitorio-e-o-duradouro/

Se tudo é transitório, tudo é circunstancial!

O rei havia comprado um diamante para fazer um anel e nele queria guardar uma mensagem especial que pudesse ajudá-lo em momentos de dificuldades. Pediu para os sábios do reino que lhe escrevessem uma mensagem pequena o suficiente que coubesse debaixo da pedra do anel e impactante o bastante para mudar sua atitude nas situações extremas. Os sábios pensaram, pesquisaram e nada conseguiram oferecer ao rei que o convencesse. O seu criado, um ancião que havia acompanhado seu pai, disse-lhe que tinha uma mensagem. Escreveu-a num bilhetinho, deu-a ao rei para colocá-la no anel, porém avisou que ele somente a deveria ler em momentos extremos. O rei aceitou. Um tempo depois, os adversários do rei o derrotaram. O rei estava sendo perseguido e chegou num beco sem saída. À sua frente, o precipício. Atrás dele, os inimigos. Lembrou-se do anel e o abriu. Encontrou o bilhetinho que dizia, “ISSO TAMBÉM PASSARÁ”. Pensou e lhe sobreveio uma serenidade inimaginável para o momento. Escutou com mais atenção e percebeu que os seus perseguidores não estavam mais em seu encalço. Com calma pode raciocinar, reorganizar os seus exércitos e reconquistou o seu reino. Ao voltar para o seu palácio foi recebido por uma multidão em festa. Estava alegre, exultante. O seu fiel criado se aproximou e disse, “É um bom momento para olhar o anel”. O rei lhe disse, “Agora sou vitorioso…”. O criado disse, “A mensagem não é somente para os momentos de desespero, é também para as vitórias”. O rei abriu o anel e leu, “ISSO TAMBÉM PASSARÁ”.

Qual é o momento que você vive? Lembre-se, ISSO TAMBÉM PASSARÁ. Tudo é circunstancial, seja no âmbito pessoal, social ou organizacional. A força da mensagem presente nas três palavras é impressionante, alertando-nos para uma das competências fundamentais para que se crie uma cultura organizacional colaborativa e cooperativa, além de se manter um bom clima: a HUMILDADE.  Para isso, é essencial que as organizações desenvolvam nas pessoas a consciência de que tudo é passageiro, a começar pelo topo da hierarquia. A humildade de reconhecer que o poder derivado de uma posição ou de um cargo é circunstancial faz a diferença. Para quem detém o poder traz a consciência da relatividade e da transitoriedade da posição, inclusive da vida. Para aqueles que estão abaixo na linha de poder, estimula a que as pessoas não se inibam e exibam as suas habilidades e competências sem receio. Estar num cargo ou numa função é circunstancial e dela demandam responsabilidades, porque se nela se está, sugere-se que você seja bom para nela estar. Reconhecer-se competente e transitório revela humildade. Dessa forma, alcançar uma posição de destaque na hierarquia ou a realização com sucesso de um projeto deve criar na pessoa a satisfação natural da conquista pelo esforço, sem que isso gere o orgulho soberbo da arrogância de se acreditar superior aos demais. Tendo em mente a clareza de que tudo é circunstancial, os líderes conquistam a confiança dos seus colaboradores pelo respeito, criam a cultura da colaboração e da cooperação num clima organizacional positivo e propositivo. Desencadeia-se a criatividade das pessoas que não precisam ter medo. Os momentos de dificuldades passarão, assim como os momentos de glória.

Enfim, a humildade de reconhecer que tudo é circunstancial vai criar uma cultura sustentável com um clima organizacional que vai gerar satisfação e estimular a inovação como processos naturais oriundos da modéstia presentes na competência sem vaidade. É uma ordem natural.

E isso também passará!

Moacir Rauber

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Fonte: Notícias de Malba Tahan

(https://www.malbatahan.com.br/isso-tambem-passara-palavras-muito-atuais/)

Roda de Conversas FISEC 2020

Dia 12-09-20, às 16h30, vai acontecer mais uma INESQUECÍVEL Roda de Conversas, com alguns dos Palestrantes e Painelistas do FISEC SP 2020!! 👤👤👤👤

Os nosso convidados serão:
📌Thais Gimenez
📌Gustavo Bertulucci
📌 Vanessa Lima
📌 Victor Hugo Soler

Participe e aproveite para conversar com esse time SENSACIONAL que irá fazer parte da 8a Edição do MAIOR FÓRUM DE INOVAÇÃO EM SECRETARIADO EXECUTIVO!

Um evento totalmente gratuito, e as inscrições poderão ser feitos pelo Sympla.
Link > https://www.sympla.com.br/roda-de-conversas-com-palestrantes-e-painelistas-do-fisec-sp-2020__971434

Convidem a sua rede de contatos. Vai ser imperdível!

Pensar fora do quadrado seria um novo quadrado?

Pensar fora do quadrado seria um novo quadrado?

Assistir ao filme “Os Estagiários” (Os Estagiários, 12 – Brasil, 2013 – Comédia – 1h59m) com imagens do ambiente de trabalho no Google nos permite várias associações, principalmente sobre a área comportamental e da cultura organizacional. Pode-se estimular a que todos busquem a inovação por meio da competição de se pensar além daquilo que é convencional, mas onde ficam a colaboração e a cooperação? Trata-se de uma comédia em que dois quarentões da área de vendas ficam desempregados e se candidatam para integrar o programa de estagiários do Google, sendo surpreendentemente contratados. Com pouco conhecimento na área de tecnologia os dois são incluídos numa equipe de excluídos para a disputa das vagas efetivas na organização. Há uma legião de candidatos e as tarefas a serem cumpridas para garantir as vagas são realizadas em ritmo de competição. Eles quase são alijados do processo ao sofrer na pele uma espécie de bullying por parte dos jovens nerds que participam do processo. Felizmente, os quarentões conseguem se manter no grupo. Isso ocorre ao demonstrarem inteligência emocional suficiente para que algumas lições de colaboração e cooperação sejam apreendidas pelos mais jovens, sobrepondo-se ao simples domínio da técnica decorrente direta do Quociente Intelectual (QI).

A empresa Google é considerada por muitos como o melhor lugar para se trabalhar. Trata-se de uma das maiores empresas globais do setor tecnológico, que há 25 anos sequer existia. Ela é responsável, em grande parte, por redesenhar como nós nos relacionamos com a internet, com as informações e com o conhecimento. A empresa também alterou a experiência no ambiente de trabalho, criando uma cultura organizacional diferente. Trabalha-se num ambiente corporativo descolado com liberdade para se vestir da forma como quiser, brincar ou praticar esportes, apresentando uma proposta diferente de cultura com relação ao comportamento na organização. Pode-se inclusive comer sempre que se quiser sem nunca pagar diretamente por isso. Temos a impressão de que se está diante de algo totalmente diferente. A empresa, aparentemente, representa aquilo que se propõe quando se fala em pensar fora do quadrado ou fora da caixa, uma quase unanimidade nos programas de formação profissional e nas exigências para uma nova colocação no mercado de trabalho. Naquele ambiente estimula-se a criatividade, a inovação e a tecnologia, sendo elas palavras de ordem na busca pelo colaborador mais competente. Desse modo, o candidato que chega ao final de um processo seletivo tão disputado leva o contratante a acreditar que o sujeito sentado a sua frente seja alguém que pensa diferente. Eis o novo quadrado ou a nova caixa.

Pergunto: se todos estão buscando ser diferentes ao pensar fora do quadrado ou fora da caixa, então realmente é diferente aquele que pensa igual ao olhar fora do quadrado ou da caixa? É uma contradição. Todos pensarem fora do quadrado concorre com frases como “a verdade absoluta não existe”, que se coloca como uma verdade absoluta. “Não deixe o seu relacionamento cair na rotina”, que termina por ser a rotina de não se ter rotina. Por isso, a mudança em tempos de mudança pode ser a não mudança. Da mesma forma, pensar como sempre se pensava em tempos em que todos querem pensar diferente pode ser a diferença. Portanto, se todos estão preocupados em ser diferentes aquele que simplesmente agir como ele realmente é já será diferente o suficiente para não estar no quadrado. Por isso, sempre pensar fora do quadrado não seria um novo quadrado ou uma nova caixa?

Moacir Rauber

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Quem é o bobalhão correndo?

Quem é o bobalhão correndo?

Nas viagens sempre estou no local antes do horário previsto para embarcar, afinal um usuário de cadeira de rodas, às vezes, demanda mais tempo. Com isso aproveito para observar os atrasados correndo para chegar a tempo de embarcar. Alguns conseguem. Outros não. O desespero toma conta das pessoas que perdem o voo. Eu observo, penso e julgo, “Quem é esse bobalhão correndo?”.

Há alguns anos, estava no aeroporto com bastante antecedência para um voo doméstico. Aproveitei para almoçar com um amigo. O relógio marcava 13h24min, “Ah, tenho bastante tempo, meu voo somente será às 15h. Mesmo assim é hora de ir, pensei. Comecei a relembrar para onde eu iria e percebi que os horários de saída e de chegada estavam muito próximos. Resolvi olhar a passagem e não acreditei no que vi. A hora de decolagem seria às 14h e não às 15h. Saí a toda a velocidade que a cadeira de rodas permitia pelo saguão de um terminal ao outro até o balcão da companhia aérea. Fila. Todos as posições ocupadas. Agitei meus braços. Consegui a atenção de uma das atendentes. Ela disse:

– Acabou de fechar. Não embarca mais…

– Não é possível. Não é possível… repeti desesperado.

Havia perdido o voo. Agora eu sentia na pele aquilo que eu via os outros passarem quando se apresentavam alguns minutos atrasados no balcão de embarque. Era minha a falta de organização que complicava a minha situação. Eu deveria chegar às 16h no destino para um compromisso às 19h. Quantas pessoas seriam atingidas pela minha desorganização? Ao não cumprir o horário do primeiro compromisso, o embarque, deixaria de cumprir o segundo compromisso, o evento. Ao não atender o segundo compromisso criaria problemas para as pessoas que haviam me contratado para o evento que haviam organizado. Seria uma frustração moral, além dos prejuízos financeiros que também estariam envolvidos. Mas o que fazer? O que estava ao meu alcance fazer naquele momento? Nada…

Tudo isso passava pela minha cabeça, quando novamente olhei para a atendente e a vi falando com alguém no comunicador. Ela desligou e olhou para mim:

– Se nós chegarmos até lá em dez minutos eles te embarcam. Siga-me … disse ela e saiu correndo.

Fui atrás. Corri feito um louco, passei pela alfândega e cheguei ao portão. Tão logo embarquei as portas do avião se fecharam. Relaxei pela emoção de ter conseguido viajar. Foi então que me dei conta de quão injustos sempre foram os meus julgamentos. Como poderia eu julgar sem saber o que realmente acontecera com as pessoas que chegavam atrasadas ou em cima da hora? O meu motivo fora realmente fútil, mas quais seriam os motivos dos outros que eu sempre observara e julgara? Pensei comigo, “Julgue menos. Você não sabe o que o outro está passando…”. Faltava-me a humildade para praticar a empatia. Competências socioemocionais que podem validar muitas de nossas competências técnicas.

Por fim, coloquei-me no lugar das outras pessoas que naquele dia estavam com antecedência no aeroporto. Caso algum deles tenha me observado correndo desesperado pelo saguão do aeroporto pode ter pensado, “Mas quem é esse bobalhão em cadeira de rodas correndo de um lado para o outro?”. Naquele dia o bobalhão fui eu.

Moacir Rauber

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Quais as condições?

Caminhando até o balcão de tecidos de uma loja de departamentos, uma garota bonita perguntou:

– Quero comprar este material para um vestido novo. Quanto custa?

– Apenas um beijo por metro, respondeu o sorridente funcionário.

– Tudo bem, respondeu a garota.

– Vou levar dez metros.

Com a expectativa de quem antecipa o prazer estampada em seu rosto, o balconista mediu apressadamente e embrulhou o pano, em seguida, estendeu-o provocadoramente. A garota agarrou o pacote e apontou para um velhinho parado ao lado dela:

– O vovô vai pagar a conta, ela sorriu.

Importante saber:

Quem faz?

Para quem se faz?

O que se faz?

Em quanto tempo?

Em quais condições?

Perguntas para uma boa comunicação e para clarificar uma negociação.

Que as pessoas possam sorrir ao te encontrar…

Que as pessoas possam sorrir ao te encontrar…

Diz a lenda que a cebola era a planta mais linda do mundo. A cada dia ela exibia uma nova joia. Eram as mais diferentes pedras preciosas, como a esmeralda para atrair as bençãos ou o rubi para despertar a energia e a paixão. Às vezes, podia ser uma água marinha para diminuir o estresse ou uma opala para encontrar o equilíbrio, uma safira para desenvolver nossa sabedoria e até um diamante para manter a prosperidade. Todos esperavam o novo dia para admirar a beleza da cebola que se alegrava ao deixar o dia mais harmonioso. Um dia, porém, alguém disse que ela não era linda, mas vaidosa; que a presença dela não trazia harmonia, mas era puro exibicionismo; que a alegria dela não ajudava a ninguém, apenas diminuía os demais. O boato da vaidade da cebola se alastrou e no dia seguinte ela sentiu que algo diferente pairava no ar. Pareceu-lhe ver crítica nos olhos de quem a olhava e se sentiu tímida, o que fez com que ela se cobrisse com uma fina tela. Era a primeira camada. No dia seguinte a cebola exibiu uma esmeralda, porém aquela sensação de que estava sendo julgada continuava, o que a deixou acanhada. Assim, a cebola criou mais uma camada, repetindo-se o processo nos dias seguintes. Por fim, a insegurança, o receio e o retraimento pelas críticas presentes no boato da vaidade da cebola, fizeram com que ela já não exibisse o seu interior. As joias que ela trazia estavam ocultas. A cebola se isolou e não mais compartilhou a sua alegria nem as mensagens como o fazia espontaneamente. Um dia, passava por ali um sábio que sabia da beleza das cebolas, porém ficou estarrecido ao ver como ela estava encolhida e acabrunhada. O sábio, que falava a língua das cebolas, perguntou:

– O que aconteceu?

– Não sei. As outras plantas me obrigaram a criar camadas…

O sábio escutou o desabafo da cebola que havia caído na armadilha dos boatos que denigrem. Ela havia dado poder aos maldosos que a levou a ocultar aquilo que ela tinha de mais belo: o seu interior. E assim somos nós. Muitas vezes, renunciamos ao protagonismo de nossas escolhas e nos colocamos como vítimas dos outros. Não precisa ser assim. Cada um, mais do que ninguém, sabe qual é a intenção que vai determinar a ação. Desse modo, exibir com alegria a joia interior para ser uma benção na vida daqueles com quem se relaciona, assim como para transmitir a energia e a paixão que podem influenciar positivamente aos outros é uma dádiva. Ser leve nas relações ao não julgar é um presente, porque assim como você, o outro apenas quer ser feliz. Manter o equilíbrio entre as intenções e as ações para desenvolver a sabedoria no caminho da prosperidade é uma oferta. Portanto, é um desafio constante não permitir que o julgamento dos outros determinem as próprias ações, uma vez que cada um conhece as suas intenções. Enfim, o sábio, depois de ouvir a estória da cebola, chorou, porque os boatos a fizeram se recolher. Rumores, mentiras e mexericos calaram as intenções da cebola e anularam a beleza das ações. A cebola havia dado poder aos invejosos e aos imbecis, porque a maldade estava no olhar deles. Dizem que, por isso, todos os sábios choram diante de uma cebola.

Portanto, há que se perguntar: são as minhas intenções genuínas? As minhas ações contribuem para o bem estar daqueles com quem convivo? Respondidas essas perguntas assuma o protagonismo da sua conduta ao desenvolver e fortalecer as suas competências socioemocionais para validar as suas competências técnicas. Assim, cada pessoa pode ser autêntica para inovar e transformar com a plenitude da sua humanidade.

Exiba a sua joia interior para que as pessoas possam sorrir ao te encontrar.

Moacir Rauber

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*A lenda é de autor desconhecido.